quinta-feira, setembro 06, 2018

uma cruz deu à costa [poema 193]

Deu à praia um mastro que era uma cruz ou forma de cruz
Contando a história do barqueiro que desaparecera no mar
Desembarcara a meio da viagem, perto do fim, como o fim
Sem desfraldar as velas, sem proa, sem leme, sem tripulação
Deu à praia como história verdadeira, ou memória verdadeira
Deixando para trás as lendas que falavam dele, em cruz

2 comentários:

Zilda Carlos de Souza Carlos de Souza disse...

gostei da reflexão, sempre onde existe uma cruz tem uma estória ou lenda pra contar.

Ailime disse...

Sr. Padre boa tarde,
Muito profundo e belo na sua composição este poema.
Já o li várias vezes e estou com dificuldade em entender o verdadeiro sentido.
Ailime