sexta-feira, Outubro 13, 2006

Como posso sentir amor por um padre?

Nem consigo se confessava e referia que não se podia con-fessar a nenhum padre da sua paróquia. Só Deus sabia até àquele momento. Nem ela sabia bem o que dizia. Deus sabia melhor. Tenho feito tudo para que ele não desconfie. Mas desde que o vi a tocar o órgão na igreja que não o consigo esquecer. Na altura imaginei que fosse um novo paroquiano. Eu, que até colaboro activamente na paróquia, só descobri mais tarde que era o novo padre, o coadjutor. E agora restam-me os sentimentos que me degolam a vida e me fazem sentir verme. Como posso sentir amor por um padre?! E como posso não sentir? Que hei-de fazer, perguntava-me. O senhor, que é padre, deve saber. Deve saber a forma de não sentir isto. Garanto, como garanti no momento pelo meu gesto de abrir a boca e retorcer o sobrolho, que aquela não encaixou bem. O senhor deve saber os limites, a forma de gerir amores e desamores. Continuo o retorcer. Já falou com ele? Perguntei, desconfiado da resposta. Não. Apesar de me ter aproximado dele por motivos de serviços, não. De resto sempre procurei respeitar a sua condição de padre, de servo de Deus, tentando abafar o que sinto. Hoje soube que ele vai ser transferido da paróquia. Procurei encontrá-lo na Missa e já não estava. Passei a missa inteira tentando controlar-me. Fui convidada para ler a primeira leitura e não consegui aceitar. As lágrimas escreviam as suas palavras no rosto, nas mãos. Imaginei o seu sofrimento. Tanto que ela afirmou ter pedido a Deus para a ajudar a esquecer e este não tivera em conta a sua oração. Num misto de paradoxo, agora pedia algo diferente a Deus. Que a ajudasse a esquecer a sua ausência. Por ironia, a nova paróquia é ao lado. Mas não posso pensar em lá ir. Nunca falei ou demonstrei o que fosse, mas sempre tive a sensação, a impressão de não lhe ser indiferente. Eu vi-o olhando para mim com olhos não apenas de quem olha. Ele não permitiu despedidas. Mas hoje sinto, mais que nunca que o amo.
Também não consegui ficar indiferente. Um padre ouve. Mas não pode ouvir apenas. Eu não ouvi apenas. Ouvi-me. Retive-me. Utilizei poucas palavras. Afinal aquilo parecia amor verdadeiro. Impossível, ou inacessível, de momento. Mas verdadeiro. E ela tinha fé. Sabia colocar Deus no meio das suas decisões. Apenas esquecera que o coração atraiçoa. Não facilitava. Não permitia o coração pensar muito. Mas este teimava em esgrimir-se com a razão. Despedaçada. Confusa.
Quis dizer-lhe que somos poucos. Que precisamos de todos. Que os padres já têm muito com que sofrer. Mas disse-o de uma forma muito murmurada. De tal maneira que ela pediu para repetir. E limitei-me a pedir para rezar, que o coração tem de aprender a não ser livre, aprender a respeitar as opções dos que ama, a ser feliz sem exigir respostas. Levantei-me primeiro. Saí da Igreja primeiro. Entrei em casa primeiro.

105 comentários:

palheirense disse...

Padre sofre!!!!!....
Jesus quando escolheu os Doze não Lhes perguntou se eram casados ou solteiros. Sabemos que S. Pedro era casado.
O celibato obrigatório é uma lei dos homens e a hierarquia da Igreja teima em não perceber o sofrimento que isso prococa em muitos sacerdotes e que dizima muitas vocações.
Abraço em Cristo

Maria João disse...

Pois...

Esta história do celibato é muito complicada. Acho que deve haver padres a tempo inteiro -digamos assim - nas paróquias. Nesses casos, se fossem casados isso seria mais complicado.
Mas também acho que o celibato não deve ser obrigatório. Quem quisesse optar pelo celibato, fazia-o, quem não quisesse podia ter a sua família e também ser padre. Nas outras religiões também se consegue ser pastor, ancião, etc, e ser pai de família.

bjs em Cristo

"Deus em tudo e sempre"
S. Vicente de Pallotti

mero disse...

eu acho que a questão do celibato é uma questão complicada...mas também tenho quase a certeza de que muitos não são celibatários...e uma coisa é ser casto e outra celibatário...alguma delas preve a ausencia de realacionamento sexual??? Mas pelo que eu conheço hã muitos padres que não devem ser celibatários concerteza...sempre viveram com mulheres...ou será que não temos todos as mesmas necessidades...até acho que essas coisas são anti-evangélicas...já agora o senhor é celibatário??? Isto é vive sózinho??? Então porque é que entrou primeiro???RsRS ...desculpas. É sem ofensa, mas está no texto...continuação

Vítor Mácula disse...

Estás com problemas amorosos, ou isso é só conversa?... :P

E não, o coração nunca trai; nós é que o traímos.

Mas a questão é óptima: como pode o amor trair o Amor?... O caudal ao desviar-se da fonte, seca.

E nisto das securas amorosas, nada de nada é evidente.

Abraço em Amor.

jessy disse...

Concordo plenamente, penso que a opção do celibato no sacerdócio, deveria ser uma escolha e não uma obrigação. Um padre casado, com o seu exemplo de vida poderia ajudar muito mais... saberia falar do que vivia na prática e não de teorias...

Joana disse...

Se um Padre tiver tempo e disponibilidade para duas famílias [a comunidade cristã e a esposa], porque não? No entanto, parece-me a mim, que a vocação sacerdotal [assim como muitas outras missões] deve ser destinada unicamente a Deus e á sua Igreja.
A situação que descreve é complicada. Mas sempre acreditei que o tempo cura tudo, assim como a oração.

Um abraço

Andante disse...

Quem ama sofre!
Pode ser qualquer tipo de amor, mas sofre.
Luta-se com a razão, luta-se com o coração, mas sofre-se.

Coitada! Como ajudá-la a ultrapassar e a ultrpassa-se.
Rezo por ela.

Beijos peregrinos

sorriso disse...

ninguém disse que era fácil... mas só porque é difícil vamos pôr em questão o celibato? Pode haver razões para o questionar, mas não a sua dificuldade!

Não posso menosprezar o sofrimento por que passa esta pessoa, mas ela tb se poderia ter apaixonado por um homem casado... não mandamos no coração nem nos sentimentos, mas mandamos no que fazemos com eles!
Tb sei q para quem está a ouvir não é nada fácil... claro q surgem logo dúvidas ... "e se eu ..." sim, padre, é duro renunciar a algo tão belo como uma relação íntima com uma companheira, mas ... "quem puder compreender, compreenda"... Faz sentido, não é? ;)

mais uma coisa... continua com o bom trabalho!! Leva sempre a palavra de Deus mais longe! as tuas partilhas ajudam-nos também a rezar!

rezemos sempre uns pelos outros

Nova Evangelização disse...

Isso seria relevante para este caso se fosse o padre em questão que estivesse apaixonado mas nada nos diz que ele o estivesse.
Se ele fosse casado, se tal fosse permitido, ela poderia ter-se apaixonado do mesmo modo, há muitos homens casados envolvidos com jovens solteiras.
O problema não seria diferente.

António Maria

fatima marques disse...

Não sei como seria.....
Mas penso que se eventualmente o celibato não fosse obrigatório, teriamos uma Igreja muito mais numerosa.
Mas, também penso que o que importa é a qualidade, não a quantidade.

Um abraço....

marta disse...

Pois é mto complicado, mas são coisas que acontecem mmo sem o querermos. Doi muito e custa mto a passar.. passei por isso sempre em silêncio. até encontrar outra pessoa que me ama verdadeiramente e que o pode fazer. aos poucos, estou a aprender a amá-lo e a tentar esquecer os tempos da impossibilidade com um quase-padre.. a rapariga também sofre ;) e fá-lo em silêncio para que o Pe. nao sofra..ou sofra menos

eu estou aqui disse...

olá!

a história é dramática...
não sei bem se se trata de uma adolescente, parece-me..."desde que o vi tocar o orgão na igreja..." (diz), parece-me muito amor que nasceu, de um primeiro contacto visual...é o amor das aparências...se calhar o Padre tinha um bom look...e foi suficiente ...(?!), eu sinceramente, não acredito nestes amores "do exterior"...isso não tem nada a ver com amor...(é a minha opinião)...mas sim com o facto de se gostar de ver o que é belo, por exemplo uma paisagem, um quadro...gostamos de ver, e mais nada...não acredito, nem um pouquinho em amor á primeira vista...
Diz ter "...a sensação de não lhe ser indiferente..."...claro!Isso faz parte do alimentar desse estado, de um estado que nasceu de apenas um contacto visual...talvez o Padre olhe para ela, como olha para todos, com amor...mas, não é com esse amor!Penso que com o amor de Deus...e esta jovem, ou talvez não (?) deveria também olhar para o Padre, como olha para Jesus...e sim, com amor!Com o amor que sente por Jesus!
Pois, como diz o nosso Confessionário..."...O coração tem que aprender a não ser livre..." e termino com uma frase de Paulo Coelho, do seu belissimo livro - Nas margens do Rio Piedra - "...Ser capaz de dominar o corpo, é ser capaz de dominar o espírito..."

Beijinhos! e 1 Abraço!!

Sorri sempre!!!

:)))

tito pereira disse...

Não querendo entrar nessa questão, e como o f.d.s aproxima-se, desejo enfatizar novamente o prazer que tenho em ler teus textos.

Catequista disse...

Há quem diga que um padre não deve ser casado. Desse modo não lhe seria permitido a entrega total À sua vocação, pois teria outras preocupações inerentes ao facto de ter uma família à sua responsabilidade. Pessoalmente o que penso? Não vejo qual o problema de um padre ser casado. Talvez se lhe fosse permitido não houvesse tanta falta de vocações...

Sophie Mary disse...

Que história....
Relativamente à rapariga, vamos todos rezar por ela...
Quanto ao celibato, também é complicado...por um lado, acho que sim, deveriam ser livres nesse aspecto, porque isso tem mudado ao longo da história da Igreja, mas para que tal fosse possivel tinham que ser muitos, mas muitos mais...porque senão não sei se aguentariam, com a correria em que vivem, e depois ainda ter tempo para a esposa e para os filhos!
E por outro lado...com a quantidade de divórcios que existem... não sei se seria boa ideia?

Anónimo disse...

REALMENTE É UMA SITUAÇÃO MUITO COMPLICADA, PROCUREI COLOCAR-ME NO LUGAR DESTA RAPARIGA, E SENDO TAMBÉM EU MUITO RELIGIOSA, ENCONTREI UMA GRANDE DILEMA, MAS DILEMA MAIOR SERIA A SUPOSTA REAÇÃO DO PADRE " E AGORA, O QUE FAZER DIANTE DE TAL SENTIMENTO?" CASO A RECIPROCA FOSSE VERDADEIRA. TAMBÉM ACHO QUE UM AMOR FORTE NÃO NASCE ASSIM SEM DESTINO,SEM QUE AS ALMAS TENHAM UM LIGAÇÃO IMPORTANTE É MUITA CREULDADE DA VIDA ESSE TIPO DE SENTIMENTO COM DE TAIS PESSOAS, PRINCIPALMENTE SE VEM DE AMBOS, SOU A FAVOR DO CELIBATO, MAS PENSO SE UM DIA UM PADRE ENCONTRAR UM AMOR TÃO FORTE E BONITO, QUANTO O AMOR QUE ELE TENHA PELA IGREJA E ELA VICE-VERSA DEVE SER PESADO, COM TODO RESPEITO E AMOR Á NOSSA AMADA IGREJA, CADA CASO É UM CASO, E NO FIM DE TUDO DEUS É O PRÓPRIO AMOR. QUE DEUS ABENÇOE ESTA RAPARIGA NESTE FARDO QUE ELA CARREGA, E NOSSA SENHORA A ACOMPANHE A UM DESFECHO SANTO.

