sexta-feira, agosto 12, 2016

As famílias que não rezam

Numa reunião de pais de meninos que iam fazer a festa da Oração do Pai Nosso, estivemos a reflectir sobre o valor e importância da oração. Começámos por fazer um pequeno inquérito anónimo sobre aqueles que tinham por hábito rezar com os filhos em casa, fosse muito ou pouco. Constatou-se, no final do escrutínio, que mais de 50% não rezavam praticamente nada, e uns 20% rezavam muito pouco. Foram honestos os pais daqueles meninos, e chegámos juntos à conclusão de que a oração está ausente nas famílias de hoje, mesmo as famílias que se dizem cristãs ou que têm filhos na catequese. Alguns concluíram que tinham de alterar a percentagem. Outros, não sei. O que sei é que, como imaginava, as famílias dedicam muito pouco tempo das suas vidas a falar com Deus.

12 comentários:

Paula Ferrinho disse...

É verdade o que constataram... infelizmente é mesmo verdade... Porque será?

Anónimo disse...

Mas alguém reza hoje em dia?! E que sentido faz rezar se as pessoas não têm fé?! E para que serve a oração?! Que proveitos tem?!

Helen Nascimento disse...

Infelizmente é Vdd Padre
Eu por exemplo tenho o hábito de rezar antes de dormir e sei que devo rezar mais :(

Anónimo disse...

E o que é falar com deus? É debitar não sei quantas vezes seguidas ladaínhas que praticamente ninguém entende, menos ainda as crianças?!

E terá deus paciencia para ouvir tanta ladaínha?

Existem tantas formas de estar em comunhão com Deus sem ser através de orações pré fabricadas e missas chatas!

Confessionário disse...

16 agosto, 2016 11:58

Por acaso a paciência de Deus é sem limites... imagina se um marido ou uma esposa perdem a paciência porque a sua/seu amada/o lhe estiverem sempre a dizer "Eu amo-te"!

DE qiualquer modo, a oração em família não tem de ser com orações chatas. Pode ser com orações criadas no momento e autenctioas... Mesmo asssim, era bom que os pais ensinasssem aos filhos orações dessas "chatas"

Confessionário disse...

12 agosto, 2016 15:32

claro que se nao têm fé, não adianta rezar. Seria como dizer a uma pessoa que não se conhece que se ama! Mas tb se aprende a conhecer essa pessoa... e a tornar verdade essa palavra!

Os proveitos que se tem nao se conseguem medir... mas lá está, como no amor, que tb nao se conmsegue medir os proveitos... mas estão lá...

Helen Nascimento disse...

Concordo. É essencial que os pais catequizem seus filhos.

Anónimo disse...

Como pessoa que esteve no "lado de lá", de quem olhava para os altares com ar de total descrença, desdém por vezes, quando muitos padres erradamente me mandavam rezar, sem quererem ver que antes disso eu precisava de encontrar o "Objeto" dessa reza, para rezar eu tinha que rezar a alguém de quem algures me perdi. Acho que a pior coisa é pedir a um angostico para rezar, até pq o agnostico em regra ja procura algo (ao contrario do ateu que julgo ser feliz na sua descrença ou crença no material e racional).. Foi preciso uma aboradagem e um trabalho completamente diferente, que passou pela aceitação da minha descrença, e na certeza de que mesmo assim o Deus em que eu nao acreditava me amava como a um filho unico e com todas as minhas imperfeiçoes, ao contrario do perfecionismo dos meus filosofos existencialistas e racionalistas..
Voltei a Deus, mas de corpo inteiro e o meu rezar é falar com Ele como se fosse o meu melhor Amigo, muitas vezes agradecendo as alegrias que a vida me proporciona, pedidnod proteção para pobres, desprotegidos, todos que sofrem, mas outras vezes, num desespero incontido dizendo "Meu Deus perdoa, mas não sabes o que fazes".. repeti desesperadamente esta frase no dia da morte do meu querido primo deficiente e que me pareceu a "coisa" mais injusta e incompreensivel do mundo.. mas eu senti que Deus me oferecia o ombro e me enxugava as lagrimas, apesar da minha reza de desespero..
Outras vezes, a minha reza é so dizer "Perdoa Deus, mas já não sei rezar"

AgnosticaPortuguesa

Bruno disse...

