sexta-feira, junho 15, 2012

Não passamos o tempo na estrada, mas passamo-lo a correr

Depois das voltas e mais voltas de hoje, cheguei a casa com o carro cansado e na reserva. Tenho ao meu cuidado mais de uma dezena de terras. Algumas delas com uma ou duas dezenas de pessoas. E canso-me a andar de um lado para o outro. Gosto de estar com os meus paroquianos. Mas os dias e os fins-de-semana não chegam para chegar a todos, as vezes que gostaria de os ver, de estar com eles, de viver com eles. Queria fazer caminhada de fé com eles. Mas não posso ir sempre. Umas vezes têm Celebração Dominical com o diácono. Outras com o Ministro Extraordinário da Comunhão que está lá na terra. As que têm esse ministério a funcionar. Mesmo assim dou comigo a celebrar repetidamente para vinte pessoas que estão distantes, com poucos recursos e quase obrigado a tratar de coisas que deveriam ser da responsabilidade dos leigos e não dos sacerdotes. E canso-me a fazer estas coisas. Estas correrias. Quero levar Deus a todos. E depois zango-me comigo porque Deus, afinal, já lá está, e depois de mim há-de continuar a estar. E imagino-me em países ditos de Missão a percorrer caminhos sem estradas, para chegar a terras longínquas. A diferença é que quando lá se chega por fim, o padre tem dois dias para celebrar uma grande missa de três horas e um sem número de baptizados, e umas reuniões com os anciãos ou animadores da terra. Aqui corremos com o carro a carregar no acelerador, para quando chegarmos por fim, termos uma hora no máximo para celebrar uma missa quase a correr e voltarmos para outra terra a fim de repetir a coisa e a missa. Não passamos o tempo na estrada, mas passamo-lo a correr. Como levar Deus a terras que estão distantes, a dez ou quinze pessoas, repetidamente, sem que isso nos faça perder Deus pelo caminho?

31 comentários:

Filha de Maria disse...

Se O levar no coração, só O perde, se perder o coração! :)


Animo!!! Coragem...

Ana Melo disse...

Não perca o sorriso!!! e Deus também não se perde...

Anónimo disse...

Gostei!
Revejo-me nas tuas palavras!

LPS

Rosa disse...

Concordo com o comentário anterior.Mas também digo não é fácil,poucas pessoas e distantes,mas Deus é assim põe à prova a nossa fé,a nossa entrega,a nossa resistência,porque enquanto houver nem que seja uma só «ovelha» Deus está lá, e ela precisa de ser salva.
Gosto muito da abordagem dos temas simples,mas humanos e profundos.
Tenho a certeza que cada dia que passa, mais curto parece o caminho, e consegue levar Deus a todos com muito amor.

Confessionário disse...

Gostei tanto desta frase: "Se O levar no coração, só O perde, se perder o coração!"

Obrigada, Filha de Maria

Joana ;) disse...

Parece uma tarefa dificil, mas acho que pelo pouquinho que conheço de si, consegue dar conta do recado. Mesmo a correr, sempre leva um pouco de esperança e ânimo novo àquelas pessoas.
Só por isso penso que já vale a pena e toda a minha consideração.
Continue pe...
Bjs

Rosa disse...

Era esse o comentário que eu me referia "Filha de Maria"

Luz disse...

Boa noite.
Depois de um dia de trabalho, muitas vezes sentimo-nos desanimados e mortos de cansaço. (mas, Tu, Senhor estás sempre de braços abertos, para nos receber)

Depois,de uma noite bem dormida , acordamos com ânimo e cheios de vitalidade para começar um novo dia.
Que o Senhor ilumine a sua vida lhe dê força e coragem para poder servir os outros.

Cuidado não carregue de mais no acelerador...
Um abraço, amigo e votos de um bom fim de semana.

Anónimo disse...

Desejo-lhe muita força e perseverança!

Moçambicano disse...

Olá, Caro Amigo P.e "Confessionário",
Olá a Tod@s.

