segunda-feira, agosto 05, 2013

Os padres também se confessam

Quando entrei no confessionário, penso que no número cinco da fileira de confessionários do Santuário de Fátima, não sabia o que esperar. Há sempre aquela expectativa. Que rosto estará do outro lado do confessionário! Já me aconteceu aproveitar a passagem por Fátima para me confessar, e sair de lá com a sensação de que o colega foi mais juiz que instrumento do perdão, e com a nítida sensação de que me faltava ainda a graça de Deus. Numa dessas ocasiões fiz o meu exame de consciência de confessor e prometi a mim mesmo nunca julgar ninguém na confissão. Ao abeirar-me do confessionário quero apenas pensar na misericórdia de Deus. Não quero pensar quem será o meu confessor. Mas penso. E creio que deve acontecer o mesmo com todos os que se abeiram de um padre para se confessarem. Como me vai acolher este padre. Como me vai olhar. Que irá pensar de mim, das minhas fragilidades, do peso dos meus pecados. Irá aliviar-me ou ainda me fará sentir mais pecador. Sairei de lá com a graça ou com a desgraça de Deus. E ocorrem-me também estas perguntas todas. Porque com o saco dos pecados aos ombros, não há sotaina ou batina que faça diferença. Ou que lhe retire peso.
Entrei e o colega recebeu-me com um português meio arranhado. Cheguei a pensar que estava safo. Informei que era padre. Abri o meu coração. O colega era muito acolhedor. Reparei no pormenor do terço na mão. Agarrava nele, sem o rezar. Ouviu-me, e afinal entendeu-me. O que conta na confissão somos nós e Deus. O padre é apenas a ponte de misericórdia de Deus. Mas este colega surpreendeu-me. Não me julgou nunca. Já há bastante tempo que não me confessava. Às vezes, nós padres, deixamo-nos andar. Também para nós nem sempre é fácil encontrar o colega que nos ouça em confissão. Aqueles que nos estão mais próximos e que nos conhecem e que até nos ouvem nos nossos desabafos, nem sempre são aqueles que escolhemos para entregar o saco dos pecados. E o meu colega confessor lembrou-me aquela frase do Papa Francisco que dizia algo mais ou menos do tipo “Deus nunca se cansa de nos perdoar; nós é que nos cansamos de lhe pedir perdão”. Quantas vezes eu não lera já essa frase. Mas dita naquele momento e por aquele colega confessor, abriu em mim algo que não consigo explicar. Falo tantas vezes do perdão de Deus para os que me escutam, que acabo por esquecer de perceber o perdão de Deus em e para mim. No final da confissão, saí mais vazio e mais cheio, na certeza e vontade de me confessar mais vezes.

35 comentários:

Jose Tomaz Mello Breyner disse...

Mas que texto tão bonito Senhor Padre, gostei muito, a Confissão é isto mesmo

joaquim disse...

Meu amigo, apenas um enorme obrigado por este texto!

Deus te abençoe sempre.

Um grande e amigo abraço

Anónimo disse...

Obrigada, padre.
Que bom que alguém do outro lado consegue pôr-se deste lado e entender.

Anónimo disse...

