sábado, junho 02, 2012

Esta é para ti, Diana, parte XI, outro jovem

Passados três dias do lindo funeral da Diana, recebi uma chamada da funerária para marcar o funeral de um jovem de vinte e quatro anos que morrera subitamente com doença fulminante, exactamente no dia e na hora em que completava esses vinte e quatro anos. Estudava no último ano de enfermagem. Tinha muitos colegas e amigos. Dará, por isso, para imaginar a dor de tanta gente e a minha aflição. Os funerais são sempre imensamente dolorosos para os que amam quem parte e para aqueles que têm de presidir à cerimónia. Fiquei, portanto, numa grande aflição. Que dizer na homilia do funeral? É comum ficarmos sem saber que dizer, porque também a nós nos custa aceitar. Porém, no mesmo momento em que a aflição me veio, veio também a certeza de que o funeral da Diana seria o ponto de partida do funeral do jovem de vinte e quatro anos. E assim foi, na certeza de que o que conta não é o tempo que dura a nossa vida, mas o sentido com que a vivemos. A minha partilha da homilia foi um contar da história da Diana. E porque passei os olhos no facebook do jovem de vinte e quatro anos, onde os amigos repetiam que a vida era injusta, a determinada altura da homilia, fazendo referência ao que tinha lido no facebook, insisti, com a ajuda da Diana, que a vida não era injusta. Nós é que precisávamos de a aprender melhor, quase como que a querer dizer que nós é que, porventura, às vezes, éramos injustos com ela. Por causa desta homilia e desta história da Diana, passados uns dias, alguém me contou que a tia do jovem de vinte e quatro anos se sentiu confortada, muito confortada, aliás, no funeral do sobrinho. E a mãe agradeceu-me a homilia especial daquela ocasião. E contaram-me que algumas pessoas, sobretudo jovens, passaram aos amigos a história que tinham ouvido no funeral do jovem amigo de vinte e quatro anos. Lá está de novo a Diana.

4 comentários:

Rosa disse...

São estas pessoas como a Diana, que nos transmitem amor,humildade não só na terra, mas também no Céu, seu Espírito continua a transmitir-nos todo o amor de Deus e nos fazem pensar no caminho que tomamos, se será o mais certo fazendo-nos refletir e pensar mais em Jesus,trabalhando todo o nosso interior.

Maria disse...

A morte dói, muito, ver partir os que amamos não há palavras, e sobretudo se são jovens, será porventura um choque que só quem passa por ele entenderá. Apesar de ser morte, e ser luto é um previlégio para si falar dessa linda menina que na flôr da idade deixou este mundo, onde vamos gemendo e sofrendo, em busca e encontro do outro, do celestial, onde Jesus lhe abriu os braços. Possamos nós na nossa hora ter essa graça da misericórdia Divina. A Diana, não vai deixá-lo nunca, não só porque o marcou enquanto pessoa, mas também porque no céu intercede por si. Considere-se feliz por ter tido na vida a felicidade de a partilhar com uma alma predestinada.
Beijinho
Maria

Confessionário disse...
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Confessionário disse...
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