sexta-feira, junho 06, 2014

Eu desejava que os padres fossem cada vez mais... [1]

A ultima sondagem proposta surgiu na sequência do acontecimento pascal com o objectivo de pensarmos a nossa morte e a forma como lidamos ou pensamos nela. Os resultados foram muito interessantes, e não farei considerações deles. Farei antes o desejo de que aos poucos cada um de nós vá procurando lidar com este assunto com a naturalidade, a tranquilidade e a esperança necessárias. Pelo menos isso!
 
Hoje surge nova sondagem, ou melhor, uma sequência de sondagens (daí a classificação "parte 1") para apurarmos um pouco que tipo de padres desejávamos ter nas nossas vidas e nas nossas caminhadas de fé. Não. Não é uma obcessão com o assunto. É apenas mais uma vontade de descobrir e abrir caminhos. A questão é colocada da seguinte forma:
Escolhe a opção que mais preferes
Parte 1: Eu desejava que os padres fossem cada vez mais...

30 comentários:

Anónimo disse...

Caríssimo Confessionário, pela análise da sondagem, neste momento, penso que nem precisa de prolongar mais a votação. Está mais que expressa a vontade de como gostaríamos como fossem os padres.
Sinto-me triste com o resultado, apesar de o meu voto também ter recaído na autenticidade. Pois se fosse só eu a ter essa opinião, acharia que eu estaria errada, assim, não pode ser a maioria a estar errada e sim uma lacuna que afinal talvez, ainda coloco possibilidade, exista mesmo por parte dos padres. O Santo Papa Francisco, sentir-se-ia triste com certeza, tal como a maioria de nós. Pois ele pede precisamente o contrário aos padres, infelizmente pelo que se vê, a maioria ignora ou é surdo ao seu pedido. cumprimentos

Anónimo disse...

gostaria que os Padres fossem mais Santos , mais humildes, pricipalmente menos materialistas... [dou exemplo]vivemos numa crise sem precedentes....em dezembro a poucos dias do natal , o Paroco da minha paroquia Que tem um ordenado dos mais altos dac diocese 1259 euros ..vive com a irma reformada do paço episcopal 600 euros Ele mesmo reformado com 380 euros ..dizia na homilia ...para que , tanta oisa com as reformas o governo as pessoas....eu vtenho de reforma 380 euros e não me queixo vivo..f.apeteceu-me intervir e mandalo calar fiquei interiormente a rogar pragas..quantas vezes durante o mes como atum um ovo e...porque realmente bateu o dezemprego em grande na minha familia e não so..um detes dias em trabalho foi numa carrinha com 4 Senhores Padres...falavam nas reformas juntamente com os ordenados..com as despesas ..as missas dos defundos..o dinheiro que o estado da a casa do clero....e eu caladinha...a pensar para mim [e os pobres meu Deus] falam anto no casamento dos padres a mim que os conheço tanto por dentro era preciso despozarem-se mais dos bens materiais imitarem Cristo na simplicidade..para dizer o que mais ainda hoje me custa ingolir é um padre que esteve a frente das Critas a volta de 30anos comprou um t4 para ele outro para a companheira de frente num dos citios mais caros da dita cidade um colega disse que a riqueza que ele tem dentodo dito andar é de bradar aos ceus ....

Anónimo disse...

Olá conf.,

Li o post, olhei para as respostas possíveis e não tive dúvidas... Cliquei imediatamente na autenticidade! Depois parei para pensar e coloquei-me a seguinte questão: Afinal quantos padres conheces tu para teres uma opinião formada e com tal rapidez? Conheço dois padres... Um, és tu. A tua escrita revela autenticidade, o anonimato estraga um bocadinho a coisa. O outro é o padre da minha paróquia, com quem já varias vezes troquei impressões e não me pareceu faltar-lhe a autenticidade.
e continuo a perguntar-me porque fui tão rápida responder? Como consigo opinar sobre uma classe que conheço tão pouco?

SL

Anónimo disse...