Boa tarde!
"Os padres também se confessam" fez-me lembrar de uma outra mensagem "Os padres também amam".
Creio que por serem homens como todos os homens (homem no sentido universal de Ser completo) têm necessidade de se confessar, de amar de odiar etc.
"Não quero pensar quem será o meu confessor", gostava de por isto em prática, no entanto tenho pavor de me deparar com um daqueles confessores juízes trágicos que ainda que nos facultem a absolvição já pincelaram as palavras com sabor de condenação.
Acho que pecado é tudo o que afasta o nosso coração de Deus, e não propriamente os nossos actos humanos se bem que serão esses actos que por vezes nos levam a esse afastamento.
A última vez que me confessei não foi lá muito agradável, o confessor homem aparentando quarenta e mais alguns, espevitado quanto baste, resmungão na mesma medida, já estaria cansado, só pode, porque quase que não me ouviu, falou como se fosse sabedor da verdade universal e como se ele próprio não tivesse os seus momentos longe de Deus. Falou como se eu fosse uma miserável criatura que nem o Amor de Deus conseguia ver... em nenhum momento me questionou sobre o que realmente me magoava e fazia com que eu não conseguisse ver e sentir Deus na minha vida. Eu tremia e as lágrimas já caíam pela cara abaixo e não disfarcei, quando ele me disse que "Se você não consegue ver o amor de Deus é porque não é amada..." estava a dizê-lo num tom de voz que soava entre a crueldade e o desprezo.
Levantei-me e saí...
O que me dói é não ter trazido comigo a certeza pronunciada pela boca do confessor de que independentemente de alguém sobre a face da terra me amar ELE ME AMA.
Saí de lá com a sensação que nunca mais me abeiraria de um confessionario.
Até la só Deus sabe o que virá.
Pr

Teresa disse...

Vê sr. padre!!
Custa, não é?! lol
É por estas e por outras que eu tenho por hábito dizer, que todos nesta vida devíamos passar pelas mesmas experiências e vivências, pois dessa forma compreenderíamos melhor o lugar do outro...
Gostei mt do texto :)
Bjs

Anónimo disse...

Boa noite!

Muito obrigada por todas mensagens que publica.
Fico encantada como escreve e como é frontal, direto e surpreendente...
Ah! Como seria bom... o padre cá da paroquia ser assim!
O ultimo comentario (Pr) levanta uma grande questão: "Os padres tambem amam". Pergunto eu amam?
Nao quero ser inconveniente e nao "fujir" ao tema, mas fiquei a pensar na frase.

Os meus sinceros cumprimentos

Anónimo disse...

Gostava de encontrar esse padre :) Já estive perto de um, mas não consegui esvaziar o saco todo.Perguntei-me depois, será um caminho que tenho que fazer para conseguir ou apenas pequei muito mais e tornei-me uma maior pecadora? Quando deixei os "braços" daquele padre senti-me aliviada, depois passados uns momentos muito mais pesada porque percebi que meias verdades, não são verdades.Haviam falhas que me esqueci, outras que não consegui pronunciar.
Deus não se cansa de nos perdoar e aguardar-nos pacientemente, acredito. Não sei é se alguma vez vou encontrar um tal padre...rezo para que assim seja

JS disse...

Um ponto interessante: o Confessionário fala daquela "expectativa"; eu completaria com "ansiedade". Parecendo que não, é uma das razões que afasta gente das confissões: o que se fica a magicar no tempo que antecede a confissão. Será que vou encontrar um bom padre? Como é que me vai receber? O que é que me vai perguntar? O que é que me vai dizer?...

Claro que esse tipo de questões/sensações surge também noutros momentos e circunstâncias: às portas de um exame, por ocasião de um internamento, etc. (Embora, nesses casos, talvez com menos foco na pessoa que se vai apanhar pela frente.) Para uns, nada de especial, sobretudo quando a situação se tornou rotineira. Mas para outros... Há sempre pessoas afectadas por más experiências; assim como há aquelas um pouco dadas ao pânico ou ao pessimismo. E fogem. Ou nem aparecem. Ou, se se aguentam, é com algum sofrimento interior.

Por isso vejo vantagem em que os padres confessem "ao ar livre", junto de um simples genuflexório. Dá às pessoas que esperam a possibilidade de observar algumas expressões corporais do sacerdote, e a forma como interage com o penitente. Pode ser uma boa ajuda para se perceber que tipo de confessor nos espera. Pode tranquilizar-nos, ou até animar-nos. Para além de ser uma distracção (que, no caso de gente mais ansiosa, é bem-vinda).

Anónimo disse...

