sábado, junho 05, 2010

Na tua opinião, o celibato dos padres...

Nova sondagem. Relacionado com o post anterior, surge a hipótese de continuarmos a reflexão, dando-lhe uma outra vertente. Será oportuno ou não o celibato dos padres? Será imprescindível ou não o celibato dos padres? Radicará ou não na sua vocação ministerial?

Podes comentar aqui as tuas respostas ou as votações que forem surgindo, depois de responderes na sondagem do sidebar!

55 comentários:

Teodora disse...

Numa localidade pequena não muito longe daqui, havia uma senhora que todos os dias ia espreitar o quintal do sr. padre.

Observava a corda de secar a roupa e contava os lençóis, se apenas houvesse um, o senhor padre tinha dormido com a sua Maria, se houvesse dois, nessa noite nada aconteceu.

E assim a comunidade era informada acerca da vida noturna do senhor padre.

Anónimo disse...

Acredito que o celibato dos padres deveria ser opcional, assim não teríamos noticias de tantos padres que não resistem e acabam se envolvendo com mulheres. Muitos desses são excelentes padres e vivem uma vida dupla em função de uma norma imposta pela igreja e muitos sofrem por viverem uma situação ambigua. É claro que o fim do celibto não acabará com a atitude indigna de alguns padres, daqueles que muitas vezes se envolvem com uma mulher, não motivado por um grande amor e sim apenas pelo desejo sexual e/ou por não resistirem ao assédio, mas isso já é uma questão de caratér e independe do celibato. Creio que um bom padre seria um excelente marido e um excelente pai e claro, de quebra ainda teria o apoio, o amor e o carinho de uma família e uma mulher para chamar de sua.

Fora-da-lei disse...

Penso que os sacerdotes deviam casar.
Os Apóstolos eram homens casados e,não foi por isso que deixaram de seguir a sua missão a Cristo.
Não encontro passagem nenhuma no Evangelho que Jesus tivesse proibido o casamento entre os seus discípulos.

Teodora disse...

Ó pe. desculpe, mas calho de ouvir isto e isto é Estrella Morente, que diz isto:

Me enamore, me enamore, me enamoré
Me enamore
Me enamore de tu risa, tu pelo,
tu cara paisaje del cielo
de lo verde de lo campo, del aire, del sueño
del hombre que anhelo
cantaba el amanecer y me bañaba un lucero
cantando una gran verdad
si no me besa me muero
me enamore, me enamoré, me enamore

La soledad, la soledad, la soledad
mi soledad
la soledad me acompaña de noche
tu ausencia, me mata y me hiere.
Lo que robamo al tiempo, tu beso
Mi miedo, la escarcha de Enero
La soledad me enseñó amarte sobre lo celo
A perseguir tu pasión y a refugiarme en mi credo
La soledad, la soledad, la soledad

Tu que me das, tu que me das, tu que me das
Tu que me das.
Si yo te doy mi cariño sincero
Mi risa mi boca de hielo
Te doy lo limpio del aire, mi sangre
Mi gana, mi aliento, mi velo
Te doy las flores de Abril, lo que me escriben en celo
Te doy la flor de jazmín, te doy un patio de albero
Tu que me das, tu que me das, tu que me das

Libérame, libérame, libérame
Libérame
Libérame de lo negro, lo sucio, lo muerto
Lo falso, lo necio
Y dame el son de los campos de Cádiz
Lo blanco y el azul del cielo
Libérame del perdón de los que nunca sintieron
De los que no dan amor, de los que son embusteros
Liberame, liberame, liberame.

Anónimo disse...

Este tema está batido e rebatido. O senso comum defende o celibato voluntário. A Igreja católica romana impõe o celibato obrigatório. A igreja ortoxa não.
A condição celibatária do padre , por imposição,tem custos incalculáveis. Dum modo geral, o homem que está por baixo do padre é uma pessoa socialmente truncada. É obrigado a assumir um comportamento permanentemente forçado e reprimido. Desgasta-se em em constante luta contra a sua tendência natural. A pessoa humana, regra geral, completa-se na dupla "homem-mulher". Nem só homem nem só mulher. O todo está no conjunto.

Quando assim não é, fica descompensado. Por isso, busca compensações.
Este blogue é exemplo dessa realidade. Me perdoe o " nosso respeitável Confessionário", mas a verdade é que o blogue mais parece uma colmeia em que o autor-sacerdote( assim o aceito)faz de abelha mestra...e o enxame são as abelhas...
Por vezes, tem interesse pelos outros assuntos debatidos. Que não as insónias do " Confessionário"...
Gostava de ver discutidos temas fundamentais da nossa Fé: o mistério do pecado original e da Redenção, por exemplo. A necessidade e a força dos sacramentos. De contrário, tem razão o anónino que fala em devaneios de adolescência...Divertem mas não amadurecem.

Um abraço.
desculpem-me o anonimato. Dá jeito.

D. R. disse...

Caro amigo, a pergunta foi colocada de uma forma, que até parece que eu vou ter decisão nisto... :) Mas esse facto fez-me pensar muito bem na minha resposta.

Sou a favor do celibato, tal como tenho vindo a referir. Talvez pela opinião dos meus amigos celibatários ou talvez pelos seus argumentos.
Uma vez que não sinto na pele esse problema... não posso ter uma opinião unicamente formada por mim, mas sim formada pelas pessoas que sabem do que falam, ou seja, que o sentem na pele.

Assim sendo, votei "deve ser obrigatório".
Não sei até que ponto estou certa ou errada. Sempre respeitei todas as opiniões. Mas confio na Igreja (q.b.) e, pelas reflexões que tenho vindo a fazer, é esta a minha opinião formada.
Não sei se virá a mudar. Mas é isto que tenho para dar neste momento.

Abraço fraterno.

Anónimo disse...

Olá,

Polémica esta questão.

Vejo o Homem como um todo..
É detentor de um corpo, tem uma alma e é morado do Espirito Santo.

O padre é um homem, certamente que a vivência plena dessa condição só poderia ser benéfica para o cumprimento da sua "Missão".

Deus criou homem e mulher. Vejo neste Gesto Divino, além de muitas outras coisas o equilibrio dos dois lados da "balança".

A igreja católica romana impõe o celibato, até quando?

Paula

Luísa disse...

Apesar da crise vocacional, acho que o celibato deve ser obrigatório!
A ser opcional, estou certa que, teríamos padres a mais e gente a menos nas igrejas. Seria uma alternativa para os jovens no emprego. A figura do padre deixaria de ter a importância que tem. Vê-lo-íamos como um de nós, e jamais, como um escolhido de Deus.
Outra questão: Se um padre pudesse casar e, hipotéticamente, houvesse separação (divórcio), como iria reagir a Igreja Católica?
Se um dia, o celibato for opcional, será o desmoronar da Religião Católia Apostólica Romana!
Na minha humilde opinião, acho que um jovem, deve ingressar no seminário, por altura do ingresso na faculdade. Por esta altura, ele já está convicto das suas decisões. Já se relacionou, viveu várias experiências, tem maturidade suficiente para decidir.
Teríamos menos padres, mas tenho a certeza que seriam bons!