Lamento que tenhas transformado este espaço por onde entrei tantas vezes, num laboratório, e ainda por cima inútil, usando pessoas. que aqui chegam muitas vezes sedentos, sabes muito bem que de opiniões está o mundo cristão e não só, cheio, mas quando se trata de mudanças reais, a fuga começa logo por nós próprios! Já te confrontei uma vez aqui, com a questão da liberdade e se eras livre, recordas-te certamente! E qual foi o resultado, o mesmo que resulta agora nestas provetas das sondagens que nada mais são, do que formas subtis de entretermo-nos com a nossa consciência e a dos outros, arrastando as nossas vidas nesse jogo que nos desvia do essencial! (Já agora, reconheço que a sondagem numa coisa acertou, e os resultados estão à vista! Essa coisa da “autenticidade” é tramada)! Com ela, certamente magoamos e podemos até ser alvo de censura de outros, mas nunca esqueçamos uma coisa: podemos censurar vozes e opiniões, mas jamais conseguiremos censurar o nosso coração!

Anónimo disse...

08 Junho, 2014 11:47, a tua autenticidade é enorme. Por isso é que escreves de forma anónima. Confessionário, dá desconto, dá

Anónimo disse...

Anónimo de 08/06/2014. 11:47

O que dizes faz pensar. Ser autêntico é também dar a cara por aquilo que se é e em que se acredita, mas não obriga à revelação pública da nossa intimidade. E, não te esqueças, este espaço, por muito agradável que te seja, é um BLOG, não é a tua primeira, nem a tua segunda casa. Nem mesmo um porto de abrigo. Não é aqui que vais formar um círculo de amigos. E quem está do outro lado, seja quem faz os posts como quem os comenta, tem virtudes e defeitos tão graves como os teus e os meus. Deixa-te de ilusões. Estás no mundo da net! Não esperes demais, nem peças deste mundo virtual o que ele te não pode dar. Não te sintas magoado, nem manipulado. Abre os olhos e vive a vida real, mas é. Se queres mudanças, que tal começa-las por ti. Não é a ti que te podes realmente mudar?

Moçambicano disse...

Olá, Caro Amigo P.e "Confessionário";
Olá a Tod@s que por aqui passam.

Antes de mais, "dou a mão à palmatória", pois também eu escrevo sob pseudónimo.
Mas assim como bastantes Pessoas sabem quem é o "P.e Confessionário", também há bastantes Pessoas que sabem quem eu sou.
Tenho as minhas razões para agir assim (durante muitos anos não o fiz), e é um direito que me assiste, assim como assiste ao "P.e Confessionário".

E este direito tem a ver também com a Falta de Autenticidade que grassa no seio da "igreja" (escrevi com "i" minúsculo de propósito). Conforme eu já levei bastantes "facadas nas costas", também porventura o "P.e Confessionário" as terá levado, nomeadamente dos seus "pares" - e de Leig@s, obviamente.

Curiosamente, a Sondagem, que arrancou logo com um "pico" esmagador na opção "Mais autênticos", à hora a que escrevo ainda está a "0" na opção "Mais perfeitos". Assim sendo, já que NINGUÉM até agora exigiu aos Padres o Impossível para qualquer Ser Humano - a PERFEIÇÃO -, não me parece que estejamos perante uma "sanha anti-Clero"...

Caro Amigo Anónimo de "08 Junho, 2014 11:47": Desculpe discordar de si, mas, nomeadamente esta Sondagem, aqui no "recato" do Confessionário, parece-me útil.
Confio muito mais nestes resultados do que naqueles de "Sondagens encomendadas", em que os dados mais polémicos são omissos ou "retocados" ("A Estatística é a arte de torturar os números para eles dizerem aquilo que nós queremos"), para agradar ao "Chefe", ou para "assobiar para o lado", fazendo de conta que "o Rei não vai nú".

Obviamente, após esta Sondagem, seria interessante elaborar uma outra, exactamente com as mesmas opções, mas onde em vez de "Padres", "Religiosos/as (Consagrad@s)", "Bispos" (ui!), "Cardeais" (pelo que se tem visto, dois uis, no mínimo!), ou até "Papa" (até ver, tem o meu voto de confiança), estivesse "Católic@s" (sim, deixemos de confundir "Católic@s" com "Cristãos", o II.º Concílio do Vaticano já foi há 50 anos... já houve tempo para perceber...).

Depois podemos fazer outra para "Cristãos em geral", como é óbvio.
Já agora, quer na Sondagem d@s "Católic@s", quer nesta segunda, talvez não fosse má ideia colocar uma "opção extra" - "Mais Unid@s".

Um forte Abraço para Tod@s.
E Votem!

Moçambicano

Moçambicano disse...