"O ultimo comentario (Pr) levanta uma grande questão: "Os padres também amam"."
Não fui eu que levantei a questão.
Foi uma publicação feita aqui neste blog.
É uma questão com uma resposta muito simples.
Sim os padres também amam, disto eu não tenho dúvida alguma.
Amam em todas as direcções, (a todos), amam também numa só direcção... a igreja católica romana, por enquanto, não lhes dá a possibilidade de viver esse amor "convergente" de uma forma livre... mas eles têm, tal como qualquer leigo, uma grande capacidade de amar, grande sensibilidade para o demonstrar e uma forma muito nobre de o viver.
Isto, como é lógico, não se aplica a todos, como em todas as profissões e formas de viver há bom e mau.
Confessionário, permita-me deixar aqui um escrito acerca do AMOR.
Não ficarei magoada se não o publicar.

SENHOR!!!
Como te digo eu que te quero tanto bem?
Impossível.
Não falo, sinto.

Se disser que te amo
Estarei a dizer que não posso viver sem ti.
Uma condição que limita
Não quero limitar-te
Tu não és limitado
Não falo, sinto
E só o meu coração sabe
O quanto eu GOSTO DE TI
GOSTO MUITO DE TI!
Mesmo muito.
Desculpa,
Perdoa,
Perdoa-me este querer, este sentir
Perdoa esta necessidade maior
De sentir o teu olhar
Perdoa-me por favor
Perdoa este AMOR.
Preciso de ti.
Preciso amar-te
Necessito gostar de ti
E é o meu coração que afirma sentindo,
GOSTO DE TI ATÉ AO AMOR .
TU és o AMOR.
Que eu permaneça fiel neste sentir.
Em silêncio...
É este doce sentir silencioso e desconhecido
Que enche os meus dias de sentido e magia.
Pela manhã falo Contigo,
À noite,
Durmo abraçada a ti.
AMOR!

Filha de Maria disse...

Pois é!

Já encontrei um pouco de tudo... mas com o tempo, fui percebendo e experimentando, que é a Graça de Deus que opera por intermédio do Padre, seja ele quem for... julgue-me ou não.

Sempre que julgamos, julgamos mal, pois só vemos um lado, é a nossa limitação!

Quando sinto que não venho tão leve, ou me sinto até mesmo incomodada, porque me senti julgada, rezo pelo padre, para que seja mais como Cristo.

Gostei da sua partilha.

Anónimo disse...

Um texto bem bonito como todos so q por aqui são publicados. frequentemente visito o seu cantinho e emociono-me com a sensibilidade q transmite nos seus textos. Há muitos anos que n me confesso. A Igreja n me deixa aceder a este sacramento mas lembro-me de pensar o mesmo qdo o podia fazer e muitas vezes encontrei juizes em vez de alguem acolhedor que compreendess minhas fragilidades e me apontasse o caminho.Há de tudo. neste meu caminho de reencontro c Jesus e sebendo q me era vedado este sacramento, um dia na quaresma abeirei-me de um padre para me confessar ou antes para conversar e desabafar. Quando lhe disse qual era a minha situação face à Igreja a primeira coisa q me disse foi: menina, não se brinca com os sacramentos. ao ouvir isto as lágrimas escorreram e a minha vontade foi virar-lhe as costas e responder-lhe na mesma medida mas contive-me com a graça de Deus. Depois de lhe explicar que n estava ali p brincar mas numa atitude mto seria a conversa acabou por ser proveitosa e sai de lá de alma lavada e senti a compaixão de jesus em meu coração apesar de o sacerdote n me dar a absolvição, o q eu já sabia q iria acontecer.Ma mesmo assim senti minha alma aquietada o q naquela altura foi mto importante e senti que apesar de ser dificil de remar contra a corrente vale a pena porque é qdo O sentimos mais perto. E como diz o Papa Francisco n há que ter medo de ir contra a corrente é preciso coragem, ousadia e confiança que só Ele perdoa, que só Ele se compadece e se faz presente nos corações arrependidos. De regresso a casa chorei o caminho todo e ainda era longo mas foram lágrimas que lavaram, purificaram e me continuaram a dar vontade de continuar a ser cristã praticante embora numa situação dita irregular.
bem haja padre por tudo o que vai escrevendo por aqui e que mostra que tb os padres são como as outras pessoas. Ainda bem....