Anónimo disse...

Olá
Luisa
Permita-me uma observação, é a minha humilde opinião,
Escolhidos de Deus somos todos os que acreditamos em Deus e aceitamos o sacrificio de Jesus na Cruz.
Quanto a mim a diferença está no desempenhar da Missão.
Paula

Teodora disse...

A propósito desta problemática: não gostaria o senhor de acompanhar esta jovem donzela ao concerto da Maria Bethânea no Coliseu?

Capinha disse...

Olá. Humildemente partilharei aqui a minha opinião - embora ache que esta não seja apenas uma questão de opinião... Para mim, e de acordo com as hipóteses que me dá a sondagem, votei que o celibato deve ser obrigatório (da falta de melhor opção se queixava também a D. R....).

Tenho várias razões que me levam a fazê-lo.

1. Contrariamente ao que alguns disseram, na Igreja Católica Romana coexistem os padres casados e os celibatários (quer nas Igrejas (Romanas) de rito Oriental quer entre os pastores protestantes que se convertem existem padres casados). O que devemos pensar é que se na Igreja de rito Ocidental desde há mais de um milénio é aceite esta tradição isso não deve ser obra do acaso...

2. Acabar com o celibato apenas por questões práticas - da infidelidade do celibatário à sua vocação, será o fim de todas as formas de compromisso: então acabe-se com o matrimónio por causa das infidelidades dos esposos, ou assuma-se de vez a poligamia! Além disso, reduzir tudo a questões práticas, afirmando a humanidade do presbítero, é esquecer a dimensão espiritual, de configuração com Cristo, com a Igreja e com o Reino dos Céus que a vida do padre e o celibato em concreto têm. Ainda sobre isto, importa ter cuidadinho com as generalizações, que ao longo de dois mil anos de história da Igreja houve muitos que foram Santos vivendo o seu celibato, e considerarmo-nos uns iluminados que podem mexer nisto tudo pode ser falta de respeito por essas pessoas...

3 (e último, que isto já vai longo). Outros di-lo-ão de forma diferente, outros nem o dirão. Mas D. José Policarpo respondia à pergunta sobre o celibato, numa entrevista à televisão: "Eu não obrigo os padres a serem celibatários, eu só escolho é para padres aqueles que já assumiram o celibato como vocação". Se o celibato for uma opção livre do candidato ao sacerdócio (mesmo sendo uma condição necessária pode ser tomada com liberdade) ele será fiel.

Teodora disse...

Olá Capinha

Começo por dizer que nada entende de religião. No entanto, já li um poucachinho de pouco (umas pulgas marinhas num extenso areal) da autoria de alguns santos e, não pondo em causa a santidade desses homens, alguns tinham uma "pancada" (desculpe o termo)enorme.

Deus me livre, eu não quero ver o meu padre com comportamentos "compulsivo-obsessivos".

Certamente na história da humanidade também encontramos Homens de uma enorme capacidade de fazer o bem e não eram nem padres e muito menos celibatários.

E depois... será que todos os factos atribuídos aos santos existiram exactamente nessa proporção? Não haverá num ou noutro aspecto um pouco de fantasia? Não serão eles apenas arquétipos?

Claro, a religião assenta em dogmas e ... pronto são dogmas.

Fernando Gonçalves disse...

Na minha opinião, o celibato dos padres não devia ocupar um espaço de preocupações demasiado significativo na Igreja católica.
O celibato não foi um dogma imposto por Jesus Cristo aos seus discípulos e nem está escrita essa obrigatoriedade em lado nenhum no texto sagrado que é a Bíblia.
Também se compreende a decisão tomada, hà já uns bons séculos, num outro contexto, essa preocupação e obrigatoriedade no celibato nos padres e hierarquia. Também sabemos que a literatura portuguesa desmonta a falsidade do celibato de muitos padres em Portugal, tornando-os motivo de chacota popular. São por demais conhecidos os casos das “governantas” das casas paroquias, bem como dos “sobrinhos” do senhor padre/abade.
Neste tempo de exigência e mais verdade, seria bom que a condição obrigatória (digo eu vexatória) do celibato para quem quisesse abraçar uma vida consagrada a Deus, fosse mais verdadeira e o celibato fosse reduzido a opção. A Igreja, no seu todo, só teria a ganhar.
Como já escrevi num comentário anterior, a palavra de Deus dita por um padre casado não é inferior à de um padre solteiro.
Um dos argumentos que ouvi para que os padres não pudessem constituir família era o factor disponibilidade para a sua comunidade. Um padre casado teria menos tempo para se dedicar à paróquia do que um padre solteiro. De facto é verdade, mas só aparentemente. No tempo disponível também de valorizar o factor qualidade da intervenção do agente religioso.

Confessionário disse...

OLá, anónimo de 06 Junho, 2010 21:45

1. admito que este blogue possa ser, de alguma forma, uma compensação; porém, esclareço, amigo, que gostaria de me dedicar mais ao blogue e não tenho muito tempo, disponibilidade ou inspiração; faço-o muitas vezes por obrigação "espiritual" (se assim se lhe pode chamar); neste momento sinto-o mais como um dever que como uma busca de compensação.

2. Nesta continuidade, esclareço que este espaço me serve como "formação permanente" (abordada em Setembro passado no Simpósio do Clero), como o espaço privilegiado da minha meditação (que acontece quer com o que escrevo, depois de assimilado, quer com o que leio)

3. Os temas ou propostas que fizeste fazem sentido, mas nao precisam de ser debatidos com retórica ou teologia; este espaço prima pela simplicidade do dia a dia das pessoas e do seu autor, o que significa que alguns deles já poderão ter sido tratados.

4. De facto há assuntos que podem servir a fofoquice ou ser mais mediáticos (como é o caso) em deterimento de outros muito mais importantes; mas não imaginas a quantidade de mulheres que me procuram por mail pedindo auxílios relativos a este assunto. Por este motivo é um assunto que tb deve ser tratado.

5."divertem, mas nao amadurecem": tb falavam assim de muitas parábolas de Jesus; no entanto levava as pessoas a pensar em coisas fundamentais (diga-se que elas tratavam mais de "valores" que de "dogmas" ou "conceitos")

Um abraço amigo, sem qualquer ressentimento: estive para nem escrever este coment, pois até o acho desnecessário. Mas agora apeteceu-me explicar algumas coisas.
Grande abraço

Anónimo disse...

