num primeiro momento parecia um sopro
vindo não sei de onde, mas de algum lado,
inóspito ou sem nome para se dizer.
depois, quando me atirou ao chão, parecia
um vendaval, a passar, entre as casas
de calcário envelhecido para se parecer.
mas quando a tempestade me levou com ela
acima do lugar onde a vida parece,
elevado pela força que, não, perece
veio a brisa que me fez entender, isso
que é sempre um sopro, mesmo a morrer
para o que permanece a viver