Ruth Bassi disse...

Padre,
O teu texto emociona e mostra bem o que cada um de nós poderá sentir ao abeirar-se do confessor.
Embora o sacerdote seja apenas uma "ponte" para Deus a nossa fragilidade humana necessita de compreensão e palavras amigas, o que nem sempre acontece. Antigamente as confissões eram realizadas em confessionários imponentes e algo claustrofóbicos mas, à margem do CVII, passaram a ser feitas frente a frente ou até em privado.Penso que os fiéis deveriam poder optar, de acordo com a sua própria maneira de ser não esquecendo que, nalguns casos, será mais confortável uma situação de anonimato.
O certo, porém, é que a possibilidade de um confessor habitual trará maior confiança
e será mais frutuosa.
Beijinho
Ruth

Anónimo disse...

Há padres que confessam a ler, padres ansiosos por pormenores, padres que dão raspanetes, padres juízes, padres vulneráveis, padres curiosos, padres cassete, padres sem empatia, padres impacientes, padres sem tempo, padres autoritários, padres arrogantes, padres sombrios, padres onde há luz e padres onde há escuridão. Padres mais santos, padres menos santos, nunca sei o que me vai calhar… Gostei do seu bonito exercício de interiorização, tornarmo-nos o que muitas vezes não encontramos nos outros.
Ah os padres, coitados afinal, também são vítimas da sua humanidade. Muitos estão fartos de ouvir os mesmos pecados, as mesmas histórias, ver as mesmas pessoas nos confessionários e criam uma dessensibilização. Cada confissão não é tratada como uma situação única e nova como deveria ser, é vista como uma repetição quase desnecessária. A mesma coisa acontece quanto aos seus pecados. Muitos estão quase como anestesiados.
Uma pergunta: pode um padre confessar uma mulher com quem mantém uma relação e ainda em qualquer local, exp.: carro, rua… e sem paramentos? E pode celebrar missa sem se confessar de pecados graves? Mas se considerarmos que talvez não os considere pecados, mas uma graça de Deus o acto em si talvez tenha uma atenuante...?

Confessionário disse...

Respostas; anónima/o de 14 Agosto, 2013 01:47

- Os padres não podem confessar pecados que tenham sido cometidos com a sua cumplicidade;
- As confissões são válidas em qualquer lugar e sem paramentos, desde que bem feitas;
- Não devia celebrar missa em pecado grave; mas o sacramento supre (vale mais que o ministro);
...

Anónimo disse...

Obrigada pela resposta.

Anónimo disse...

Padre por obsequio
Existem padres que marcam hora para confessar...
Estes padres podem se negar a confessar alguém?
E se a pessoa tem certeza que o padre se nega como deve proceder?

Confessionário disse...

Olá, anónima de 31 Agosto, 2013 03:07

Sim, existem padres que marcam hora para confessar, e ainda bem. Se eles podem negar a confissão a alguém... eu acho estranho. às vezes há colegas que por causa de pressas fazem isso (mas deveriam pelomenos marcar para uma hora mais disponível). A não ser que a pessoa vá à confissão ou com outras intenções ou com lenga-lengas habituais e o padre quisesse que ela pensasse.
Mas acho estranho!

No caso de ele se negar, eu acho que o mais inidcado era tentar perceber o motivo para tal, dialogando com o prórpio padre!

Anónimo disse...

