domingo, dezembro 31, 2006

Devo o meu filho à minha mãe

A discussão foi acesa. Não nos zangámos. Mas fiquei triste. Sobretudo porque no meio das palavras amigas e sinceras de parte a parte denotei pouca informação e apenas a informação da televisão, aquela que há mais de dois anos tem aparecido numa campanha desenfreada pela liberalização do aborto. Não quero falar do meu respeito ou compreensão pelas opiniões diferentes da minha nem pelas mães que optam por uma atitude destas. No entanto o meu rosto enrugado provocou nos amigos, sobretudo num deles, algum desconforto. Digo-o pela mensagem que me enviou no dia seguinte. Mas a história, se quisermos dar-lhe esse atributo, veio depois da discussão e da mensagem. O amigo porventura dialogou com a mãe sobre o meu rosto. E a mãe ligou-me depois. Padre, hoje contei ao meu filho o que ainda não achara oportuno ele saber. Se hoje tenho um filho lindo e perfeito devo-o à minha mãe, que, na sua gravidez do meu ser, estivera prestes a abortar. Sabia que eu não tinha as condições melhores para a minha existência. Não as explicou e eu entrevi pelo que conheço dela. Pareceu-me que as palavras estavam molhadas, mas não vi porque o telefone não mostra. A sua mãe não se arrependera de lutar, e quase todos os dias ela dá graças a Deus e à mãe pela sua opção. Por isso, dizia-me, o meu filho é resultado do meu não aborto.
A mim calou-me. A ele não sei.

33 comentários:

elsa nyny disse...

Amigo!!

está Lindo! Obrigado por este momento!!

beijinhos!
:))

tito pereira disse...

Então que o ano de 2007 seja também um ano em que tu amigo sejas um formador de opinião nodireito à vida. Deus te abençoe ricamente.

Dulce disse...

Deve ter calado.
Eu hoje estou tão triste, hoje particularmente, com este fundo a que chegámos.
Hoje executaram Saddam Hussein. Não tinha nenhuma simpatia por ele, mas doi-me ver que matamos quem mata e nos sentimos vitoriosos. (Será?)
Não foi isto que Cristo nos ensinou.

Porque festejamos o Natal, o aniversário do menino Deus, e vivemos tão longe d'Ele?

Eu sempre fui pela despenalização do aborto. Porque não considero justo que se condenem as mulheres que, sei lá porquê, o praticaram. Não mudei de opinião. Mas agora acho que este referendo é injusto. Estão a passar-nos uma batata quente. A questão de fundo não é a despenalização. É a eles (governo) que compete criar condições de humanidade para reduzir o drama que é o aborto.
O aborto é penalizante para quem o pratica. O que urge não será apoiar as mães para que o sejam com condições e dignidade?
Hoje, o rosto de Saddam Hussein impôs-se-me, porque o mataram. Eu sei que ele matou muita gente que também tinha rosto.
Mas não conhecermos o rosto dos que matamos, torna a morte menos morte?
Se sou contra a pena de morte (SOU!!!) como posso sequer pensar em aceitar o aborto?
Se acho que as mulheres que o praticam devem ser condenadas?
Condenadas porquê, se morrem, se se matam um pouco (muito) também?

Tudo isto me deixa muito triste e confusa.

joaquim disse...

Recentemente uma jovem mulher quis falar comigo acerca de alguns problemas que estava a viver na sua vida.
Durante a conversa disse-me que tinha um filho e eu perguntei-lhe pelo marido.
A sua cabeça levantou-se, os seus olhos fixaram os meus e com um orgulho cheio de firmeza alegre, disse-me:
Sou mãe solteira! Todos queriam lá em casa que eu abortasse, mas eu não o quis fazer. A vida não tem sido fácil, mas o meu filho é a minha alegria!
Apeteceu-me beijar-lhe as mãos, como tributo à coragem, ao amor, mas apenas lhe disse sobre esse facto:
Parabéns, agradece a Deus a fortaleza que te deu.
Senti-me melhor porque há pessoas bem melhores do que eu!
Abraço em Cristo

Sandra Dantas disse...

É realmente de ficar sem palavras...
Um Abraço Amigo!

mi disse...

FELIZ ANO NOVO!

identifiquei-me muito com as palavras de dulce...

tenho dificuldade em discernir se temos o direito de julgar e condenar as mulheres que abortam...

