segunda-feira, abril 23, 2007

Só fico a pensar… como seria

Dum lado está uma senhora, ou menina. Tem uma voz jovem. Não consigo ver através dos buracos do confessionário. Também não interessa. Conta-me coisas do arco-da-velha. A confissão parece demorar uma eternidade. E fico assim. A pensar. E volto para casa a pensar. Como será? Como seria? Ter uma família, uma esposa, um par ou dois de filhos? Não estou a fazer prosa. Às vezes penso como seria. Quando decidi definitivamente ser sacerdote, ser padre – andava já em teologia – disse para mim mesmo. Por muito que amasses uma mulher, amarias sempre mais a Deus. Considero que essa não era uma desculpa para nada. Era o que sentia. É o que ainda sinto. Mas, por vezes, pergunto como seria. Se calhar não estava tantas vezes sozinho, sem vontade de, inclusivamente, falar comigo. Não falava com paredes, com televisões ou com a almofada. Continuaria a dar tudo e a amar os meus paroquianos, os que Deus me entregasse ao cuidado. E não podia ser bígamo amando Deus e a minha esposa? E não é isso que Deus quer? Que amemos todos, em especial os que escolhemos para viverem connosco, e igualmente O amemos a Ele? Não sei. Não sei mesmo. Provavelmente tenho assim, sozinho, mais disponibilidade para os outros, para os meter no meu coração. Quantos lá caberão? E sou mais imparcial no que toca à vida dos outros. Estou desprendido até da família. Mas às vezes penso. Não é mal pensar. Nem é pecado. É só um pensamento. Não fico doente. Nem atrofiado. Nem castrado. Nem obcecado. Nem desequilibrado. Nem angustiado. Nem com pena. Ou remorsos. Ou saudade. Ou outras coisas parecidas. Só fico a pensar… como seria.

63 comentários:

Anónimo disse...

Gosto sempre de ler o confessionario, hoje particularmente.Conhece a Oração do Sacerdote(numa tarde de Domingo) do livro POEMAS PARA REZAR de Michel Quoist, ou talvez não-é de 70? "Eu te repito o meu SIM, não às gargalhadas, mas lentamente, lucidamente, humildemente. Sózinho, Senhor, sob o Teu olhar...."Mas a solidão não é só um problema de padre.Tivera eu coragem para partilhar a minha...

Anónimo disse...

Pois é Padre. É absolutamente lícito o que diz. E é sublime dize-lo. Acredito (e acredite) que assim estará mais disponível e aberto aos outros. Não acontece só com os padres, acontece com professores, médicos, bancários e por aí fora. Agora, em meu entender, deveria ser uma opção de sacerdotes e não sacerdotes. Como seria se estivesse casado? pergunta. Teria outras alegrias e também outras (muitas) angústias. Quando, em abstacto, se pensa em casamento não resistimos a fazê-lo à medida da nossa imaginação. Porém, a realidade é bem diferente. Quanta solidão não existe dentro de muitas famílias convencionais? Quanto preenchimento poderá ter uma vocação sacerdotal consistentemente vivida. Não perca tempo a valorizar o que não possui. Tem todos as crianças do mundo para amar e ajudar a crescer. E tem os pais e os avós, os primos e os tios e os sobrinhos delas a precisarem de um pouquinho de si. E, decerto, poderá contar com todos eles para o que der e vier. Não chega??:)
Rezo por vós.
Um beijinho

Dulce disse...

Pensar não faz mal a ninguém.
.........
Também eu às vzes me interrogo sobre como seria a minha vida se a partilhasse com alguém.
A grande diferença é que o celibato a mim não me é imposto...

Tilleul disse...

Confessionário...

Gostei muito deste post. Confesso que às vezes faço o mesmo exercício mas no sentido inverso... e se eu não me tivesse casado?

Em comunhão

Anónimo disse...

Como seria? Certamente uma vida mais rica em amor, partilha de afectos e dúvidas, fundamentação para opinar sobre vivências que o "casulo" do celibato obrigatório não permite ter, etc.

Anónimo disse...

Pois eu penso muita vez é.. - e se eu não me tivesse casado? Como seria a minha vida? -
O casamento é uma "empresa falida" acredita, não perdes nada, nadinha mesmo...talvez só os filhos...mas já viste que tens tantos "filhos" para cuidar???

1 beijo para ti
Luisa Oliveira

Hepta disse...

Todos nós, leigos, padres, casados ou solteiros, temos interrogações desse género.
Se, se... Como seria se, em vez deste caminho, tivesse enveredado por aquele ou aqueloutro?

E não é nada fácil libertarmo-nos do pesado fardo que nos causa o simples facto de sermos humanos, de termos sentimentos, desejos, emoções, necessidades e fraquezas.
Requer muita perseverança e boa-vontade, muita Fé, muita Oração, à mistura com muitas quedas, cabeçadas e desânimos.
O caminho vai-se fazendo lentamente, à medida que o tempo passa.

Mas quantas vezes a solidão me assalta no meio da multidão e me sinto completamente preenchida quando me encontro só!