"Oh Pai, como Tu e eu somos Um,
que eles sejam Um em Nós.".

A "pequena diferença" entre o Nazareno e a maioria de nós é que aquele Homem, imbuído até ao tutano pelo Espírito Santo (= Amor a Deus e aos Irmãos), tinha uma ENORME Confiança em Deus, a quem chamava, atrevida e escandalosamente (e por isso foi crucificado) PAIZINHO.
A Confiança alimentava o Amor oblativo, e este "retroalimentava" a Confiança, num Caminho que só terminou na Cruz, entre um desesperado "Meu Deus, porque me abandonaste?", e um radicalmente confiante "Pai, nas Tuas mãos entrego o meu espírito", levando Consigo o "Bom" Ladrão.

Eu pecador me confesso... perante esta "abismável" Humanidade de Jesus.

Moçambicano

Confessionário disse...

08 Junho, 2014 11:47

Agradeço o comentário que me levou a reflectir.

Quanto ao ser livre, recordo que na altura respondi que infelizmente não me sentia livre. Pelo menos não me sentia livre como acho que deveria ser. Aliás, é isso mesmo que mais admiro no papa Francisco. Tb não sei se algum dia conseguirei sê-lo.

Quanto às sondagens, no ano em que o blogue começou, 2006, foram postadas 7; todos os anos foram postadas variadas sondagens (em 2010 por ex, foram 8; e em 2011, foram postadas 9). Portanto, não são uma transformação de “hoje”.

Gosto de saber e imaginar que muitos dos que vêm a este espaço o fazem sedentos, e espero grandemente que levem alguma coisa daqui. Acredito ainda que podem levar muito mais do que aquilo que eu possa dar, pois aquilo que eu posso dar e que partilho será sempre muito pouco (embora cheio de boa vontade). Desejo também que isso nunca deixe de acontecer por causa de umas sondagens que aqui coloque.

Fico triste ao pensar na ideia de que poderia estar a usar as pessoas que aqui vêm ler. Fico aliviado ao dar conta que essas supostas pessoas que poderia estar a usar, votam de forma livre, não só nas respostas que escolhem, mas na opção de poderem votar ou não.

Este blogue tem como objectivo servir as pessoas que o vêm ler, mas servir tb quem o escreve. Eu tenho aprendido imenso, e crescido imenso com a ajuda deste espaço (com o que medito ao escrever, com a assimilação de vida que faço ao coloca-la em palavras; pelos comentários que leio – inclusive este que foi escrito às 11:47 - , pelas opiniões que surgem das sondagens, e muito mais…). As próximas sondagens, similares a esta, ajudar-me-ão, espero eu, a descobrir o que as pessoas acham ser essencial e mais importante nos padres de hoje, e assim espero ser ajudado igual e humildemente eu. Por isso aceito o comentário, não como implicância, mas como auxílio.

Tentarei ser mais autêntico, embora faça votos de que ser autêntico não me obrigue a deixar de ser quem e como sou, pois nessa ocasião deixaria, obviamente, de ser autêntico. E em conclusão, não vou deixar de postar sondagens, pois ao fazê-lo, estaria, tal como afirmei, a deixar de ser quem sou.

Se transformei este espaço num laboratório, então darei graças a Deus, porque já lá dizia o Santo João Paulo II, precisamos de mais laboratórios de fé.

Ana Melo disse...

“Sede Santos”, os padres e os outros (nós) também. Sejamos alegria, e paz, na vida dos outros. Tentemos!! sempre, a toda a hora, pelo menos!

PR disse...

Confessionario,

"Este blogue tem como objectivo servir as pessoas que o vêm ler, mas servir tb quem o escreve."

Acho que já tive a oportunidade de lhe dizer que este é um espaço onde todos se podem encontrar como se pode ler no inicio.

Esse encontro não pode ser "usado" para alterar o que quer que seja no local de encontro, é respeito.

Portanto respeitemos este espaço enquanto expressão da "interioridade" do padre que o subscreve.


PR disse...

Mais um pormenor importantíssimo (para mim):
"E em conclusão, não vou deixar de postar sondagens, pois ao fazê-lo, estaria, tal como afirmei, a deixar de ser quem sou." E se alguma vez permitir que isso aconteça, atrevo-me a afirmar que "tu" único morrerás.

Se deixarmos de ser quem somos perdemos o que de melhor há em nós, a autenticidade de quem muitos falam... e poucos respeitam.

