A Joaninha portara-se um bocadinho mal. Digamos que um bocadinho era favor, mas ela era uma querida e custa dizer que se portou mal próximo do muito mal. A mãe teve de intervir com algumas palavras duras e uns olhares reprovadores, mas a pequerrucha resistia com as suas razões de oito anitos. Não tardou muito em magoar a mãe. Por isso, esta teve de lhe lembrar uma coisa que a filha não podia esquecer. Joana Maria, tu não te esqueças que fui eu que te dei a vida. A Joaninha não desarmou e, tal como aprendera com a catequista Amália, respondeu prontamente. Isso não é verdade, mamã. Quem me deu a vida foi Jesus. A mãe teve de esconder o rosto da admiração e da vontade de sorrir. Pois, pois, Joana. Mas ele deu-te a vida através da tua mãe, que sou. A Joaninha tinha a sua razão e a mãe também tinha, e muito bem, a sua razão. Ainda assim, é bom ouvir pequerruchos a falar de Jesus desta maneira. Foi Jesus que me deu a vida, mamã.
A PROPÓSITO OU A DESPROPÓSITO: "A catequista e o menino"
2 comentários:
Já tinha saudades destes textos seus, padre.
Abençoada Joaninha!
Boa tarde Senhor Padre,
Que bom vê-lo de novo aqui com os seus relatos sempre tão bonitos!
Que dizer deste belo momento que nos proporcionou?
Simplesmente maravilhoso.
As crianças traquinas são habitualmente muito inteligentes.
Desejo-lhe um feliz e abençoado Ano de 2026!
Abraço,
Emília
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