RESPOSTA DO DIA 31 agosto 2013 15:43


Obrigada por responder...mas e se o padre não quiser dizer seus motivos? Ele diz que é sua agenda lotada!
Uma moca da igreja me disse que o padre não existe para nos somente em confissão, que ele também pode nos ajudar a refletir e pensar de uma forma mais certa seguindo os princípios de Deus.
Sabendo disso fui em busca de ajuda, fui atendida e me disse que eu marcasse outro conversa assim que as coisas acontecessem...não foram com essas palavras mas foi exatamente isso.
Pois o tempo passou as coisas meio que tomaram um curso ao contrario e pedi que marcasse para que eu conversasse com ele novamente.
Para meu espanto ele não respondia meus e-mails. Achei estranho, pois via as pessoas indo ate ele durante a semana...
Eu tive uma ideia. Mandei outro e-mail isso tarde da noite, e inventei uma conta de e-mail e também solicitei ajuda, mas com outro nome não o meu. Você acredita que ele respondeu na manha seguinte o e-mail falso e não o meu?!
Fiquei muito brava, chorei muito! Eu imprimi o e-mail e fui ate la!
Ele me viu me deu um beijo, como se nada houvesse, e disse para a secretaria tal pessoa esta para chegar...eu me levantei e fui ate ele, sou eu padre...Ele se espantou e disse: Não! Estou esperando fulana. Eu disse sou eu, e mostrei o papel, ele tentou questionar e eu logo interrompi, o senhor não quer me atender ou é impressão minha?! Ele ficou muito nervoso disse que eu fosse entrando, mas dizendo: Você vai ter que me explicar isso! E eu: O senhor também!
Acabamos discutindo! Depois nos entendemos!
Mas eu sei que ele não queria me atender...Depois pensando e tudo reparei que eu mesma dei minhas respostas.
Deixei bem claro para ele, que eu não tenho intenção nenhuma de me casar com ele!
Para que ele entenda que amar um ser humano pode ser de varias maneiras...afinal eu sempre respeitei demais ele! Nunca o desrespeitei! To cansada dessa historia! Às vezes penso que ser jovem e de aparência agradável pode ser uma desvantagem!
Depois disso não tive coragem de pedir ajuda de novo. A não ser por mensagem.
Por que precisava muito me confessar um dia desses...
Ele chegou e eu disse o senhor não vai me abandonar não és? Eu preciso confessar...
Ele pegou o meu braço me levou para fora da secretaria, e disse pode confessar.
Eu disse: Aqui?!
E ele: Sim!
Fiquei desnorteada, com as pessoas do lado.
Mas eu disse oque houve e ele me deu a benção.
Mas eu ainda fiquei me sentindo mal...
Comunguei por que eu havia confessado, e recebido a benção.
Mas eu não me sentia perdoada.
Voltei pra casa, chorei muito, meu coração estava apertado.
Mandei mensagem de texto pra ele, pedindo ajuda...supliquei sua ajuda.
Ele não me respondeu...
Sabe...depois disso eu fiquei com muita raiva dele.
Me senti um lixo.
Mas o perdoei.
Eu gosto muito do meu padre querido, só não entendo por que faz isso comigo.
Queria muito que ele me dissesse a verdade.
E não que me tratasse com carinho na frente das pessoas e por trás me desprezasse.
Ontem eu estive presente em uma missa que acredito que ele não queria que eu estivesse.
Mas padre...nao faz ideia do bem que me fez passar duas horas e meia em meio a pessoas que celebravam nosso senhor Jesus Cristo.
Fiquei com medo dos pensamentos dele...mas não pude evitar minha felicidade de poder participar daquilo tudo.
Tentei não existir no local...pois não queria deixa-lo irritado.
Mas não queria me sentir assim tão inferior.
Não vou deixar de gostar desse padre! Ele ainda vai entender que tudo oque faço e por gostar de mais dele, e sentir com suas palavras minha vida se transformar cada vez mais.
Obrigada de novo.
As lagrimas correm em meu rosto sempre que procuro entender essas atitudes como agora.
Mas jamais minha tristeza se transformara em revolta ou ódio!
Deus é amor! E eu sou filha e herdeira desse amor!

Confessionário disse...

pelo que contas, não parece que ele esteja a evitar confessar-te, mas evitar que mantenhas sentimentos que ele não acha adequados!

Anónimo disse...

