sábado, agosto 17, 2013

Como consideras a tua relacção de proximidade com o teu pároco?

A última sondagem proposta questionava-nos sobre a opinião que hoje a sociedade em geral tem sobre a Igreja em particular. A partir das respostas obtidas, podemos constatar que na opinião dos penitentes deste espaço, a maioria das pessoas é muito pouco favorável à Igreja. Se somarmos as respostas que abonam como favoráveis, obtemos um resultado de 13%, o que é muito pouco. As conclusões estão em baixo, mas cada um pode fazer as suas próprias conclusões.
Hoje propomos nova sondagem com uma pergunta que nos questiona sobre a relação de proximidade que temos ou não com o nosso pároco: Como consideras a tua relacção de proximidade com o teu pároco?
Já sabem que podem deixar aqui a justificação das vossas opções.

17 comentários:

Anónimo disse...

Na minha paróquia há vários sacerdotes, alguns vêm de fora. O prior não é amado por todos, nem creio que pela maioria, pelo que se vai ouvindo. Porquê? É arrogante, tem pouca sensibilidade, não penetra na comunidade, sinto que há como que um muro intransponível. Ainda por cima debita frases teológicas nas homilias que ninguém entende ou não quer entender sem sentido prático... por isso só falo com o prior se tiver mesmo que o fazer, o que é raríssimo actualmente. Procuro outros padres ou até em outras paróquias se for necessário.

Teodora disse...

boa tarde senhor padre

a minha relação com o meu pároco é a melhor, isto é, mantemos a distância regulamentar.

acho que sei quem é, desconheço-lhe o nome e espero que desempenhe a sua atividade com brio, verdadeira verdade, respeito e seja respeitado.

do que vi e ouvi parece-me ser um jovem com os pés na terra e a cabeça nos ombros.

Teodora disse...

boa tarde senhor padre

a minha relação com o meu pároco é a melhor, isto é, mantemos a distância regulamentar.

acho que sei quem é, desconheço-lhe o nome e espero que desempenhe a sua atividade com brio, verdadeira verdade, respeito e seja respeitado.

do que vi e ouvi parece-me ser um homem jovem com os pés na terra e a cabeça nos ombros.

Anónimo disse...

Não votei. Apenas e só por um motivo, na minha Paróquia houve mudança de sacerdote o ano passado. Por isso, neste momento posso dizer que a relação que tenho com o meu pároco é algo próxima, ainda não houve tempo para construir uma relação muito próxima. No entanto, o Pároco que cá estava antes considero como mais um elemento da minha família. Tanto assim, o considero que costumo afirmar que é o irmão que não tenho. Por isso não votei, não me consegui decidir :S

Anónimo disse...
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Jose Tomaz Mello Breyner disse...

A minha relação com os meus Párocos sempre foi uma relação familiar. Com este actual já é o 6º Pároco que conheço, todos diferentes mas todos têm sido o PAI .

Anónimo disse...

Bom dia!
A minha relação com o meu pároco, como é ela?
É uma relação franca aberta sincera.
Estou à vontade com ele para o visitar num quarto de hospital como para o fazer em casa dele, e algumas vezes para perguntar como ele está.
Sinto-me à vontade quando lhe pego nas duas mãos e lhe faço um carinho.
Também me sinto à vontade para lhe perguntar se lhe posso dar dois beijinhos.
Falo com ele abertamente acerca dos jovens que acompanhei até ao crisma, e dos problemas que cada um carrega, e chamo as coisas pelos nomes e os nomes reais são os mais variados, e quando os nomes são menos comuns, tais como relações sexuais entre pessoas do mesmo sexo, peço-lhe desculpa.
Sem se mostrar chocado ele pega nas minhas mãos e diz-me, " a sra é diferente... e faz pausa... tenho aprendido muito consigo... " nessas alturas eu fico sem palavras.
Um homem de setenta e poucos anos (penso eu)aprender algo comigo com trinta e tal anos a menos que ele, parece-me pouco provável, mas é muito simpático de ouvir.
Quase que me convenço que é verdade, e esse quase convencimento dá-me forças para continuar a ser tal como sempre me conheci, mas que nem sempre tive a coragem de viver como agora o faço.
Eis a relação que tenho com o meu actual pároco.
Acredito nele... Tal com um dia também ele acreditou em mim.
Pr

Anónimo disse...

