A oração é simplesmente estar com Deus. Foi esse o convite que Jesus fez aos seus apóstolos. Vinde e vede. Mas nós teimamos em fazer da nossa oração um desabafo das nossas coisas, dos nossos problemas e insatisfações, quando Deus já conhece tudo isso. Teimamos em pedir coisas e em querer que Deus se manifeste de forma incontundente, quando Ele quer apenas estar connosco e que estejamos com Ele como dois amigos que se amam e se encontram. Teimamos em falar de nós, como se ele fosse um desconhecido e nós uma relíquia a conhecer.
Às vezes penso que Deus se deve esgotar com as nossas orações tão cansativas, tão chatas, tão angustiadas, tão pedinchonas. O que vale é que nos tem um amor para além de qualquer oração. O que vale é que deve ter uma paciência infinita, e até nessas nossas formas de oração ele deve descobrir que é um modo de estarmos com ele. Que assim seja.