sábado, abril 01, 2017

ela [poema 136]

Entre silêncios de salmo ouvi sua voz
No mais belo cantar que pudesse existir
Era ela, aquela, que visitara meu sonho
De pássaros a voar de uma gaiola gigante

Sussurrei seu nome e apareceu
Para ser ave na minha gaiola

11 comentários:

Anónimo disse...

"QUERIA MUITO SER ESTA AVE." Mas sabe-se trata de um sonho. Uma gaiola???

Gui disse...

As aves foram criadas para serem livres, serem até livres de ficar presas, mas que não sejam por gaiolas...

Anónimo disse...

A vida devido certas escolhas acabamos a entrar-nos em gaiolas, disse a mais pura verdade. Mas ainda tem Deus para nos libertar de certas prisões.

"Ser ave em uma gaiola, vida a pensar,
Por que me dei conta de estar lá?
Se voar e voar, dar asas a liberdade;
Para sonhar, imaginar e pensar.
E até em ir e poder voltar."

Anónimo disse...

Os homens são pássaros que amam o vôo, mas têm medo de voar. Por isso abandonam o vôo e se protegem em gaiolas.
“O vôo pode ser visto, mas não pode ser dito. O vôo dos pássaros está além das palavras. Quando os poetas falam sobre o vôo eles não estão dizendo o vôo. O poema é o dedo do poeta apontando para o vôo do pássaro que está além das suas palavras”.
— Rubem Alves, em “Dogmatismo & Tolerância”, pg.9
Deus dá a nostalgia pelo vôo.
As religiões constroem gaiolas.
Quando o vôo se transforma em gaiolas, isso é idolatria.

As religiões são instituições que pretendem haver colocado numa gaiola o pássaro encantado. E não percebem que o pássaro que têm nas suas gaiolas de palavras é um pássaro empalhado.

Anónimo disse...

Quem é ela? Querido Pe.
- A solidão?
- A saudade?
- A esperança?
Mas quem te fé a esperança reina.

Confessionário disse...

02 abril, 2017 02:57

Muito interessante a observação... embora não tenha a ver com o que escrevi. Mas fez-me pensar bastante!

Paulina Ramos disse...

A ave da tua gaiola hoje é a minha mãe.
Amanhã não sei quem será!

Anónimo disse...

Desculpe se caso o magoei, nas palavras, ou talvez foi meio complicado entender o que o senhor escreveu. Perdão. Mas senti na vontade de lhe dizer isto, se é interessante me fez lembrar os tempos da escola, interprete essa música, por exemplo de Reginaldo Rayol. Pequena poesia, mas tem varias enfases.

Confessionário disse...

02 abril, 2017 18:21
Não me ofendeste. Muito pelo contrário. Fizeste-me olhar para o meu poema de outro modo. E gostei muito da tua reflexão!

Anónimo disse...

Pe. O Sr. não tem noção quando cheguei e fui abrir o blog. O coração na mão com receio do que poderia dizer. Mas ao ler fiquei feliz e as lágrimas não consegui conter. Muito obrigado. Esse cantinho esta sendo o meu refugio, para continuar uma vida por outrora nem sei o já poderia ter sido mim. Sou uma pessoa cercadas por outras mas sempre me sinto só. Adoro escrever.
E sei que também tu gostas.
Que maravilha.!

Anónimo disse...

Voltei a ler e reler novamente, amei essa sua poesia, recebes visitas cultas.
Senti algo ligado a um alguém que amo.
Que vive em uma gaiola, cercado com hastes de ouro e fios de seda.
A poesia acaba de virar prosa, enquanto vivo em gaiola bem diferente, e tenho pouco a me visitar, os que aparecem nem olham pois difícil de me encontrar.
Que estou dentro é de jaula, com as que Noé, deixou sem ser percebida em algum lugar.
Bom é melhor ele nem voltar, por que já aprendi e domesticar.