Ó Luísa se a "amputação" permite seleccionar os mais vocacionados dos menos vocacionados apliquem o mesmo sistema na seleccção de médicos, professores, jornalistas e por aí adiante. Ficávamos bem piores. As pessoas querem-se completas. Para mim o celibato é uma aberração que só leva à falsidade.

Gosto deste blogue porque trata abertamente os problemas reais e abre caminho a uma santidade sem beatices. Já roubei 10m ao meu patrão mas ele não viu...

Luísa disse...

Paula:
Tem toda a razão,escolhidos de Deus somos todos os que acreditamos N'Ele. Contudo, eu refiro-me aos escolhidos de Deus no exercício do ministério. É destes que estamos a falar!

PN disse...

O celibato devia ser opcional (já é...). Vale mais a verdade de poucos do que a mentira de muitos.

Capinha disse...

(em resposta à Teodora)

De facto, há alguns pontos interessantes na sua resposta ao meu comentário, que gostaria de esclarecer (sem tornar isto um diálogo a dois ou fechar a discussão). De facto, muitas das histórias de santos que nos chegam têm muitos elementos "fantasiados". Mas o que queria dizer é que ao longo de dois mil anos de história da Igreja houve muita gente a viver o celibato como forma de entrega generosa (nunca pretendi dizer que fosse a forma exclusiva de fazer o bem, longe disso).

Depois, o celibato não, de facto, um dogma. Dogmas são a Trindade, a condição humana e divina de Jesus, a morte e ressurreição do Senhor, a Ascensão, a Imaculada Conceição, a maternidade divina de Maria e a sua Assunção aos Céus. Por isso estará sempre sujeito a discussão.

Aquilo que gostaria é que não fosse discutido apenas por causa de questões de índole prática, sobretudo por haver quem lhe seja infiel. Devemos discuti-lo a partir do seu sentido espiritual (cristológico, eclesiológico e escatológico, digo eu que não percebo nada de religião...), ver até que ponto ele continua a fazer sentido ou não. Mas porque a espiritualidade sacerdotal poderia seguir novos caminhos não perdendo a sua identidade e não, repito, apenas porque alguns são infiéis a essa condição (como já disse, entretanto começamos a pôr tudo em causa, só porque há infiéis, desde o Matrimónio ao Crisma e acabando na Eucaristia...). Depois, haverá sempre quem optará por uma vida livre de celibato (sendo padre ou não), e quem seja fiel a essa condição.

Mas esta é, e permanecerá, uma questão em aberto.

Anónimo disse...

Olá conf.

Boas perguntas...
Sim. O celibato dos padres deveria ser opcional.Continuo a defender o Amor.
Mas,mas,mas...
Desculpa, mas tenho duvidas. Não sei até que ponto a sua vocação ministerial não era posta em causa.
Não sei não...
Desta vez deixaste-me com duvidas.

Alexandra

Anónimo disse...

Certo dia numa aula, esta questão veio à baila, entre uns que concordam, entre outros que tanto faz e outros que discordam...alguém perguntou ao professor/padre qual a opinião dele...a resposta foi:
Mesmo que fosse opção, pelo menos neste instante e de plena consciência, diria não. E diria não porquê?! Porque então deixávamos de ter o sacramento da Ordem, passávamos a ter somente o do Matrimónio e o ser Padre, era uma profissão como outra qualquer...o ser Padre é algo muito mais profundo que uma profissão... é uma entrega... é uma doação à comunidade... como ficava a família?!não tinha tempo para eles havia chatices... havia chatices, zangávamos-nos... a mulher pedia o divórcio... e depois... como ficava o que eu andava a pregar?!!!!Quem quer ser padre tem que o ser num todo... Não sou contra colegas que se apaixonam e deixam o sacerdócio... acontece, não estamos livres... e só nós e Deus sabemos o quanto nos é difícil escolher uma coisa ou outra... agora as duas, quanto a mim é dificil, se não impossivel.
Fiquei convencida com a reposta.
SF

Moçambicano disse...

Olá, Caro Amigo P.e Confessionário.
Olá a Tod@s.

Estamos a ter uma discussão em que já estamos todos "formatados", e não nos apercebemos disso.

Sabiam que São Bartolomeu dos Mártires (sim, sim, Santo!), quando participou no Concílio que instituiu o celibato, declarou alto e bom som que não o iria impôr aos seus Padres lá das aldeolas de Trás-os-Montes?
Ele lá sabia se o celibato era a virtude mais importante... ou se a sua observância - imposta de cima -, não acarretava males piores.

Mas queria colocar uma questão:
Qual é a principal função do Padre? "Ministrar sacramentos" ou ser, antes de mais, "in persona Christi"? Ou seja, ser um Cristão exemplar?
Então, o que pediu Jesus ao Jovem rico? Segundo Mateus 19:21(ver também Marcos 10:21, Lucas 18:22): "Disse-lhe Jesus: Se queres ser perfeito, vai, vende os teus bens, dá aos pobres e terás um tesouro no céu; depois, vem e segue-Me".
Já repararam que não lhe disse "deixa a tua namorada/noiva" nem "não te cases"?

Pois é. Infelizmente há bastante padres - e bispos, etc. -, que sim senhor, são fiéis ao celibato em relação a uma mulher, mas "casam-se" com o dinheiro, com o "status" social - quando não é mesmo com o Poder -, com o luxo...
Enfim, são aquilo que um dos nossos Bispos (sim, também temos alguns Bons!) já chamou aqui há uns anos de "Celibatos Estéreis".

E sabem uma coisa? O "povinho", apesar de tudo, tolera mais que um Padre se apaixone por uma Mulher (porque o Amor é Natural), do que por essas outras "Paixões". Pensem nisso.

Preocupem-se os Bispos em dar uma boa Formação nos Seminários. Preocupem-se em que os Candidatos ao Sacerdócio sejam Pessoas Humanas, Generosas, Simples, Dedicadas. Que a vocação para celibatários não seja a única Qualidade elegível.
Cultive-se neles a Simplicidade. Cultive-se neles o Altruísmo.
Cultive-se neles a abertura ao Transcendente - mas numa Espiritualidade que encarna no Amor aos Outros.
E deixe-se o Espírito Santo actuar.

Um grande abraço para Tod@s.

Zulinda Bela disse...