Mas rezar é precisamente falar com Deus, como se fosse qualquer outra pessoa. Isso não significa que as orações "feitas" não sejam também importantes. Para dar um exemplo, é como se ao encontrarmos um amigo, decidíssemos não dizer "bom dia, obrigado, fica bem/até amanhã", apenas porque são saudações tipo (ou outras como "parabéns, as melhoras, etc.). Contudo, também não poderíamos fazer um diálogo cingindo-nos a essas expressões. Ficaria quase... vazio. Cada vez mais se promove, em especial junto das crianças, essa vertente da oração espontânea. E até um "hoje não vou rezar antes de me deitar, porque estou cansado", pode ser uma oração, porque nas entrelinhas estamos a dizer/pensar "não me esqueci de Ti, mas... não ia ser uma boa conversa, portanto fica para amanhã".

Se todas as pessoas rezassem como a AgnosticaPortuguesa... se calhar muita gente começava a ver Deus como o amigo que descreve.
Que consigamos perceber sempre que Deus nos acompanha,
Bruno

Anónimo disse...

Obrigada Bruno pela aceitação, pela compreensão. Posso parecer bizarra, mas no meu caso foi trabalhando a parte afetiva, que estava mt machucada, que um sábio de um sacerdote, já de idade e que se tornou o meu melhor Amigo vindo a falecer no ano passado, me trouxe de volta a Deus. Insistiu tanto na mensagem de que Deus me amava como a um filho único, que estava não só cmg no sofrimento como no meu sofrimento, era o meu melhor Amigo de todas as horas, o Amigo no combate a injustiça, proteção dos pobres, carentes de afeto, marginalizados, etc, que acabei 1º por simpatizar com a figura de Cristo (no qual incoerentemente, mm como agnóstica nunca tinha deixado de acreditar, mas revoltando-me contra o eventual Deus por o ter deixado sofrer)e depois começar a sentir Deus na minha vida como parte essencial e permanente dela. Sempre fui como descrevi, buscando a justiça, mas sem a presença de Deus torna-se mt estenuande. Mas não julguem que agnóstico à procura sofre mt, é inquieto, insatisfeito.. por isso quando nas igrejas se reza "peço-vos perdão pelos que não crê" as lagrimas correr-me, pq só eu sei como muitos deles sofrem como sofri à procura de algo que não aparece.. e por vezes dão cartas em temros de humanidade, justiça e bondade, porque enquanto não encontram esse "algo", vão tentando amenizar aquela sensação de vazio espalhado bondade e justiça...claro que nem todos o são, mas conheço mts há inha volta e peço a Deus não perdão pelos que não crêm, mas que lhes d~e força na sua busca e que um dia O encontrem..
Abraço!
AgnosticaPortuguesa
Abraço

Febe disse...

Mas como se pode separar a vida espiritual da vida diária..tudo faz parte de Deus...rezar é como respirar...Alguém com quem falamos sem sair de casa, sem ter roupa especial...falar a um Pai...a um Amigo...pq será tão difícil??

Anónimo disse...

Sim Febe, para mim rezar é isso, julgo que as pessoas complicam uma coisa que é tão simples, mas ao mesmo tempo tão exigente: rezar é amar, e amar exige de nós entrega, partilha, cuidados, atençaõ e escuta permanente e então no final do dia posso dizer ao meu Amigo Deus "Obrigada e dai-me forças"..
Doutras vezes o meu rezar é um baixar de braços e digo só "acho que não aguento mais querido Amigo.."
AgnosticaPortuguesa