A propósito, li há tempos, num Apócrifo, alguém conversando com Jesus sobre a solidão.
Perguntou-lhe Ele:
-Deus é teu amigo?
-Eu penso que sim. Faço por isso.
-Logo, não estás só. Respondeu-lhe Jesus.

joaquim disse...

Caro Padre "no" Confessionário
Abro-te o meu coração e assim também àqueles que te lêem.
Sabes que às vezes tenho "ânsias" de fazer mais, de me dar mais, de ter tempo para pregar mais a Palavra, nos Grupos de Oração e onde me convidam tantas vezes a ir e olho para a familia, para a mulher e os filhos, e penso, e digo:
Obrigado Senhor, por tudo isto que me deste.
E depois penso:
Ah se eu fosse Padre , já teria tempo para tudo aquilo que eu tenho "ânsias" de fazer.
Mas são só "ânsias", são momentos, porque no fundo acredito que Deus me deu esta vocação de ser marido e pai, de ser testemunha naquilo a que Ele me chamou, para que eu a abraçe inteiramente.
Acredita, Padre amigo, estás assim mais "livre" para te entregares a tudo aquilo que eu e os outros como eu não podem fazer, porque Deus nos deu missões diferentes.
Não te conheço pessoalmente, mas acredita que tens em mim e em tantos como eu, nos teus paroquianos, a tua familia, a tua companhia, a tua resposta ás perguntas que vais fazendo.
Mas obrigado por te perguntares, obrigado por abrires assim o teu coração aos nossos corações.
Não sei se serviu de alguma coisa, mas deixei falar o coração.
Abraço em Cristo

deprofundis disse...

Um depoimento corajoso para um sacerdote católico.
O verdadeiro amor não é possessivo nem exclusivista. E, tal como o saber, não ocupa lugar...

Anónimo disse...

Padre, e quando um sacerdote, seja por amor, por carência, por necessitar de um abraço...se deixa envolver pelo carinho que uma mulher lhe pode oferecer? O facto de ter uma pessoa ao seu lado, que o ajudasse, apoiasse... não contribuiria para o bem estar emocional de um sacerdote? Não creio que isso seja pecado e que seja "contra" Deus. Afinal o celibato exigido aos sacerdotes (católicos)é uma "lei" criada pelo Homem. Acho mais grave o facto de tomarem certas atitudes na clandestinidade.
Um abraço

Anónimo disse...

oi, confessionário
que bem que pensas, olha eu por mim não penso nunca acorrentar-me a ninguém, gosto de viver sem saber o que vai acontecer amanhã, gosto de saltar pelo mundo fora, sem que alguém tenha que me perguntar - onde vais? - gosto de amar todos (no bom sentido!!!), e não ter a respondabilidade de amar alguém em particular!
Quanto a ti, tás muito bem assim...acorrentado com Deus e com todos!!

beijos

mariana

Pe. Tó Carlos disse...

Como seria?
Se... se... se...

Anónimo disse...

Quando comecei a sentir que amava Deus acima de tudo também me questionei: e se não fosse casada? E se este amor tivesse surgido antes de me ter casado? Teria ido para freira? Ou será que o matrimónio continuaria a ser a minha vocação? ...como seria ?

Maria João

Hepta disse...

Anónimo das 15:56

O celibato até pode ter sido uma lei, melhor dizendo, uma regra criada pelo homem, mas foi bem aconselhado por Cristo (se se der ao trabalho de ler bem os Evangelhos).

Mas só quem tem a experiência das duas situações em simulâneo, poderá melhor falar sobre o que é preferível a um padre: casar ou não casar.

Ouçamos o Joaquim.

Aliás, continuo a afirmar que nenhum padre é obrigado ao celibato. Antes pelo contrário, é sempre uma escolha. Ser Padre é uma escolha, na qual está implícita o celibato, como, de resto, em todas as escolhas da nossa vida, há regras nelas contidas, há prós e contras.

Anónimo disse...

Sou da opinião que os padres sabem muito mais do que o que dizem acerca do que falam. Por isso, acho que se a Igreja defende o celibato para os padres é porque eles sabem muito bem que o casamento poderá ser bom mas não suficientemente bom. É um "negócio" de alto risco!

No entanto, é normal que pensemos como seriam as nossas vidas se... e se...a vida não é um laboratório...

Eu até posso gostar muito do meu trabalho, dos amigos e amigas, ter com quem sair, frequentar os locais da moda, ter família, sobrinhos e sobrinhas etc.... mas calma aí! Nada disto tem a ver com um projectos de vida a dois. Não me venham com tretas do amor puro e casto relativamente aos outros como Cristo teve pelos do seu tempo. blá,blá,blá. Será que Cristo ñão teve nenhuma namorada?! Tem tantas probabilidades de o ter tido como não.

Posso dizer que sempre fui uma rapariga muito independente e nunca tive necessidade de ter paletes de namorados. Tive o que tive e foi muito bom. não sou egoista. Acho que se os padres conhecem uma mulher de quem gostam devem ir em frente. E os padres gays que sejam felizes também!

Tenho uma amiga que é da opinião que os casamentos deviam ter prazo de validade!

Agora tenho de terminar porque o meu sobrinho bébé também quer vir para a net.

Teodora

Catequista disse...