Já imaginava que você fosse defender o padre...
Enfim eu mereço confessar como todas as pessoas...
Jamais desrespeitei o padre, nem o paquerei, nem disse obscenidades! Pelo ao contrario somente lhe dei carinho...
Se ele ainda pensa que eu estou apaixonada, azar dele! Vocês padre estão se achando a ultima bolacha do pacote. Chorei hoje duas vezes lembrando de tudo isso, andando por São Paulo! Não fazem ideia de como a mentira pode destruir um ser humano.
Fique em paz Confessionario

Confessionário disse...

Cara amiga, eu não defendi o padre. Simplesmente respondi a uma pergunta que fizeste. Perguntaste porque é que ele evitava confessar-te e eu respondi, mediante a tua história, que talvez ele estivesse a evitar-te a ti pessoalmente ou aos teus sentimentos ou ao que ele possa imaginar, embora possa estar errado, sobre as tuas intenções. Mas ele é que sabe! Assim como tu é que sabes o que pretendes. Mas acho estranha, de facto, essa tua insistência! E se te queres confessar, porque não fazê-lo com outro padre?!

Anónimo disse...

Eu não procuro mais ele para confessar...não sei oque você esta estranhando...eu deixei bem claro que não o procuro mais...Não quero mais ser magoada!
So acho um absurdo um padre me pedir para retornar e depois simplesmente arrumar desculpas para não me confessar...Achei que padre não pudesse mentir. Se você não consegue entender...realmente fica difícil me ajudar...

Confessionário disse...

De facto, não te posso ajudar muito, pois não sei o lado desse teu padre! Não sei os motivos, os porquês... Só sei o que me contas.

Anónimo disse...

Boa tarde!
Desculpem-me estar a meter a colher no assunto do último anónimo.
Ninguém me pediu a opinião, mas arrisco ser chamada de abelhuda e aqui vai.
Bem lá no fundo, cada um de nós conhece à priori os motivos que nos causam indignação.
O que acontece muitas vezes é que queremos "vitimizar-nos", ser sempre os "bonzinhos" da história, falo por mim.
Peço desculpa não pretendo magoar ninguém, se calhar eu é que precisava escrever isto mas era para mim.
PR

Anónimo disse...

Ai que vontade de rir!
Anónima, claro que mereces confessar-te, mas não a esse padre, a outro. Queres enganar o padre ou a ti mesma? O padre não quer o teu carinho não é óbvio? Se por qualquer motivo te fez ficar com expectativas, enganas-te-te. Dizes:
Se ele ainda pensa que eu estou apaixonada, azar dele!" Bom se não estás já apaixonada por ele não há que chorares, nem reclamar não é? Pois ele trocou-te as voltas, mentiu-te o safado! Agora insultas a todos por causa da atitude desse? " Vocês padre estão se achando a ultima bolacha do pacote". O padre não come bolachas nem a última nem a primeira. Amiga, não quero ser cruel, abre os olhos. Ainda és muito jovem pela conversa, mas esse sacerdote está a seguir a vida que escolheu para ele, certo? Boa sorte.

Anónimo disse...

Estou agora a pensar... quando desejamos muito encontrar um bom padre, que entendemos por aquele que nos entenda, nos dê algum retorno, nos permita sair do confessionário confortados, perdoados, compreendidos, tudo isso não passa de um gosto nosso, a verdade é que qualquer sacerdote é um representante de Deus naquele momento, e que ao perdoar, tanto tem valor o bom, como o mau. O resto, deseja-mo-lo só para nós. Mas também podemos agradecer a Deus esse desagrado. Por vezes o rude, mais tarde também nos pode ajudar a reflectir...

Anónimo disse...

Sabe uma coisa padre? É que nunca devíamos fazer estas perguntas: "Como me vai acolher este padre. Como me vai olhar. Que irá pensar de mim, das minhas fragilidades" realmente olhamos mais para o padre do que para Aquele que perdoa. Mas de agora em diante, nunca mais me incomodarei com o tipo de padre que me apareça... Ele vai perdoar-me e isso me basta!

Anónimo disse...