Inês disse...

E isto não foi contado em confissão?!?
Ou pelo menos sob sigilo.
O que é que esta história faz num blog????

guardar segredos afinal não é uma obrigação?

Ver para crer disse...

Problemático um amor assim...

palheirense disse...

Vitor Mácula: O caudal não tem que se desviar da fonte que é Deus. Pode e deve continuar ligado a ela seja qual for a situação. Celibatário ou não.
Abraço em Cristo

Confessionário disse...

Inês, esta história é verdadeira... Não foi contada em confissão, mas por mail. E foi publicada com palavras minhas e ambiente recriado, porque a autora mo pediu... dizendo que gostaria de receber mais ajuda neste momento difícil da sua vida. Foi ela que pediu. Não lho pedi sequer. Ela, se quiser, poderá confirmá-lo.
Mais te digo, que o sigilo da confissão nunca foi aqui quebrado neste blogue.

Anónimo disse...

Sentimentos tão bonitos não têm que ser contados en confissão. Eu pelo menos não o faria.
Sigilo, porquê, o que há aqui de vergonhoso? A única coisa vergonhosa é a igreja continuar a castrar a natureza daqueles que, querendo ser os seguidores de Cristo, têm de renunciar à sua sexualidade quando afinal essa é uma regra provinda da mente humana, a mesma que tanto nos tem envergonhado ao longo dos séculos. Fiquem bem
Filó

Andante disse...

Gostei da tua tresposta.
Há compromissos que nunca se violam, que até podem não ser de confissão.

Beijos peregrinos

Vítor Mácula disse...

Palheirense... mas tantas vezes se desvia... Ou então nunca haveria problema algum... Não tem que mas pode, é a famosa e terrível e tantas vezes inconsciente... liberdade... O coração é onde reside a autenticidade, mas a meio de tanto barulho e confusão... Bom dia.

Inês disse...

OK,
desculpa, mas há coisas que me soam a voyerismo...

Mas só mostra quem quer e...
só lê quem quer,não é?

Dad disse...

A razão porque gosto de entrar neste confessionário é porque o seu dono tem uma mente aberta e capaz de enfrentar todos os desafios que o século XXI apresentam sem perder a sua clarividência e a sua fé!

Claro que eu sou daquelas que acham que uma decisão conciliar deveria, há muito tempo ter sido revogada. Que os padres catolicos deveriam ser pais de família como quaisquer outros das outras igrejas; que isso seria uma mais valia para o catolicismo e não o contrário. Ter dirigentes felizes e completos porque são esposos,e pais, traria um novo fôlego à religião católica, mais equilíbrio e amor. Por outro lado, todas as esposas de padres de outras confissões religiosas que eu conheço, são excelentes auxiliares nos trabalhos a que o marido se dedica, na Igreja.
Segundo tive conhecimento, esta decisão conciliar do celibato teve muito mais a ver com a lei da sucessão dos bens do que de qualquer outra coisa. Sendo a Igreja Católica já tão profundamente rica que até dói que assim seja inserida num mundo de pobres, não seria altura de repôr tudo como era e deixar que todos tivessem direito à felicidade???

Esta minha reflexão é a de muita gente de entre os meus amigos, muitos deles católicos praticantes e que estão certos que se tal lei não for revogada, cada vez haverá menos padres, pois ninguém é de ferro para viver toda a vida ou sufocado ou com a sensação de que tem que se esconder para poder ter direito a uma vida "quase" normal. Isto para não falar nos inúmeros dramas psicológicos e espirituais que esta situação acarreta!

Mas enfim, este problema e o papel das mulheres na Igreja não me parece que possa ser resolvido com um Papa como o Ratzinger!

Quando ouço o Leonard Boff, para mim ele, que é um homem feliz porque fez opções de normalidade a que qualquer homem tem direito e se empenhou na vida dos outros, sobretudos dos mais pobres entre os pobres, isso leva-me a ainda acreditar que possa haver algum "milagre" algum dia!

Confessionário! Espero que continues sempre com a mesma coragem !

Um grande beijinho para ti,

Confessionário disse...

Inês, desculpa acrescentar algo mais, e não leves a mal.
Conheço imensas pessoas que inventam histórias acerca dos padres, histórias idênticas ou piores do que esta. O que inventam dessa forma, é contado brejeiramente, com ironias, anedotismo, apenas como uma telenovela interessante para espicaçar o gosto pelo morbo.
Já não é a primeira vez que eu escrevo algo (neste caso até real) deste género, coisas que, mesmo não sendo reais, acontecem, com o objectivo de reflectirmos, de nos questionarmos, de rezarmos... e o que acontece: aparece sempre alguém a achar mal que se escrevam coisas assim.
Não me leves a mal, Inês. Não te quero magoar, nem me dirijo em concreto para ti. Não tem nada a ver contigo e entendo perfeitamente a tua questão. Porém, já não é a primeira vez que levantam esta questão e eu já repeti imensas vezes o objectivo e a forme de ser do blogue.
Desculpem este desabafo...

Confessionário disse...

Não tenho tido muito tempo para fazer algumas observações ou comentários...
Mas queriahoje, já commais algum tempo, dizer ao mero que "entrar primeiro em casa" pode significar muitas outras coisas do que apenas entrar e depois deixar que outra pessoa entre. Podia, por exemplo, entrar primeiro eu em minha casa e segunda ela, em sua. Porém (e agora falo em termos literários, que é a forma de escrita que gosto de utilizar, que mais me define), ao entrar em casa, neste caso, está-se a fazer aquilo que as pessoas fazem quando se querem refugiar, e fazem-no depressa, antes que qualquer outra pessoa.

Anónimo disse...

Padre
O meu comentário não foi publicado porque o achou inoportuno ou porque não lhe chegou?
Um abraço

Confessionário disse...

Fá, provavelmente não chegou...

Paulo disse...

Um tema com muito que se dizer. Pessoalmente, comungo com outras pessoas, ou seja, um padre devia ser casado. Devia ter familia, porque algumas coisas que alguns dizem, não passa de teoria, quando na pratica, a realidade é outra.

Manuel disse...

Olá colega,

Näo percebi muito bem qual era a intençäo do post, mas aqui deixo umas postas avulsas:

1. Que a senhora se tenha apaixonado por um padre parece-me normal. Os padres säo homens amáveis (passíveis de serem amados...) como todos os outros e, portanto, possíveis alvos de enamoramento alheio.

2. Outra questäo é que, sabendo dos compromissos que o padre assume, a pessoa apaixonada opte por controlar, pela vontade, os seus sentimentos. O que me parece lógico e razoável. É o que se faz (ou näo..) em relaçäo a homens com outros compromissos, como o casamento.Parece que foi isso que essa mulher fez. Parece-me sensato, pelo que escreves.

3. Outra questäo seria a possibilidade de o padre se enamorar. Aqui aproveito para dizer que é muito saudável que os padres se apaixonem. Se um padre passa a vida inteira sem se apaixonar, alguma coisa está mal...
Claro que neste caso, teria de ser o padre a ponderar a melhor opçäo a tomar. O padre, como todos os homens, tem de fazer escolhas. Mais uma vez, haja liberdade e exercício da vontade. Isso supöe sofrimento? Claro! Mas näo é isso parte da nossa humanidade?

4. Outro problema muito diferente é o celibato dos padres e a conveniência de o manter ou näo. A minha opiniäo é que é inútil e contraproducente.
Mas também näo creio que o celibato opcional fosse soluçäo para termos mais ou menos padres. Os protestantes e ortodoxos casam e nem por isso têm muitas vocaçöes. Mas talvez os padres fossem mais felizes e humanos. Pessoalmente, acho que já näo seria nada pouco...

Abraço

Confessionário disse...

Colega Manuel, concordo em muito contigo... sobretudo o ponto 4 do teu comentário.

Anónimo disse...

Não vou adiantar muito ao que já foi dito mas vou dar a minha opinião. Concordo plenamente com o casamento dos padres! Se Igreja é uma instituição que defende a família, considerando-a mesmo o alicerce da sociedade, não percebo por que motivo se privam os sacerdotes de a constituir... Até porque penso que a esmagadora maioria dos padres, sendo celibatários, não são castos. E assim sendo estamos no domínio da hipocrisia... Agora não confundamos as coisas: o Amor para ser Amor tem que ser construído; não pode fundar-se em meras atracções momentâneas... A força do espírito tem que vencer a força do corpo! De outra forma a relação será frágil e a todo o momento poderá quebrar-se... Estarei enganada?
Um abraço

Anónimo disse...

Parabéns Confessionário...muito interessante este post.

O amor não se escolhe, simplesmente acontece, nasce dum simples olhar.Um padre é um ser humano que, como qualquer outro, pode amar ...e ser amado.

Gostei de vários comentários, concordo totalmente com o Manuel.

LN

olhar infinito disse...

é belo quando nos enamoramos por alguém. O despertar de sentimentos revigora o nosso estado de alma. tráz sofrimentos, alegrias, sensações únicas...tb já passei por isso...mas não lho revelei...respeitei a sua opção. Os padres deviam poder viver o AMOR nas suas diferentes vertentes, porque é por amor (acho eu...)que são padres. o meu DEUS é AMOR.

mero disse...

ò confessionário o meu comentário não era ofensivo...eu sei bem o que são géneros literários e figuras de estilo...antes de mais pedi logo desculpas...isso deve ser stress rapaz...

Confessionário disse...

Ó mero, o meu tb não foi ofensivo. Espero que não o tenhas interpretado assim. Foi apenas uma explicação... hihi, sem maldade e com gosto.
Eu tb não interpretei o teu como uma ofensa. Nem sequer como um espicaçar. Achei que era apenas algo que devia responder... Perdoa-me se não deixei clara a minha intenção.
... ahh, e tb não stresses!

Anónimo disse...