ADOREI o post do Confessionário.

Confessionário disse...

Ó mi, não é uma questão de condenar. Eu tb não condeno as mulheres que abortam, nem o Saddam, nem qualquer vida de outra pessoa. Mas não posso deixar de concordar que quem mata comete um crime... se não, qualquer dia, imagina o que aconteceria a quem incomóda!
Eu condeno o acto!!!

Anónimo disse...

Não creio que a legalização do aborto vá alterar na realidade as estatísticas da prática dele. Quem o pretende fazer fá-lo. Trata-se de ele ser feito com maior ou menor risco para a mãe.

O que há de preocupante na legalização do aborto é a ideia e o sentimento, que muito possivelmente desenvolver-se-á no espiríto dos mais novos e de muitos adultos, que é um acto tão natural e legítimo quanto tirar-se um dente.

Se o Estado, que somos todos nós, assim o decidimos (e neste caso um referendo, o que reforça ainda mais a mensagem) é porque partilhamos do mesmo pensamento e sentimento, logo deixa de ser socialmente reprovável.

O Estado, como já nos vem habituando, não assume as suas responsabilidades. (Com excepção das elites que possuem direitos adquiridos.) A tendência é cada vez mais entregarem-nos à bicharada. O pessoal anda distraído e um dia destes vivemos todos completamente sem rede. O que haverá de mais belo nesse momento é que quando o mal for comum as pessoas serão muito melhores umas com as outras.

Quanto ao sofrimento de quem fez um aborto, julgo que algumas sofrem outras um pouco menos.

Uma amiga diz que às 10 semanas de gestação temos apenas algo semelhante a um girino.

(...) Desculpem, mas vou ficar por aqui. O texto tá longo e ...

teodora

Elisa Ferreira disse...

Deixa-me nascer, mãe!

Estás aí, pequenino, tão pequenino que até as máquinas mais sofisticadas têm dificuldade em te encontrar.
Claro, não pediste para nascer. Ninguém pede para nascer e só alguns pedem para morrer. A vida pode ser muito dura, sabes? Claro que não sabes.
Só sabes ou sentes que aconteceste. Essa barriga de mãe, tão confortável, tão segura, parece-te o lugar melhor do mundo. Ninguém te poderá fazer mal.
Parece-te até reconhecer, entre muitas, a voz daquela a que um dia chamarás mãe. Imaginas o seu rosto. O mais bonito de todos, claro. E como te soa bem a palavra mãe! Pequenina como tu, não te cansas de a repetir. Tens que a saber bem. Vais dizê-la milhões de vezes.
Não sabes ainda que não és um filho desejado. Se soubesses, perguntarias com certeza: - O que é um filho não desejado? E dirias:
Deixa-me nascer, mãe e não falarás mais em filhos não desejados.
Olha bem para mim!
Não valho mais do que algum conforto que imaginaste perder?
Não valho mais do que o carro novo que estavas a pensar comprar?
Não valho mais do que os incómodos centímetros na tua cintura?
Não te apetece pegar em mim ao colo, mãe? Não desejas abraçar-me junto ao teu peito, perfeito e feito para mim? Não gostarias de me passear no carro de bébé, guardado algures lá em casa, rua acima, rua abaixo, dizendo, com orgulho, à gente que passa: "Chama-se..."
Que nome me vais dar, mãe? João, talvez? É o nome do teu pai.
Deixa-me nascer, mãe! Prometo que vou ser o melhor filho do mundo.
Deixa-me nascer, mãe! Deixa-me aprender a ler, a escrever. Deixa-me saber de cor os nomes das constelações, dos vulcões....Deixa-me ver o mar, as estrelas, olhar o luar, deixa-me amar e, se tiver de ser, deixa-me sofrer.
Deixa-me nascer, mãe! Ainda não nasci e já disse a palavra mãe quantas vezes?Ainda não aprendi a contar. Deixa-me também aprender a contar, mãe!

Não ao aborto! Sim à Vida!

Carla Isabel disse...

A vida é um benção de Deus!

É uma dádiva...não ao aborto , não à pena de morte...a vida é um dom!

E para ti amigo um ano cheio de saude e paz!

Bjs

Carla

Carlos disse...

É verdade que legalização do aborto não vai alterar as estatisticas - como diz a Teodora.