Peço desculpa à anónima 03 Setembro, 2013 03:55 se as minhas palavras a podem magoar, não era a real intenção. Não fiques triste, eu compreendo o teu sofrimento e a tua decepção. Acho que se deixares o padre proceder da forma que ele entender e respeitares a sua opção ele vai admirar-te muito mais, não achas?

Anónimo disse...


Gostaria de me ter expressado de outra forma... mas também não sei bem como o diga… porque acho que às vezes não me entende… ou não quer entender… ou não pode entender… ou não está para me entender… : )

Anónimo disse...

a resposta anterior, não era para aqui... ando toda trocada, isto está mau... LOL

Anónimo disse...

Obrigada a todos que escrevaram...e agradeço muito a pessoa do dia 04 setembro 01:07...Sabe eu estou mesmo amando meu padre...nao posso mais negar isso...mas meu amor não é um amor de cobranças...se eu cobro ou cobrei foi por não entender o porque eu parecia ser a escolhida para ser deixada de lado...somente de ve-lo e falar com ele as vezes ja fico feliz...quero somente fazer parte de sua vida...pois ele ja faz parte da minha...quero dar-lhe um beijo no rosto e olhar em seus olhos...ve-lo sorrir...e quem sabe um dia que me diga pq esta triste...sei que nao acontecera...mas gosto de sentir que ele direciona suas palavras as vezes para mim...nao procuro admiração. ..somente quero saber que ele lembra de mim...que posso de alguma forma levar para o conhecimento do mundo ou um pouco do ponto de vista de uma pessoa de fora de seu mundo...nao fazem ideia de como meu coracao fica...eu estou chorando ao escrever isso...mas chorando de saudades...dos momentos de ternura...ate mesmo dos momentos de raiva...nao desejo que ele deixe de ser padre , sei que ele é muito abençoado...sei e entendo as complicações de ter "amigos" mas acho isso muito chato...gosto de tentar fazer ele sorrir...e quero que todos saibam o quanto maravilhoso ele é...gostaria de voltar a me confessar com ele...mas eu não quero forca-lo
..e tenho ate medo de perguntar se ele me confessa...quero guardar todos os momentos de ternura e esquecer os de magoa...enfim...admito meu amor...nao sou mais jma garotinha...tenho espirito jovem...ja tenho 30 anos...mas gosto de sinceridade, dialogo, e atenção...cada um oferece oque tem...obrigada pela atenção.

Confissões a Jesus disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Confissões a Jesus disse...

Cara amiga (anónima 08 Setembro, 2013 06:18). Parabéns, sinto que deste um grande passo em frente, ao assumires os teus sentimentos “eu estou mesmo amando meu padre...não posso mais negar isso ”sem raivas e sem necessidade de acusar outros padres por essa tua vivencia actual. E isso é muito bom. Sinto que tens muito ainda a descobrir, e espero que as minhas palavras te possam ajudar a seres mais feliz e a fazeres feliz. Vê, foste ter com o padre com o objectivo de te ajudar a reflectir e pensar correctamente segundo os princípios de Deus, ou porque ele já te interessava, isso não importa, mas alguma coisa terá feito o padre depois dessa conversa a não te responder, a evitar um novo encontro, a ter a agenda lotada para ti. (Ah, não procedas inventando contas de emails ou outra espécie de “armadilhas ao padre” apesar do teu amor, isso não abonará a teu favor e creio que te possas vir a arrepender mais tarde. Se tens algo a dizer assume sempre a tua identidade e a verdade que sentes viver). Se ele não te quer atender, tu sabes porquê. Se não sabes pergunta, se sabes reflecte, sobre as razões que ele possa ter. Lembra-te que desejando-lhe todo o bem, estás a fazer-lhe algum mal, quando o colocas nervoso e tenso, acho que no fundo tu não desejas fazer-lhe isso, porque tu desejas o seu bem e não o seu mal. E o seu bem é respeitares os seus procedimentos. Respeitar alguém é sempre sinal de amor. Tu dizes que não tens intenção de casar com ele. Mas que intenção tens? Pensa, queres para teu futuro uma vida dupla? Quererá o padre ter uma relação paralela também ao seu ministério? Que alternativas existem? Parece que ele não quer essa vida dupla… consegues entender, amiga? Há várias maneira de amar, mas a maioria delas implicam a proximidade que ele não quer ou não te pode dar.