Num país onde se fecham escolas, extensões de saúde, etc., fica só a Paróquia como "último reduto" de Civilização/Cidadania para que as Pessoas do Mundo Rural não se sintam totalmente excluídas da Sociedade.
Por isso, o que faz é mesmo Levar o Deus de Jesus a essas Pessoas - que os Homens já abandonaram...
Um forte abraço.

Moçambicano

Moçambicano disse...

Só mais uma coisa - e não pretende ser liminarmente uma crítica destrutiva:

- Não são só os Funcionários Públicos que estão mal distribuídos pelo País (estão aos "magotes" no Terreiro do Paço, e faltam na periferia).
Os Padres também. E depois há os "carregadores de piano", cheios de boa vontade, que normalmente tem de fazer o trabalho deles e o dos outros - que se "poupam" / fazem o "mínimo dos mínimos".
Mas já entre os Discípulos de Jesus era assim...

Outro forte abraço.

Moçambicano

Anónimo disse...

Em 25 de Abril de 2010 escreveu aqui assim: "Nesta hora, uma hora em que acontece a celebração do sacerdócio e no mesmo minuto acontece a sua acusação desmesurada, vale a pena sentir que somos importantes para alguém. Apesar das nossas fragilidades, dos nossos pecados, das nossas limitações, Deus pode usar-nos e usa-nos para se encontrar com os seus."
Percorrer as estradas é cansativo, não ser compreendido também o é. Mas certamente alguém o ouve e eu creio que mesmo que fosse só um ouvinte, esse valeria a pena.
Se eu acho que nos podemos perder de Deus? Pois podemos... em todos os minutos da nossa vida, na estrada e fora dela. Mas pelo que tenho lido aqui acho que o confessionário não se perderá.

Anita disse...

Deus não se perde na atitude de alguém que mesmo cansado, se empenha em levar a Sua palavra a tantos que esperam por ela.

Jose Tomaz Mello Breyner disse...

Caro Padre,

A propósito de cansaço deixo-lhe aqui a palavra do seu colega Padre António, Prior de Carcavelos