Porém, imagina esta situação. Ao lado da sala de partos (da mulher que deu à luz) a sala dos abortos (a mulher que não deixou que a vida surgisse).

E ainda por cima num país a envelhecer o estado promove a cultura da morte em vez de dar incentivos às mulheres que querem ter um filho.

E pensa nas mulheres que querem ter um filho e vão ser pressionadas pelo patrão para não faltarem ao trabalho, pelos pais, pelo marido, pelo amante, pela sociedade... eles que querem ser livres vão se sentir cada vez mais pressionadas.
Amigo, visita e divulga o meu mais recente blog: www.digasimvida.blogspot.com

Dulce disse...

Essa do girino...

:(

linfoma_a-escrota disse...

nem sei por onde começar a iluminar vossas mentes TOTALMENTE deslocadas do mundo real, aqui fica provado que a ressaca que este globo ocidentalizado padece do domínio católico toma proporções alarmantemente graves, passando pelo facto de imaginarem que todos são iguais a voçês, é-me indiferente se se sentem bem em ir à missa, acender uma velinha por 30 cêntimos pela alma de alguém para pagar as despesas de vinho e hóstias do tenro padre putanheiro, agora terem sido educados (ou deveria dizer incutidos) a crer que a vida neste planeta surgiu através duma entidade invísivel que nada explica e tudo criou por amor da blasfémia ACORDEM!!! não é esse dEUs que me diz para ter relações sexuais com uma donzela sem utilizar os contraceptivos que a vossa igreja recusa aos povos africanos que morrem que nem tordos na desinformação da nossa ganância arrogante, eu fi-lo porque quis e também não estou possuído por lucifer, agora caso um girino, ou um feto ou um bébé deva nascer é decisão minha e especialmente (porque trata-se do corpo da mulher que funciona como hospedeiro) e da minha parceira PONTO FINAL, deus não tem nadinha a ver com isto muito menos tem cristo, o incompreendido, eu nunca pedi para nascer portanto podiam sem problema ter-me morto porque, caso ainda não tenham reparado porque vossos papás fanáticos não vos deixavam ir às aulas de ciências da NATUREZA, cada mestruação feminina é um bela alma abébézada deitada ao lixo, porque é que não fodem que nem coelhinhos e povoam isto tudo de lindas criancinhas por quem mostrar sentir-se tão solidários e emocionados, POUPEM-ME: "É verdade que legalização do aborto não vai alterar as estatisticas - como diz a Teodora", pelo menos as estatísticas de mulheres com nove filhos que dispensam ter um décimo, de prostitutas, de violações, de raparigas de 12 anos a ter experiências humanas, todos esses exemplos e tantos outros escusam de ser criminalizadas como se fossem assassinas porque não são!!! estão no seu direito, o destino de tal criança nascer não é religioso, desde de adão e eva que Esse nos deixou às urtigas, levam se se libertam dessa ideologia repulsiva que mais mal que bem já originou, e claro que ninguém vai começar a abortar a torto e a direito seus (neste espaço escreva o insulto que melhor o descreveria), é um pressão psicológica e física imensa para os intervenientes, ninguém não tem um filho por descargo de consciencia, NÓS PROVIEMOS DO MACACO e mesmo esses já nutriam amor pelas suas crias, não fomos nós que inventámos os romancezinhos com que se deleitam, haja santa paciência, nunca pensei que existissem almas como as vossas, mas claro qué normal porque não vivemos no mesmo mundo, comparar a pena de morte (que também sou contra obviamente) como a despenalização do direito de escolha é deveras um ultraje,

saudações ateias e caso sejam mesmo seguidores da obra de jesus não me censurarão o direito à opinião, caso o façam, dar-me-ão razão, boas reflexões, espero que mudem de decisão apesar de ser quase impossível.

linfoma_a-escrota disse...

o texto da elisa ferreira está sublimemente esclarecedor do meu ponto de vista.

Anónimo disse...

A legalização do aborto não alterará as estatísticas do aborto no imediato. No futuro, e enquanto não batermos no fundo do fundo, a coisa será diferente. Nesta matéria tal como noutras.