Que cada um de nós seja capaz de reconhecer e respeitar essa autenticidade genuína no outro sem pretensões de lhe acrescentar ou retirar o que quer que seja.
Essa é uma tarefa individual, além de que a "palavra" não se impõe oferece-se.

Desculpem se fui inconveniente para alguém com as minhas observações.


Anónimo disse...

Ó PR...!!!

A mim quer-me parecer que ninguém aqui faltou ao respeito a ninguém. A ti pareceu-te? Ser autêntico, não passa por entoar constantemente améns e aleluias. A mim apenas me pareceu que alguém tem vontade de mudar este blog, para algo melhor, na sua perspectiva. Pode-se criticar autenticamente. A critica traz associada uma vontade de mudança. Se se desejasse que ficasse tudo na mesma, não se criticava. Até se pode criticar a falta de autenticidade, vê lá tu. A critica é uma manifestação de liberdade, quando não assenta no criticar por criticar. Podes é não concordar com a critica, o que é um direito teu, mas aprende a respeitar também a "interioridade" de quem comenta criticando. Afinal, o que seria deste blog sem comentadores? De comentadores autênticos, em vez de autênticos comentadores? Deixa que cada um revele aqui o que lhe vai na alma, com isso não se rouba, nem se conspurca o espaço de ninguém. Nas divergências não se vai também ao encontro? Às vezes até mais rapidamente. E um pormenor gigantesco para mim: não foste nada inconveniente com as tuas observações!

Moçambicano disse...

Olá a Tod@s.

Desculpem-me o atrevimento, mas será que não estamos a desviar-nos do Essencial?

O nosso Amigo P.e "Confessionário" já assumiu publicamente - e quem sou eu para não acreditar nele -, relativamente a esta questão das Sondagens e outras "estratégias" fins, que "mais do que uma sociologia procura uma Humanidade ou um Humanismo"... (acho isso mais consentâneo com um Presbítero - que antes de o ser foi Diácono -, seguidor de Cristo, do que preocupar-se com o "sexo d@s anj@s "). E que mais do que "nos utilizar", pretende "ajudar-nos a reflectir naquilo que é também para ele uma reflexão constante!" (adaptação de palavras suas).

Pessoalmente, preocupa-me a "evolução" da Sondagem. É que na Sociologia também há os "Votos espontâneos" e os "Votos por arrasto", ou "por reacção"... (as chamadas "vagas").
Numa fase inicial, colocou-se o enfoque na Autenticidade, na Exigência (que tem de ser antes de mais para nós mesmos) e na Cultura.
Depois - e por aí não "vai o gato às filhoses" -, apelou-se para a Compreensão - que também pode ser sinónimo de Compaixão.

Nesta fase actual, estamos numa de Santidade... Já deram conta que @s verdadeir@s Sant@s são rar@s? Já deram conta quão subjectivos são os critérios para considerarmos alguém Sant@ (e logo num Padre)? Já deram conta do enorme peso que damos à "moral privada" (cuja verdade só Deus conhece), e o quanto relativizamos a "moral social", apesar de até termos uma "Doutrina Social da Igreja"?

Os 2% da opção "mais cultos" também me preocupam. Isto faz-me lembrar aquelas palavras que OUVI a um Responsável de um Movimento muito na voga: "A grande causa de muitos Padres e muitas Freiras terem abandonado a Vida Consagrada, após o Concílio Vaticano II, foi o terem tirado cursos superiores.".
Esta "tirada", que pode ser ouvida por qualquer Pessoa que frequente as "Catequeses" desse Movimento, dispensa comentários.
O que é importante é saber o que se entende por Cultura.
Posso ter um Doutoramento (ou até um "Pós-Doc")e ser uma "besta"...
Mas se para além da Sagrada Escritura, da Liturgia, da Filosofia e da Teologia,..., me derem - ou eu adquirir -, uma sólida formação Humanista (com "aulas práticas") e Espiritual (de preferência daquelas Espiritualidades de "meter a mão na massa" - não quis dizer "ma$$a", como é óbvio), essa Cultura holística em nada impedirá o meu "crescimento" como Cristão - seja Padre, Consagrad@ ou simplesmente Leig@.

Um forte abraço para Tod@s.

Moçambicano

PR disse...