A interrogação faz parte da vida. Todos nos questionamos sobre a nossa vocação. Se fosse fácil de a descobrir... E mesmo quando pensámos já a ter descoberto logo nos interrogamos. só com a oração e confiança em Deus podemos ter alguma certeza, alguma porque a dúvida continua lá - e se eu tivesse ficado solteiro/e se eu tivesse casado/ e se eu...

Anónimo disse...

O Homem complica muito! Arranja muitos artefactos para complicar o que muitas das vezes é muito simples.

Podiamos ser todos muito mais honestos, sinceros e felizes

Teodora

Avozinha disse...

Boa pergunta para se fazer à filha de um pastor evangélico que teve seis filhos e não amou menos a Deus por isso, estou certa! Até S. Pedro era casado!

Andante disse...

Seria um coração dividido e com vontade de dar sempre mais e mais, para além dos limites.
É como me sinto: casada e com um filho e os alunos.
Ainda hoje me dizia uma aluna numa "aula" de sala de estudo, daquelas que a ministra inventou e que me sabem bem:
"Stôra, vamos conversar. É tão bom conversar!"
Desenvolvem-se cumplicidades.
Fazem-se partilhas.
Vive-se.
Como sabes, gosto muito dos alunos e entrego-me. A família sente ciúmes. O meu filho diz:
"Mãe conversa com eles. Faz-te bem e faz-lhes bem a eles."
E eu continuo sem emenda. Dão-me muito trabalho, mas continuo a derreter-me e a voltar sempre à conversa.
Também se trabalha, mas a conversa ninguém nos tira.
Crescemos juntos e... a família não é nunca esquecida...

Beijos peregrinos

Anónimo disse...

Ó Luísa Oliveira

Um bom gestor depois de tudo tentar para salvar a sua empresa e se não encontra solução para a recuperar financeiramente, encerra-a imediatamente. Desse modo, as perdas são menores. Não se perde tudo!

Provavelmente o casamento tal como as empresas têm um tempo devida!

Teodora

Anónimo disse...

Acho triste que as pessoas classifiquem o relacionamento entre duas pessoas de "estar acorrentada(o)". Só se sente acorrentado quem não gosta do outro, não tem prazer em estar com o outro. O outro é um fardo!

Muito provavelmente nunca viveram um relacionamento adulto, sincero de entrega total. É normal... hoje joga-se mais ao gato e ao rato. Temos que mostrar que todos temos "muito pedal".

Eu também gosto de ser livre! Com namorado ou sem ele também não sei o dia de amanhã!

Cá por mim não me imagino a ir para a cama com um indididuo que não fosse meu namorado. Simplesmente não haveria razão para que acontecesse! Sei que a maioria não pensa assim! Assim sendo, como fazem? É com quem conhecem nessa noite ou dia? Vão à sex shop adquirir o respectivo equipamento? Ou dedicam-se ao artesanato?

Juro que não quero mesmo ofender ninguém, mas acho que esse tipo de opinião omite alguma verdade.

Devo dizer que também sei que existem pessoas assexuados e não vem mal ao mundo por isso. Digo eu que não sou sacerdotisa! Também não tenho nada contra quem salta de galho em galho como o macaco, desde que as regras sejam sempre muito claras!

Eu, cá por mim, sou uma criatura com o espiríto aberto e juro que já andei perto da essência do amor.

Teodora

maria disse...

Padre,
Não vejo que o casamento fosse incompatível com o sacerdócio...Porque não opcional? Porque é que a Igreja Católica Apóstólica Romana é a mais conservadora de todas, nesta e noutras questões (sexualidade, contracepção, divórcio)? Porquê a insistência em orientações tão repressivas, com as quais a maioria dos católicos já nem se identifica...?
Obrigada pela partilha e por este blog...

Um colega disse...

É para dizer que gostei que este tema fosse aqui abordado. Que bom que entre nós padres não haja tabus... porque às vezes este tema parece mais um dogma do que uma lei meramente eclesiástica!!!

O papa Bento XVI diz na primeira enciclica que aquilo que nos torna mais semelhantes a Deus é o amor entre um homem e uma mulher... quem dera que tirasse daí consequências...

Já agora não se esqueçam que há padres católicos casados de rito oriental...

E quantos homens casados não seriam bons sacerdotes...

Já agora não seria bom reflectir nisto na Semana de Oração pelas vocações

Dulce disse...

Eu concordo com "um colega". MESMO!

Anónimo disse...

Teodora!

casamento é coisa estranha....
é muito giro no dia, mas depois qd começam a surgir os problemas e mais problemas, complicações e mais complicações...vê-se que afinal não serve para nada...que estranha forma de vida!!

beijos!
Luisa Oliveira

Anónimo disse...

