Amanhã há uma formação com o tema tal, e aparecem aquelas pessoas que já sabemos que irão. Um dia destes temos retiro, e aparecem as mesmas pessoas. É preciso que se trate deste assunto ou daquele, quem limpe a igreja ou que trate do almoço tal, e são praticamente os mesmos. Vamos realizar um encontro da paróquia, uma viagem ou uma actividade cultural, e aparecem os mesmos. São os mesmos que nos dão alegria por serem eles que participam, por serem com quem contamos, quem nos segura a comunidade, quem garante a mesma comunidade, quem faz a paróquia ser uma paróquia. Mas não sei que dizer ou pensar dos outros oitenta ou noventa por cento de paroquianos, que até vão à Eucaristia, mas que não aparecem nunca mais!
quinta-feira, janeiro 31, 2019
sábado, janeiro 26, 2019
A leiteira de S. Paulo
Quando a jovem, entusiasmada, se dirigiu ao ambão para ler a segunda leitura, que era de S. Paulo aos Romanos e que estivera a preparar afincadamente, fez-se o natural silêncio na assembleia. A sua voz foi, como é hábito, amplificada pelo microfone. Graças a Deus que o silêncio não foi interrompido quando ela leu “leiteira da epístola de São Paulo aos Romanos”. O silêncio manteve-se, mas eu não aguentei. Já não me ria tanto para dentro como nesta ocasião. Deixei de ouvir o teor do texto. Imaginei o afamado apóstolo pela manhã, com os olhos enremelados, recebendo à porta de sua casa uma senhora com um pote de leite para vender. Era a sua leiteira. A senhora que lhe levava o leitinho fresco todos os dias, ainda ele mal acordara. Ó que maldoso fui! Reconheço. Menos mal que não me veio à lembrança nenhum animal que dá leite. Ri-me, ri-me e voltei a rir até conseguir compor-me na cadeira presidencial onde estava sentado. Não sei se fui o único a rir para dentro. Para fora, ninguém se manifestou. Pelos vistos, toda a gente decidira respeitar a leiteira de S. Paulo.
terça-feira, janeiro 22, 2019
"best post" 2018
Embora sabendo que não é o mais importante, parece-me que esta é uma forma de revermos textos, pensarmos de novo, e ajudarmos o autor deste blogue a verificar caminhos. Assim, peço a vossa ajuda para seleccionar aqueles textos/prosa que considerais ou considerastes como os melhores, os mais tocantes ou interessantes em 2018. Indiquem nos comentários o título ou títulos dos vossos preferidos. Agradeço desde já a vossa participação e colaboração.
Como nas outras ocasiões, tenciono posteriormente colocar os melhores à votação. Podem sugerir outros que não estejam nesta selecção. A mim fez-me bem relê-los. Pode ser que faça bem a mais alguém.
Nota que os poemas não entram nesta sondagem.
Quem quiser dar uma espreitadela aos "best post" de 2012, 2013, 2014, 2015, 2016 e 2017 clique AQUI.
Quem quiser dar uma espreitadela aos "best post" de 2012, 2013, 2014, 2015, 2016 e 2017 clique AQUI.
Janeiro
Esta dor que não me consome
A menina que eu chamaria de Felicidade
Uma confissão banal
Março
Amontoado de cruzes
Abril
As coisas que Deus se lembra de fazer
A vida da Virgínia
E se os padres fizessem greve?
Maio
A Igreja dos “chineses”
santinhas e missinhas
Das crianças é a verdade dos céus
Junho
Não é fácil encontrar vocações sacerdotais por aí
A Igreja das mulheres
Os óculos da paróquia
Julho
As humanae vitae e as pessoas
Dona da minha vida
Há paróquias e paróquias
Agosto
Quilómetros e quilómetros percorridos
Tenho saudades de Deus
A senhora que ouve muito mal e fala alto na Igreja
Chorar à beira-mar
Cuidar de quem nos cuidou
Setembro
Beatas, ratas de sacristia, ou santas
Outubro
Um chamamento que não sei
Tenho-te dito
O frade dorminhoco
Esse amor maior que não se consegue dizer
Antes de me recolher neste retiro
escrever sobre o início do meu retiro
Março
Novembro
Os coitados
A oração é estar com Deus
A limpeza da Igreja
Um coração igual ao de Deus
Morrer é passar da morte para a vida
Dezembro
O Cristo escondido
Novembro
Subscrever:
Mensagens (Atom)