"....há padres que são surdos, surdos de coração. ..."
Há seres humanos surdos do coração, choca-nos mais quando são padres.
Padre, a figura que supostamente deveria ser o reflexo de um Deus que é Pai de todos, e não apenas de alguns, mais chocante ainda se torna quando o padre é pároco, quando é o nosso pároco.
Acho que o meu pároco também era um pouco surdo (do coração) sim porque de ouvido não o era certamente, que o dissessem as "senhoras bem intencionadas da paróquia" quando entrava sem ninguém dar por isso, ouvia a conversa sem se deter para escutar e fazia questão de fazer saber que ouvira.
Seria um pouco surdo mas começa a ouvir bem melhor eu diria que "hoje" ouve muito bem, a atestar esta minha afirmação estão gestos e palavras com os quais ele actualmente brinda os membros da comunidade.
Pr

Ruth Bassi disse...

Olá Padre, a tua sondagem é útil e interessante mas tenho alguma dificuldade numa resposta concreta. O prior da paróquia a que realmente pertenço tem cativado pouco os fiéis e, diria mesmo, afugentado uns quantos com a sua maneira de ser e estar, ora algo sobranceira, ora de fuga em relaçao a quem tenta uma aproximação. Eu própria me considero uma ovelhinha tresmalhada mas não perdida pois, face à intranquilidade vivida, mudei-me para outra paróquia algo distante de casa mas em que encontrei um pároco disponível para ouvir, falar ou até aconselhar quem dele se aproxima ou ele próprio toma a iniciativa
duma aproximação. Para além disto as suas homilias encerram sempre uma parte prática e do quotidiano.
Enfim, sinto-me integrada nesta comunidade, embora só lá esteja à cerca de um ano. O único senão é a distância mas é um esforço compensador.
Respondi como tendo algo de proximidade.
Um abraço
Ruth

Filha de Maria disse...

Pois, não tenho resposta...

O "meu pároco", fala connosco do "ambão", tanto na homilia, como em outras situações. Creio que "peca" pelo excesso de prudência, mas lá há-de ter as suas razões.

É um homem de Deus, que nos quer levar para Deus, isso vê-se, o resto é um caminho que havemos de fazer em comunidade. Acho!

Anónimo disse...

Bom, a sondagem vale o que vale. Vejamos padre, se uma grande percentagem de seus paroquianos fazem comentário,s uma vez que se encontra no interior, os padres estão mais disponíveis e tudo é mais familiar. Nas zonas urbanas, os padres andam demasiado ocupados e o apoio às pessoas é nulo, os únicos que se vão dando com os padres são os colaboradores na igreja e nem todos (o meu caso). Com tantos padres ao meu redor, sempre que preciso de algo não posso contar com nenhum. Não sei se o defeito é meu, ou eles. Algo está errado. A sondagem embora não possua uma amostra realista, é sempre interessante.

peregrino disse...

Tudo depende da forma como olhamos para aquele que está do outro lado.. e o mesmo se passa em função também daquele que está deste lado…

Se eu o olho como um ser humano como eu, ainda que sacerdote, e nesse olhar levo a marca de um irmão que desejo abraçar a cada encontro… então aí, ainda que nem mesmo uma palavra se pronuncie de ambos lados, o ENCONTRO já aconteceu porque ele se dá e acontece sempre no coração… aí, nesse abraço do olhar, o único critério é o Amor: (ICor 13,4-7).