Ó Anónimo de 12 Junho, 2014 15:40
A "critica construtiva" dispensa mais palavras.
Cada um pode revelar livremente o que lhe vai na alma... Não pode é sob esse pretexto querer definir regras para um espaço que na origem não lhe pertence.
Não sou muito boa a explicar-me.
O que seria deste blog sem comentadores, perguntas tu? Não faço ideia... sem dúvida seria diferente, nem melhor nem pior apenas diferente.
"De comentadores autênticos, em vez de autênticos comentadores"
Grandiosa esta tua afirmação.
Pessoalmente abomino "autênticos comentadores".
É pelas divergências que se vai ao encontro. Caso contrário iríamos lado a lado.
Para finalizar "adorei" este teu remate final "E um pormenor gigantesco para mim: não foste nada inconveniente com as tuas observações!"
Obrigada pela sinceridade.
PR

Anónimo disse...

PR....

Uma coisa é certa, sem comentários este blog não seria um blog... podia ser talvez um site... e nós não estaríamos aqui numa amena troca de impressões à margem do assunto em discussão... e eu certamente nunca saberia que algures por aí existe um/uma PR... perder-se-ia toda a interactividade, não é assim? Não será esta um dos principais objectivos do blog?
Vá, fica bem.

Anónimo disse...

Moçambicano

Podes ter um doutoramento e ser uma besta. E podes também ser uma autêntica besta. Não te estou a chamar besta. Longe disso. Aprecio muito os teus comentários (bem, alguns são bestiais...). Quero com isto apenas dizer, que uma pessoa pode ser intragável e ainda assim autêntica. Eu votei na autenticidade, mas sei que esta opção tem as suas limitações. A santidade, por sua vez, coloca o foco nas qualidades pessoais do indivíduo. E se os santos são raros, podemos tentar fazer da nossa vida um caminho de santidade...

Quanto às sondagens aqui postadas... já te ocorreu que a mesma pessoa pode votar várias vezes na mesma opção, ou mesmo em opções diferentes...? E que a revelação dos resultados da sondagem antes do seu encerramento, assim como a dos comentários dos votantes é susceptível de determinar muitas intenções de voto??? Ainda ssim confias mais nestas sondagens do que em outras, feitas com outro rigor... Não sei não... Eu cá nem sei se lhes posso atribuir algum valor ainda que meramente indicativo...

Abraço

Confessionário disse...

13 Junho, 2014 18:27

Por norma, e em princípio, o programa não permite mais do que uma votação, a não ser que seja em ips diferentes.
O saber-se como está a votação pode, de facto, condicionar... Mas será que as pessoas fazem a escolha dependendo das escolhas dos outros?! Acredito que possa acontecer, mas é estranho.
De qualquer forma, estas sondagens valem o que valem e será sempre muito pouco. Mas para mim valem. E só por isso já vale a pena. E tenho pena que a preocupação de algumas pessoas seja haver uma sondagem ou não, quando há tanta coisa para reflectir e opinar, até sobre o assunto proposto na sondagem.
Cumprimentos

Moçambicano disse...

Caro Amigo "Anónimo de 13 Junho, 2014 18:27":
- Muito Obrigado pelo Contributo.
Lá está, como Alguém aqui escreveu, "da diversidade se faz o Encontro".
E depois vamos Caminhando. Nem um/a à frente, nem o/a Outr@ atrás. Lado a Lado. Encontrando-nos, desencontrando-nos e re-Encontrando-nos... como penso seja a Relação com esse Mistério a que chamamos Deus.
Eu não disse que confiava mais nesta Sondagem do que noutras, feitas com outro RIGOR... Vai-me desculpar, mas tenho um mínimo de formação em Inquéritos e Tratamentos de Dados Estatísticos.
Numa Sondagem e num Tratamento de Dados efectuados com rigor, não se ignoram dados, a menos que sejam "outliers". Podemos não gostar das Conclusões, podemos inclusive chegar à conclusão que estávamos ERRADOS nas nossas Hipóteses... mas se os Testes foram bem escolhidos (atenção aos Pressupostos)e bem executados, "os números não mentem". E aquilo que eu disse (com conhecimento de causa) é que às vezes se faz de conta que certos "números incómodos" não existem...
Tem razão, uma Pessoa pode ser intragável e ainda assim ser autêntica. Se calhar, é menos perigosa do que alguns/mas "santinh@s" que, na realidade, adoram dar "facadinhas nas costas" até aos seus "Pares" (e não me estou apenas a referir a "facadas matrimoniais").
Mas sabe, quando penso em Padres, tenho o "vício" de pensar em Pastores de Comunidades... e não me parece muito "Evangelizador" colocar à frente de uma "comunidade incipiente/tremelicante" uma Pessoa Intragável... Desgraçado do Colega que depois o venha substituir. Ai tem de ser Santo, tem! (e olhe que me estou a lembrar dum caso concreto...).
Ora está a ver como não tenho nada contra a Santidade dos Padres?
Só não desejo é que "Santidade" rime com "Infelicidade"... E sei por experiência própria, que ainda há muita influência desse "conceito" na Formação dos Padres/ das Pessoas que cresçam em "ambientes clericais".
E agora pronto, pode chamar-me "besta" à vontade... Eheheheh
Como bem disse Alguém: "Deus é Humor".