Eu desconfio sempre de quem tem muitas certezas...
Da minha parte, o que a vida me tem ensinado é que muitas vezes quanto mais certos estamos de ter razão, mais certo é que não a temos... enfim...
Quanto ao celibato dos padres não concordo nem discordo.
Por um lado, acho que um padre tem direito a amar como qualquer outro homem, mas não sei se isso fará dele um padre melhor ou não.
Compreendo que numa determinada altura da História houve esta "necessidade" do celibato porque talvez as coisas estivessem a "descambar"...
Julgo que não me choca a ideia de ver um padre casado, mas o que virá depois?
É facil fazermos um filme romântico com pombinhas cor-de-rosa, onde o padre se casa e é muito feliz para sempre... Mas se depois não for bem assim? E se afinal o casmento até nem for assim tão bom? E se ao fim ao cabo, vier pesar-lhe? E os outros problemas? Se agora já se aponta o dedo ao padre, depois também haveria que apontar o dedo à "mulher do padre", aos "filhos do padre"...
Sei que viver sozinho nem sempre é fácil, que por vezes até os padres se devem sentir sós por mais próximo que Deus esteja, mas a verdade é que quando penso no celibato dos padres, penso num amor maior, que se traduz em compromisso, em luta interior...
Para as pessoas que acham que um padre casado poderia opinar mais acertadamente sobre a vida, digo que a sua vida é o melhor exemplo que pode dar, se for verdadeiro na sua missão.
Zu

Anónimo disse...

Não votei. Acho que a questão do celibato, se houver alguma coisa a resolver, diz respeito essencialmente aos padres.

Tenho perguntas, porquê que a Igreja Ortodoxa é mais retrógada? Vi isto num documentário há alguns anos: as mulheres após darem luz, não lhes é permitida a entrada na Igreja durante 40 dias porque são consideradas impuras. Hã??

Nos Estados Unidos não é raro ouvir a associação entre ter pais pastores e filhos com um algum desvio comportamental. É mesmo assim?

Em relação à associação que algumas pessoas querem fazer entre o celibato e a pedofilia, é de uma hipocrisia atroz, entre outras coisas nunca mencionam que foi feito um estudo em que diz que, embora nem todos os pederastas sejam homossexuais, existe uma maior incidência entre estes.

Canela disse...

Quanto ao celibato dos padres?

Só a eles diz respeito! É uma escolha de fidelidade á Igreja, a Cristo.

Um casal de noivos quando vai ao altar dizer que sim, também leva a mesma intenção de fidelidade (pelo menos deveria levar), ao outro e também a Cristo.

Na minha opinião é isto que eu acho.

Anónimo disse...

Esta questão deveria ser opcional.
Penso que não seriam tão pecadores.
Muitos dos padres levam uma vida dupla, querem ser padres e vivem o tempo partilhando a sua sexualidade com várias mulheres.Os bispos levam o tempo a transferir os padres para outras localidades, em vez de pôr fim ao seu ministério.
Por isto e por muitas coisas, cada vez mais as pessoas se afastam da Igreja, porque não confiam nas suas palavras de testemunho e de vida.

teresa disse...

uii uma questão muito delicada ..
se por um lado eu até acho que sim , por outro acho que não ..
mas sinceramente não me acredito que desse certo , pois vejo a vida aqui do meu padre que não tem horas para nada , ás vezes tem que ir para fora com o bispo durante bastante tempo , muitas vezes nem janta , tem 3 paroquias a seu cargo , sinceramente acho que poucas mulheres aguentavam viver assim , tinha que ser uma mulher muito especial , e que tempo tinha ele para dar há familia ?
humm não me parece , e se não desse certo ? divorciavam-se ? e depois como ficava a situação do padre ? iria ter que abandonar a igreja com certeza ..
por todas estas razões inclino-me mais para dizer que sou contra ..

abraço amigo padre ..

Teodora disse...

boa noite Capinha

bom, se a questão do celibato não se baseia em aspectos dogmáticos, ele existe por questões práticas apenas. A total exclusividade do padre para a prestação de serviços.

Todos sabemos que ao longo da história nem sempre foi assim, que esta regra foi introduzida por excessos de muitos e que não exista referência clara, objectiva e inequívoca que justifiquem o celibato.

Está tudo nas mãos dos legisladores canónicos.

Quando diz: "Mas o que queria dizer é que ao longo de dois mil anos de história da Igreja houve muita gente a viver o celibato como forma de entrega generosa (nunca pretendi dizer que fosse a forma exclusiva de fazer o bem, longe disso)." - parece-me que deixa claro ser da opinião que o celiato não deve ser obrigatório mas sim opcional.


Padres... e que tal uma greve!

Moçambicano disse...

Boa Noite, Amigo "Confessionário".
Boa Noite a Tod@s.

Queria fazer um esclarecimento:
Eu sou a favor do Celibato - como Ideal a promover.

A favor do Celibato Fecundo, felizmente vivido por tantos Padres, Religiosos e Religiosas (sim, porque não sei porque é que não hei-de chamar "celibato" à condição civil de uma Freira).
Celibato que se formou no Seminário ou no Convento. E que se amadureceu ao longo da Vida. Com sacrifício. Com oração. Mas com Alegria, muitas vezes (ou quase sempre?) vinda da Entrega dessas Pessoas aos Outros. Com a Sexualidade sublimada na Afectividade. Ao entregarem-se aos Outros, "esquecem-se" de Si próprios. Gastam-se. Mas "gastam-se" por Opção consciente.

Mas tenho para mim que estas Pessoas já têm "de per se" uma certa propensão natural (vocação?)para esta vida de celibatárias. Pouca ou muita, não importa; penso que a "semente" já lá estará, o percurso de Formação fará o resto.

O Celibato é um Ideal de Vida, enquadrado dentro desse Ideal Maior que é a Santidade - a que Todos os Cristãos são chamados (isto já tinha sido dito antes de João Paulo II; ele apenas o reforçou).

Mas tenhamos a noção de que "os Santos não abundam".

Assim, não sou a favor do celibato "pelo celibato", que pode gerar frustrados, descompensados, misógenos, vidas duplas, hipocrisias. E infelizmente, com a falta de Padres que existe, o que é certo é que se vai "contemporizando" com estes contra-testemunhos. Como avestruzes de cabeça enterrada na areia.

Quanto ao sucesso do casamento dos Padres, lanço aqui uma questão (num próximo comentário lançarei outra, relativa aos Diáconos Permanentes):
- Um Padre que pediu Dispensa e casou, tem uma Família exemplar há "n" anos, eventualmente já é Avô, ele e a Esposa são Cristãos / Cidadãos exemplares, que mais "provas" tem de dar para ser aproveitado?

Um abraço a Tod@s

Moçambicano

Anónimo disse...

Olá, quanto ao celibato, isto diz-se tudo que é proibido é apetecido.Mas na minha opinião os Padres não devem ser casados, porque um Padre tem que ter disponibilidade para os assuntos da paroquia e a comunidade que o envolve, e já tem problemas que basta, se fosse casado, não vivia inteiramente para o Anuncio, mas para os seus proprio problemas com mulher e filhos e uf......padres diocesanos, têm problemas, agora o que se diz dos padres missionários que partem em missão, iam com a familia toda atras, nem estou a ver bem este problema, Jesus que eu saiba, andava a fazer a sua missão, mas não tinha familia constituida; na minha opinião não devem ser casados. Mas como agora já tudo vale, até podem estar dois padres juntos e serem casados,com a nova legislação, já nada me admira, penso que Cristo tem que regressar á terra e fazer como no templo, com um chicote, "Cambada de viboras", expulsar tudas estas cobras venenosas e estes cancros que andam neste mundo.Bem Haja Padre, por ser quem é.