oi teodora
parece que me estás a chamar nomes (????),digo eu...
por acaso não namoro, não por falta de pretendentes, mas talvez por falta de vontade da minha parte, os estudos ocupam-me todo o tempo, e eu apesar de gostar de ser livre e muito, também não iria deitar-me na cama com alguém que não fosse o meu namorado, eu não sou dessas que vão tomar um café e a seguir vão para a cama, tá? Só para saberes...
A liberdade que eu referia não tem nada a ver com sexo...mas pronto as pessoas só pensam mesmo em sexo....
Por outro lado o "amar a todos" referia-me ao mandamento que Cristo nos deixou...ao AMOR e não ao sexo, que a maior parte das vezes nada tem a ver com amor, só para esclarecer...mas as pessoas só pensam mesmo em sexo...
ah! E o estar acorrentado, é algo para a vida toda...não me estou a ver numa situação dessas...mas pronto, cada um é que sabe!Pois, porque os casamentos não eram para ser para a vida toda????Mas, afinal parece que não...
Terei ainda muito tempo para meditar nestas coisas todas, e possivelmente o casamento não será a minha opção de vida, nem o sexo avulso de certeza!!!
fica bem!

beijos confessionario

mariana

Simplesmente Helena disse...

pensar enlouquece...pense nisso

eu acho a vocação sacerdotal algo tão completo e belo,
tudo o mais é secundário




Ainda pior que a convicção do não, a incerteza do talvez
é a desilusão de um "quase".
É o quase que me incomoda, que me entristece, que
me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi.

Quem quase ganhou ainda joga,
quem quase passou ainda estuda,
quem quase morreu está vivo,
quem quase amou não amou.
...

Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna;
ou melhor, não me pergunto, contesto.
A resposta eu sei de cor,
está estampada na distância e frieza dos sorrisos,
na frouxidão dos abraços,
na indiferença dos "bom dia", quase que sussurrados.
Sobra covardia e falta coragem até prá ser feliz.

A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai.
Talvez esses fossem bons motivos para decidir
entre a alegria e a dor, sentir o nada, mas não são.
Se a virtude estivesse mesmo no meio termo,
o mar não teria ondas, os dias seriam nublados
e o arco-íris em tons de cinza.
O nada não ilumina, não inspira, não aflige, nem acalma,
apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si.

Não é que fé mova montanhas,
nem que todas as estrelas estejam ao alcance,
para as coisas que não podem ser mudadas
resta-nos somente paciência,
porém, preferir a derrota prévia à dúvida da vitória
é desperdiçar a oportunidade de merecer.

Pros erros há perdão; pros fracassos, chance;
pros amores impossíveis, tempo.
De nada adianta cercar um coração vazio
ou economizar alma.

Gaste mais horas realizando que sonhando,
fazendo que planejando, vivendo que esperando
porque, embora quem quase morre esteja vivo,
quem quase vive já morreu!!

Poema de Luís Fernando Veríssimo

bico de pato disse...

Esta é mesmo ou transformou-se numa vexata quaestio...não ata nem desata...gostava de conhecer a realidade nas zonas da Igreja onde o casamento dos sacerdotes é aceite normalmente. Como funcionam essas famílias completas. Com pai, mãe e filhos, dum lado e do outro, em conjugação, a restante família das famílias...apoiadas por um sacerdote igual a eles, a viver as mesmas realidades da vida...intra e extra muros.
Creio que o sacerdote casado, com mulher e filhos, perde disponibilidade, mas ganha em riqueza, equilíbrio e maturidade humana, afinação com a experiência real da vida. Em todas as vertentes da pessoa humana. Logo boas.
O celibato imposto como regra e condição não castra mas desiquilibra a personalidade. É uma realidade comprovada. Os olhos, dum homem só, vêm menos...quase diria que são daltónicos...para certos matizes da vida. Que fazem falta.
Creio que, bem no fundo, as vantagens do casamento dos sacerdotes são superiores às dos inconvenientes. Como se trata de uma muito antiga condição, não se conhece a realidade da outra, tenho dificuldade em a simular objectivamente...mas penso que com os tempos tudo se reequilibraria.
Afinal na vida há situações que exigem a mesma disponibilidade do homem casado que do sacerdote e tudo funciona bem...as limitações são a excepção.

O amor a Deus é compaginável, melhor, será mais consistente e autêntico, se brotar dum coração vivo que ama a esposa e os filhos e, simultâneamente, os demais irmãos...

Houve tempos em que pensei segundo a forma traicional e corrente. Hoje, casado, com filhos e netos, tendo a aceitar a posição que expuz, como a mais humana.

Isto é o que eu penso. Respeito quem assim não sente.

Dad disse...

Olá Confessionário,

Ainda bem que concordas comigo sobre o Golden Award. É melhor não magoarmos ninguém...

25 de Abril SEMPRE!

Beijinhos!

deprofundis disse...

Para Luísa Oliveira

Independentemente do modelo de união, o casamento enquanto empreendimento humano depende mais das pessoas envolvidas do que dos aspectos formais, por mais importantes que eles sejam.
Para mim, tem sido o aspecto mais gratificante da minha vida privada.
E, na sua essência, o sucesso do casamento depende do que se está disposto a dar. Porque é no dar, e não no receber, que reside o problema.

MC disse...

Meu querido padre,

de todas as palavras que escreveste (já não é a primeira vez) gostaria de um comentário teu a explicar estas palavras: "Por muito que amasses uma mulher, amarias sempre mais a Deus"

Como é que isto se faz? Em que lugar do coração, com que emoção, com que sentimentos, com que vontade consegues distinguir o amor que te vem da fé em Deus e às pessoas ou a outra pessoa em particular?
O amor não vem todo da mesma fonte? Quanto a mim, assume é diferentes maneiras de se exprimir, assim como diferentes "objectos". E é possível medir o amor em quantidade? Com que medida?