Amigo Padre, que bom que voltou! Senti sua falta! Quando li esse seu texto me emocionei muito, não consegui reprimir as lágrimas,pois sou a protagonista principal desta narrativa ...
As novidades aqui no Brasil não mudaram, não contei a ele meus sentimentos, prefiro respeitar sua condição, às vezes vou em sua celebração eucarística, sento-me lá no fundo da igreja e fico ouvindo sua homilía, com o coração aos pulos . Bem, tenho evitado um contato maior com ele, mas tem horas que a saudade torna-se insuportável e vou vê-lo, vou ouví-lo, saciar essa saudade e meu coração se aquieta. Semana passada foi o aniversário de sua ordenação, houve uma missa em comemoração e eu fui, comunguei-me com ele, já não o fazia há muito tempo e a energia, a vibração daquele momento foi intensa. Não vou entrar na questão se sou ou não correspondida em meus sentimentos, pois às vezes parece-me que sim e aconteceram fatos que me levaram a crer nisso! Achei engraçado o que li aqui sobre minha pessoa, alguém deduzindo que sou uma adoslescente apaixonada, o pior é que nem eu tenho explicações para um amor dessa forma e desse tamanho, tudo isso aconteceu em fevereiro deste ano, quando o vi pela primeira vez, meu coração disparou, eu não sabia que era padre, achei que era uma simples atração, mas até o presente momento, 18 de outubro de 2006, nada mudou, mesmo evitando-o ao máximo, não consigo esquecê-lo e nem por isso deixo de me emocionar ou sentir uma saudade enorme por ele. Será que se fosse uma simples atração pelo "belo", eu já não teria esquecido? Já tentei namorar outras pessoas que conheci, pessoas ótimas, mas não consigo levar o namoro a frente, simplesmente por não conseguir tirá-lo da minha cabeça e não acho honesto com as pessoas com quem me relaciono continuar um namoro assim ... Só sei que peço todo dia à Deus que me ajude, que me faça esquecer e que me dê forças para manter essa minha postura que consigo manter até hoje!
Um beijo da sua amiga do Brasil.

Confessionário disse...

Benvinda... e força na tua vida. Cumpri o que pediste!

Anónimo disse...

Gostaria de deixar claro que fui eu que pedi ao nosso amigo Confessionário para que escrevesse esse post e nada que foi dito aqui foi em Confissão e sim com minha autorização. Moro no Brasil e por várias vezes recorri ao meu amigo Padre por e-mail, pedindo ajuda, orientação, estava sentindo-me culpada, confusa, pois não estava e ainda não está sendo fácil manter um sentimento "platônico" por uma pessoa, que antes de ser padre, é um ser humano e merece todo meu respeito em sua opção de vida. Aproveito para dizer que todos os comentários aqui escritos foram-me de muita ajuda e reflexão. Obrigada a todos! Fátima - Brasil

elsa nyny disse...

Fátima!!!

Li o que escreveste...fui eu que deduzi que eras uma "adolescente", enganei-me?? Olha, admiro-te muito, por não lhe teres dito nada, fico feliz por teres optado assim, mas sabes, acho que também não é a fugir das coisas que elas se resolvem...porque acho que estás a criar assim uma espécie de mito na tua cabeça...a imagem de alguém inacessivel...também não deve ser por aí, fala com ele, mas não sobre o teu amor, fala sobre outras coisas...talvez ele também não seja exactamente aquilo que tu pensas que é...olha e já agora...aproveita toda essa energia...para fazer algo bom, algo construtivo...por outro lado...o amor começa com festa, há foguetes, há música no ar...e não mostra, muitas vezes o outro lado...o que fica depois do amor...porque sabes que as histórias de "viveram felizes para sempre" são para crianças...não te agarres demasiado a esse amor, aparentemente impossivel...a vida é construção, realização... as marés mudam, e os ventos também! Tenho a certeza que vais superar esse momento!! Eu vou rezar por ti!

beijinhos!!!
e sorri!
:))

Anónimo disse...

Elsa, aqui foi narrada apenas uma parte, um resumo, eu o conheci em Fevereiro, quando tudo começou e como ajudava muito na paróquia, tive contato com ele, conversamos várias vezes, trabalhamos juntos em algumas atividades da igreja, só que o sentimento foi se agravando ... agravando ... até se tornar insuportável p mim. Em Julho/Agosto ele foi transferido de paróquia e então eu me senti confusa com o que estava sentindo com sua ausência e percebi que o amava, sofri demais quando ele foi embora, sei que não é uma simples atração ou o extraordinário da coisa, o inatingível, o belo, etc.
Sou uma mulher adulta, sempre tive muito o pé chão, nunca fui de me apaixonar com muita frequencia, tenho mais de 30 anos, independe e bem realizada profissionalmente e quanto a realização pessoal, me considero feliz, somente com essa pendência sentimental e confesso que por várias vezes não consigo entender o que sinto e como isso foi acontecer ... Mas a verdade é que não consigo esquecê-lo,ele não sai da minha cabeça. Mas jamais direi a ele o que sinto. Hoje posso dizer que estou mais fortalecida com tudo isso, mas a emoção que sinto em vê-lo ou sentir-me próxima a ele é indiscutível! Obrigada pelo seu comentário.

Anónimo disse...

" .. O amor nos transforma em adolescentes, transforma os adolescentes em adultos e as crianças, em adolescentes...
O amor não tem hora para chegar. Às vezes, vivemos grande parte da nossa vida à espera de viver um grande amor. Nesse caso, quando a paixão é unilateral, algumas vezes platônica, sofremos. Também quando amamos sem sentirmos reciprocidade do sentimento por parte da pessoa amada, sofremos ainda mais.
Mas o que não podemos, em hipótese alguma, é nos cercear o direito de vivermos o amor que sentimos, correspondido ou não. A busca de justificativas para cerceá-lo é viver a mentira, é perder a autenticidade, é ludibriar a nós mesmos.
Não importa a idade biológica. O rídículo da coisa ... amor é maravilhosamente vivido em qualquer época da vida...
O amor não tem idade. E jamais devemos nos envergonhar de amar em qualquer tempo ou quem quer que seja. Jamais devemos esconder a nossa verdadeira idade, temendo estarmos sendo ridículos pelo maravilhoso fato de amarmos ou buscarmos viver um grande amor...

Fátima - Brasil

JOINCANTO disse...

Já o tinha dito anteriormente: CASEM-SE pá!
eheheh

elsa nyny disse...

Fátima!!!

ès uma mulher de armas, acredita! E vais superar esse momento, tenho a certeza!!
Desejo-te tudo de bom!!!
Continuo a rezar por ti!
beijinhos!!
:)))

elsa nyny disse...

Olá - Joincant -!!

Esquece o casamento!!!
isso não ia dar certo, de modo nenhum! Já imaginaste a primeira discussão do casal??? Parece que estou a ouvir o ex-Padre: " Pois, por causa de ti, deixei a minha vida, e tão feliz que eu era...etc.etc.etc."... já estás a ver o filme todo????

beijinhos!!!!

Anónimo disse...

Considero uma injustiça os padres não poderem casar. Na generalidade são homens interessantes, cultos, gentis, humanamente bem formados e mesmo fisicamente atraentes (pelo menos o da minha paróquia é, além de cantar bem e ter um sorriso lindo!). Assim sendo, seriam o marido ideal.
No entanto, considero que por razões de vária ordem, teriam de se casar com mulheres com qualidades semelhantes às deles. E estas teriam de compreenderem / respeitar as exigências da profissão de um padre. (Disponibilidade para com os paroquianos, respeitar o sigilo da confissão, etc.)
Às vezes acho que só exigimos dos padres e muito pouco ou nada lhes damos.

conceição

Anónimo disse...

Olá!
Não sou uma católica activa. Costumo dizer que a minha presença na igreja é sazonal. Reconheço que ultimamente sou mais assidua. Tal facto deve-se às várias qualidades do recem colocado (3 anos) padre. Tem um discurso real, actual, revela-se humano, não é absurdamente conservador, canta muito bem, tem um sorriso lindo e é agradável de se ver (ih!ih! ih!). Eu por ele acredito em todos os Santos, anjos e arcanjos, e até no Pai Natal!
Uma noite quente de Verão, observeio da minha janela, enquanto ele fazia limpeza do seu jardim. Lavou a casa com a mangueira e de cigarro na boca. Até nisso é normal! Coitado parece-me é que teve de entrar de botas de água, porque lavou as janelas com a mangueira. Aquela falta de jeito fica-lhe muito bem! Espero é que ele nunca me tenha visto!
Gostaria de lembrar que a questão do celibato dos padres surge com do Concilio de Trento, o qual legislou apertadamente quanto aos direitos e deveres dos padres. Não foi Deus que impôs o celibato. Eu diria que o Concilio de Trento está para os padres como o Socrates está para os profesores. Uma minoria de professores abusou do sistema e agora todos vão pagar. De igual modo no século XIV membros da igreja exageraram nos seus comportamente (passeavam-se com as suas amantes e havia problemas de corrupção). A partir daí todos pagaram pelos erros de alguns.
Considero desnecessário o sentimento de culpa desta paroquiana. Tem mais é que fazer por ser feliz.
Já imaginaram o quanto difícil será ser padre numa aldeia do interior!
Parece-me que as pessoas lembram-se dos padres na medida das suas necessidades, mas esquecem-se que eles também podem precisar de atenção. Presumo que as suas energias também se esgotem!
Já me perguntei se alguém oferece um presente de Natal ou de aniversário ao padre da sua igreja.

Teodora ao Domingos

Fatima disse...

Queria apenas aqui deixar registrado, que mais um ano se passou, ele fez dia 12.10.2007, dia de N S Aparecida, padroeira do Brasil, seu terceiro ano de sacerdócio! Eu nunca nada disse, hoje somos mais próximos e mais amigos ... Não sei se ele sabe, se percebeu, nunca tocamos nesse assunto! Mas eu ainda não o esqueci e o mesmo sentimento continua dentro de mim, do mesmo jeitinho, desde o primeiro dia em que o vi e nem imaginava que ele fosse padre ... Como posso explicar algo assim?

Mariani disse...

Oi!
Já estive nas duas situações.
Sim! A primeira, aos 18 anos, tive um namoro com um padre, que acabou sendo enviado para outro Estado, e, que algum tempo depois "desistiu da batina", hj casado, pai de 2 filhos, advogado e prof. universitário, nós nos comunicamos via net, sem comentários sobre nosso passado.
Agora, aos 37 anos (divorciada, com um filho de 17 anos e quase 20 anos depois da paixão), apaixonei-me novamente por um padre muito comprometido com o celibato, admirado e amado pelas comunidades por onde já passou. Estou sofrendo muito, pois nós conversamos normalmente, eu me confesso, mas carrego comigo esse segredo doído...não quero me afastar da Igreja onde estou congregada.
E então?
Optei por guardar isso para mim...que Deus me perdoe!
Assim, o amo de longe. Antes, tinha pensamentos pecaminosos com ele, todavia perseverei e orei muito, oro muito e peço libertação a Jesus.
Ainda penso nele, ainda o desejo muito, contudo modero meus pensamentos.
Só um desabafo!

Mariani

Regina disse...

Caros participantes do blog, ao ler os vossos testemunhos, depoimentos, declarações, revolvi a vida dos meus antepassados, e fui até o século XVIII (1701 a 1800), naquele século viveu um rapaz de boas intenções que em pouco tempo estaria se ordenando, o moço era Braz Pereira Soares, paraibano, era convicto de sua vocação, queria ser padre. Mas se apaixonou, conservou uma namorada durante a sua vida de seminarista, mas decidira: - serei padre !

Naquela época havia também erros na vida das pessoas, como por exemplo, a fornicação, como define o Catecismo da Igreja Católica "é a união carnal fora do casamento entre um homem e uma mulher livres. É gravemente contrária à dignidade das pessoas e da sxualidade humana, naturalmente ordenada para o bem dos esposos, bem como para geração e educação dos filhos." (2353).

