sábado, julho 29, 2017

As respostas que não se dão porque não se têm

Quando alguém me interpela, como ainda ontem a pequena Tânia, uma paroquiana adolescente que conheço bastante bem, dizendo que não entende muito a Deus, ou a Igreja, ou estas coisas da vida, eu sinto-me um pouco impotente. Foi assim que olhei a Tânia e com naturalidade lhe disse que também não entendia tudo. Creio que é muito melhor sermos honestos com Deus, com os outros e connosco, do que fazermo-nos donos e senhores daquilo que nos ultrapassa. A Tânia esperava que eu lhe desse a resposta que precisava, mas eu não a tinha. Além disso, ela tinha de procurar a resposta dentro dela. Como eu também a procuro dentro de mim. Isto não é ser frágil. É ser o que somos, e assumi-lo com naturalidade. Não dei muitos conselhos à Tânia. Não usei a doutrina ou as verdades inquestionáveis da fé. Usei apenas a sinceridade do meu coração e da minha fé. E foi isso que a Tânia levou. 
Mas foi com a certeza de que afinal não estava mal diante de Deus. Estava tão só como é.

11 comentários:

Anónimo disse...

Mas sim, muitas vezes, sentimos sozinhos. Com perguntas sem respostas, mas ale do tempo elas veem, o mais cedo ou mais tarde. É so saber esperar, quem espera sempre alcança. Movendo-se do lugar para seguir as flexibilidade constantes da vida.Q ue até as pedras movem do lugar

Anónimo disse...

Algum tempo atras um "amigo" propôs que vissemos um filme com titulo
SILENCE....
talves essa paroquiana encontre respostas a algumas duvidas....
se ler o livro ou assistir ao fime...
EU VI...MAS INQUIETOU-ME O SUFICIENTE..PARA NAO DORMIR BEM NESSA NOITE!
só mais yarde do nada percebi o filme...ou a mensagem que o autor qieria transmitir baseado em fatos reais....

Gui disse...

Não são essas as respostas que se esperam de um padre e são mesmo essas as respostas que se necessita, para não nos sentirmos tão longe ou tão desajustados na fé.
Talvez até digam de si, como me disseram à pouco de um colega seu: "Nem parecia um padre".
A língua saltou me, fui talvez brusca mas saiu um porquê, um "não deve ser mesmo assim um padre".
Porque é que um padre terá de dar respostas sempre perfeitinhas, redondinhas como uma auréola e depois manterem-se muito quietinhos para não se sujarem, para não terem de levantar quem caiu.
Ainda bem que há quem nos faça pensar e também que passe a ações as palavras que prega em cada homilia.
Tenha um bom domingo.

Anónimo disse...

Saber dar uma resposta é fonte de alegria: como é agradável uma palavra oportuna!
Um coração tranquilo é a vida do corpo. ( Prov/;23)
abraços

Anónimo disse...

FELIZ ANIVERSARIO.... confessionario!
PODERIA DIZER SAUDE..PAZ...NHECK...
MAS NAO É A MESMA COISA..
PARABENS E PRONTO...
BEIJINHOS
ABRACINHOS
E VENHAM DE LA MAIS UNS ANINHOS....

C.C

Anónimo disse...

Hoje vivemos tempos em que as pessoas vivem buscando a superação, ir além dos limites e serem vencedores.
A resposta de Deus aos questionamentos de Seus filhos requer mais que uma única oração. Requer humildade, fé e, principalmente, tempo.
Abraços.
Ch

Anónimo disse...

Dai-me uma resposta, por onde andaras o Confessionário???

Anónimo disse...

Adorei, tu manifestaste, assim acaba com os silencio. Nossa como é ruim ficar sem saber de ti.
Como vivemos em terras distante da-se uma leve preocupação. Mas sei, DEUS estará sempre contigo. Abraços.

Silvia Lourenço disse...

Em todas As respostas que te pedi, em nenhuma delas veio a descoberta da pólvora. Que eu saiba ainda não fazes milagres. Mas a candura das tuas respostas que confirmam aquilo que acreditamos estar certo, e é no fundo o que nos ajuda a fortalecer. Abres os teus braços virtuais,dás-nos um mimo e ofereces um chocolate quente. E com meia duzia de linhas faz-nos bem

Anónimo disse...

Nao sei se o meu comentario anterior seguiu. Mas o queria dizer era que essas tuas respostas sinceras de quem tb nao as tem, sao um grande mimo e abraço virtual Para mim. Continua a oferecer um chocolate quente! :-) espero um dia receber esse abraço fraternal ao vivo, se vieres um dia para os lados do alto alentejo avisa :-)
SL

Úrsula Neves disse...

Ela abriu seu computador, após um dia exaustivo. Estava cansada por atura muita coisa. O chefe que acha que pode tê-la. Os clientes que pensam incorfomidades dela. A mulher qualquer chegou em casa. Abriu tua porta, bateu os saltos na soleira da porta. Suspirou e entrou. Cansada, sentou-se em frente ao computador. E pensou..."Não quero amor, não quero homem nenhum, nem sexo. Só quero algo maior. Algo superior." Seus pensamentos foram interrompidos pelo seu gato, que se aninhou perto das suas pernas. E ela o acariciou. Levantou-se e preparou um café. A mulher sem nome ajeitou os cabelos negros longos. E olhou o dia nublado e chuvoso pela janela. E ouviu o barulho do vento nos sinhos da porta principal. Pegou seu café pronto e ajeitou o uniforme negro social. Somente 23 anos mas parecia ter 30. Porque o cansaço a havia consumido. Sentou-se novamente para o computador, abriu o navegador. Ficou olhando a tela em branco. Ela não queria ver pornografia, como a maioria fazem ou noticias pessimas ao qual ja estava habituada. Só ficou olhando para a tela branca. Como se estivesse morta, como se o próprio Diabo estivesse atrás dela observando a sua alma vazia e sólida sobre aquele corpo macio de mulher. Ou como Deus soprasse em sua orelha, que ela é sua obra de arte. A mulher pertubada tenta apagar a sua mente. Ela olha para o computador e digita em uma página qualquer um texto.
A mulher vazia digita. E digita sem saber o significado daquilo. Ela olha para o lado e o seu gato parece senti a confusão da sua dona. Ela sai do computador e vai tomar um banho. E deixa a água quente cair sobre o seu corpo. Ela escora a cabeça no azuleijo e ali fica por minutos quieta. O gato arranha a porta que estava meio aberta e pula na tapa do vaso, ansiando pela sua dona. Ela sai do banheiro e nua pega o gato no colo e o põe sobre os seus seios. Ele se aninha como uma criança em seus cabelos negros sobre seus seios. Ela o acaricia. Logo levanta e acende um cigarro na varanda. Veste uma roupa qualquer e vai caminhar pela casa. E o gato a acompanha. Depois volta ao computador. Ela não quer amor, ela não quer homens, ela não quer fámilia. Ela só quer ter um pouco de prazer na vida. A mulher vazia é livre e sólitaria. Muito bem cortejada, mas não quer se suja com homem nenhum. A mulher vazia escreve esse texto. A bem sucedida mas morta por dentro. Ela olha o computador e rir. Pega o gato novamente no colo. E sai com ele para ir dormi.