"Sabe bem quando o cansaço nos "agiganta" bem por dentro.
Sabe bem sempre que sentimos o coração cheio e completo.
Sabe bem à alma e à existência olhar ao redor e acreditar que Deus permanece vivo, real e presente, bem ao nosso lado nas coisas, factos, acontecimentos, gestos, sinais, maiores ou mais pequenas..
Poder presidir à celebração e à Festa da Primeira Comunhão dos mais pequeninos das nossas Comunidades é sempre uma bênção do Céu. Sentir a pureza e a beleza, o desejo profundo e sincero, genuíno e "delicioso" de Jesus, desses mesmos pequeninos, é verdade e é mistério que nos enriquece, enobrece, engrandece.
Aqueles sorrisos, aqueles corações, aquela fé, aquela dedicação, aquela concentração, aquele desejo de se tornarem, para sempre, morada de Deus, não consegue não derrubar "muralhas", "barreiras", "preconceitos" ou dúvidas que, porventura, possam tentar destacar-se nos nossos próprios corações!
É tão rica a beleza da verdade da fé e dos corações...
É tão gratificante a simplicidade e a pureza da alma...
É tão enternecedor e edificante a genuinidade e a transparência dos que verdadeiramente desejam a Deus...
Uma "catequese", um testemunho, uma referência, que estes pequeninos me deram, ensinaram, presentearam...
Um cansaço físico tremenda e verdadeiramente confortado e ultrapassado com a alegria interior que me proporcionaram esses corações transformados agora em "morada, "casa", "palácio" de Jesus.
Alegria ainda depois aumentada ao ver jovens disponíveis e incansáveis ao serviço dos irmãos, da Comunidade que é nossa, ao prepararem com imenso afinco e dedicação toda a "logística" para a celebração da Eucaristia da tarde de Domingo que agora é celebrada ao ar livre no nosso Centro Comunitário.
Aqueles esforços, desejos e vontades, aquela entrega, dedicação e suores, para que os outros se sentissem bem e verdadeiramente acolhidos, são sinal visível e eloquente do que é serviço à Igreja, do que é fé no Senhor que não veio para ser servido mas para servir e dar a vida pela multidão.
Foram dias, estes últimos, com os traços da exaustão física e, simultaneamente, com as marcas da alegria da fé e do regozijo da alma.
Naquela pequena multidão vislumbrava-se o rosto da Igreja.
Naquela assembleia, de crianças, jovens, adultos, idosos, a presença do Senhor Ressuscitado que continua a seduzir e a atrair a Si os corações...
Cansado à noite, mas com o coração a arder por olhar e ver nestes tantos corações a presença de Deus.
E mais feliz ainda por saber e acreditar que Deus sorri ao olhar estes mesmos corações. Por saber e acreditar que só Ele sabe e conhece profundamente a verdade e a entrega de cada um deles. E que, à Sua maneira e ao Seu jeito os recompensará... cem vezes mais neste mundo e no outro com a vida eterna.
Às crianças, aos jovens, aos adultos que, particularmente e de forma tão visível estes dias mostraram categoricamente a essência da fé e do serviço a Deus e à Sua Igreja, a minha mais profunda homenagem e gratidão...
O vosso cansaço - tão visível - é a alegria de Deus e a certeza de que o mistério do Seu Amor são realidade viva e permanente.
Os vossos esforços, a vossa disponibilidade, o vosso suar, são alicerce de fé para mim, para quantos souberam olhar para o vosso testemunho de paixão pelo Homem, pela Vida, pela Fé.
Não vos consigo abraçar a todos pessoalmente; porém, ainda que desta forma, sintam e saibam da minha alegria, da minha gratidão, da minha paz interior, por me ensinarem como Deus é: amor, serviço, dedicação, silenciosa, discreta, humilde, profunda... "

http://blogdopadreantonio.blogspot.pt/

Confessionário disse...

José
Fico contente pelo encantamento do Padre António. Mas ele deve ter esquecido o barulho da cerimónia; as pessoas que foram só à festa; os fatos; as fotos; os miudos que não sabiam o que estavam a fazer; os pais dos miudos que so foram a essa missa; o barulho da rua; a vaidade das roupas; aqueles que para fazer festa comungaram mesmo sem estarem em graça...
Mas mesmo assim, fico contente pelo padre António!

Anónimo disse...

Porquê ajuizar tanto padre?
(refiro-me à resposta dada ao José)

Com todas as fragilidades do Vaticano que têm vindo para a praça pública ainda têm a ousadia de criticar umas alminhas por pequenos nadas? Haja paciência e decoro.

Confessionário disse...

Olá, ultimo anónimo
Não é nenhum ajuizar, nem crítica...
Fiquei mesmo contente pelo encantamento do padre António.
É que ainda há dias eu tb fiz essa celebração e, no meio de alguma coisa boa, apareceram estas tantas outras que me deixaram triste, cansado e a pensar no final!

Ainda bem que há gente e padres que conseguem ver muita positividade!

caro anónimo, parece-me que tu é que ajuizaste! lol

Rosa disse...

Sinto muita tristeza ao sentir isso mesmo que a maior parte das vezes é pela festa em si,esquecendo Jesus,que é ELE que vamos receber em nós.Quando me casei,fiz um casamento simples eu própria confecionei a maior parte das coisas o mínimo de pessoas,eu me vesti,fiz tudo, e perguntaram-me porquê? Eu respondi a minha festa é interior,é saber que estou perante Jesus com a pessoa que ELE me escolheu e eu estou pronta para fazer a Sua Vontade,porque nada é por acaso que as coisas acontecem em nossa vida... e muito feliz...

Maria disse...