Voltando a história ... por este descuido, a moça ficou grávida do futuro padre. Naquela época o episódio foi muito estranho, e as famílias se entenderam. E o seminarista não teve outra escolha, senão casar-se, embora muito constrangio, pois era convicto de sua vocação: ser padre.

Os pais de ambos propiciaram toda condição para viverem bem financeiramente.

E depois de vários anos de casado, sua mulher morreu deixando seis filhos. E por esta época um irmão dele era casado com outra irmã dela. Braz Pereira Soares, que sempre alimentou sua vocação, combinou com o seu irmão e cunhada que tomassem as obrigações com os seus filhos, daria toda a condição para que eles cuidassem dos seus filhos, entregando tudo que tinha, pois queria voltar ao seminário e ser Padre. Seu irmão e cunhada ficaram de acordo com seu pensamento e honrados por merecerem a confiança de Braz Soares, e deram-lhe todo o apoio.

Braz Soares seguiu o seu destino, porém quando voltou ao seminário onde estudou , não o aceitaram mais. Percorreu outros Estados (usando o termo atual, naquela época talvez província) como Pernambuco, Rio Grande do Norte e Ceará e também foi rejeitado.

Resolveu ir até Oeiras, então Capital do Piauí, onde sem obstáculos foi aceito e imediatamente teve validado seus antigos estudos . E em um ano Braz Soares se ordenara Padre, entregaram-lhe logo a Cúria de Marvão, hoje Castelo do Piauí. Sua paróquia se estendia em longas distâncias do Piauí de hoje, e seguia onde hoje é Ceará , as viagens eram feitas em cavalos possantes, antecipando avisos para os seus conhecidos que o recebiam e ofereciam suas casas para as suas obrigações religiosas: batizados, confissões, missas, casamentos ...

Dos filhos do Padre, entre eles havia uma menina chamada "Balbina" recebera o nome em homengem a sua avó paterna. A Balbina Neta, por sua vez, quando casou, entre os seus filhos teve o Manoel Soares, e este por sua vez,ao casar com Ana Luzia Nogueira Passos teve o Herculano Soares, este é o meu tataravô, pai de Mariinha (a mamãe da Sombra), como era conhecida minha bisavó,que por sua vez, mãe da minha avó Alvina, quie gerou minha mamãe, Socorro Soares. Portanto, se este Padre não tivesse cometido, este pecado na época do Seminário, o curso da minha história seria outro, ou será que eu existiria...

Padre Braz Soares foi muito feliz em sua vida realizou estes sacramentos importantes da vida: "matrimônio" e "ordem".


"A liberdade faz do homem um sujeito moral. Quando age de forma deliberada, o homem é, por assim dizer, o pai de seus atos. .. É errado, pois, julgar a moralidade dos atos humanos considerando só a intenção que os inspira ou as circunstância, que compõe o quadro. Emborta, a fornicação - cuja escolha é sempre errônea, pois escolhê-la significa uma desordem da vontade, isto é, um mal moral. ... Não é permitido praticar um mal para que dele resulte um bem. " (CATECISMO - artigo 4).

Obs.: a história do meu antepassado é devidamente documentada no Livro "Uma Família, Outras Histórias" de autoria do irmão de minha bisavó Mariinha, Osterno Herculano Soares.

Regina

Anónimo disse...

Amor é vocação...
Amar não é pecado..mas tem que ser em via dupla....
Sentimento vem de maneira sutil, não escolhemos ser pecadores, se é que amar é pecado...Não podemos tirar da cabeça aquilo que vai no coração....
Talvéz seja verdadeiro..e não há nada errado com a verdade...

Regina disse...

Os padres pela sua formação e sensibilidade, neste apogeu da renovação carismátrica, onde apresentam uma efusividade, tornam mais encantadores do que os demais homens. E a paixão por um padre é um sentimento que pode brotar sem que não se perceba ("...sentimento vem de maeira sutil... não podemos tirar da cabeça aquilo que vai no coração..."), ao se dar conta, a pessoa apaixonada, e em respeiro a fidelidade ao sacerdócio que o padre deve ter,e sabendo que somos responsáveis pela vocação destes, deve controlar o sentimento pela razão. Mas se "...em via dupla..."o padre deve ponderar e com liberdade e exercício de vontade, fazer a opção, pois nos estados de vida, o sacramento do matrimônio é tão sublime quanto o da ordem, e todos podem conduzir ao caminho de Deus.

Anónimo disse...

Encontrei por acaso este blog quando estava em busca de alívio para meu tormento moral. Sou casada, tenho 43 anos, não sou católica (sou espírita) e estou perdidamente encantada por um padre. Comecei a frequentar sua igreja como uma "obrigação" ao acompanhar meu filho que está se preparando para a comunhão. Ali fui conquistada. Pelo ambiente, pela vibração, pela paz. Não posso dizer que seja algo carnal, impuro, embora muitas vezes tenha vontade de acariciá-lo. Apenas que cada vez que o vejo, sinto uma energia muito forte, envolvente e quero estar perto dele. Estou enlouquecendo com isso. Se não bastasse o conflito religioso, há ainda as questões éticas e morais (o fato dele ser padre, eu ser casada, minha idade, etc). E eu me sentindo como uma grande pecadora. E ainda, me ajudem a entender como é possível que eu, que não concordo com os dogmas e não sigo os sacramentos do catolicismo, me sinta tão bem durante a missa e não queira mais sair dali? É possível ser católica e espírita uma vez que Deus é um só?

Anónimo disse...

Eu estou na mesma situação é muito triste isso porque você não pode falar pra ninguém, tem que ficar pra si...o pior de tudo, porque o padre que eu me apaixonei é muito fervoroso e ama o que faz, e Eu não quero me declarar porque não quero estragar a vida dele, não quero confundi-lo, pois sou catolica e tenho minha cabeça no lugar...mais não consigo tirar ele da minha cabeça...sonho com ele, penso nele o tempo todo, enfim sofro muito com isso e o pior de tudo que nem amizade eu tenho com ele...quando eu ganho um OI! dele é tudo pra mim....mas...infelismente tenho que ficar calada..e isso é o mais triste!

Anónimo disse...

Olá confessionário, hoje peço licença para através do blog falar ás duas anônimas dos dias 10/09 e 19/10, se o senhor me permitir.
Conheci o confessionário no ano de 2006, justamente procurando na net alguma coisa sobre amar um padre e eis que me deparo com a postagem "como posso sentir amor por um padre" confesso que chorei muito ao ler, pois eu também estava vivendo uma situação idêntica. No meu caso, esse amor dura a mais de quatro anos, no pricipio pensei que fosse enlouquecer, pois sou casada, tenho filhos, sou uma mulher madura, com mais de 40 anos e era feliz com meu marido até o dia em que tive certeza que estava amando o meu pároco. Vejam a minha situação, sempre me considerei uma pessoa sensata, extremamete correta e fiel a meu marido, por outro lado, sempre considerei os padres como homens santos, sou de uma epóca em que as pessoas ainda pediam abenção cada vez que cruzava com um padre. Eu fique tão mal que entrei num processo de depressão, como não podia contar a niguém a causa do meu mal, alegava que era excesso de trabalho. Participo de atividades na minha igreja e em função desse sentimeto que me deixava confusa e angustiada me afastei e passei a fazer de tudo para que o "meu" padre não percebesse o meu drama, deixei até de comugar com ele e mudei o horário de participar das missas, só para não vé-lo, muito embora sentisse uma saudade que me cortava o coração. Ocorre que ele percebeu e de inicio eu o senti aborrecido e me evitando, todavia, com o passar do tempo, percebi que ele me olhava de outra forma e passou a me tratar com certo carinho, talvez por entender que eu não tenho culpa e que niguém em sã consciência deseja para si, uma situação dessas. Nunca tive coragem de procura-lo para conversar e ele tão pouco.Só tenho certeza que mesmo depois de tantos anos e tanto sofrimento ainda continuo amado-o, mais acima de tudo, respeitando sua condição de padre e minha condição de mulher casada. Atualmente a dor e o sofrimento diminuiram, pois dizem que o que não tem remédio, remediado está. só não diminui o meu amor por ele. Desejo a vocês que consigam, assim como eu consegui, administrar esse sentimeto da melhor forma possivel, rezem muito, peçam muito a Deus que lhes dê a força necessária para conviverem com esse dilema.

Anónimo disse...

De repente me vejo nessa situação...Não o amo e ele ainda não é padre, mas falta muito,muito pouco. Não sei quem ele é,de onde é,seu nome ou sua família. Mas está servindo na Paróquia onde moro, ajudando o Padre. É o segundo domingo em que trocamos olhares e ele sempre vem me dar a comunhão já que faço parte do Ministério de Música. Percebi isso ontem(25 de abril09)quando o peguei olhando para mim por duas vezes, confesso que depois disso tentei ao máximo não olhar mais, até que ouve o terceiro olhar... Ele é lindo,novo e quando ele me dá a Comunhão sinto que ele mexe comigo, pois nos olhamos nos olhos e fico completamente envergonhada e ele percebe. Sei que isso não é nada, se comparado a outra história, mas hoje acordei com ele no meu pensamento e estou encucada com isso. Peco por meus pensamentos!!!.

Anónimo disse...

Por que vcs portugueses escrevem, ou melhor, se expressam estranhamente . Conheci vários paises na Europa, mas Portugal, nuncaaaaaaaaa.

Brasileiro, com orgulho

Anónimo disse...

O pior mesmo é quando amamos um padre e ele corresponde, e consumamos esse amor, e ele continua a ser padre! Não sei o que fazer, só penso em estar com ele.

Anónimo disse...

Eu não acredito que um homem que tenha experimentado o poder da sexualidade com uma mulher com toda a magia, intimidade e sensualidade que aí existe, resolva ser padre. Os padres não têm experiência sexual anterior pois não?

Anónimo disse...

Eu sei a dor e a angústia de amar um Padre, posso afirmar que esse amor marcou para sempre a minha vida, nunca mais serei a mesma e sei que jamais o esquecei. Ele está prestes a ir embora, tenho tentado me preparar, mais a dor é imensa só em pensar que não vou mais vê-lo. Que Deus tenha misericórdia de mim.

Anónimo disse...

primeiro parabenizo ao blog, muito bom.
segundo fico surpresa com o que estou lendo, pois, encontrei o blog quando procurava algo que explicaria o meu amor por um padre e saber que existe pessoas com o mesmo "problema" que o meu me conforta. Estou emocianada por tudo que li, os comentarios de fatima, o texto do confessionario, etc.
Isso me faz refletir muito e reforça a minha decissão de guardar esse sentimento comigo!
Sei que ele não me corresponde, e que ele se sente realizadissimo com o que faz, o admiro muito por isso, e não vai ser eu que vou tira-lo dessa vida maravilhosa que e ser padre.

Anónimo disse...

tambem aomo um padre se chama reginaldo ele é lindo.

enipefi disse...

Namoro um padre há mais ou menos 11 meses, ele sempre está em crises existenciais por conta disso, é um excelente padre, mas ama uma mulher, não sei o que há de tão ruim nisso.
Conheço outros padres que também possuem relacionamentos que inclusive já duram bem mais tempo que o meu.

as colegas que se apaixonam por padres, fica o meu conselho, busquem um homem livre, pois amar um homem preso as suas amarras ideologicas é muito sofrido, é muito sofrimento, muita angustia, muita incerteza, muitas lagrimas, muita dor.

