quinta-feira, janeiro 24, 2008

Mais uma razão para me dar razão

Ainda se contam pelos dedos, mas já quase não me sobram para contar o número de anos em que estou nestas paragens. E recordo que logo nos primeiros tempos fiz uma estudada reflexão para explicar que se tornava muito simbólica a comunhão pela própria mão, e que essa razão ainda era mais importante que a higiene do acto. Não tenho qualquer pejo em dar a comungar directamente na boca, embora em muitas ocasiões os dedos sejam humedecidos pelas línguas respectivas e seja difícil concertar a distribuição com a recepção. Porém, convenhamos que comungar com o esforço próprio tem o seu significado. Não esperamos apenas que Deus venha ter connosco. Igualmente o acolhemos para o podermos contemplar mais de perto, para podermos tratá-lo com carinho. São apenas razões. O importante é mesmo a comunhão. Nem se trata de um modernismo. Ainda há tempos, na Alemanha, me lembro de me colocarem nas mãos um panfleto que abominava quem comungasse de outra forma que não directamente na língua. A falta de tolerância e a forma como condenavam quem fizesse o contrário só veio dar mais razão às minhas razões.
Avancemos. Apesar da minha explicação, muitos dos meus paroquianos continuam a comungar directamente na boca, e eu respeito. Obviamente. E falo nisto porque há dias aconteceu-me o inusitado. Uma senhora ia morrendo afogada ou abafada com a comunhão. Explico. Como nem toda a gente abre convenientemente a boca e estende a língua, por vezes torna-se quase impossível que a comunhão não tenha atropelos. Vai daí que a referida senhora não abre a boca como deve ser, deixa a língua atrás da placa dos dentes, a hóstia toca nos emprestados dentes, estes deslocam-se, desencaixam, e a senhora, aflita, engasga-se durante uns bons segundos, avermelha, aflige ao seu redor, aflige-me a mim, aflige Deus, até conseguir colocar tudo no devido lugar e voltar também ao seu. Parece uma anedota, mas não é.
É mais uma razão para me dar razão.

24 comentários:

figlo disse...

Estou em crer que nenhuma criança depois dos 7 anos nem nenhum adulto com saude e num estado normal de saúde mental , queira ou precise que lhe ponham a comida na boca..."eu sou o Pão da Vida! o meu corpo é verdadeira comida e o meu sangue é verdadeira bebida". Daí...

Olhando o Infinito disse...

:) não é anedota mas cena curiosa.

Eu já não comungo há bastante tempo, porque não sinto bem para o fazer, tenho de resolver meus conflitos interiores; contudo quando comungo nunca faço com as mãos; não foi assim que aprendi.
Aliás na catequese não se ensina a comungar dessa forma.... mesmo agora, se calhar até devia, talvez.

um abraço

Anónimo disse...

Concordo com a comunhão na mão. Parece-me que tem muito mais sentido espiritual eu fazer das minhas mãos um "pequeno altar" para acolher Cristo verdadeiro...
Se as minhas "mãos" não são dignas de O tocar, certamente o meu "coração" será ainda mais indigno de o acolher...

Tenho pena da falta de tolerância que assistimos na igreja!
Só reflecte a ignorância teológica e espiritual de quem a manifesta.
Mais uma razão para a sua razão, padre...
LPS

Políticamente incorreta disse...

Padre, desculpe, mas lá vou eu outra vez!

LPS:
Porque é que fala, a propósito da comunhão na mão, em intolerância da Igreja? Alguma vez lhe foi recusada a comunhão na mão? ou na boca?

T disse...

Penso que só a oração nos pode fazer compreender o que a razão não alcança.
Eu comungava na mão quando ainda era "cristã de Domingo" (é, eu tenho mesmo a mania de rotular certas práticas que já foram minhas)e depois de já ter passado a fase da pagã baptizada, mas quando me comecei a converter rezava muito, muito mesmo e a oração começou a modificar-me... a modificar mesmo tudo, nascia uma nova "T" e com ela desapareceram certas práticas, como o comungar na mão, deixei de me sentir bem comungando na mão... e eu que achava que não era nada higiénico...
Porque é que eu acho isto? Não sei explicar, mas agora não consigo comungar na mão, não consigo mesmo. Acho que o importante é não perder a paz na altura da comunhão, porque nesses momentos é que o "inimigo" ataca.
A Igreja aceita das duas maneiras por isso ninguém peca. Se estiver errado não são os fiéis que prestarão contas a Deus.