Temos sempre a mania de achar que "a galinha da vizinha é melhor qua a minha". Ou então, se não podemos chegar "às uvas, dizemos que estão verdes". Explico: não são as virtudes ou defeitos do matrimónio ou de uma relação amorosa entre duas pessoas, que vão servir para medires e validares a opção que tomaste.

Já sabes a minha opinião: a tua opção não devia excluir a possibilidade de te realizares (também) no amor conjugal. A menos que o não quisesses. Ninguém é obrigado a casar e o casamento não é a única forma de realização das pessoas.

Nos comentários escreve-se sobre a falta de liberdade de disponibilidade, para o exercício do ministério presbiteral, caso estivesses casado, acho isso uma falsa questão. O modelo de padre não tem que continuar a ser o que conhecemos (e que está mais que gasto, basta ver o decréscimo de vocações). O padre não tem que ser o "chefe", nem o "faz tudo" numa comunidade. Nem estar nalgum pedestal acima do comum dos fiéis no rito de louvor a Deus. Leiam-se os evangelhos e verifique-se como isso não tem razão de ser.

Os carismas do ministério presbiteral podem muito bem ser vividos por homens e mulheres, casados ou solteiros...desde que a isso se sintam "chamados" e aceitem vivê-los e reparti-los.

Para quê a manutenção de um único modelo, que antes de tudo o mais, deixa tanta gente de fora da celebração da fé, da evangelização e da pertilha fraterna?

E aqui, acho que ninguém falou da necessidade do celibato casto, para se ter acesso ao ministério presbiteral. Vem isto da tradição platonista de "diabolizar" o corpo. Como se um homem que fizesse amor com uma mulher já não fosse tão digno do louvor a Deus. Já é tempo de enterrarmos esses fantasmas em relação ao nosso corpo. O que somos, foi-nos dado por Deus que ao olhar para o que tinha criado disse: "que era tudo muito bom".

Padre, na primeira interpelação que faço às tuas palavras, acho que está subjacente este meu último parágrafo. Tinhas medo que ao amares uma mulher com coração, alma e corpo, retirarias alguma coisa ao amor que tens a Deus?

Um beijinho grande para ti :)

Lua dos Açores disse...

Parabéns pela coragem. Interrogarmo-nos é a forma correcta de estarmos na vida, só assim crescemos. Não tenho respostas, fórmulas, mas creio que o celibato deveria ser opção.

Beijinho

Anónimo disse...

Mariana

não tou com muito tempo, mas gostaria de lhe dizer que não foi minha intenção insultá-la. A si ou qualquer outra pessoa. Convivo com gente de todos os géneros e pessoas que são verdadeiramente minhas amigas e de quem eu gosto e muito.

De momento não tenho tempo para mais.

Se me permite um abraço.

Teodora

Anónimo disse...

Deprofundis!

cada cabeça sua sentença, não é verdade!
Eu por acaso sou casada e não tenho ,muitas razões de queixas, mas assisto a muitos casamentos que têm todas e mais algumas, daí a minha não aceitação do casamento, mas nem é bem por mim, entendes?
Mas casem-se á vontade!!!
Não venham é depois a dizer que se querem divorciar,e que isso não seja por falta de aviso!

Beijos!

e 1 para ti, confessionário!

Anónimo disse...

Maria Luísa

Confesso que para mim é fácil falar porque nunca casei. No entanto, acho que muitas pessoas casam quando se é muito jovem, e quando se é muito jovem nem sempre se pensa bem.

Provavelmente, é por isso que os segundos casamentos/uniões correm melhor. Digo eu do que vejo à minha volta.

Tenho conhecidas minhas que objectivamente casaram porque queriam ter filhos, se não fosse isso nunca teriam casado!

Depois também é preciso termos a sorte de encontrar aquela pessoa. A tal! Nisso só Deus manda.

Concordo plenamente com o que o deprofundis declara.

Permitam-me, mas acho que as pessoas procuram um marido/mulher, mas no fundo o que querem é um(a) amante. Casam e baralham tudo, esquecem-se de comemorar as datas, jantar fora, ir de férias (nem que seja acampar se não houver dinheiro). Penso na minha irmã que está casada há 20 anos e só tem 38 anos. Apesar das dificuldades que já teve (e garanto-vos que as teve) nunca se esquecem de namorar. Há dias em que eu fico com o meu sobrinho para que possam estar os dois a sós.

Desculpem acho que muitos casais ficam muitas vezes las "rapidinhas". é como marcar o ponto.

Ah! depois acho que muita rapariga casa com qualquer tótó, desde que lhe ponha uma aliança no dedo para que possa dizer que também teve alguém que a quisesse. Digo isto olhando para a realidade que me está próxima!

Teodora

Anónimo disse...

Mariana

há pouco estava com pouco tempo e dinheiro para estar na net e acabei por falar de outras coisas e não concluir.