Tudo vai do OLHAR… são eles que sussurram ao coração o que querem dizer-falar do outro…

Outra coisa são as dependências… e aí, não há palavra nem abraço suficiente que preencham o vazio do coração que espera do outro aquilo que só Deus pode dar e preencher de verdade…

Um coração que está em Deus na plenitude… ele abraça ou silencia … ele sabe o tempo propício para cada gesto… porque quem actua nele é Deus…

Agora não posso negar a FORÇA do TESTEMUNHO… e o que Anuncia, sabe ou pelo menos deveria saber dessa tremenda responsabilidade que carrega…

“De graça recebeste, de graça dai” Mt 10,8

Anónimo disse...

Um padre honesto, que se respeitou e respeitou os seus paroquianos.

Não fugiu mentindo, inventando razões para o seu afastamento da paróquia coadjuvado pela estrutura eclesiástica.

Um padre honesto!

http://expresso.sapo.pt/padre-abandona-igreja-para-assumir-relacao-e-paternidade=f827928

Anónimo disse...

Nao posso deixar de aqui dar o meu testemunho, esperando que nao magoe ninguém, não é o meu objectivo. Perante tal post, apraz-me dizer o que sinto e penso em relação à proximidade com o/os paroco(s) da minha paróquia, que é nenhuma ou quase nenhuma. Motivo? Todos os que conheço, têm sempre a razão, as minhas ideias ou questões são erradas. Para o paroco, claro que não devem ser todos, mas grande parte parece-me que são setentores da sabedoria e razão! Conclusão: Afastamento! O povo gosta de trocar impressões, e por vezes o que se sente é imposição. Isso não é saudável. Srs Padres, podem saber muito de teologia, ouvir muito da vida dos outros, mas viver os problemas, sentir "na pele" essas dores, da esposa, dos filhos e outras, não conseguem nem por perto! Espero que este Papa Francisco, vos ensine qualquer coisa, aliás ensina concerteza, queiram v.exs aprender! Esta minha opinião não se dirige, de todo, ao caro Confessionário, pois pelo que leio é completamente diferente do que conheço em termos de parocos! A si caro Confessionário, ajude os seus colegas a serem igreja de verdade com as respectivas comunidades. Cumprimentos

Confessionário disse...

Eu também nem sempre consigo!

Helen disse...

Eu tento ser o mais próxima possível...
As vezes eu acho que o físico atrapalha um padre de ser amigo de uma mulher...sei la...
Mas eu tento pois o padre da minha igreja é um amor de padre, ele me faz muito bem. O outro é bem serio mas um ótimo padre também.

lua azul disse...

Desculpe caro anónimo 29 Agosto, 2013 20:20, mas se falamos de honestidade, não querendo ser demasiado perfeccionista nem exigente, mas a meu ver não o qualificava nem de honesto, nem de respeitador dos paroquianos, diria apenas coerente com os seus próprios procedimentos e consequências. Estes relatos perturbam-me sempre. Pois embora reconheça que não sou nenhuma santa, longe disso e tendo várias histórias peculiares na minha vida, recusei todo o desejo e toda a vontade de um padre abandonar tudo para casar comigo. Não é fácil. Ter de fazer o papel que ele devia fazer. Não é fácil, não ser perdoada por completo por não o ter feito. Mas devemos sempre louvar os finais que parecem conto de fadas? Abandonar tudo, nem sempre é a melhor opção. Muitos padres irão chorar de arrependimento sem poder fazer nada para voltar atrás. Isso dói-me. Espero eu própria nunca vacilar, a paciência tem limites. Depois sinto que a maioria está muito impreparada, muitíssimo…o mal disto é a frieza que se vive nas comunidades entre os padres, a solidão, a falta de partilha, a falta de afecto, a falta de acompanhamento, a falta de abertura, a falta de saber lidar com a sexualidade e a ausência dela, a falta de … de tantas coisas, que não um casamento… Alguns padres são literalmente caçados como quem dá doces a meninos, fico parva. Depois é tarde demais …