Relativamente à hipótese de ser colocada a sala dos partos ao lado da sala dos abortos, não sei como é que eles irão resolver isso. Com os cortes nos custos no sector da saúde não sei qual a prioridade que eles vão dar. Os partos ou os abortos? (Sobre este assunto o comendador escreveu uma carta muito engraçada na revista Única há umas três semanas)

Como vivemos numa cleptocracia já deve haver conhecidos, amigos familiares e dos cleptocratas com as propostas de abertura de clínicas cuja intenção é a mais pura e misericordiosa. Trata-se apenas de colaborar com o Estado no cumprimento das suas responsabilidades.

Teodora

O melhor dos blogues disse...

Passei por aqui e gostei. Levei-o, pois, para "O melhor dos blogues".
Grato por este belo post.

Confessionário disse...

Caro linfoma,

1. Este espaço deixa claro que “Os comentários ofensivos à pessoa do autor e dos restantes comentadores será imediatamente apagado”; o teu comentário enquadra-se neste item. No entanto, e para demonstrar que não tens razão, ele foi publicado, o que pode não acontecer com os seguintes se utilizarem o mesmo tipo ofensivo de palavras. As diferenças respeitam-se, mas não os que não respeitam as pessoas!

2. O argumento que utilizas para defender a liberalização do aborto é muito pobre. Explico: trata-se de uma questão religiosa; há os que defendem o Não porque são católicos e uns coitados por serem católicos, retrógrados, enganados, deslocados, gananciosos; e há os que sabem o que é a vida e defendem o Sim porque não fazem parte do primeiro grupo. Achas que este é um argumento válido?! Para mim é um argumento pobre. Aliás, no post que comentas, a única referência que se faz a Deus é a de que a senhora “agradece a Deus”. A opção pela Vida é um direito consagrado nos “Direitos Humanos” e não apenas na Bíblia. Não sabias?

3. Os outros argumentos que aparecem subliminarmente no teu comentário são: a menstruação ser um ser (esquecendo que o ser é resultado científico da conjugação do óvulo e do espermatozóide, e que esta conjugação deveria ser resultado do amor de dois seres) e os casos excepcionais de mulheres com 9 filhos, prostitutas, meninas de 12 anos, violadas… (parece-me que a solução seria ajudá-las e não trazer-lhes mais um problema; ou não sabes que o aborto deixa sequelas bem difíceis de digerir?!) > conclusão: parece-me que para ti não passa de pura genitalidade… o que para mim é uma questão de amor!!!

4. A grande distância que nos separa é a de que ambos condenamos factos (eu o aborto, tu a Igreja), mas enquanto tu condenas as pessoas, eu não. Para mim as pessoas têm dignidade, independentemente das suas opções, convicções ou fragilidades

5. Existem duas palavras no teu comentário que sobressaem: “putanheiros” e “macacos”. Como não te quero ofender, peço-te o favor de não colocares todos no mesmo saco. A mim não me ofende provir do macaco, e, embora não goste de putanheiros, não me incomodam. Chamar aos padres putanheiros e defender os putanheiros que fazem engravidar de qualquer maneira é que constitui um paradoxo!

6. É engraçado como terminas dizendo que se somos seguidores de Jesus devemos aceitar o direito à opinião: é uma grande diferença relativamente a ti, que faltas ao respeito e tratas com insultos aqueles que pensam diferente > concluo por isso que vês em nós, os cristãos, uma grande diferença, a aceitação da diferença…

7. Por último queria dizer-te que não me revejo na Igreja que atacas… A minha Igreja é bem mais tolerante, misericordiosa, amiga, aberta aos outros, à diferença, ao fragilizado e marginalizado, ao que sofre… Mas de facto, só vê isso quem quer!!!

Obrigado pela atenção e pela visita

Dulce disse...

A minha mente totalmente deslocada do mundo real não ficou mais esclarecida, Linfoma.
E esclareço que se a informação passa por ver tudo sujo e cinzento assim, prefiro continuar deslocada do mundo real. Também é um direito que me assiste.

Maria João disse...

Olá, linfoma!

OLha que essa de só o católico é contra o aborto... E as outras religiões? E os ateus que são contra o aborto? Devias falar com uma amiga minha que é completamente contra o aborto e que se assume como ateia.

A questão do aborto tem a ver com a vida. O embrião contém toda a informação genética do ser humano que vai nascer.Às dez semanas, o coração já bate!
A questão está aqui. Não está na religião, ou na filiação política ou no clubismo.