Claro que tem seus momentos maravilhosos, mas se você não está envolvida ainda, saia enquanto há tempo!

Padre, gostaria de ver mais posts do senhor sobre essa situação que hoje é tão comum no sacerdocio, o senhor como sacerdote deve saber exatamente como sentem esses homens divididos entre o amor de deus e o amor de uma mulher, nos ajude a amenizar as dores que nos apertam o coração.

grande abraço, Nayara

Lara disse...

Olá,Nunca imaginei que fosse achar tantas pessoas com o mesmo problema que o meu.comprei uma casa para mim o ano passado,só me mudei esse ano com minha filha de 3 anos eu tenho 23 sou professora.estava passando por dias muitos dificeis,estava me sentindo muito sozinha na minha casa.comecei a ficar muito triste.precisava ocupar minha mente,foi quando resolvi ir na igreja conversar com padre e pedir para na parte da tarde trabalhar na igreja ajudando.ele me deu trabalho de voluntaria como queria que fico pertinho dele a tarde interira.com o passar dos dias fiquei só pensando nele,sonhando com ele,imaginado varias situações.e dificil ficar perto,ele é lindo anda muito bem arrumado é novo.e o principal é simples,humilde aquele homem bom!que isso é mais lindo nele.mas ja fiquei sabendo que ele se realiza no que faz e que ja conteceu de garotas da cidade se aproximar mandar mensagens e ele disse a elas que foi a escolha que ele fez.teve aki festa de são joão e ele estava lá todo arrumado, ele anda muito normal toma uma crvejinha e dificil não olhar como um homem normal.só sei que estou o amando muito,não paro de olhar suas fotos....apesar de saber que ele gosta do faz acho percebo que ele tambem fica nervoso,meio sem ação,sem saber o que falar....acho que ele tambem sente algo diferente...vou esperar passar os dias para ver o que faço...

Anónimo disse...

Amar um padre!....Amo um Padre....muito,muito, vivo com ele já há uns anos, sem no entanto termos a intimidade de homem/mulher.
Faço tudo para lhe agradar, para que esteja contente comigo, e se porque qualquer motivo tivesse de me separar dele, não sei se não daria em doida.
Procuro não impedir o seu ministério, mas ajudar em tudo. Sou correspondida, porque também ele não se pode ver sem mim, a minha opinião conta e muito, nos assuntos da paróquia, ainda que escondida.
Se pudesse casar com ele, e ele quisesse, claro que o faria. Ouvi, muitas vezes a sua pena de não ter um filho.
Sinto-me totalmente apegada a ele, e sem ele a minha vida não tem valor nem sentido.
Não quero por nada deste mundo deixar a sua companhia.
Estar perto dele, trabalhar com ele, cuidar das suas coisas, são a minha paixão.
Se sai para algum lado, não durmo enquanto não chega, etc...etc...
Com uma agravante de eu ser consagrada.....mas não acho que este amor seja pecado, mas não consigo viver sem ele. Eu tenho a absoluta certeza que também me ama muito.
Fez coisas por mim que niguém faria. Numa ocasião tive um grave problema, e ajudou-me a ultrapassá-lo, chegou a mentir aos superiores por mim, e esta mentira lesou uma terceira pessoa que estava inocente, por isso penso que, se eu o amo, ele também me ama.
Rezo muito e procuro ajudar as pessoas que se cruzam no meu caminho, mas sem o meu querido padre não me sinto bem. Chego a ter ciúmes de o ver falar com outras mulheres, com medo que goste mais delas que de mim.
Afastei dele uma pessoa, que se me afigurava que ele tinha um carinho especial por ela, também mulher, mais nove e bonitinha, muito carinhosa naturalmente.
Não podia suportar a ideia de ele gostar dela. Ficava toda contente quando ela rejeitava convites para passeios e viagens com ele.
Sou assim, o meu coração é dele e por ele faria tudo.
Penso que escandalizo algumas pessoas, mas isso que me importa, o que importa é que eu seja feliz e me sinta bem.

Anónimo disse...

Penso que vivo algo parecido...estou apaixonada por um padre. Tudo nasceu de uma amizade... Sinto que ele também se envolveu e como solução preferiu se afastar... Respeito e entendo,a decisão dele, mas ainda não sei o que mais me pertuba, perder um grande amigo ou desistir de um amor se antes ter ao menos tentado...

Anónimo disse...

Eu continuo a viver este meu amor com um padre. Vivo com ele, não fazemos sexo, mas amor não apenas isso, é a dedicação que ele tem por mim, o defender-me totalmente, e muito mais. Gosto dele. Sem ele não posso viver.Tenho vezes que não consigo controlar os meus ciúmes. Agora ele defende também uma mulher de quem eu não gosto nada. Chego a importuná-lo, a aborrece-lo com comentários, tentando que ele despeça a pessoa, mas ele não vê motivo para isso. Tento levar outras pessoas a ficaraem contra a tal mulher. Quero e vou fazer todo o possível para que ele a despeça. Não a posso ver. tenho um ciúme perdido por ele, embora só o admita aqui, mas no meu interior sei bem que é assim. Sou doida por ele. Este Padre foi o melhor que me aconteceu na vida.

Anónimo disse...

Amar um padre....A minha vida só se tornou vida depois desse amor, antes eu era uma pessoa perturbada, deprimida, revoltada com a vida que tinha, mas depois que ele apareceu, tornei-me feliz, e a maior parte dos meus problemas desapareceram.
Como se costuma dizer, tenho as costas bem guardadas....Eu posso fazer o que quiser, mas tenho-o sempre do meu lado....Ele também depende de mim! No trabalho, etc.Sem mim, não fazia nada, ou pelo menos não faria tanto.Ele é o meu guarda costas, o meu protector. Eu também estou sempre do lado dele.
Já fui difamada e fiz com que outras pessoas fossem, mas não me importo com isso. Quando me confesso já ouvi dizer que a felicidade da pessoa humana é o principal, durante muito tempo confessei-me mesmo a ele.
Acho que a liberdade de escolha entre celibato e casamento devia existir. Assim impediria que os padres se agarrassem a certas pessoas que quase não as deixam viver a sua vida pessoal, sobretudo quando são religiosas, exigem-lhe uma dedicação exclusiva, tenho conhecimento de alguns casos, em que se calhar já existe alguma confusão não digo quanto ao padre, mas sim quanto à religiosa, entre distinguir a sua pertença a uma comunidade, e a sua dedicação exclusiva ao padre. Algumas são passeadas em carros de luxo, e até já vi ridicularizarem as viaturas da sua comunidade porque não tem meios para ter melhor, desdenhando...da alimentação na comunidade, da casa,etc., situações que se evitariam se os padres tivessem liberdade de escolha. Não digo que todos escolhessem casar, mas de certeza que haveria muitos que optariam por ser padres casados.
Eu quero dizer que sou muito feliz mesmo assim, mas gostaria de uma pertença exclusiva, mas como isso não é possível contento-me com o que tenho, que já não é pouco.
O meu conselho é : sejam felizes.
O amor entre homem e mulher é a coisa mais bela do mundo, e como ele diz a pessoa humana só se sente realizada quando ama e é amada.O que Deus quer é a nossa felicidade. Eu não vejo pecado nisso.

Anónimo disse...

Eu me apaixonei por um seminarista o ano passado em abril de 2011 em um retiro das SMPs, a paixão pelo belo (como já foi citado em alguns comentários anteriores)

Achei que tudo iria acabar tudo por ali... Porém me enganei,eu vim a participar de verdade na PJ da minha comunidade, e a gente começou a se encontrar mais vezes. E nisso tudo eu fui sempre muito calada, não conversava quase nada com ninguém.
Eu comecei a sair mais com os meus colegas de grupo jovem, e nisso esse seminarista sempre estava com a gente, cantando, rindo, brincando e nos fazendo feliz por muitas vezes. Mas quando estava no início do mês de dezembro de 2011, o Pároco que presidi as Missas aqui na comunidade anunciou que o seminarista (...) havia terminado seus estudos e agora estaria a disposição do nosso Bispo para ser ordenado diácono.


De início fiquei a chorar, meia triste sem saber como tudo ficaria,mas uma enorme certeza eu tinha... Um dia tudo isso passaria, assim como algumas outras paixões que temos em nossa vida.
Até que um dia eu estava na lan house e vi que ele postou no facebook que sua ordenação diaconal seria no dia do meu aniversário (12/02) naquele momento foi um impacto tão grande, mas conversei com ele pelo bate-papo do face, comentando que seria no dia do meu niver a sua ordenção, ele disse que esse seria o meu presente então.

Em junho deste ano,ele se ordenou presbitero e tudo que eu posso dizer é que eu respeito muito independente da sua escolha, mas quando entrou a semana em que seria ordenado, me senti tão arrasada, pensei em abandonar aos poucos todas as minhas funções dentro da Igreja (PJ, Liturgia, Canto, Catequese, tudo que eu possa ajudar) pois estava e seria muito difícil conviver com ele de longe, percebi que eu estava apaixonada por ele, quando alguém me perguntou se eu gostava dele como homem, minha estória é um pouco extensae portanto vou resumi-lá...
mas o motivo principal pelo comentário que deixo, é por eu ter tido a coragem de contar o que sentia por ele por confissão...
Eu pensei nuito em tomar essa iniciativa,mas o principal motivo foi saber que mesmo depois de ordenado eu ainda pensava nele e sentia ciúmes dele. Eu estava pronta a pagar pelas consequências se a decisão dele fosse o afastamento dele de mim, porém isso não aconteceu, ele me acolheu muito mais e durante a confissão me disse apenas: que por eu ser jovem isso vai passar, é amor (paixão) de juventude.E que eu não me sentisse culpada,pois se apaixonar é natural...
mas eu chorei muito nas suas duas ordenações e fiquei pensando porque Deus quis assim. Talvez foi por causa desse "amor" que eu tenha começado a pensar em vocação, em eu ser uma freira um dia.

Tento chama-lo de padre, para mim não ter que ficar caindo em tentação nem em pensamento,mas pior foi saber que quem se dizia ser minha amiga, dizer que gostava dele também...

E, Cxm...

Anónimo disse...

Pode o coração ser tão traiçoeiro e não se apaixonar por uma pessoa livre ao invés de um homem que tem um compromisso com Deus?
Por que se apaixonar por um Padre?
Mas será que se conseguissemos conquistar o Padre que "amamos" seriamos felizes o bastante? Ou apenas satisfariamos um desejo de momento?

Confessionário disse...

Olá, ultima anónima

Não tenhas certezas de nada. A minha experiência diz-me, cada vez mais, que uma mulher que se apaixone por um padre tem de saber, acima de tudo, sofrer.

Anónimo disse...

O que eu quis dizer é que o coração trai, que deveríamos nos interessar por quem é livre, mas infelizmente não escolhemos de quem gostar. Por isso a pergunta: Por que não se interessar por quem é livre?
Eu sofro da mesma forma, pois infelizmente me apaixonei por um padre e não sou correspondida.
Eu sei que quem gosta de um padre já deve ter como sina o sofrimento, saber que é amar sem nada esperar.