Agora mesmo voltei a ler o meu comentário que lhe suscitou algum desconforto e digo-lhe claramente que só nos três primeiros parágrafos estava a pensar no que a Mariana disse. Relativamente ao resto seguramente que não. Percebi claramente o sentido em que falou em amar os outros!

Devo dizer que no quarto parágrafo perdi-me um pouco, não era exactamente aquilo que eu queria dizer. A pressa!!!

Também queria dizer-lhe que não penso só em sexo. Aliás, devo confessar-lhe abertamente que penso muito pouco acerca do assunto. Agora, se falarmos no casamento imagino que haja sexo. Penso que a Igreja também pensa e é a Igreja!!!. Tanto é verdade que se nada acontecer até a Igreja anula o casamento?! Espero não estar a dizer uma asneira porque de Igreja não entendo nada. Portanto, a componente sexual faz parte da vida do Homem. Se a Mariana disse-se que pensa em sexo eu não iria julgá-la pior pessoa. Agora não me venham com o discurso de amar todos no bom sentido. Só uma pessoa muito infeliz é que não gostas das outras pessoas. Amar um homem ou uma mulher enquanto homem ou mulher também é no bom sentido! Trata-se apenas de amar noutro sentido. Diferente apenas!

Quando falei de omitir alguma verdade, queria dizer que muitas pessoas dizem não precisar de "nada ou de ninguém" mas eu pessoalmente não acredito nisso. Poderão não querer dizer (é um direito) mas de algum modo haverá momentos que não é bem assim. Agora não penso que por isso atiram-se para os braços de quem lhes aparece, e se o fizerem cada um sabe de si e Deus de todos! Não pretendo ganhar o título de Miss Pureza!

Mariana, anteriormente esqueci-me de lhe dizer que eu tenho pés de barro.

Padre acho que dei um outro rumo ao seu texto. Desculpe.

Teodora

Anónimo disse...

Teodora!
Tá descansada que não me ofendeste, eu só quis esclarecer, pareceu-me que me andavam para aí a deitar em lençois alheios...ahaha!
ok! Tá tudo bem!!!
Só costumo dormir nos meus proprios lençois e sozinha de preferência!

beijos

mariana

Anónimo disse...

Bico de pato desta vez gostei de si.

Permita-me que lhe diga, não sou tão fundamentalista, acho mesmo que pessoas há que, de facto não nasceram para o casamento.

Eu olho para mim e acho que sou um bom exemplo. Aliás, a minha mãe sempre disse que eu não tinha jeito para casar. Ao longo dos anos nunca percebi o que aquilo queria dizer. Hoje, mais crescida acho que percebi e concordo. Sinceramente acho que as pessoas são muito mais felizes tendo um(a) amante. (Não sou a única a achar) No verdadeiro sentido daquele que ama o outro. Talvez porque as circunstâncias tornem as pessoas muito mais cúmplices... a clandestinidade.... mas não é só!...O ser humano é tão estranho... Gosto mesmo da prespectiva da sexualidade de Gustav Klimt!

Devo dizer que muito, mas muito raramente estou de acordo com a minha mãe!

Teodora

Carla Isabel disse...

Pois
Eu acho que os padres devia poder escolher entre casar ou não!

...um padre é antes de mais um aamigo da paroquia, das pessoas , um ouvinte um canal para Deus, e acho que ás vezes os padres falam de coisas sem vivência suficiente para tal.

Bj
Carla

Confessionário disse...

MC, não tenho esse "medo"!
Aliás, se há algo que reconheço em mim e na vida humana é essa capacidade de uma pessoa se entregar a outra e simultaneamente a Deus! Mais, quem se quiser entregar a Deus verdadeiramente terá de lidar com uma entrega igualmente verdadeira aos outros.

A questão que coloco tem mais a ver com uma forma de vida diferente daquela que hoje os sacerdotes vivem. Quem sabe, sei la! Eu não sei! Estou como alguns disseram que poderia ser mais equilibrante e igualmente possível com alguns reajustes.

Às vezes penso... Como sabes (tu sabes) este texto faz parte dos arquivos e achei-o oportuno nesta semana das Vocações. Porque não repensar o modelo de sacerdote. Ainda te digo mais: não se trata tanto de uma questão de poder Padre/leigo, mas de um real actualização do Evangelho e das necessidade e urgências do mundo hoje. Penso nisso tantas vezes. E como eu, muitos outros colegas!

Volto à tua primeira questão. A balança entre a mulher e Deus é uma forma de pensar a entrega vocacional. Eu sei que era (sou) capaz de amar no máximo de intensidade ambos. Mas sinto que a minha entrega maior deve ser para Deus! Foi mais ou menos isto que quis afirmar. Ou então é a desculpa que encontrei para deixar claro que Deus é demasiado importante para mim...

Por agora fico por aqui. Tenho gostado muito dos comentários (até de alguns que costumam ser mais adversos). Têm-me feito reflectir. O celibato não pode ser nunca uma questão fechada!

Dad disse...

Eu também fico a pensar como seria e torço muito para que venha a ser possível. Por todos. Porque uma coisa destas, uma proibição destas não é de Deus, é só Concilial...