Já agora... Se gostas que respeitem a tua ideia, respeita também a dos outros e não utilizes certos termos ofensivos.

elsa nyny disse...

Passei por cá...
Não sabia, fiquei a saber (????) agora que.
1 - Para expressarmos a nossa opinião temos de ofender os outros (????)
2 - Descender do macaco???? (desculpem, eu recuso-me! Não sou nenhuma troglodita!)
3 - No mundo existem não sei quantos criminosos, que assaltam, que matam, violam etc, etc...então nós somos todos criminosos??? È isso?????
Que tristeza!!!!
..... perante tudo isto!
Ainda bem que há pessoas como tu, Confessionário!!

:))

elsa nyny disse...

Ah!!!
e esqueci-me ainda de uma coisa...

lamento que haja pessoas que desconheçam a palavra AMOR! e consequentemente tudo o que ela envolve na VIDA!!!

:))

Anónimo disse...

Prezado Linfoma

É muita pretensão da sua parte pretender iluminar as mentes de outros. A humildade fica sempre bem!
Relativamente à "...ressaca que este globo ocidentalizado padece do domínio católico toma proporções alarmantemente graves,..." confesso que, apesar de todos os erros cometidos pela Igreja ao longo dos tempos, eu prefiro bem mais o domínio católico ao Islâmico.

Nunca fui frequentadora assídua de espaços religiosos ou grupos de pessoas a eles afectos.
A maioria dos dogmas e postulados da Igreja Católica dizem-me muito pouco.
De tempos a tempos gosto de ir à igreja como gosto de passear pelos montes, como gosto de jantar fora num restaurante bonito, como gosto de conversar .... Sou deste mundo!

Não me preocupa contribuir com uma moedita para a minha igreja. Há quem seja sócio do clube!
Quanto aos padres putanheiros confesso que ainda não encontrei nenhum estudo estatístico (credível ou não!) Presumo que dado serem uns milhares haverá de tudo como na farmácia! Tal como em todas as outras profissões! (Reconheço que esta é mais do que uma profissão.)

Eu não li aqui nada que falasse acerca de pílulas e preservativos. Nem a favor nem contra. Penso que cada um sabe de si.

No que se refere às gravidezes resultantes de violações ou deformações essas já são permitadas de acordo com a lei vigente.

Na revista Atlântico deste mês vem um artigo do João Pereira Coutinho muito interessante, justamente acerca da imposição de opiniões.

Da próxima veja se não atira em todas as direcções! Tem muita probabilidade de voltar falhar.

Take it easy man!

Respeitosos cumprimentos.

Teodora

Anónimo disse...

Olá!, passei, e desta vez fiquei perplexa, com o Linforma (?), eu estudo, tenho muitos colegas de diversas religiões e outros que nem religião têm (?), falamos sobre diversas coisas, como é normal, entre nós reina uma grande harmonia cada qual tem as suas ideias, e todos as expomos, e nem sempre estamos de acordo, o que também é normal, mas nunca nos ofendemos,nem nos desrespitamos! Agora, e talvez só agora descobri porquê, é engraçado, é que ao ler o texto do Linforma, percebi que o que vai no coração dele é uma falta enorme de amor, e eu e os meus colegas, alguns verdadeiros amigos, corre entre nós uma verdadeira corrente de amizade, de amor, é por isso que e apesar de sermos discordantes em diversas matérias, nos entendemos tão bem!!
Apesar do palavreado indecoroso do Linforma, ainda bem que passei aqui, pois descobri algo maravilhoso, que ainda nunca tinha pensado!Quanto a ti, Confessionário, não ligues a provocações, porke tudo o que escreves, e vejo que escreves com o coração, és alguém especial de mais para seres metido num saco onde estão hipócritas, bandidos e outros que mais!Segue que Cristo segue contigo!
Para finalizar, digo ainda que muitos dos meus colegas que nem sequer acreditam em Deus ( e eu respeito-os) são contra o aborto! Por isso Linforma, as tuas teorias não estão com nada...


mariana

Sandra Dantas disse...