Última anônima

Anónimo disse...

Confessionário gostaria de conversar com você, de uma forma que não fosse aki pelos comentários, como faço?
E... PJ...

Anónimo disse...

Conforme a música de um padre:
"A cada novo dia não,
Não um novo amor,
Mas um jeito novo de amar"
Nome da música: O Inventor
Compositor: Pe. João Paulo Timótheo da Silva

E...

Confessionário disse...

E... PJ...

07 Outubro, 2012 04:21

por email...

Anónimo disse...

Será pecado ser amante de um padre?....

Anónimo disse...

Penso que o celibato dos padres é de um grande beleza na Igreja, pois supõe a doação em exclusivo a Deus da sua vida, mas quando ouço comentários de padres dizerem que se não fosse por medo de Deus...que isto de conviverem com mulheres bonitas e carinhosas....não é fácil, fico a pensar...o que passam estes homens pela sua vocação, quando são fiéis

Confessionário disse...

Olá, anónima de 26 Outubro, 2012 21:19

Penso que no teu íntimo sabes a resposta!

abraço

Anónimo disse...

"Um dia chorarei e descobrirei que também me amas, mas não da mesma forma que eu te amo".
E assim me lembrarei que de fato o amor é algo onde não se deve esperar nada (assim como disse uma anónima)!

Anónimo disse...

Algo estranho. Difícil de entender. Nunca na minha vida imaginei que iria acontecer isso.
Quando entrei na igreja e vi aquele rapaz todo de branco ao lado do padre fiquei curiosa em saber quem era, me apaixonei pela primeira vista, talvez seria verdadeiro ou coisa de adolescente. Os dias passaram e la vai eu de novo pra missa, sento lá na frente ele nem estava lá, até que ele entra. No meio da missa eu me distrai fiquei olhando para o chão até que quando olho pro altar ele tava me olhando,quando ele percebeu que eu olhei pra ele desviou o olhar rapidamente, meu coração desparou, me assustei também perguntei em pensamento: "O que foi isso Jesus?", "Deus me perdoe, mas estou feliz não sei porque". E foi assim no resto da missa. Eu olhava pra ele e ele pra mim.
E é em toda missa que ia e que vou a gente troca olhares. Mas quando fiquei sabendo que ele vai ser padre em 2013 foi como se jogassem uma agua fria na minha cabeça.
Na ultima missa agora, foi a mesma coisa. mas foi diferente porque eu sei que ano que vem ele vai se tornar padre. Quando ele me olhou deu uma angústia, uma dor no peito, meus olhos encheram de lagrimas. Eu não parava de olhar pra ele porque quero guardar pra sempre aquele rosto. Até que ele me olhou fixo, sem piscar, por um bom periodo, eu não consegui e também não tive coragem pra olhar fixo pr ele. Só sei que senti algo estranho, coração batendo forte, tristeza, mordi minha boca de nervosismo, senti uma coisa estranha passando da minha cabeça até os pés. Até que foi a hora da eucarístia e ele foi justo do lado esquerdo que eu estava, quando foi minha vez de receber a óstia ele colocou na minha mão olhou pra mim e disse: corpo (pausou) e sangue de Cristo e eu olhei pra ele e disse: Amém! Coloquei a óstia na boca e meus olhos encheu de lagrimas, chegando no meu lugar me ajoelhei e chorei, um choro escondido e pedi pr Deus me explicar o que tava acontecendo, porque sempre que vejo ele fico assim. Chegando em casa chorei muito, muito mesmo e hoje sofro com isso. Porque ele me olha daquele jeito? Já observei ele olhando pra outras pessoas e coisas, é totalmente diferente é um olhar rapido. Agora comigo é um olhar longo, sem piscar. Por incrível que pareça estou chorando agora escrevendo essas coisas. Não tenho ninguém pra falar sobre isso. De jeito nenhum posso falar isso pro Padre. Falta 2 meses pra ele fazer a ornamentação, DOIS meses pra mim ir pr missa e aproveitar cada segundo olhando pra ele. Já pensei em contar o que sinto pra ele, isso tiraria um peso de mim, mas fico indecisa pois vou atrapalhar a missão dele. Nunca vou competir com Deus. Só queria uma resposta do Pai. Não iria me perdoar nunca em tirar ele da missão que Deus o colocou, mas não quero perde-lo. Pelo menos se ele ficasse aqui na cidade, eu iria sempre ve-lo. Ama-lo de longe. Mas não é bem assim. Choro toda vez que lembro dele.

POR FAVOR ME DÊ ALGUM CONSOLO, ME AJUDEM. O QUE DEVO FAZER? DIGO PRA ELE O MEU SENTIMENTO POR ELE? POR TUDO QUE É MAIS SAGRADO NESSA TERRA, TENHO UM CURTO PERIODO, APENAS 2 MESES. ME AJUDEM !!!!!

Anónimo disse...

O amor entre um homem e uma mulher é lindo....mas olhar para um padre e saber que é uma pessoa que pertence exclusivamente a Deus, que no seu coração não deve permitir um sentimento dessa natureza, só me faz ficar com grande admiração por estes homens, que apesar se serem tentados, se mantêm na fidelidade aos seus compromissos, com muito amor e às vezes sofrendo muito. Hoje a sociedade faz muita pressão sobre as pessoas consagradas, enaltecendo o sexo exageradamente, fazendo quase desaparecer a beleza de uma consagração total a Deus (não isenta de sofrimento), eu penso que no nosso mundo, apesar de haver padres que se deixam levar por um sentimento humano e natural e que nunca devemos condenar, há também os que vivem uma fidelidade diria total à sua consagração. Admiro-os, e penso que o povo de Deus sente quando na sua paróquia tem alguém assim como lider espiritual.
De certo tambêm têm as suas tentações, mas não as terão os homens casados?....Quantos homens no nosso mundo de hoje, com mulher e filhos não lutam diariamente pela fidelidade ao seu casamento e evitam o pecado, o adultério, etc...
Relaciono-me de perto com alguns sacerdotes, e só tenho a dizer que os admiro muito pela sua entrega a Deus.

Anónimo disse...

Pois eu sei a resposta....um grande sofrimento, mas também quero dizer que os padres, como padres têm também muitas alegrias, e posso dizer, porque convivo de perto com alguns sacerdotes, que são pessoas muito felizes, embora tenham a sua cruz como toda a gente, e sofram, mas quem não tem sofrimento neste mundo?...

Anónimo disse...

É engraçado como a história da anónima do dia 18 Dezembro, 2012 01:56 tem tantas coisas que de certa forma pareciam comigo, pelo menos eu imaginava que o seminarista que eu havia conhecido também me olhava com um olhar diferente dos demais. Mas infelizmente hoje tá aí o resultado, ele é PADRE, e eu tive de me conformar que entre nós jamais poderia existir outro sentimento a não ser o de amizade, e eu tive que me conformar que simplesmente era para ser assim, mas eu acredito que se para tudo existe uma razão, eu digo que é porque Deus queria que eu aprendesse a olhar com outros olhos a vida, mas principalmente a vida em Missão, de início imaginei que essa vida em Missão era apenas ser freira, e era para isso que Deus estava me destinando, mas não, Vida em Missão é viver a Fé de muitas formas...

Eu tive que aprender a me contentar com o gostar sem tocar, sem dizer, e muito fingir, ele sabe, mas eu acredito que ele pensa que eu já devo ter esquecido-o, e esquecer eu não esqueci, apenas tento não me torturar mais...
Se você quer um remédio, aqui vai, reze muito a Deus e peça para que o que for melhor aconteça, se tem de ser assim (caminhos separados) que seja, mas que acima de tudo você e ele não sofra tanto...
Infelizmente é nesses sofrimentos que encontramos o verdadeiro amor, não o amor de homem e mulher, mas o amor pelos mais necessitados de Deus, aqueles que não tem ninguém para serem abraçados, que são excluídos, é o amor mais puro de fato, o amor que não pede em troca, nem mesmo amor de quem se ama!!!

Gaby disse...

ooooooooooo

Anónimo disse...

Somente quem ama um padre calada é capaz de entender o tamanho da angústia e da dor que se experimenta. A minha história é muito bonita, mas também muito triste. Há mais de 10 anos, conheci um padre, novo pároco da minha igreja. Sempre trabalhamos juntos, nas mais diversas pastorais e movimentos. A amizade entre nós foi crescendo, descobrimos muitas afinidades e muitos interesses em comum. Ele, muito alegre, divertido, grande cantor e tocador de instrumentos. Passou a frequentar a minha casa, as minhas rodas de amigos. Passávamos horas conversando e rindo na cozinha de minha casa. Cresceu um carinho imenso entre nós, uma intimidade tão profunda que so de olharmos um pro outro já percebíamos algo errado. Ao telefone, sabemos quando o outro não está bem, pelo tom de voz. Esse envolvimento, foi percebido por ambos, e nos afastamos sem dizer nenhuma palavra a respeito. Sofri muito, com a distãncia. Ele ficou um tempo no exterior, e eu com pouquissimas noticias, ou quase nenhuma. Quando retornou e eu pude vê-lo percebi o mesmo olhar, o mesmo carinho, a mesma afinidade, a mesma alegria de desfrutarmos da companhia um do outro. Essa noite, chorei muito, a noite toda. Tinha certeza do meu sentimento por ele, da minha paixão, do meu amor, da minha amizade, do meu encantamento. Somos amigos, muito amigos, trocamos confidências e sabemos tudo da vida um do outro. Mas nunca falamos claramente dos nossos sentimentos. Ele, foi designado para outra paróquia, na mesma cidade, perto de minha casa. Ficamos um bom tempo sem nos falar, sem nos vermos, porque evitava a nova paroquia. Encntros entre a gente acontecia muito raramente, quando nos encontrávamos em algum evento da igreja, ou em algum evento social da cidade. Sempre nessas ocasiões trocávamos olhares e nos abraçávamos forte. Sentia reacender em mim todo o sentimento guardado, escondido, calado. Em algumas ocasões, quando sentia muitas saudades, ficava escondida em algum lugar que eu sabia que ele passaria, pq conhecia toda a sua rotina. Daí o via passar, sem que ele me visse, e ia embora. Até que um dia, estava eu no MSN, ele entrou, eu o desbloqueei, e no mesmo momento me chamou, para conversar. Esse dia conversamos por mais de 2hs no MSN, quando desliguei o computador, meu coração batia forte, as lágrimas escorriam em meu rosto. No mesmo instante o celular tocou, era ele, dizendo que queria ouvir a minha voz. Que estava com saudades do tempo que frequentava a minha casa e entrávamos madrugada afora conversando, rindo, cantando e tocando. Na outra semana, la estavámos em minha casa, na cozinha, fiz um prato bem gostoso pra gente. Em minha casa, estavam todos,meus pais, irmãos e irmãs. ....... CONTINUA....

Anónimo disse...

..... CONTINUAÇAO......