Espero que aceite um forte Abraço.

Moçambicano

Moçambicano disse...

Caro Amigo P.e Confessionário:

"(...) há tanta coisa para reflectir e opinar, até sobre o assunto proposto na sondagem.".

Plenamente de acordo.

Um forte Abraço.

Moçambicano

Moçambicano disse...

Ainda sobre a Santidade:

Na Igreja primeva, a Confissão dos Pecados era Pública.
Tal como ainda se faz p. ex. em algumas Tribos Africanas, a Gravidade do Pecado e da Pena para o expiar eram também determinadas publicamente - e a Expiação cumprida "à vista de Tod@s". E a Comunidade re-Acolhia o Pecador.

Ou seja, no Cristianismo Jesuânico, a Santidade era do foro "público" (depois, fomo-la "privatizando"...).
Assim, como a "Santidade" de Alguém, nomeadamente de um Padre, também está na proporção inversa da gravidade dos "Pecados" que as Ovelhas do seu Rebanho lhe reconheçam, não sei se repararam na interessante ordenação crescente de gravidade de "Pecados" dos Padres que o Papa Francisco enunciou bem explicita e humoradamente, na Entrevista a Henrique Cymermam, transmitida ontem, 13 de Junho, na SIC e na SIC Notícias.
Quem não viu, procure na Net, vale a pena. "Ex Catedra" (por acaso o Papa estava sentado numa cadeira)... Eheheheh

Um forte Abraço.

Moçambicano

Anónimo disse...

Confessionário,

Eu estranho que a ti te pareça estranho que possamos exercer influência uns sobre os outros com os nossos votos e comentários. Porque razão é que os resultados eleitorais apenas podem ser divulgados após o fecho de todas as urnas? E porque razão é que na maioria dos países está previsto um período de reflexão em que é proibida a realização de campanha eleitoral? E porque razão está proibida a divulgação dos resultados das sondagens na véspera e no dia da realização do acto eleitoral? E porque é que o voto é secreto? E porque razão há campanha eleitoral…? É claro que as sondagens aqui colocadas não são comparáveis aos actos eleitorais, nem os comentários efectuados as campanhas, nem mesmo a ausência de comentários sobre o assunto proposto na sondagem à abstenção… mas ainda assim é possível estabelecer entre ambas as situações um paralelo de reflexão. As sondagens, mais ou menos bem feitas, valem o que valem. Os seus resultados finais idem. Se há ou não sondagem para mim não é muito relevante, pois não lhe atribuo tanta importância como tu. Tenho uma certa curiosidade pelos resultados. Como uma inquirição à mesa de um café. E, na verdade, até me sinto livre para ser positivamente influenciada. Como me senti livre para votar. Pelo menos aqui, não temos que recorrer ao voto útil. Tens razão, o mais importante nas sondagens é a reflexão sobre o assunto proposto na sondagem e eventualmente a sua partilha. Mais do que a reflexão e partilha sobre outros assuntos acerca dos quais não fomos sondados.

Cumprimentos

Paula disse...

Devo dizer que foi das votações que mais me fez rezar e procurar a minha resposta. Respondi autênticos não algo pessoal e direto para si. Mas no geral porque concordo que somos comunidade e que só sendo comunidade a igreja faz sentido. Acho que não podemos esquecer-nos que somos sacerdotes, reis e profetas o batismo e cada um de nós pode e deve ser papel ativo nesta comunidade que só funciona no seu todo.
O desafio do Padre é o mais complicado. E acho que o mais importante é utilizar todos os ensinamentos e tudo o que aprendeu de forma autentica, à sua forma.