Anónimo disse...

Padre, desculpe copiar uma parte do seu texto. Mas pareceu-me que "politicamente incorrecta" só leu os comentários.

"Ainda há tempos, na Alemanha, me lembro de me colocarem nas mãos um panfleto que abominava quem comungasse de outra forma que não directamente na língua. A falta de tolerância e a forma como condenavam quem fizesse o contrário só veio dar mais razão às minhas razões."

PS: "politicamente incorrecta" comente o texto do padre. Não apenas os comentários. Abraço
LPS

Anónimo disse...

Penso que é o senhor que escolhe como quer ser recebido por mim.

Por vezes, estendo a mão, por vezes estendo a língua...
A alura da comunhão é a altura de receber um amigo, e desde que seja com respeito e dignidade, qual é o problema?

Penso que arranjam problemas onde eles não existem e esquecemos os verdadeiros.
Há bem pouco tempo na minha paróquia, uma senhora foi comungar na mão e voltou para o seu lugar com ela na mão sem a levar á boca.
Um amigo meu que viu a cena dirigiu-se a ela e exigiu que ela comungasse naquele preciso instante. Graças a Deus que o fez, porque se o não tivesse feito, este meu amigo teria pegado na Sagrada Hóstia e tê-la-ia devolvido ao Padre ou ele próprio tê-la-ia comungado.

A intenção da senhora ainda hoje não sabemos qual era, mas ...

o roubo do Corpo de Cristo ou o seu contrabando para seitas satânicas existe.

PAZ

T disse...

"Olhando o Infinito", não comunga porque tem que resolver uns conflitos interiores? Não deixe para amanhã, porque não resolve isso já hoje no sacramento da reconciliação? Que alegria haveria no Céu! (Mais alegria por um pecador que se arrepende do que por 99 justos não é?)

Políticamente incorreta disse...

LPS:
Estive a ler com mais atenção o comentário do padre, para o caso de alguma coisa me ter escapado, mas não! O padre em sítio nenhum diz que a Igreja é intolerante; um panfleto, escrito e distribuído por um pequeno grupo de católicos a mostrar intolerância - não é a Igreja a mostrar intolerância! Aliás, todo o comentário reflecte bem o equilíbrio com que a questão tem sido colocada, acrescido do sentido de humor tão característico do nosso padre!
E por isso mesmo, LPS, volto a perguntar: alguma vez lhe foi recusada a comunhão na mão? ou na boca?

Anónimo disse...

Olá!
Sempre comunguei na mão, desde que fiz a 1ª Comunhão. Os meus pais assim me ensinaram e também eles o faziam.
Uma mão aberta que pede, que espera, que recebe, enquanto o nosso olhar se fixa no Pão que o sacerdote oferece e os nossos lábios dizem “Amén”. Não é uma atitude expressiva para receber o Corpo de Jesus?
O que significam as nossas mãos?
As nossas mãos estendidas têm uma grande força expressiva. Representam uma atitude de humildade, de espera, de pobreza, de disponibilidade, de acolhimento, de confiança. Diante de Deus, a nossa atitude é a de quem pede e recebe confiadamente. E a comunhão do Corpo de Cristo é o melhor Dom que recebemos através do serviço da Igreja. Essas mãos estendidas falam claramente da nossa fé e da nossa atitude interior de comunhão.
As duas mãos abertas e activas, a esquerda, recebendo e a direita apoiando primeiro a esquerda e depois tomando pessoalmente o Corpo de Cristo; duas mãos que podem ser sinal eloquente de um respeito, de um acolhimento, de um “altar pessoal” que formamos, agradecidos a Jesus que se nos oferece como Pão de uma Vida em abundância.
A nossa Eucaristia também passa pelas mãos. Umas mãos que dão, que oferecem, que recebem, que mostram, que pedem, que se elevam até Deus, que se estendem para o irmão, que traçam o sinal da cruz… as nossas mãos… duas mãos abertas: gesto de acolhimento do dom de Deus! As nossas mãos exprimindo um pedido: “Dai-nos, Senhor…”.
MJG
P.S. Já houve um sacerdote que se recusou a dar-me a comunhão na mão, isto há alguns anos atrás. Soube depois que era "Opus Dei".

bunny disse...

gosto mt da musica do Heber..parabens pela escolha!

js disse...