Moçambicano disse...

Bom Dia, Caro Amigo "Confessionário".
Bom Dia a Tod@s.

Tenho pena de não ver neste espaço partilhas de Padres. Partilhas nomeadamente de Celibatos bem vividos - e como.
Ou, pelo contrário, partilhas de problemas.

Mas isto não será também efeito de uma "formação" em que os Padres são habituados a calarem-se?

Eu tenho aliás para comigo que alguns Colegas do nosso Amigo "Confessionário" não terão ficado muito contentes com ele por ter "extravasado" este debate para fora da "corporação".
Ter "descido" até nós - a "plebe" -, que nos rendemos aos "prazeres carnais" (vide Matrimónio).

Caros Amigos Padres:
Partilhem connosco, ajudem-nos a perceber-vos melhor, ajudem-nos a ajudar-vos.
A ajudar-vos nomeadamente a ser Bons e Santos Sacerdotes, já que estamos no Ano Sacerdotal (e penso que esta ajuda não passa só pelo rezar por vós...).

Venham daí essas Partilhas!

Um abraço para Tod@s.

Moçambicano

Moçambicano disse...

Boa Tarde Caro Amigo P.e "Confessionário".
Boa Tarde a Tod@s.

Eu sei que prometi um Comentário sobre os Diáconos Permanentes. Tenham calma, que isto durante o dia temos de trabalhar... Eheheheh

Agora a sério. Ainda relativamente aos Padres que conseguem viver um Celibato Fecundo - e continuo a entender que só esse interessa para a Construção do Reino de Deus -, queria colocar outra questão.
Alguns desses Padres, que sublimaram a sua Sexualidade na Afectividade pelos Outr@s - e sobretudo nos meus anos de juventude pude conhecer alguns, pelo que sei do que falo -, até podem ter traços ou "jeitos" (até a voz) menos viris - ou até mesmo um pouquinho efeminados -, e inclusive podem indiciar alguns "traços" de tendência homossexual (o que é diferente de dizer que são "homossexuais activos").
E isto não lhes retira em nada a capacidade de serem Bons Padres.
Que haja outros, com as mesmas características, que são maus padres, isso é outra questão.
E concerteza assim terá acontecido ao longo de séculos.

Foi por isto que fiquei triste quando o Cardeal Tarcisio Bertone associou de forma simplista os escândalos de pedofilia à homossexualidade. Pensei para comigo: "Em que Mundo é que ele vive?".
E acho que foi um "tiro no pé". Um entre outros.

Neste Mundo actual, a Igreja só consegue estancar a saída das pessoas se for Credível. Se de uma vez por todas nos deixarmos de hipocrisias.
Se de uma vez por todas reconhecermos que somos Tod@s - Padres, Religios@s e Leig@s -, "frágeis vasos de barro".
Feitos de espírito e de carne ("O espírito é forte, mas a carene é fraca"...). Pecadores por definição - Tod@s.
Mas Pecadores amados pelo Pai - Tod@s.
E então talvez passemos de facto para a "Teologia da Compaixão". E deixemos a "do Pecado".

Um abraço para Tod@s.

Bom Feriado!

Moçambicano

concha disse...

Boa noite!
A igreja precisa de padres verdadeiros.Se para alguns ou todos, ser verdadeiro é poder casar e ter a sua família, porque não?Concordo no essencial com o que diz o Moçambicano.
Abraço com votos de um excelente feriado

Ilma disse...

A igreja é mãe, é sábia é conduzida pelo espíto sto, e temos que estar com os dois pés nessa barca, confiar e amar a igreja. É impossivel viver o amor pleno em todas as dimenões com desconfiança! Por isso que há tantos católicos tristes! Se os escândalos envolvendo sacerdotes fosse o celibato, não haveria tantos homens e mulheres casados em adultério. E quanto aos casos de pedofelia envolvendo a igreja, D. Eduardo Benes, bispo aqui no Brasil, esclarece bem "não é o padre que vira pedófilo, e sim o pedófilo que vira padre", assim como pode virar pastor, pode se casar... etc...etc, enfim o problema não é o celibato, certo?mas como é difícil para algumas pessoas entenderem isso...Não consigo imaginar um sacerdote médico de almas como é, cuidando de uma família... educação de filhos, esposa ciumenta, contas para pagar... rs
Confissionário esse blog não poderia ser melhor, continue firme!
Precisamos de você e desse espaço!
Deus te abençoe!
Ilma pj

D. R. disse...

Capinha, concordo que o celibato é opcional.
Aliás, eu acho que a opcionalidade não existe porque, no fundo, existe sempre.
Passo a explicar:
Sendo obrigatório ou "desobrigatório" o celibato, esta (des)obrigatoriedade será sempre cumprida ou não... É opção tomada pelo "celibatário". Logo, é sempre opcional.

Ou há celibato ou não há.
A opcionalidade é algo que nos caracteriza. Somos seres livres de optar. Mas ou somos u não somos.
Pronto. Hoje deu-me para ser extremista (caso raro, em mim).
Não acredito que algum dia o celibato seja opcional.
A Igreja é de convicções.
Ou há uma lei que estipula o celibato ou então não há.
Quem recebe o sacramento do Matrimónio tem o dever de fidelidade. Só o é se quiser. Mas é um dever. Nunca nos esqueçamos disso.
Quando se toma uma decisão, sabe-se as implicações que ela tem.
Cabe a cada um cumprir ou não cumprir.

SF, gostei do testemunho do professor/padre.
Um amigo me disse algo idêntico. Era ver a mulher do padre sempre em crises de ciúmes (porque quem ama os tem) porque aquela e aquel'outra não largam o seu padre/homem.
Porque as mulheres não largarem os padres,... UI...... É mais que sabido e adquirido.

Desculpem lá se ofendo as convicções de alguém. Mas hoje estou assim.

Abraço para todos.

D. R. disse...

A Zu disse:

"Sei que viver sozinho nem sempre é fácil, que por vezes até os padres se devem sentir sós por mais próximo que Deus esteja, mas a verdade é que quando penso no celibato dos padres, penso num amor maior, que se traduz em compromisso, em luta interior...
Para as pessoas que acham que um padre casado poderia opinar mais acertadamente sobre a vida, digo que a sua vida é o melhor exemplo que pode dar, se for verdadeiro na sua missão."

Eu não diria melhor.

Capinha disse...

D. R.,

De facto, a minha tensão também é entre essa opção e obrigação... Penso que por isso ambos respondemos "obrigatório" na sondagem e decidimos "justificar" o voto.

