terça-feira, março 21, 2017

para lá [poema 133]

Entrei pelos teus olhos a sangrar
Entrei pelas sombras como se houvesse sol
a sangrar

Entrei fora das horas e do tempo
Entrei como se a noite fosse o dia
do tempo

O sangue não parava de jorrar
E de fazer nascer as flores
Pelo tempo fora, como se o sangue
Fosse vida para lá da vida

2 comentários:

Anónimo disse...

um lindo poema para pensar a cruz

Gui disse...

lindo este poema