1. Lembre-se que, para os adeptos do rito tridentino, a única maneira de receber a comunhão é na boca (e de joelhos, junto das relhas da igreja).

2. Se, no início, comungar pelas próprias mãos era o normal, a passagem para a comunhão na boca como única autorizada terá obedecido a razões minimamente ponderadas (e ponderosas).

3. Para mim, o grande busílis da comunhão é o vinho...

Luís disse...

Ao que sei a razão tradicional para a comunhão ser recebida directamente na boca é que assim esta passava directamente das mãos de quem a tinha consagrado para o interior da pessoa. Assim só as mãos do padre seriam dignas de tocar na hóstia consagrada.

Discútivel ou não como prática litúrgica, julgo que pelo menos era sinal de maior devoção eucarística (quantas pessoas hoje em dia olham para a hóstia como verdadeiro Corpo de Cristo?).

Eu prefiro que me seja posta na boca e tenho 22 anos (portanto não serão só os idosos) mas também não sou fanático sobre o assunto. Mas parece-me mais místico e mais corpóreo sermos alimentados precisamente como as crianças, precisamente como aqueles que estão inteiramente dependentes do alimento espiritual, e directamente pelas mãos do sacerdote, consagrado para o efeito.

Mas that's just me...

Teodora disse...

Senhor padre

Esteja descansado que todo esse direito de opção no momento da comunhão será brevemente sabiamente regulamentada. Ou julga o senhor que o agente Nunes da ASAE DGS não vos tem na mira?!

Brevemente as vossas sacristias e sacrários será microscopicamente perscrutados!

Os padres usarão luvas devidamente certificadas bem como máscaras (tipo cirurgicas) em toda aquela fase de preparação da comunhão.

Coitaditas das freiras que vão ver os seu mosteiros de reclusão serem invadidos pelos nunes deste país na tentativa de apanhar uma irregularidade na manufactura das hóstias.

Agora entendo porque o meu querido, lindo e maravilhoso padre quando dá a comunhão parece que está a tentar acertar no alvo. Sempre pareceu-me que tal acto exigia perícia para ser realizado com sucesso.

Só a ideia de abrir a boca e estender a língua para que o padre lá coloque a hóstia faz-me corar! Nem imagino como se sentirão os padres a ter que observar uma pequena parte das nossas entranhas e ainda por cima ter de sentir a humidade das línguas!

Segundo contou-me uma amiga que estudou na Gregoriana de Roma, na Praça de S.Marcos não há comunhão na mão (pelo menos há uns anitos não havia!) tudo por causa das pessoas que as usam para outros fins. Misturam religião com bruxice.

Anónimo disse...

Não deixem de ler este post. Faço o convite porque julgo oportuníssima a sua leitura.

"Qual o grau da nossa fé?"

http://www.padre-inquieto.blogspot.com/

Os Cartuxos disse...

Pax de Christi!

Lisa's mau feitio! disse...

Padre do meu coração!!!!!!!
Que saudades de um post novo!!!!!

Olhe meu rico Padre, antes de comentar (e já pode dar 3 passinhos para trás, pq já imagina que vem aí fogo!!! Kephas, onde andas para me dares a mão??? ehehehehe) deixe-me gargalhar imenso com a cena da senhora e dos dentes!!! ahaahahahahahahhahaah
Padre, este seu post está miraculosamente bem humorado!!! É por isso que o chamo de meu Padre em alta!! O meu Padre sempre em alta!!!

Bem, qto ao q importa... Sabe, Padre, eu sou a favor da liberdade da Comunhão na mão, na boca... Que seja comunhão. Mas, actualmente e não me venham com histórias, é mais do que sabido que a comunhão na mão é mais higiénica. POR TODOS OS MOTIVOS E NÃO ME VENHAM COM HISTÓRIAS. Eu sempre detestei a comunhão dada pelo Padre à minha boca. Tb eu lhe sentia os deditos molhados da boca do fiél anterior. (ai Padre, esta frase mal contextualizada até parece outra coisa!!! ahahha!! desculpe ter rido agora...)E odiava. Que falta de higiene... Por outro lado, para vocês, Padres, tb é um horror ficar de dedos molhados com a saliva dos outros, ai Padre, é impensável isso... Bem sei o q o Padre passa...
E fico contente porque o meu Padre do coração é um homem responsável e que goza da sua FÉ, pensando na saúde pública, a sua incluída, ora.