Está tudo dito, que mais posso eu dizer? que mantenha acessa a chama da fé, da esperança e da caridade. O Sr. Padre é forte, é daqueles que antes partir que vergar, por isso continuará o caminho que neste momento o Senhor desenhou para si. Lembre-se daquele texto das pegadas na areia, quando só há um par de pegadas é Jesus que o leva ao colo.
Grande beijinho e muita, muita força!
Maria

Filha de Maria disse...

Criança calada e bem educada, estava presente em todas as Eucaristias Dominicais e Festas de Guarda. Ía à catequese e recebeu todos os Sacramentos, na idade própria, frequentou o grupo de jovens e paticipou em retiros. Um dia em adulta, afastou-se da Igreja!

Diante de grande sofrimento, o que a sustentava na sua maioria das vezes, era a parábola "Pegadas na Areia", que um dia ouvira a um padre num retiro. A Parábola do Filho Pródigo contada e representada nas festas da catequese, deram-lhe força para voltar a entrar na Igreja...

Padre amigo... esta história é a minha. Não se prenda com o que vê, centre-se antes em lançar a semente á terra, lá... (na escuridão da terra), a semente germinará na altura própria!

Ninguém converte ninguém, ninguém muda ninguém...

Beijinho fraterno e coragem! :)

P.S.: Quantas frustrações, não sentiram as minhas catequistas e Prior?!

Rosa disse...

A comparação é impossível para quem tem uma Paróquia a Seu cargo,de quem tem dezenas de terras distantes umas das outras e de poucas pessoas cada.
Só Deus sabe avaliar, o que eu digo, é força a ambos porque nem tudo o que luz é ouro.E eu sei do

Rosa disse...

continuando,e eu sei o que estou a dizer,não é fácil,porque o coração sofre, quando se tem um único desejo levar Deus ao coração de todos com verdade.

Anónimo disse...

Reconheça que ajuizámos ambos. O Confessionário ajuizou pessoas simples e eu um estado poderoso e supostamente responsável.

Confessionário disse...

Olá, anónimo último,
Eu referia-me ao juízo que fizeste a mim, às minhas palavras...
Mas de certo modo, se calhar ajuizei o texto do Padre António como demasiado encantado!
Mas tb não penses que ajuizei sobre as crianças.
Ficamos quites...
abracito

Confessionário disse...

"Não se prenda com o que vê, centre-se antes em lançar a semente á terra, lá... (na escuridão da terra), a semente germinará na altura própria!"

Filha de Maria, Obrigado
Fez-me tão bem ler estas frases!
Merecem destaque!

Rosa disse...

Filha de Maria Bem haja,é de uma fé profunda vinda de uma caminhada séria e com consciência,sentindo em Si toda a mudança.
Bem Haja,Felicidades

Jose Tomaz Mello Breyner disse...

Senhor Padre,

Conheço bem o Padre António que foi "meu" Prior ( no Estoril ) antes de ir para Carcavelos, e posso dizer-lhe que uma das caracteristicas do Padre António é ser positivo.
Para o Padre António um copo nunca está meio vazio, mas sempre meio cheio. E ele transmite-nos sempre essa "positividade"
Rezo que que rápidamente o Senhor Padre possa também ver a vida só pelo lado positivo, e saiba que Deus nunca o abandona, e nos momentos mais dificeis até lhe pega ao colo

Uma noite eu tive um sonho.

Sonhei que estava andando na praia com o Senhor e através do Céu, passavam cenas da minha vida.

Para cada cena que se passava, percebi que eram deixados
dois pares de pegadas na areia;
Um era meu e o outro do Senhor.

Quando a última cena da minha vida passou Diante de nós, olhei para trás, para as pegadas Na areia e notei que muitas vezes, no caminho da Minha vida havia apenas um par de pegadas na areia.

Notei também, que isso aconteceu nos momentos Mais difíceis e angustiosos do meu viver.

Isso entristeceu-me deveras, e perguntei Então ao Senhor.
"- Senhor, Tu me disseste que, uma vez que eu resolvi Te seguir, Tu andarias sempre comigo, todo o caminho mas, notei que durante as maiores atribulações do meu viver
havia na areia dos caminhos da vida, apenas um par de pegadas. Não compreendo porque nas horas que mais necessitava de Ti,
Tu me deixastes."