Caro Linforma,
pelo que vejo entraste "a matar" neste blog!!!
Estou admirada, como é que alguém tão iluminado, que até é capaz de pedir iluminação para todos nós que estamos fora do mundo real, não seja capaz de nos "convencer" de outro modo a não ser insultar! É interessante ver os "bons argumentos" que usas, sim senhor, e nós é que não íamos às aulas de Ciências da Natureza...
Olha amigo, se queres realmente conversar respeitadoramente, assim como queres ser respeitado,usa argumentos válidos para sustentar as tuas opinões, como seriamente temos feito aqui, e não ataques a Igreja que nem sequer é o argumento em questão aqui!

Espero que aprendas a respeitar as diferenças!!!

Amigo confessionário, para ti um grande abraço!!!

Anónimo disse...

Oi! Cheguei aqui a pedido da minha grande AMIGA Mariana,pois, eu sou um daqueles amigos , que como ela diz, "nem religião tem", mas e agora é que vem o motivo porque a mariana me pediu que viesse aqui, eu tenho um amigo, para dizer a verdade é como se fosse meu irmão, qu é padre,qd o conheci nem sabia que ele era padre...foi um jovem que viu a minha angústia,que se aproximou de mim, que me ouviu, nem sei quantas horas seguidas, e que me mostrou e me mostra todos os dias, que a Vida é importante demais, para ser vivida debaixo de angústia , de ódios mesquinhos, de coisinhas sem importância!mas no dia que o conheci, e depois da longa conversa eu sentia-me outro...no final ele disse-me que era padre, e eu senti-me num beco sem saída, apeteceu-me desatar a correr, e ele notou isso, e pediu-me para eu continuar, para não ter medo de nada, foi aí que eu lhe disse que não podia imaginar que ele era padre, e que ficava muito satisfeito de os padres serem assim como ele, mas ainda havia a outra parte que eu temia em dizer-lhe, mas pronto, tinha que dizer, e disse-lhe - "olha, tu não vais gostar do que eu tenho para te dizer", ele sorriu, e eu senti-me muito mais confiante, e avancei..."sabes, estou a qui a falar contigo, mas eu nem sequer acrdito em Deus..." ... e mais uma vez sorriu e disse algo que nunca vou esquecer, e no qual penso muita vez, talvez todos os dias...ele disse "tu não acreditas em Deus, não faz mal, mas Deus acredita em ti!", e foi assim que tive o previlégio de conhecer alguém espectacular, que está sempre lá,com quem falo tudo, que me trata como se eu fosse o seu irmão mais novo, que me leva a inumeros sítios, que rimos, brincamos, que me fala de muita coisa, que me mostra a vida, como ela deve ser vivida, mas que acima de tudo me respeita, que não me quer impor Deus,porque como ele diz,- tu tens as tuas ideias, eu as minhas, mas isso não nos impede de ser amigos, e se tiveres que encontrar Deus, que o encontres, se não encontrares, pelo menos vais aprendendo o verdadeiro significado da Vida, eu rezo por ti!, por isso eu, tenho a melhor impressão do mundo dos padres, descobri que são pessoas expectaculares e que têm sempre uma forma maravilhosa de ver as coisas e mais importante que isso de nos-las mostrar!
confessionário, gostei de passar por aqui, foi a primeira vez, hei-de voltar, gosto muito da forma como escreves, também tu deves ser impecável!
só mais umna coisita, eu sou contra o aborto.
um abraço,

ricardo

melinha disse...

e melhor opçao ela n podia ter tomado! :)
bjo

Anónimo disse...

Bem, mas que polémica que o Sr.rebelde sem causa provocou!...lol

Eu tb sou a favor da vida! Era bom que o nosso governo apoiasse mais a mães e pais deste país!....

Um filho é o bem mais precioso que podemos ter, é pena que nem toda a gente pense assim....com todas essas desgraças que ouvimos por aí, noticias nos média de pais que maltratam os filhos até à morte!

Dá vontade de perguntar que mundo é este em que nós vivemos?!....mas duvido que alguém saiba a resposta..por isso fica a indignação de todas estas situações horriveis, que constantemente vamos tendo conhecimento da sua existência.

Quero desejar um feliz ano 2007 a todos e que o Confessionário continue por muito mais tempo, pois é um oásis no meio do caos em que vivemos!

Muitos beijinhos

Anónimo disse...

Eu sou a favor da vida!..Um filho é o bem mais precioso que podemos ter, é pena que o nosso governo não dê o apoio necessário à Mães e Pais deste país!