Padre, estive a ler os comentários e vejo que já andam aqui a desentender-se, aliás, ideias divergentes apenas!!! Como vê, não sou eu q lanço o fogo porque me apetece. Eu ainda nem cá tinha vindo e já andava aí gente a desentender-se e a dar respostas tortas e algumas, intolerantes.
If You know what I mean!!

Olá "T", que bom que afinal decidiste reconsiderar e voltaste a comentar o nosso Padre e a interagir amavelmente (à tua maneira)com os seus comentadores!!Somos as duas de bom feitio, graças a Deus. Eu já esqueci a tua implicância à minha pessoa, a mim bastou o Padre vir pedir publicamente tréguas entre nós!!!

Padre, deixe-me enviar daqui um beijo no Kephas, que não vejo desde o post anterior!! Kephas, um beijinho enormeeeeeeeeeee!!

E porque o Padre de meu coração é o meu Padre cibernético de eleição, informo-o de que lhe dei um prémio no meu blog! Vá buscá-lo, Padre, que o merece e bem!!

Mil beijinhos no meu Padre blogosférico!!!!
Agora imagine-me em biquinhos de pés, pq eu sou baixinha, a abraçar o Padre e a dar 1000 beijinhos!!

Gosto tanto de si, Padre!!!

Lisa

E subscrevo as palavras do Anónimo das 20h 20m!
Anónimo, tens de arranjar um nick celestial, pq falas bem!!

Lisa's mau feitio! disse...

Kephas, vim do post anterior e vejo que respondeu à minha questão!! Agradeço a sua boa educação e atenção, até pq deve ter demorado um tempão a blogar aquele comment minucioso e esclarecedor. O Kephas n me percebeu!!! Eu n falava na dissolução do casamento!!! A minha questão era sobre qual era o papel da Igreja perante a ajuda a dar à mulher mal tratada!!
E o Kephas respondeu muito bem!!

"A mulher que é vítima de violência doméstica pode (e deve) separar-se do seu marido. Para sua protecção (e dos seus filhos). É um acto de justiça e misericórdia."

Fiquei bem esclarecida, querido Kephas!! Era só isto que eu queria saber!! O resto eu sei tudinho!!

Beijos a todos os comentadores, ao Kephas em especial!!!

E mau seria não deixar outro ao Padre!!!

Lisa
*****

Lisa's mau feitio! disse...

Padre!!!

Desculpe interromper, até pq não vim falar do post e não desejo a interromper!!


Ontem enganei-me. O Padre de meu coração tem, afinal, 2 prémios. desejo que os aceite com crinho, eu sei q dois prémios é muito e que o Padre gosta de paz, calma, discrição e tal...mas MERECE.

Padre, já imagina que se eu dentro de dias não vir lá no fundo os prémios escarrapachados, fico sentida!!!!!!

Bom Domingo, Padre de meu coração!!!!

Oh Padre, mais para a fente, quando formos mais amigos, bem me podia dar o seu contacto do Messenger!!

Beijinhos aos restantes comentadores e tenham uma semana felizzzzzzzzzzz!!

Kephas: ***** (5 beijinhos bons, como as estrelas dos hotéis!!)

Lisa

(já estou a sair, Padre... não suspire!!!)

Confessionário disse...

Repito o que disse no teu espaço de "mau feitio": Só por seres como és é que escarrapachei a coisa rápido, repidinho!!! heheheh
que eu até nem sou muito destas coisas. Acho que já perdi alguns prémios por causa desta forma de ser.
ahhh, agora venha a coisa "monetária" (ahh, quê? Não?!... mas não há prémio mesmo? No que eu me meto. Agora acho que tb vou ter de colocar o da Elsa nyny senao ela dá-me cabo do canastro... e o da Frequência Jovem. SE por acaso tenho algum em atraso, avisem-me, que eu estou disposto a ser mais atento e altruista, isto, dar mais umas escapadelas por outras penitências (a ver se o tempo deixa!!!)