Todos reunidos, juntos rindo e conversando. Foi ficando tarde e todos foram dormir, ficamos somente nós dois na cozinha, resolvemos dançar e fomos nos aconchegando um nos braços do outro, quando percebemos estávamos aos beijos, e abraços. Foi a maior alegria de toda a minha vida, o momento mais lindo que ja experimentei. Nos olhávamos fixamente um pro outro e ali ficamos até quase amanhecer. Nos abraçando, beijando, olhando, nos tocando, rindo e dançando. Quando ele se foi e eu deitei-me em minha cama, não acreditava, no que havia acontecido. Fiquei extasiada, porque eu quiz tanto aqueles beijos, aqueles abraços, mas nunca achei que aconteceriam. Voltamos, então a nos falar todos os dias, por telefone, MSN, Facebook, Torpedos, pessoalmente. Que paixão, que sentimento lindo. A cada novo encontro estávamos mais íntimos, mais envolvidos, mais apaixonados. Mas ele é um padre, muito querido, ama o que faz. Aí começaram as crises existenciais, as dúvidas, o sofrimento. Certa vez, ao me confessar, disse tudo ao padre, e disse também que não quero nunca que ele largue o ministerio para ficar comigo. O padre não entendeu porque, então expliquei. Ele é um sacerdote tão abençoado, que faz bem a tantas dezenas e centenas de pessoas, que prefiro sofrer a sua ausencia o resto de meus dias, para vê-lo fazendo feliz e levando o bem a outras pessoas. Prefiro vê a felicidade de muitas pessoas, com a vocação que ele escolheu, a ser apenas eu feliz com ele. O padre, olhou-me nos olhos e disse que o que sentia por ele era muito mais do que paixão, era amor, e um amor muito bonito, despojado e verdadeiro, raro de se encontar. Eu concordo com o padre, tenho certeza do meu sentimento por ele. Nunca amei tanto e de forma tão bonita e verdadeira uma pessoa. Chegamos à conclusão que aqueles encontros deveriam parar de acontecer e assim o fizemos. Já fazem alguns meses que não nos vemos, mas nos falamos ainda quase toda semana. não falamos nada sobre o sentimento que temos um pelo outro, mas está presente. Há alguns meses ele foi novamente transferido de paróquia, dessa vez, para uma cidade vizinha. Cheguei a adoecer de tristeza, de saudade, de amor. Não mais o vi, não o visitei na nova paróquia, estou sobrevivendo da maneira que posso, olhando pra frente, dando novas oportunidades ao meu coração. Não tem sido muito fácil, continuar, mas a gente precisa viver e precisa fazer valer a pena. O meu amor por ele tenho certeza, vai me acompanhar o resto da vida. Podem vir outras pessoas, novas paixões, mas ele é sem dúvida o grande e único amor que levarei dentro do peito. Sentimento mais lindo em mim não há, mas por outro lado, dor maior também não há. A saudade me leva as lágrimas quase todos os dias, chega a doer. Esse sentimento me fez mais humana, mais compreensível dos dilemas do ser humano. Rezo a Deus todos os dias por ele, pela sua vocação, pela sua saúde, pela sua vida. Sou muito feliz, por ter podido experimentar tamanho amor, mas peço a Deus diariamente forças, para sublimar e aquietar aqui dentro de mim tudo o que sinto.

Anónimo disse...

É muita linda a sua história, invejo-te por poder ter tido a oportunidade de amar e ser amada...
Queria que um dia isso pudesse acontecer comigo, mas tenho toda a certeza que infelizmente ele não me vê mais do que uma simples "amiga"...
Talvez ele tenha razão, isso é apenas um amor de juventude...
:'(

Anónimo disse...

Uníssono Perfeito

Os meus lábios tocam as palavras
Que entoam os teus
Servis à cadência do teu peito
Tão puro
Envolta nesta aura,
Os meus pés sobre os teus
A distância sentida de um sopro
Aconchego a alma
Abençoas-me

cíntia disse...

Conheci o amor da minha vida, quando tinha 14 anos, era mágico.Tudo com ele era diferente especial, no início achei que era coisa de menina mas com o tempo o sentimento foi aumentando.Um único beijo foi o que tivemos, nada mais, mas foi o suficiente para continuar a sentir o gosto dos seus lábios até hoje, com 27 anos.Posso fechar os olhos que sinto seu beijo, e aquela sensação maravilhosa do seu abraço.
Há alguns anos ele foi para o seminário, vai ser padre...mas não sei se devia mas algo dentro de mim me dá esperança, peço perdão a Deus todos os dias mas é mais forte do que eu...oamo demais e sempre vou amar enquanto essa esperança estiver dentro do meu coração...

Anónimo disse...

Bom dia!
"Como posso sentir amor por um padre?! E como posso não sentir? "
Como!?
Meu Deus como é isto possível?
"Que hei-de fazer" para deixar de sentir, ou pelo menos para arquivar este sentimento?
Arquivá-lo num lugar onde não doa a ausência a distância o afastamento.

Anónimo disse...

"uma mulher que se apaixone por um padre tem de saber, acima de tudo, sofrer. "
Será por aqui o meu caminho.
E curar-me-ei buscando a força para suportar o sofrimento.

Anónimo disse...

Eu amo um Frater!! não ah nada de errado!! Deus não é amor?

Anónimo disse...

Nunca pensei que pudesse acontecer-me... Aconteceu...
Primeiro achei que era impressão minha, creio que tentei inconscientemente usar o poder da negação (que é irracional, porque não tem poder nenhum) até aceitar que, de facto, me tinha apaixonado.
Todos os dias peço a Deus para que consiga esquecer este sentimento, livrar-me dele. Todos os dias continuo a pedir a Deus (porque já antes de este sentimento surgir o fazia, nas minhas orações, pois acredito que os padres precisam delas) que ele, o padre, se mantenha sempre fiel ao ministério a que, acredito, foi por Ele chamado. Honestamente, acredito na sua vocação e não acho que ele pudesse ser feliz sem o sacerdócio.
E todos os dias morro por dentro, porque o que sinto é avassalador...

Anónimo disse...

EU NÃO CONSIGO PARAR DE PENSAR NO PADRE DA MINHA PAROQUIA NA ZONA OESTE DE SÃO PAULO TAMBÉM...MAS NÃO SEI SE ISSO É AMOR DE MULHER PARA HOMEM...UM PADRE AS VEZES É TUDO QUE UMA MULHER QUER EM UM HOMEM...POIS ELE PODE SER BONITO, AMOROSO, CARINHOSO, ATENCIOSO, E AO MESMO TEMPO TER TODOS OS DEFEITOS DO MUNDO...MAS COM TANTAS QUALIDADES NÃO TEM COMO NÃO AMA-LOS...SOU PROVA VIVA DE QUE AMAR MEU PADRE FEZ QUE EU MUDASSE MINHA VIDA...ELE NÃO SABE QUE EU O AMO...MAS SÓ DE PODER OUVI-LO E VÊ-LO AS VEZES, ACOMPANHAR SUA VIDA PELA REDE SOCIAL JÁ ME FAZ FELIZ...NÃO POSSO JAMAIS QUERER DISPUTAR O AMOR DE DEUS...AS VEZES EU SINTO QUE ELE PODE ESTAR CORRESPONDENDO...MAS ACREDITEM ISSO NÃO É VERDADE! O PADRE NÃO CORRESPONDE COMO PENSAMOS...ISSO É COISA DA CABEÇA DE UMA PESSOA APAIXONADA, QUE ADMIRA TANTO, QUE TUDO OQUE O PADRE FAZ PARECE SER PARA ELA! POR MAIS QUE EU ACHE QUE NÃO PODERIA SER COINCIDÊNCIA EU ME NEGO A ACREDITAR...AFINAL SOU CASADA TAMBÉM...E ELE DIZ QUE JAMAIS TEVE INTENÇÃO DE SE CASAR...NÃO SEI OQUE PENSAR...SOMENTE SEI QUE AMO AMAR MEU PADRE QUERIDO. ESTAVA LENDO ALGUNS COMENTÁRIOS NÃO PUDE DEIXAR DE CONTINUAR...ISSO DE AMAR PADRE REALMENTE É BASTANTE COMUM...CONFESSO QUE ME SINTO MAIS TRANQUILA...NÃO ACREDITO QUE QUEM AMA PADRE ASSINOU UM CONTRATO COM O SOFRIMENTO NÃO! EU NÃO PENSO ASSIM! QUEREM SABER DO MAIS...VOU CONTAR ALGUNS DETALHES TAMBÉM...
UM DIA NA MISSA DE DOMINGO EXATAMENTE DEPOIS DA COMUNHÃO DE REPENTE COMECEI OUVIR UMA MUSICA QUE O PADRE HAVIA GRAVADO EM SEU CD, E ERA A MUSICA QUE EU HAVIA FEITO MEIO QUE UMA ‘’HOMENAGEM’’ PRA ELE NA REDE SOCIAL...MEU CORAÇÃO PULOU DE ALEGRIA, ME DEI CONTA QUE DEPOIS DA COMUNHÃO NUNCA HAVIA SE TOCADO MUSICA ALGUMA DELE...E QUE AQUELA MUSICA ERA DO CD ANTIGO...ESTAVA COM A CABEÇA DEITADA NO OMBRO DO MEU MARIDO POIS ELE PERCEBEU MINHA ALEGRIA EM OUVIR A MUSICA EU DISSE PRA ELE...ESCUTAAA ESSA É A MUSICA DO PADRE! AMO ESSA MUSICA! ( MEU MARIDO MORRE DE CIÚMES DELE), OLHANDO PARA O ALTAR ENQUANTO O PADRE ARRUMAVA TODOS AS COISAS DA COMUNHÃO, ELE DIRIGIU SEU OLHAR PARA MIM, EU NOTEI E PODE SER LOUCURA DA MINHA CABEÇA, MAS VI UM SORRISO QUANDO DIRECIONOU SEU OLHAR E UM INCOMODO AO ME VER, NÃO SEI SE ERA POR ESTAR DEITADA NO OMBRO DO MEU MARIDO...ESQUECI DE MENCIONAR QUE QUANDO ELE ENTROU NA IGREJA PENSEI QUE ELE NÃO CELEBRARIA NAQUELE DOMINGO, AFINAL TERIA SHOW NO MESMO DIA, EU NÃO POSSO NEGAR QUE DESCOBRI O CELULAR DELE PAGANDO UM DETETIVE PARTICULAR, E MANDO MENSAGENS DE TEXTO AS VEZES, DISSE QUE FICARIA COM SAUDADES, QUANDO EU VI ELE MEU CORAÇÃO DISPAROU!!!ELE ESTAVA LINDOOO COM AS MÃOS EM FORMA DE ORAÇÃO, EU NÃO SEI SE ESTAVA LOUCA MAS JURO DENTRO DE MIM QUE ELE FICOU ME OLHANDO DE CANTO E AINDA COM AQUELE SORRISO LINDO...
SABE ELE NÃO ME ATENDE MAIS NO CONFESSIONÁRIO...UMA VEZ TIVE QUE BOLAR UM PLANO PARA ELE ME ATENDER...

