quinta-feira, julho 26, 2018

carta [poema 190]

Reescrevo-te hoje como testamento
Em papel de carta para me enviar a ti
Penso-te como poema de minha carne ou sangue
Filho de um encontro em lençois que não tive
Deixo-te este coração, sem vida, a palpitar
Bebo de ti quando fecho o envelope
E coloco o teu nome e o sê-lo daqui
Reescrevo-te como acto de tornar a escrever
Como acto de te escrever de novo em mim
Ou no beijo que quedou da última oração

7 comentários:

Zilda Carlos de Souza Carlos de Souza disse...

lindíssima, cada dia que venha mais e mais dessas...

Anónimo disse...

"Reescrevo-te hoje como testamento
Em papel de carta para me enviar a ti"

Anónimo disse...

Penso-te como poema de minha vida...

Anónimo disse...

...
e resposta para minha oração...
A oração é o encontro da sede de Deus e da sede do homem.
santo augustinho

A oração é o suor da alma.
Martinho Lutero

A oração torna nossos corações transparentes e só um coração transparente pode escutar a Deus.
Madre Teresa de Calcutá

Paulina Ramos disse...

Surgiste em forma de abraço na minha oração!
Reescrevo-me, reinvento-me todos os dias para ficar mais próxima de ti.
Belíssimo este poema.

Anónimo disse...

Este é um daqueles que saiu mesmo do coração.
Belissimo
Bj

Zilda Carlos de Souza Carlos de Souza disse...

A sabedoria do bom homem fica expresso por ações e gravadas em papéis.Que no futuro revelá os rascunhos de Deus.