Abração,

sónia disse...

por acaso nao sou a favor do celibato. concordo que devemos amar mais a Deus mas nao vejo razao para os padres nao casarem...
contudo, a vida de casado nao é facil e ser padre é nao só dedicarmo-nos aos "nossos" mas também aos outros. a vida é feita de escolhas e a tua foi Deus. acho que escolheste bem :)

Anónimo disse...

Li e reli o comentário de MC. Muito lúcido. Obrigado pela partilha.
Palheirense

Confessionário disse...

Palheirense, não é só o dela. Há aqui uns poucos comentários bem lúcidos. Já mergulhei nalguns!!! E até gostava que mais gente deste lado do "magistério" lesse alguns deles...

Manuel disse...

Caro colega,

Em primeiro lugar, essa necessidade de pensar como teria sido "se...", faz parte desta nossa capacidade de pensar-nos. SEndo padres celibatários, pensamos como seria se o não fôssemos. Se o não fôssemos, pensariamos como seria sê-lo... E cada pessoa, na sua circunstância, pensa "como seria se"...

À parte este comentário fica a "eterna" questão da razoabilidade do celibato obrigatório. Já o disse muitas vezes e volto a repeti-lo: o celibato obrigatório não faz sentido. É uma norma disciplinar que aglutina como uma só, duas vocações diferentes. A vocação ao sacerdócio não implica em nada a vocação ao celibato.
Tenho a certeza que sempre haveria gente a abraçar o celibato como um dom e uma forma sublime de viver o ministério. Mas agregá-lo como um apêndice obrigatório é, inclusivamente, desvalorizá-lo.

Anónimo disse...

Entrei no seu blog por acaso e gostei muito dos seus post e principalmente da partilha de coração aberto que faz com todos aqueles que o lêem.

Sempre que tomamos um caminho na nossa vida, ao olharmos para o lado pensamos como seria se tivessemos escolhido outro caminho. Isto acontece a qualquer pessoa e não deixa doença alguma no cerebro.

Por isso até é bom às vezes pensarmos noutras hipótese, para de alguma forma chegarmos, ou não, à afirmação da nossas escolhas.

Comigo acontece isso, quando penso como seria a minha vida se não tivesse conhecido o meu marido. O engraçado é quando chego à conclusão que a minha vida não faria sentido sem ele.

Elfo disse...

Querido Confessionário, desculpe a intromissão nas suas reflexões, mas se até os apóstolos casaram... e Sua Santidade O Cristo não tinha como confidente Madalena?

"Casai-vos para que de vós possa nascer quem faça menção de Mim em Minha terra" Bahá'u'lláh

Confessionário disse...

Elfo, os apóstolos estariam já casados... e essa da confidente... hummmm!
Um abraço amigo! Já há muito que não aparecias.

elsa nyny disse...

Cheguei agora e se calhar até já está tudo dito, pois eu também penso muita vez como seria...se não me tivesse casado...e quando penso nisso a primeira coisa que penso é no meu filho, concerteza não o teria, por isso se mais nenhuma razão houvesse para o casamento, aí estaria uma bem forte!
È triste que de facto os padres não possamn ser pais, vejo até aí um grande contracenso, pois que os padres deveriam ser os melhores pais! Por outro lado e já que a Igreja tanto prega o amor, a família, deveria dar o exemplo, talvez digo eu...o exemplo vem de cima, talvez fosse um meio de voltar a que muitos jovens voltassem a apostar no casamento e não em relações passageiras e fugazes que nada trazem para o equilibrio da sociedade!
Mas tudo isto traria também uma grande sobrecarga de responsabilidades, de tempo de problemas, teria que haver mais, será que com o celibato opcional haveria mais vocações? Pois, não sei!

Mas depois também haveria a outra face...imaginemos o padre da paroquia, ainda mais se essa paroquia fosse numa aldeia, a namorar... ai! aquilo havia de ser lindo, uma marcação cerrada, imagino, e a eleita !! Ui! Coitada!!
Mas, se o padre aparecesse casado, acho que não faria qualquer diferença, em muitas vocações/profissões as pessoas são casadas e isso não muda nada, penso que com os padres seria exactamente igual!

Para terminar digo-te que:
-Não são as nossas qualidades que nos definem, mas as nossas escolhas!

Força para ti!

Confessionário disse...

Elsa, um padre nuca poderia namorar, a não ser que pretendesse amantizar-se (o que não tem lógica neste processo sendo verdadeiro). Digo isto porque, em todo o caso, o padre teria de casar-se antes de se ordenar. É assim com os ortodoxos e com os diáconos permanentes. Depois de se ordenar, não é mais possível...

Anónimo disse...

Padre

Estou completamente baralhada com que o seu último comentário!

Vocês estão completamente presos por ter cão e por não tê-lo!

Então não poderiam namorar?! Que coisa mais seca! Não me diga que iriam casar no escuro! Tipo jogo da lerpa! Apre... a Igreja ainda consegue ser mais complicada que o valha-me Deus!

Teodora

Confessionário disse...

Teodora, o princípio é o mesmo do casal. Depois de assumir, não se devem fazer experiências... heheh

Goldmundo disse...

Suponho que valerá a pena deixar aqui dito, em resposta ao elfo, que na verdade Jesus não tinha como confidente a Madalena.