Confissões a Jesus disse...

(anónima 08 Setembro, 2013 06:18).

Também o facto de teres receio e medo, parece-me uma forte probabilidade de vires a sofrer com essa situação… por um lado é porque tu sentes que a tua intenção é reprovável pelas circunstâncias, por outro porque sentes que esse padre parece estar firme na sua postura, temes as suas repreensões. Também o facto de ele te confessar em frente das pessoas não te permitindo espaço para falar a dois, mostra inflexibilidade pelo menos quanto ao que está a querer seguir, ou seja a sua vocação. E assim sendo, se ele é exemplar, não há lugar para o teu afecto nem para a intimidade que desejas… Tu próprias o achas abençoado. Quando dizes.. “Queria muito que ele me dissesse a verdade”. Que verdade amiga? Gostarias de ouvir que ele faz isso porque gosta de ti? Ou que ele faz isso porque ama a sua vocação? Sabes que o nosso desejo, nem sempre é a verdade dos outros, mas muitas vezes somente a nossa verdade! Ele também te despreza fora das pessoas porque quer afastar-te nitidamente. Mas eu compreendo que tudo isto te cause muito sofrimento e muita dor. Há uma parte que eu acho mais delicada… quando dizes “estive presente em uma missa que acredito que ele não queria que eu estivesse”… e “não faz ideia do bem que me fez passar duas horas e meia em meio a pessoas que celebravam nosso senhor Jesus Cristo”. Se eu disser que foste por causa do padre, posso estar a ser injusta, quem sabe não vais mesmo por causa de Deus? Uma vez que dizes que “e sentir com suas palavras minha vida se transformar cada vez mais”, na verdade tu deves para teu bem descobrir se o que te mantém atrás do padre é o padre ou se são as palavras do padre… fiquei intrigada, e desculpa até curiosa… quando tu dizes que ele direcciona as palavras para ti, tu tens a certeza que são mesmo para ti? E se a tens, tens a certeza que é ele enquanto pessoa que as diz e não Deus? Será que ele tem consciência disso? Podes avaliar isso pelo conteúdo do que ele diz talvez… Não sigas nunca pelo caminho da revolta e nem do ódio, não bombardeies o padre com emails que o pressionem, não discutas com o padre, não uses a confissão para te aproximares do padre, porque mesmo que precises muito de ajuda, sabes bem que tipo de ajuda mais precisas… não forces a uma nova confissão espera que ele antes tome a iniciativa se achar por bem, pois cada vez pode aborrecer-se mais contigo. Nada disso parece ser benéfico nem para chegares ao padre e nem a Deus, afinal lembra-te, Deus ama-te! Força, amiga!

Anónimo disse...

Será que a paixão que sentes pelo Padre não é confusão da tua cabeça? Desculpa as palavras, nem me interpretes mal. Mas sabes, um Padre, não pode corresponder aos teus sentimentos. E será que essa paixão não será pelas palavras dele? Analisa bem, pois devem ser as palavras dele que aliviam o teu coração e isso pode fazer com que confundas sentimentos. Os Padres representam Deus e jamais lhes pode passar pela cabeça uma paixão amorosa.
Se te queres confessar procura outro Padre, deixa-o descansar, nem andes a pressionar o impossivel.
Só para te dar um exemplo, o Padre da minha terra, é um excelente Padre e através das suas palavras conseguiu reaproximar-me de Deus, comigo foi a familia toda :-) (Marido, filho e Mãe), costumo dizer que foi uma Anjo enviado por Deus para nos levar a todos para a Igreja.
Linda, esquece essa Paixão e olha para outra pessoa.
Por vezes é Deus que fala através dos Padres.
Força.