Beijinhos, amiga...

Lisa's mau feitio! disse...

Padre de meu coração!!

É um amor. Só lhe digo!! :)

E vou já embora porque não quero quebrar a minha promessa de bom comportamento... Já deve imaginar que estou a fervilhar...Estou!!!!

Lisa

:)

Kephas *****

Beijos tb aos comentadores do meu Padre!!!

Querida "t", não me tomes como intrometida... mas repara no modo como te diriges, mais uma vez às pessoas... ainda no post anterior, e depois de o Padre ter pedido PAZ, te diriges a alguém com um "e é para não dizer pior"...

Eu não sou cínica, nem ressabiada... A humildade na explanação dos nossos pontos de vista é meio caminho andado para que os outros nos escutem, mmo discordando de nós e nós deles.
Desculpa lá, mas tinha de te fazer recordar que qdo me dirigi a ti foi justamente por esse motivo: a tua falta de humildade na explicação dos teus pontos de vista.

Padre, beijinhos mais uma vez!!
E a todos mesmo!!

Lisa

Kephas disse...

Cara Lisa's Mau Feitio:

Peço desculpa se a interpretei mal, a verdade é que tive um pouco de dificuldade de responder à sua pergunta porque nunca estudei a doutrina católica nessas situações, pelo que extrapolei um pouco com base nos meus escassos conhecimentos...

A questão é que eu vejo tantos ensinamentos da Igreja a ser rejeitados de uma forma preconceituosa e não informada... já parto do princípio que toda a gente quer mudar a Igreja à sua imagem e semelhança. Portanto, pf não leve o meu zelo a mal...

Também quando me interpelou, você se justificou, parecendo ter interpretado mal aquele comment sobre o "mau feitio". Foi apenas brincadeira!
;P

Retribuo os cumprimentos, apesar de achar que sobrevalorizam demasiado a minha pessoa!



Quanto ao post em questão, não posso dizer que tenha opinião formada...

A nível teórico apraz-me mais a comunhão na boca. A nível prático o da mão. Mas sei que a Igreja permite ambos. E sei que se trata de uma questão de disciplina e não de fé/moral (pelo que nunca será imutável e, logo, infalível).

Também sei que aqueles que querem impôr um único modo de comunhão de uma forma fanática estão, neste preciso momento, a ser desobedientes para com a Igreja. Não importa se são conservadores, são tão rebeldes como os liberais.

Eu não sou conservador nem liberal, sou ortodoxo. Se a Igreja me dá liberdade para escolher, então escolho, conforme o meu estado de espírito.



Ah e já me esqueci no post anterior de enviar um grande beijo à MJG! Como está? Tem-se sentido melhor? Espero que sim! Desejo-lhe muita saúde!

Saudações a todos!

Anónimo disse...

Fazei como Ele fez
responde a todas as questões, pq configurados a Cristo também Lhe damos a primazia de nos mostrar como O havemos de receber.
Maria

js disse...

Gostaria de deixar aqui o meu veemente protesto contra uma certa psicose higieno-sanitária a que se vai assistindo e que pode utilizar esta questão da comunhão na boca como cavalo de batalha.

Lembro-me da tristeza que senti quando uma familiar veio me contar, há uns anos, da invenção natalícia de um certo sacerdote: aquando da altura de dar a imagem do Menino Jesus a beijar, convidou as pessoas a ficarem nos seus lugares e atirarem beijos de longe, denunciando a badalhoquice e os perigos de contaminação viral da prática costumeira. E, ao que parece, não faltava gente a dar-lhe razão.

Recordo também a cena de um filme futurista (Demolition Man) em que a actriz convidava o companheiro à prática de sexo virtual. E quando este mostrou a sua estranheza (esperava algo "à antiga"), a menina tratou de revelar a repulsa (sua mas também institucionalizada) pela troca de fluídos corporais. O filme acaba com o herói a espetar um valente beijo na boca da menina, para gáudio da mesma... :)

Por este andar, onde é que vamos parar? Teremos de viver permanentemente com máscaras médicas no rosto? Teremos de instalar cabines de descontaminação à porta dos nossos apartamentos? Poderemos processar quem esteja a menos de cinco metros de distância de nós sem que apresente os resultados das últimas análises efectuadas e o boletim das vacinas em dia?...