sento-me à mesa com o prato nas mãos
equilibra-se nos dedos, como a vida
não tenho fome mas como, assim me aguento
entre o dia e noite
ontem chorei antes de me sentar à mesa
não havia mais pratos e isso assustou-me
onde estão os outros pratos? assim não há vida
entre o dia e a noite
um vento passa e levanto-me da mesa
o prato vem colado a mim, onde quero comer?
e o vento volta a passar, como peregrino
entre o dia e a noite
leva-me
entre o dia e a noite
1 comentário:
Boa tarde Senhor Padre,
Um poema tão a seu jeito, mas que deixa passar alguma amargura, solidão, incerteza.
A vida por vezes é assim e só temos que reagir e procurar refúgio em Deus.
Um abraço,
Emília
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