sexta-feira, abril 14, 2017

Quando um coelhinho substitui Jesus

Que o coelhinho nos traga muito mais que simples ovos de chocolate. Que ele nos traga muita saúde, amor, felicidade, compreensão, carinho. Escrevo assim porque li mais ou menos assim. Não o escrevo para desdenhar da boa intenção da pessoa que escreveu cada uma das palavras. Creio que as escreveu sem a perspectiva com que eu as li. E agora reescrevo-as porque ficaram a tinir nos meus pensamentos. 
Se, no Natal, falar do Pai Natal é algo que me custa aceitar, falar ou desejar que um coelho nos traga aquilo que só Deus nos pode eventualmente dar, ainda me custa mais escutar. Se há cidades, como na vizinha Espanha, que tentam transformar a semana santa numa semana cultural, e isso me custa aceitar, mais me custa que Jesus seja substituído por um coelho, por mais bonito, enfeitado ou engraçado que possa parecer para as crianças. 
E é neste mundo e nesta história que Cristo mais uma vez se entrega por nós e manifesta o Seu tão grande Amor ao ponto de nos querer, tal como somos, mesmo quando o substituímos por um coelhinho.

7 comentários:

Paulina Ramos disse...

Sabes confessionário há muito que me sinto incomodada com a postura que muitas vezes assumimos perante a fé que a Igreja nos passou ao longo da história.
É não me fico, "invento" novas formas de a encarar.
Um dia destes dei comigo a pensar que se tirassemos o nome de Jesus das nossas bocas e colocassemos o Amor nos nos atos diários seríamos bem melhores. Dariamos melhor testemunho da doutrina que Ele nos deixou.
Acredito numa coisa é faço disso o meu ponto de partida para uma nova abordagem da minha fé"este mundo é o ventre fértil de Maria" uma das páginas que Deus lê, e Ele, delicia- se a ler vidas que lhe tocam o coração de tanta ternura que exalam".
Uma Santa Páscoa!

Anónimo disse...

É mais fácil falar no coelho do que no Cristo entregue por nos. Esse exige uma reflexão, uma interiorização, o coelho é apenas magia e sorte.

Dulce

Anónimo disse...

o coelho...sera sempre o coelho!

Anónimo disse...

Mas Jesus não é substituido por um coelho! Tanto o Natal como a Páscoa tem maneiras diferentes de ser comemorada por crentes e não crentes!
Se no Natal lhe custa aceitar o Pai Natal, tente imaginar o que custa um não crente ter que aceitar um presépio! Eu assisti a um casal não crente que se chateava no Natal ter que ver presépios e depois ter que explicar aos filhos a história dos crentes, que para ele era tão tola como a do Pai Natal que desce da chaminé!
É preciso abrir as "palas dos olhos" para tentar perceber a perspectiva dos outros,e assim não se vai chatear!!!

Confessionário disse...

18 abril, 2017 15:45

Até posso compreender que para um não crente a questão se possa colocar assim. Mas vamos então à raíz das coisas: Porque existe Natal? Porque existe Páscoa?

Talvez os não crentes pudessem explicar aos seus filhos que o Natal e a Páscoa são comemorações dos crentes!

Anónimo disse...

EScreveu muito bem Sr. Padre, é preciso ir às origens do porque do natal e da Pascoa:

Páscoa: esta época do ano, homenageavam Ostera, ou Esther – em inglês, Easter quer dizer Páscoa.

Ostera (ou Ostara) é a deusa da Primavera, que segura um ovo em sua mão e observa um coelho, símbolo da fertilidade, pulando alegremente em redor de seus pés nus. (Copy e past http://www.raizesespirituais.com.br/pascoa-rituais-pagaos/)

Natal:As raízes do Natal remontam à Roma pagã, com sua mistura de festividades em honra ao deus da agricultura, Saturno, e ao deus Sol Invictus, ou Mitra. No livro Pagan Christmas (Natal Pagão), os antropólogos Christian Rätsch e Claudia Müller-Ebeling escreveram: “Assim como muitos costumes e crenças anteriores ao cristianismo, a antiga festividade que comemorava o retorno anual do Sol foi dedicada ao nascimento de Cristo.”

Estas pessoas que conheço comemoram o Natal como festa da familia, mas a Pascoa nem comemoram, sao dias como os outros. Se é feriado no calendário eles nao tem culpa!!

Confessionário disse...

20 abril, 2017 22:23

Cuidado com as verdades do que se encontra na net. De qualquer modo, entendo o teu pensamento.
Mesmo assim, continuo a pensar da mesma forma.

Nós vivemos, independentemente de querermos ou não (e com as coisas boas e menos boas que isso possa significar!), numa cultura cristã. As raízes da Europa estão no cristianismo. A razão de ser de muitas coisas está no cristianismo... e parece que se querem mudar só porque sim, porque fazem parte do cristianismo! Bom pano para mangas teríamos para conversar sobre este assunto! Mas o pior, é que sejam os cristãos (ou ditos como tal) que dizem coisas do género que escrevi no texto!