Se o celibato dos padres é obrigatório, é porque só é padre quem opta pelo celibato - e a opção, claro, tem de ser feita, seja em que sentido for! A opção é... obrigatória.

E depois, de facto, voltamos a estar de acordo quando cita o comentário da Zu. Como eu dizia nos meus anteriores comentários, o problema não está no celibato em si, mas na fidelidade ao celibato. Ora, o melhor testemunho que se pode dar é o de uma vida fecunda e fiel. Se o padre, sendo celibatário, dá um testemunho de enamoramento com Cristo, de fidelidade à Igreja e de alegria, porque havemos de obrigar o homem a casar? Não tomou uma opção livre?

Para terminar, deixo uma pergunta, que, como as anteriores duas, não é ataque nem resposta a quem quer que seja. Se nos devemos lembrar dos padres que, casados, não são menos fiéis ao seu ministério, por que não lembrar também os que, não padres, são fiéis à sua condição de cristãos?

Dou a minha resposta a isto, como proposta para todos podermos pensar: o que temos andado a debater é a influência do celibato na vida prática dos padres, quando o que em primeiro lugar devia ser debatido é o lugar do celibato em si. Se este continuar a fazer sentido (e, na minha opinião, continua), então ele pode valer para quem o quiser escolher como forma de seguir o Senhor.

Eu* disse...

Aqui está um tema bastante simples que fazem dele complexo...

Acho que o padre e que deveria escolher "se ker ou não" casar...
Se seria bom marido ou bom pai..acho que sim...se calhasse de não o ser...não seria tao grave assim visto que um padre é acima de tudo um coração que sente dor como todos nós!

Não e justo a lei que impede o padre "amar de uma maneira difernte"...

No mundo existe coisas bem mais graves que isoo...

As pessoas que vão à missa rezar..e mal saem a porta já estão a falar mal da vida alheia..isso sim devia ser punido!

Anónimo disse...

Celibato SIM. Se com o celibato é o que é, sem Ele meus Amigos, Padres para quê, se hoje o tempo já é passado em passeios, a todos os cantos do mundo chamados de Peregrinações, muitos já sãos os dias que não há Missa nas paróquias, casados então só apareciam para receber o vencimento.

Anónimo disse...

Sempre pensei que ser padre não era obrigatório, quem queria sê-lo teria que cumprir as regras! Não percebo o porquê do Celibato, mas é uma regra! Como tantas que a Igreja tem que não percebemos ou não concordamos, mas respeitamos.
Agora, penso que deve ser dificil para um homem, o celibato.
Que falta de gosto pela vida. Renunciar ao melhor que Deus nos deu. Foi Ele que nos deu instinto sexual ou não?

Anónimo disse...

Celibato dos Padres....
Sempre foi uma treta uma mentira.
No nosso tempo já se conhece "alguma coisa", noutros tempos faziam o que queriam, fornicavam como queriam, e ai de quem pensasse sequer isso... Além de ser preso ainda ardia no inferno.
O celibato apenas serviu para proteger "bens" da igreja.
Deixem os homens casar se o quiserem, e agora civilmente até uns com o outros e que sejam bons cristãos que serão tambem bos padres.É que alguns nem pra gente prestam quanto mais para pastores e guias. Sejam boas pessoas que eu bem tento... mas... lá está, tenho um Deus que é Pai e me Ama.

Anónimo disse...

Celibato = Sim = AMOR

Um blog intenso e cheio do Espírito Santo...Obrigada!

Luisinha disse...

Bem, sei que já é um bocado "tarde" para vir comentar a este post mas como só por estes dias é que me surgiram estas coisas ao pensamento, resolvi partilhar.
Do pouco que sei relacionado com o assunto, o celibato dos padres foi instituído para que (na época e talvez também dê jeito nos dias de hoje lol) as posses dos padres não fossem ter de ser distribuídas por descendentes.
Mas à parte disso, e tendo em conta os dias de hoje, porque é o que estamos a viver, imaginem só o que seria a Igreja com os padres a poderem casar:
A sua disponibilidade diminuiria da seguinte forma:
-A minha mulher teve um acidente, não há ninguém para cuidar dela...
-Os meus filhos estão doentes, tenho de os levar ao hospital...
-A minha sogra faz anos e se não for fica chateada...
-O meu cunhado veio da Alemanha e já não o vejo há imensos anos...
Faleceu a tia da minha esposa, era como uma mãe para mim...
-Hoje não posso, é o meu aniversário de casamento e tenho de dar um bocado de tempo à minha mulher, ela merece!
-Pede a um colega para dar a missa por ele (nem sei se isso é possível loool) e a resposta é: "fiquei de levar a minha mulher ao concerto dos (...) que ela tanto queria, sabes como é!".
-ETC........

E outra coisa curiosa que me surgiu... Quando a mulher do padre se fosse confessar, e calhava de se confessar ao marido. Acho que ia haver muita "chatice"... lol

A questão da sexualidade é algo imposto pelo Homem, justamente para evitar este tipo de situações, porque Deus não impõe o celibato! Portanto, o sexo não é pecado!! Só que tinha de haver uma forma de evitar as situações que disse antes. E como tudo na vida, por umas coisas pagam outras... Mas assim temos o máximo da doação das pessoas que são os padres, e poucos que são, tentam dar tudo de si ao próximo, mesmo que nem sempre sejam reconhecidos como deveriam!

Por isso, na questão do celibato, nem sou contra nem a favor... é um bocado difícil para mim tomar uma posição... Como católica, sou a favor, gosto de saber que há uma pessoa disponível para nos transmitir a Palavra de Deus (até parece comodismo... lol). Mas se me apaixonasse por um padre, seria contra! Ou se calhar nem seria o ser contra. Acho que as pessoas deveriam saber distinguir as coisas e num caso em que as pessoas se apaixonam, saberem que ali já não é o seu lugar e que os outros deixem de ver isso com maus olhos de crítica, e a achar que se é menos homem ou pessoa de menos valor por ter abandonado um sacerdócio!!

Ser uma pessoa "escolhida" por Deus, pode tratar-se de algo temporário, na nossa vida nem sempre as pessoas que gostamos estão para sempre! Um padre pode ser padre por um tempo, enquanto assim acha que é, até ao dia em que se calhar conhece alguém e tudo muda... Também temos de respeitar que Deus assim quis! Acho que ser "escolhido por Deus" não tem de ser uma coisa eterna com a sensação de "prisão". Quando se escolhe ser padre, ou quando se escolhe ser médico, ou professor, é algo feito com o coração, com toda a certeza de vida futura (ou pelo menos assim deveria ser). Mas quem garante que por toda a vida seja assim? Quantos padres foram impecáveis mas a certa altura sentiram desejo de voltar atrás e viver uma vida diferente, como o casamento? Não como curiosidade ou fuga à rotina mas como um desejo sincero porque já amavam alguém! Mas as imposições e pressões que a Igreja e os fiéis também colocam, deitam tudo por terra, e o padre acaba por não dar o melhor de si... Eu acho...