Contudo tenho plena noção que existe uma resposta certa cada padre terá a sua. Tal como todos temos defeitos e aspectos a evoluir.

Abraço,
Paula Sousa

Anónimo disse...

Moçambicano,

Quando penso em santidade, não costumo pôr os pecados ao barulho. Vejo a santidade como uma vontade, mais ou menos conseguida, de imitação de Cristo e fico-me por aí. Percorrer um caminho de santidade não é o mesmo que ter uma vida imaculada!
Não vi a entrevista, mas gostava. Sabes qual é o endereço electrónico? Disponibiliza aqui, s.f.f.
E agora diz-me, como é que poderia chamar besta a uma ovelhinha do rebanho?! Conheces algum animalzito mais queriducho e enternecedor?

Abraço

Anónimo disse...

resposta a Sl ...... 8 junho o, 40 a pessoas que sabem demais porque vivem por denrto a trabalharem com os padres em casas paroquiais seminarios

Anónimo disse...

escolhi: Santos. Quem é santo é sempre autêntico, vive em conversão permanente, assume as suas fragilidades/pecados, procura caminhar humildemente com Deus.

Moçambicano disse...

Car@ Anónim@ de "15 Junho, 2014 23:57":
"Há pessoas que sabem demais porque vivem por dentro a trabalharem com os padres em casas paroquiais seminarios".
É verdade. Garanto-lhe que por vezes é preciso ter uma Fé profunda para "sobreviver" a alguns desses "ambientes".
Mas seria injusto ignorar tanta Gente Boa, que como diz @ Anónim@ de "15 Junho, 2014 21:47", procura, com os seus limites e falhas, percorrer um caminho de Santidade/Humanidade,"(...) como uma vontade, mais ou menos conseguida, de imitação de Cristo (...)". Tal como muit@s Leig@s.
Uma das Pessoas que "sabe demais" é o Papa Francisco.
E estou certo de que Ele é um Estímulo para Tod@s quant@s, desde logo Padres, Consagrad@s,..., têm procurado - acarretando com as consequências -, ser "Testemunhas credíveis" de Jesus. É que essa postura é, muitas vezes, "eclesialmente incorrecta" (não em termos teológicos, mas sim "corporativos").
E é por isso que eu peço ao Deus que espero exista (não apenas como "a "Energia"...), que proteja o Papa Francisco, desde logo dos "lobos disfarçados de cordeiros" (o Papa Emérito Bento XVI chamou-lhes "javalis"), e lhe permita guiar-nos no seu Sonho de uma Igreja Re-nascida no Espírito!
Amen. (que nós entretanto lhe façamos sentir o nosso apoio de "bases"...)

Um forte Abraço.

Moçambicano

Moçambicano disse...

Caro Anónimo de "15 Junho, 2014 21:47":
"Vejo a santidade como uma vontade, mais ou menos conseguida, de imitação de Cristo e fico-me por aí. Percorrer um caminho de santidade não é o mesmo que ter uma vida imaculada!".
Colocada a Santidade nesses termos, nada a obstar.
Eu só coloquei "os pecados ao barulho", porque concordo plenamente com a afirmação de Johann Baptista Metz (2007): "Temos de passar da Teologia do Pecado para a Teologia da Compaixão!".
Parece-me de facto muito mais Jesuânica, esta atitude.
"Sou um pobre pecador, sobre o qual um dia Deus se dignou lançar o seu olhar" (Papa Francisco).

Bom, e Obrigado pela "apreciação simpática". Na maior parte das vezes, é-me sobretudo apontada a "acidez"... ou a "lunaticidade". Eheheheh

Retribuo o Abraço.

Moçambicano

Moçambicano disse...

Caro Amigo Anónimo de "15 Junho, 2014 21:47":

Mil perdões por não ter colocado um dos "links" onde se pode ver e ouvir na íntegra a Entrevista do Papa a Henrique Cymermam:

http://www.aleteia.org/pt/religiao/video/entrevista-com-papa-francisco-5905952838516736

Outro forte Abraço para Si, para o nosso Amigo P.e "Confessionário", e para Tod@s que por aqui passam.

Moçambicano

Anónimo disse...



Moçambicano,

Já vi a entrevista e gostei.

obrigada