Anónimo disse...

continuando......ELE FICOU MUITO NERVOSO POR TÊ-LO DEIXADO NA SAIA JUSTA, NO CONFESSIONÁRIO EU AINDA DISSE...VOCÊ É BONITO SIM OQUE QUER? QUE EU MINTA? NÃO QUERO ME CASAR COM VOCÊ NÃO!!! ELE FICOU SURPRESO, E DISSE AINDA BEM NÃO ESTUDEI TANTOS ANOS PARA ME CASAR...DEPOIS DISSO CONTINUAMOS NOS VENDO, ELE NÃO SE ACANHA EM ME CUMPRIMENTAR COM O ROSTO MESMO EU EVITANDO NO INICIO, ENTÃO PENSEI COM MEUS BOTÕES! QUER SABER?! EU VOU AMAR MEU PADRE E QUE O RESTO DO MUNDO SE DANE! SEMPRE QUE VEJO ELE MAL DE GRIPE TENTO AJUDAR...MEU CORAÇÃO FICA TRISTE EM VÊ-LO ASSIM...QUANDO VOU AS COMPRAS AS VEZES NÃO ME SEGURO E ACABO COMPRANDO ALGO PRA ELE...NAS MISSAS EU EVITO OLHAR PRA ELE, FICO SEMPRE ATRÁS DE ALGUMA CABEÇA...PARA ELE NÃO PERCEBER MEU AMOR EXACERBADO... MAS OQUE EU QUERIA MESMO É FICAR OLHANDO PARA ELE...NA COMUNHÃO PROCURO NÃO COMUNGAR COM ELE...SEMPRE DOU UM BEIJO NA BOCHECHA DELE...EU AMO DAR ESSE BEIJO...SIGNIFICA MUITO PRA MIM...MAS JAMAIS VOU TENTAR AQUELE NEGOCIO DE ERREI A BOCHECHA!EU RESPEITO MUITO ELE...ESSA SEMANA EU FIQUEI VENDO ELE SE TROCAR ANTES DA MISSA...ELE ESTAVA TÃO LINDOOOO...PARECIA SONHOOOO...ENQUANTO FALAVA COMIGO UMA SENHORA O AJUDA SE TROCAR...AI AI...QUERIA PEGAR ELE NO COLO AQUELE MOMENTO...CONFESSO QUE EU JÁ DISSE COISAS DURAS DE SE OUVIR PARA MEU PADRE...MAS EU FIZ POR QUE QUERO QUE ELE ME CONHEÇA...EU TENHO ALGUNS DEFEITOS...AMIGOS DE VERDADE SE CONHECEM...EU MEIO QUE FORCO ELE ME CONHECER RSRS...A ÚNICA COISA QUE EU TENHO MEDO, E SE UM DIA ELE SAIR DE PERTO DE MIM...ME SINTO COMO CLEONICE E PADRE PIO...MAS POR AMAR DEMAIS, NÃO SEI SE ELE ME AMA...AFINAL ELE NÃO DIZ...QUERIA TER UM AMOR ASSIM...MESMO QUE JAMAIS NO BEIJÁSSEMOS, MESMO QUE JAMAIS NOS CASÁSSEMOS, MAS SABER DE SEU SENTIMENTO SERIA COMO SE EU GANHASSE NA MEGA-SENA...
EU CONTINUO SONHANDO COM MEU AMADO PADRE, AFINAL MEU CASAMENTO NÃO EXISTE RELAÇÕES SEXUAIS E DUVIDO QUE HAVERÁ DE NOVO...DURMO ABRAÇADA AO TRAVESSEIRO COMO SE ESTIVESSE ENVOLVIDA EM SEUS BRAÇOS...CONTINUO FAZENDO DE CONTA QUE NOS CONVERSAMOS COMO EU IMAGINO...QUE ELE SABE DE MEU AMOR E QUE EU DESCUBRO O DELE...CONTINUO CHORANDO TODA VEZ QUE CONVERSO COM MEU TRAVESSEIRO IMAGINANDO NOSSA CONFISSÃO UM PELO OUTRO, MAS CHORO DE ALEGRIA TODA VEZ QUE ISSO OCORRE...FICO TRISTE SOMENTE QUANDO CAI EM MIM E VEJO QUE TUDO NÃO PASSOU DE MINHA IMAGINAÇÃO...SEI QUE É UM PADRE ILUMINADO, EM SUAS MISSAS EU SEMPRE CHORO...NÃO POR NOSSA HISTORIA E SIM POR SENTIR O AMOR IMENSO QUE ELE TEM PELO SACERDÓCIO E COMO ELE CONDUZ AS MISSAS SÃO SUBLIMESSS...LOGO VOU VÊ-LO NOVAMENTE NA MISSA DE DOMINGO...SEI QUE ELE ESTARÁ CELEBRANDO...MEU CORAÇÃO JÁ ESTA ANSIOSO...POIS PARECE QUE EU NÃO O VEJO A UM MÊS... E NÃO SE FAZ NEM UMA SEMANA...MUITO BOM TER ESSE BLOG...OBRIGADA PELO OMBRO AMIGO PESSOAL...BOA SORTE CORAÇÕES APAIXONADOS! QUE DEUS ABENÇOE A TODOS NOS.

Anónimo disse...

Como não sentir, Sr. Padre? O que fazer para esquecer, apagar, seguir em frente? É que custa tanto ter este sentimento...

Confessionário disse...

Olá, última anónima

Já faleceu algum familiar teu que amasses muito?
Apesar da comparação parecer pouco razoável, a verdade é que acho que lembrares como fizeste para ultrapassar essa dor pode ajudar a ultrapassar esta. Aliás, acho que a morte é bem mais difícil ultrapassar...

Anónimo disse...

Sabe, Sr. Padre, essa também é uma inquietação que tenho. Na verdade, até hoje, ainda não perdi nenhum dos meus familiares mais amados e tenho muito medo de não saber lidar com a dor quando isso acontecer.
Até os meus dois avós mais chegados ainda são vivos.(Uma das minhas avós faleceu quando eu ainda era criança. O meu avô quando era adolescente, mas eu não tinha ligação com ele, estive com ele uma meia dúzia de vezes na vida.)
Daí que a comparação não tenha ajudado muito, embora a intenção tenha sido a melhor (acredito) e eu agradeça.
Mas não pense que é uma paixoneta de adolescente por um padre, eu já estou quase nos 30 e tenho uma mentalidade de uns 60! Eu sei que é errado o que sinto, só não sei como não sentir... Acredite, é mesmo doloroso...

Anónimo disse...

Já agora...
Sou também a anónima de 26 AGOSTO, 2013 03:39.
E a anónima de 27 AGOSTO, 2013 12:51 desta outra publicação: http://eupadre.blogspot.pt/2010/05/as-mulheres-que-se-apaixonam-pelos.html
Como deve imaginar, é algo que me tem atormentado muito e não é de agora esse tormento... Eu tentei a todo o custo não sentir, mas como impedir o coração? Só consegui enganar-me a mim própria, pela negação...
E eu sinto que já não posso mais conter tudo dentro de mim. Mas também não posso dizer-lhe a ele nem contar a ninguém.

Anónimo disse...

Senhor padre, como conviver com tanto amor sem poder demonstrá-lo? Como recomeçar depois de ter conhecido o amor nos braços desse homem? Eu o amo com todas as forças do meu coração. Não suporto mais este sofrimento e esta saudade. A distância que se fez entre nós está matando-me aos poucos.

Anónimo disse...

"..Senhor padre, como conviver com tanto amor sem poder demonstrá-lo"
Amar é também ficar em silêncio sem esperar receber nada mas digo mesmo nada.
E alimente-se dos bons momentos.
E ame com o coração.
É possível amar dessa forma.
Entregue o assunto nas mãos de Deus, as coisas acontecerão da melhor forma para ambos.
Aquilo a que renunciarmos ser-nos-à oferecido.

Anónimo disse...

Nem com a distância o sentimento se apaga... A oração não deve ser profunda o suficiente para me ajudar a superar... Continuo a orar todos os dias do fundo do meu coração, pedindo a Deus que me ajude a conseguir esquecê-lo, mas continuo a sentir com a mesma intensidade. Nem com a distância... Dizem que o que os olhos não veem o coração não sente. Não é verdade...
Anónima de 01 Setembro, 2013 17:54

Kesia Gonçalves disse...

Não estou aqui para julgar nada em relação aos padres, mas gostaria de focar em dois versículos do livro de Eclesiastes no capitulo 9. o título diz o seguinte:
As mesmas coisas sucedem aos justos e injustos - Gozemos os bens que Deus nos dá.(Deus não vos deu a mulher? comentário meu)
segue o primeiro versículo:
1 DEVERAS todas estas coisas considerei no meu coração, para declarar tudo isto: que os justos, e os sábios, e as suas obras, estão nas mãos de Deus, e também o homem não conhece nem o amor nem o ódio; tudo passa perante ele.
continua com este:
9 Goza a vida com a mulher que amas, todos os dias da tua vida vã, os quais Deus te deu debaixo do sol, todos os dias da tua vaidade; porque esta é a tua porção nesta vida, e no teu trabalho, que tu fizeste debaixo do sol.
10 Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças, porque na sepultura, para onde tu vais, não há obra nem projeto, nem conhecimento, nem sabedoria alguma.
o versículo nove nem precisa de comentários,que sirva de reflexão. não é justo o padre ter que abrir mão da única porção dele, unica mesma o versículo é claro, aqui na terra por leis de homens, pois a bíblia é clara e em versículo nenhum se encontra mandamento para não casar. Espero que um dia isso mude! um abraço

Anónimo disse...

DIA 29 DE AGOSTO DE 2014 FAZ UM ANO QUE VIM AQUI CONTAR MINHA HISTÓRIA...EU INSISTO ESTOU APAIXONADA POR UM PADRE...E O MESMO ME REJEITA...NEM AO MENOS ME CONFESSA...ME RECUSO CONFESSAR MEU AMOR PARA OUTRO PADRE...PRECISO OUVIR DA BOCA DESTE SACERDOTE ALGO QUE ACALME MEU CORAÇÃO...MEUS DIAS DESDE JANEIRO DE 2014 SÃO SOMBRIOS...AS VEZES PENSO EM CONFRONTA-LO E BOTAR ELE NA PAREDE...MAS EU SOU COVARDE...GOSTO DE VÊ - LO LIVRE... CONFORTAVEL...SÓ NÃO ENTENDO POR QUE A COMPANHIA DE OUTRAS MULHERES NÃO O DEIXAM DESCONFORTAVEL...DIZEM QUE NÃO É BOM VOLTAR NO TEMPO...POR ESSA RAZAO NÃO SE PODE VOLTAR...MAS SE EU PUDESSE EU VOLTARIA SOMENTE PARA CORRESPONDER SEUS OLHARES E SEM MEDO TALVEZ PODER VIVER UM AMOR INTENSO E VERDADEIRO...TALVEZ MEU "PADRE PIO" CONFIASSE EM MEU AMOR SE EU TRANSMITISSE CONFIANCA PELO OLHAR...MAS EU TINHA MEDO DE PREJUDICA-LO COM MEU AMOR...E FUGIA DE SEUS OLHOS QUANDO O ENCONTRAVA...NÃO SABIA BEM AO CERTO O QUE FAZIA...HOJE EU SEI...E ACONSELHO A VOCÊ QUE LÊ. ..ESTES HOMENS SAO HOMENS DE DEUS E TAMBÉM PODEM AMAR...NÃO TENHAM MEDO DE AMA-LOS. ..POIS VOCÊ PODE SOFRER POR NÃO SE ENTREGAR...