Bem, no fundo é um assunto bastante complexo... Imagino que quando Bento XVI é pressionado para pensar no assunto, pois muitas pessoas defendem que um padre é um ser humano como os outros e tal, ele deva ter de pensar horas fechado num quarto com uma mesinha ao lado cheia de chá e biscoitos!!

Anónimo disse...

MUDANÇA DE RELIGIÃO.

A mudança de lado, ou seja, a mudança da religião Católica para as ditas evangélicas se dá por falha do próprio catolicismo. O fator principal está em o padre não poder se casar. O padre não podendo se casar diminui a procura pelo sacerdócio, com isso menos jovens se interessam pelo trabalho de evangelização. O padre não podendo se casar se torna mais difícil encontrar pessoas com a eloqüência e poder de comunicação, comunicação esta tão necessária para transmitir os ensinamentos e atrair adeptos, eloqüência esta que se nota nos pastores evangélicos. Na maioria dos casos de mudanças de religião se da pelo fato dos pastores serem bem preparados em oratória, em muitos casos até com artimanhas de convencimento. Há pastores de igrejas evangélicas que levam a sério seu trabalho são verdadeiros discípulos de Cristo, mas há também aqueles que têm uma máquina registradora no lugar do coração só pensam em dinheiro. Todos nós sabemos que existem muitas igrejas que são verdadeiros estelionatos, enganam a fé pública de uma maneira deslavada. Sendo o Brasil um País com seus cidadãos, na maioria com baixa escolaridade, estas pessoas tem mais dificuldade em discernir o que é uma religião séria de uma que deixa a desejar. Não tenho nada com este problema, pois graças a Deus eu não tenho nenhuma religião. Faço este comentário porque tenho dó das pessoas serem enganadas em certas igrejas, sei que é saudável ir à missa ou a um culto evangélico não tenho nada contra, só digo, procurem um lugar onde a palavra de Deus esteja sendo seriamente apresentada sem interesses escusos.
Conversando com uma amiga a qual era católica e agora esta na igreja quadrangular. Fazendo como sempre minhas pesquisas sobre religião, ouvi com atenção seu relato, segundo suas palavras ela está muito entusiasmada com sua nova religião porque o pastor e muito divertido conta piadinhas faz todos rirem, segundo suas palavras ela acha isso o Maximo. Veja como a coisa funciona ela esta feliz porque o pastor é diferente do padre, o padre geralmente é serio não esta lá para brincar. O pastor usando técnicas de convencimento usa estas artimanhas para arregimentar mais adeptos. Se a igreja Católica continuar teimando em padres não poderem casar o futuro será bem desagradável, pois dia a dia os evangélicos estão tomando conta do povo brasileiro.
Paulo Luiz Mendonça. Autor do livro Crônicas indagações e teorias. Editora
Scortecci.

Nota, eu prefiro não ser nada a ser falso cristão.

Anónimo disse...

Li com muita atenção todos os comentários e quero dizer uma coisa: Eu trabalho com padres e tb fui "assediada" por um, sei o que isso é. Mas já agora percebi que há vários denominadores comuns nos desabafos das senhoras e quetêm a ver com os mesmos esquemas que todos eles utilizam, com total perversidade: Os olhares cheios , de significado que eles fixam na mulher que querem atingir, um toque de mãos intencional, até conversas sobre o amor, etc, tudo balelas. Os padres são altamente misóginos , quando não são outra coisa, eles não gostam das mulheres, covençam-se do que eu digo que os conheço bem e os seus principais alvos são as mulheres carentes que eles utlizam com perversidade, acreditem, é mesmo perversidade. Eu levei muito tempo a perceber isto, tb fui e continuo a ser alvo desses olhares de carneiro mal morto, das palavras intencionais , mesmo nas Homilias, mas consegui libertar-me por mim e por experiência observada. Essas criaturas não têm qualquer afectividade dentro deles, são treinados para serem assim desde pequenos, são de uma frieza extrema, falam de coisas que não exercem, como por exemplo a caridade. Eu sou católica e continuarei a ser, pois a Igreja é de Cristo, seu fundador, mas a instituição mantém-se porque eles promovem o amor entre eles e excluem por completo as mulheres, por quem têm um profundo desprezo.
Desenganem-se as que julgam que têm casos de amor com os padres. Fujam a sete pés pois eles são manipuladores de afeições, sobretudo das que possam tirar algum proveito e ainda fazem pior. Uma mulher vê-se de repente envolvida numa teia amorosa construida por esses senhores, fica com complexo de culpa e ainda fica sujeita a que pensem que está a desencaminhar o coitadinho do inocente e ele próprio fará tudo para que as outras pessoas assim pensem. Acreditem em mim, são tipos altamente perversos, muito conhecedores da psicologia humana, sobretudo da feminina e mercê dos votos que fazem, são mentalmente muito torcidos. Eles só gostam uns dos outros e quem quiser tire daqui as suas ilações.

Anónimo disse...

Sou apaixonada por um Sacerdote e ele por mim mas devido a proibição de relacionamento nos nunca nos tocamos, embora nos queremo muito, ele pediu transferência para outro Estado mas não adiantou porque nas féria ele fica aqui comigo, acho que a minha opinião não importa muito mas ajuda quem sabe um dia a Igreja desista de impor regras para esse homens, por que o celibato é imposição da Igreja o Senhor Jesus nunca falou que para seguir ele e levar a sua palavra teria que ser casto.

Anónimo disse...

As pessoas esquecem que todos nós somos humanos -sendo padre ou não. Temos sentimentos, desejos, sonhos...
Um dia o ser humano aparece e ai? Ou será uma pessoa frustrada ou simplesmente feliz.
Não acredito em amor a primeira vista. Isto é paixão. O amor se constrói ao tempo em que vai se conhecendo a pessoa. O próximo. Não confundam com compaixão. Estou falando de amor.
Eu amo muito uma pessoa. Já tentei não amar. Não consegui. Antes ele era apenas meu primo. Hoje é padre.
Antes era a família. Nossa adolescência. Hoje, além da família tem a sociedade e o bispo. Engraçado. A questão na verdade não é esta. A questão é se o amor que sentimos é suficientemente forte, maior, seguro para enfrentar as consequências que viriam, caso ele deixasse a batina.
Mas eu pergunto... O que é do homem sem seu trabalho? Sem a sua essência?
Bjs.

Anónimo disse...