O Senhor me respondeu:
"- Meu precioso filho. Eu te amo e
jamais te deixaria nas horas da tua prova e do teu sofrimento.
Quando vistes na areia, apenas um par de pegadas, foi exactamente aí que EU, nos braços...Te carreguei."

Senhor Padre que Nosso Senhor o "leve ao colo" sempre que precisar são os votos deste seu leitor

Anónimo disse...

Olá!
Esta tocou-me.
"Não se prenda com o que vê, centre-se antes em lançar a semente á terra, lá... (na escuridão da terra), a semente germinará na altura própria!"

Acompanhei ao longo deste ano catequético, um grupo de jovens do 9º ano de catequese, um dos jovens disse-me logo no inicio do ano que não gostava de ir à catequese que ia apenas porque a mãe o obrigava, mas que eu não o obrigaria a nada.

Nunca o obriguei, mas abordava-o directamente, olhava-o nos olhos, pedia a opinião dele.
Um dia disse-me irritado, "...ignore-me, eu não espero nada da vida..."
Lembro-me do silêncio sepulcral que se fez naquela sala onde estavamos 17 pessoas, lembro-me de ter pensado o que teria feito Jesus, lembrei-me de ter pensado que estando Jesus dentro de mim, seria ELE a falar àquele jovem, hiperactivo.
Olhei-o nos olhos, e disse-lhe então " tu queres que eu te deixe em paz te ignore... não posso fazer isso, não posso fazer isso porque é Jesus que me pede que te fale, é ELE que me pede que te "incomode", é Jesus que me pede o teu coração... ELE precisa de pessoas como tu para transformar o mundo.
A coisa ficou por ali, desejei-lhes uma boa semana, sairam, fechei a porta da sala e chorei chorei com a alma, senti-me uma autêntica nulidade, não estava a conseguir chegar àquele jovem coração que sofria muito.

No dia 9/6 foi a celebração da festa do compromisso, foi uma celebração muito bonita, muito rica, até o padre que costuma ser rabugento se portou de uma forma "divina".

No final da Celebração esse jovem foi o primeiro a levantar-se e vir em direcção a mim, pensei muitas coisas menos o que ele me disse.
" Obrigado, vou continuar porque gosto, a minha mãe não me obriga mais a vir... veja até cortei o cabelo... você é fixe."

Foi a semente que germinou na devida altura.

Desculpe confessionário sinto dizer-lhe por todos aqueles que acompanha e que ainda não conseguiram verbalizar, ou melhor, naqueles onde a semente ainda não germinou:
Obrigada, você é "fixe".

Você é uma pessoa de muito valor.

Filha de Maria disse...

Pe. confessionário; Rosa,

Pois que seja tudo, para maior Glória de N. Senhor Jesus Cristo, que é Ele quem tudo faz e renova!

Se há mérito? É apenas e sómente de JESUS, que procura cada um de nós, todos os dias... sem descanso. É o Pai do Filho Pródigo, sempre em vigilia!

Beijinho fraterno :))

Rosa disse...

Confessionário
Desculpe se mais uma vez estou a escrever,mas penso que no meio de tanta divagação que nos enriquece a todos, não está em causa a Sua entrega, e se existe cansaço é à volta do que é acessório, Lhe tirar o tempo para o essencial, que é a Palavra de Deus.
Força em frente,Jesus percorre todo o Seu caminho.

Mar disse...

Ao comentário de José Breyner
Que bom se eu pudesse ter o Padre António de volta à nossa Paróquia...mas é apenas um sonho,Deus o mandou para Carcavelos porque sabia que muita gente precisava da Sua entrega,mas nós também precisávamos e continuamos a precisar,sem desprimor de toda a Sua entrega Confessionário, que é notório em tudo o que li,vou voltar.