Mas talvez o contrário seja verdade, e esperemos que seja (quem conhece o coração dos homens?).

De resto, como disse a Luisa Oliveira, ou como eu li o que ela disse, todas as empresas humanas são falidas. Talvez a ovelha sonhe com a liberdade dos lobos. Talvez o lobo sonhe com a paz das ovelhas. Talvez os homens descobrissem coisas sublimes se pudessem ser uma mulher, e coisas terríveis se pudessem ser um anjo. Talvez o mundo pudesse ter sido criado com as escolhas todas já feitas. Talvez pudesse haver tantas escolhas que todas fossem dar ao mesmo sítio.

Mas não sei se a razão é a da "disponibilidade". Será ese o argumento contra a poligamia? :)

elsa nyny disse...

Agora já nãop percebo mais nada... então quer dizer, mesmo que o celibato se tornasse opcional, os padres nunca poderiam casar-se? Agora entendo, porque é que não se toma essa decisão, que aliás ao longo dos tempos, oscilou entre o celibato obrigatório e o opcional, pois que aí sim, haveria uma grande disformidade entre padres casados (antes da ordenação) e padres que tinham que se manter no celibato obrigatório,porque já eram padres...Entendo agora que por uns que poderiam vir, não queiram perder os que já têm! Complicado!
Rezo por ti! Para que Deus mantenha sempre essa chama que incendia a todos!
:)

Anónimo disse...

Caro Padre Confessionário.
Parece-me batante normal e salutar que um padre tenha tais pensamentos, dada a condição de humano. Fico feliz que tais pensamentos não o entristecem, ou mutilam ou atrofiam.
São apenas pensamentos.
Um beijo enorme no seu coração

Hadassah disse...

Tenho a certeza que Deus jamais se importaria que fosses marido de uma mulher, dentro da tua vocação, amigo Padre.

Tenho pena que as leis humanas te impeçam de experimentar o casamento, que é um desígnio de Deus.

Também eu conheço tantos e tantos
casos, como o exposto pela Avozinha.

Que Deus possa mostrar-te o melhor caminho para os desígnios do teu coração.

Hadassah

Confessionário disse...

Fez-me bem, esta reflexão da semana de oração pelas vocações consgradas!
Obrigado a todos. Não fecho a discussão, mas abro ( ).

Ver para crer disse...

Mas não penses demais. Podes cair em tentação... de amar a criatura em vez do Criador.

Anónimo disse...

Peço desculpa, padre, por me alongar tanto neste assunto fora da respectiva 'confissão'. Tomei essa liberdade porque disse que o assunto continuava em aberto.
Conte comigo para rezar pela sua vocação, para que dê muitos frutos... ou melhor: para que continue a dar muitos frutos. Entretanto, peço-lhe a sua bênção.

Joana

Anónimo disse...

Que raio de amor ao próximo é este, que dizem alguns ter, fundamentando com textos e mais textos deste e daquele discípulo e mais não sei quantos Santos e Papas, que egoisticamente querem interferir na vida afetiva do padre enquanto homem. É esse o amor que têm pelo outro?! Eu não fico feliz por saber que existe alguém triste e só algures no mundo. Claro que sei que os há, mas não é porque eu queira!

Lembro-me de ter lido que, quando Deus criou o mundo, criou seres humanos do género feminino e masculino, agora não me venham dizer que os padres são o terceiro sexo, e que são assexuados?! Poderá havê-los, como também haverá heterosexuais e homosexuais! E depois? Qual é o problema, são piores por isso? Onde mora a tolerância e o respeito pela intimidade do outro!

Haja bom senso... estamos no século XXI, não me digam que temos de estar eternamente vinculados a orientações pouco claras, escritas há muito tempo, e que nem sabemos se muitos textos contrários foram estrategicamente destruídos para favorecer as opiniões de alguns senhores numa determinada época !

Toda a gente sabe que em muitas paróquias deste país durante muitos anos o senhor padre tinha uma empregada, acerca de qual todos comentavam entre dentes que dormia com o padre. Toda a gente fingia não saber! Santa hipócrisia!

Acredito igualmente que alguns tal como sempre foram e são celibatários. E desses só posso dizer que espero que o tenha sido porque foi essa a sua vontade.

Desculpe padre por ter voltado a falar sobre o assunto, mas parece que há vontade de voltar ao texto anterior.

Teodora

Anónimo disse...

Às vezes penso, como seria se tivesse seguido a minha verdadeira vocação, e fosse padre, em vez de me ter casado...

marta disse...

Venho aqui muitas vezes em silencio, mas hoje, tenho mesmo que comentar.
O post está excelente. É corajoso, sente-se verdadeiro, toca num assunto polémico.
Admite que pensa no assunto, como todos nós pensamos nas nossas escolhas, nos "ses", ainda que não as coloquemos em causa.
Parece-me que é essa a mensagem. Pensar não é pecado. Interrogar-se não é pecado, nem diminui em nada a escolha que fez!
PARABÉNS!

Helen disse...

COMO VOCE AINDA SE SENTE EM RELACAO A TUDO ISSO? JA FAZ 5 ANOS DESDE QUE ESCREVEU ISSO...CONTE-NOS. :)