Mas nem todos os pais são dignos de o ser, pois muitos existem que maltratam os seus filhos, até á morte, como vamos tendo conhecimento através dos meios de comunicação!...O que dá vontade de perguntar, Que mundo é este?..mas como não obtenho resposta, resta a indignação....

Desejo um bom ano 2007 a todos, e que o confessionário continue por muito e muito tempo a ser um oásis no meio do caos em que o mundo se transformou....

Muitos beijinhos

Andreia Neno

Anónimo disse...

Como bióloga não tenho dúvidas de que a vida começa logo após a fecundação... dêem as voltas que quiserem. E se o aborto tira a vida, quem o pratica é criminoso. Ponto. São factos e contra estes não há argumentos.
Com uma população envelhecida, como a nossa, deveriamos estar a discutir a melhor forma de apoiar a família revitalizando o tecido social... E isto é política! E bom senso!
A todos desejo que o novo ano traga Paz, aquela paz que nos torna felizes e, por isso, melhores
Um abraço

Anónimo disse...

Ela tinha um delicado corpo de vidro e um robusto coração de ferro. Ele tinha um robusto corpo de ferro e um delicado coração de vidro. O coração dela e o corpo dele foram fatalmente atraídos por um intenso magnetismo metálico. Para não ferir susceptibilidades, o casamento improvável foi realizado por um padre de borracha sintética, com coração de plástico. Ela pôs-lhe uma aliança de vidro. Ele pôs-lhe uma aliança de ferro. Foram viver para uma casa de betão armado, à beira de um mar de aço, sob um céu de chumbo. Ele fez-lhe um filho com fogo. O coração dela balançou. O coração dele estalou. Ele desfez-lhe dois filhos com ferros. O corpo dela gelou. Ele empunhou-lhe o seu forte braço de ferro. Abismou-a. Ela bateu com a porta. Saiu. Ele embateu contra a vontade férrea dela. Morreu. O seu corpo de ferro, já fundido, foi derramado no interior do próprio coração de vidro. O padre de borracha sintética foi chamado para acompanhar o féretro. Enquanto o fazia, o seu deformado pensamento elástico, reconhecia a justiça divina da máxima, “Quem com ferro fere, com ferro será ferido”. Absorta nas suas próprias considerações, ela seguia três passos atrás, enleada ao filho, com pés de ferro e mãos e braços de vidro. No olhar vítreo do rapaz detectou a sombra do coração rachado do pai. Um arrepio gelado e penetrante como um espinho percorreu-lhe o corpo. Foi invadida por um novo tremor. Primeiro, ouviu-o timidamente pulsar. Logo depois, sentiu-o sangrar. Levou a mão ao peito. Pela nesga do olho, viu na transparência do seu corpo um glorioso coração de carne. Sorriu de si para si. Seguiu impassível, com o rosto encoberto pela máscara de ferro.

Anónimo disse...

Já fiz um aborto. Parecem-me drásticas respostas como "quem o pratica é criminoso. Ponto. São factos e contra estes não há argumentos"- Pois eu também sou psicóloga e acho esta frase pouco inteligente e ofensiva. Cada um responde pelas suas acções e só Deus julga cada acto. Não em vou prender com esta argumentação pois pretendia colocar uma questão ao autor do blogue. O padre a quem me confessei, primeiramente terá dito que precisava de falar com o bispo mas acabou por me dar a absolvição. O que levou o padre a mudar de ideias? Terá sido o facto de ter avaliado o meu perfeito desconhecimento da gravidade do caso na altura? Que outro motivo poderá ter sido?

Confessionário disse...

Olá, ultima anónima

Por norma é ao bispo que compete a absolvição desse pecado.
Por norma tb, ele costuma permitir aos seus padres que o façam em determinadas ocasiões, nomeadamente na Quaresma.
Não sei o que levou o meu colega a fazer o que fez... mas deve ter tido uma boa razão (ou ter-se-á lembradoi que tinha autorização) ou achou que era melhor ser ali naquele momento e que não haveria outra boa ocasião...

Anónimo disse...

Logo depois de enviar a pergunta veio-me à mente precisamente esse facto, se ele não o tivesse feito eu não teria voltado. A sua resposta veio confirmar isso mesmo. Ele agarrou a oportunidade! obrigada.