As pessoas esquecem que todos nós somos humanos -sendo padre ou não. Temos sentimentos, desejos, sonhos...
Um dia o ser humano aparece e ai? Ou será uma pessoa frustrada ou simplesmente feliz.
Não acredito em amor a primeira vista. Isto é paixão. O amor se constrói ao tempo em que vai se conhecendo a pessoa. O próximo. Não confundam com compaixão. Estou falando de amor.
Eu amo muito uma pessoa. Já tentei não amar. Não consegui. Antes ele era apenas meu primo. Hoje é padre.
Antes era a família. Nossa adolescência. Hoje, além da família tem a sociedade e o bispo. Engraçado. A questão na verdade não é esta. A questão é se o amor que sentimos é suficientemente forte, maior, seguro para enfrentar as consequências que viriam, caso ele deixasse a batina.
Mas eu pergunto... O que é do homem sem seu trabalho? Sem a sua essência?
Sei que ele ama o que faz. Ama a igreja e principalmente, ama a Cristo.
Mas, na vida nada é por acaso. Tudo tem a permissão de Deus e o livre arbítrio. Se assim é, então deixo minha vida nas mãos de Deus, com um pouco dos meus sentimentos, é claro. Afinal, se Deus me quisesse como "anja" eu não estaria como ser humana.
Bjs.

Anónimo disse...

Deus criou o homen de corpo, alma e repleto de sentimentos.O padre nasceu criança como outra qualquer: de corpo, alma e repleto de sentimentos,como a capacidade de amar,se apaixonar e se envolver.
Estamos no século 21 e ainda vemos a grande maioria dos humanos impansantes concordando com as leis criadas pelo catolicismo num passado absurdo de imposisão que somente favorecia a igreja católica, e///até hoje inda vemos tantos erros como o celibato onde as igrejas e pessoas querem tratar um padre como um poste desprovido de tais sentimentos não lhe dando o direito de viver como homem como Deus o fez.
Penso que o celibato é um crime e grande pecado cometido pela própria igreja, pois se os padres casasem, muitos envolvimentos inadequados teriam sido evitados, inclusive muitos abusos erroneos de padres com crianças,adolecentes e+.
Condeno com repúdio todo abuso de menores e pessoas inocentes, mas defendo todo amor verdadeiro e respeitoso quando acontece com pessoas maduras que sabem o que fazem e que devem sim defender o direito de amar.

Anónimo disse...

Sou a favor do amor... Uma vida dupla é dolorosa. Um padre que ama sua vocação e uma mulher, não quer perdê-la mas dói em seu coração vê-la se escondendo para viver esse amor, amor qual ela própria não abre mão apesar dos pesares... Como padre, queria dar a ela o que merece, as mãos dadas, um abraço verdadeiro, e demonstrar o amor por ela ter tanto amor por a ponto de aceitar a forma simples e cautelosa como pode ser amada. Como padre, queria dar a ela a aliança de compromisso por ter estado ao lado quando estava triste, e por me incentivar, me dar forças a seguir com fé a escolha que um dia fiz. Como padre queria dizer a todos que a amo pois ela nunca pediu que desistisse ou que abandonasse o ministério. Como padre queria dar ela tudo pois mesmo merecendo tudo ela nunca me pediu nada...

Anónimo disse...

Meu Deus!!! Palavras belíssimas,entoadas num tom otimista, vindo de um padre, que pessoa abençoada esta é. É difícil encontrar declarações neste estilo. Me emocionei ao ler, quando disse: um abraço verdadeiro...a aliança de compromisso o expressar e dizer o quanto a ama... Era isso que um dia eu ouvir de quem amo muito. Apesar dos pesares, a vida tem essas surpresas, que não conseguimos entender. O amor não é só pedir ou exigir, é deixar que os sentimentos nos guie pela vontade Divina. Com fé um dia quem sabe? Tudo pode modificar, transformar ou melhor acontecer isso o tempo é o Senhor dos andamentos e dos acontecimentos. Então, continue meu padre a favor do amor. Jamais Deus irá contra sua vontade pode ser a DELE.

Anónimo disse...

Boa noite, querido Pe. Que dizeres magníficos, com entusiasmo de alguém que ama outra sem medida. Lindo o expressar, pena que no fundo não sabemos quem será a ou o felizardo desse amor. Bendita palavras, quem ama por sinal jamais invade a privacidade do outro. Eu sou uma dessas pessoas estou me moendo por dentro mas sei que um dia será uma linda História a ser contada. Tenho uma companheira chamada distancia que me separa de quem amo. Mas mesmo assim, cada dia que passa, esta vivo dentro de mim. Um dia quem sabe posso pelo menos vê-lo distante por apenas cinco minutos. Que guardarei pela eternidade. O amor entre duas almas gêmeas um dia Deus poderá uni-las, eu creio.

amor sem fim. disse...

Muito triste tudo isso...

Anónimo disse...

Saudades das belas palavras, deste blogger, principalmente do anonimo do dia 22 de julho de 2016. O que aconteceu não postou mais nada? Estais viajando, pensando ou muito atarefado que sumiu. Fale algo, ou descreva una poesia isso acalma a alma. Tu és padre mas antes de tudo é um ser humano que tem sentimentos que por sinal assolam na vida e seu cotidiano esta dentro de uma missão ligada a Deus. Ele é quem nos da força para enfrentar tudo e a todos. O amor sinceramente é para quem tem respeito pelo outro é se mantem dentro de um equilíbrio emocional sem ferir o outro. Tem ser uma fortaleza e se não tem apenda a adquiri-la...

Confessionário disse...

27 novembro, 2016 02:29

Não deu para perceber muito bem o que dizes, pois este blogue é actualizado mais ou menos 2 ou 3 vezes por semana...
Convém talvez clicar onde diz "início".

abraço amigo

Anónimo disse...

Não consegui entender como não deu pra perceber o dizes? Sim eu vejo as atualizações, esta certo é quando tenho um tempinho. É que aquelas palavras poderia serem um dia o que eu queria saber ou melhor ouvir. Amo sim um sacerdote, converso com Deus todos dias para Ele me dar forças para lutar ou enfrentar este amor. Na minha condição que vivo sem busca-lo e sufoca-lo. Tento esconde-lo mas... Vou guarda-lo comigo como algo bonito e belo de sentir. Me sinto bem a vida até mudar de brilho, a áurea modifica. É sensação maravilhosa, mesmo só vendo a cada uma vez ao ano e distante sem aproximar dele. Não é algo que exige presença física é espiritual se pode ser entendido. Já sentir, que pode mencionar egoísmo, mas não é isso. É inexplicável. Já havia visto ha muito anos atras, amei ele calada, por que quando fiquei sabendo do seu sonho ou escolha de ser padre, achei melhor afastar e deixa-lo viver. Minha vida seguiu mas nunca me casei, e nunca amei outra pessoa e nisso o reencontrei. E temos metade de um século cada umde nos. É uma longa estoria... Mas sou eu que guardo.