Num dia destes em que Jesus nos disse no Evangelho Nisto conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros, no final da missa tomei a liberdade ou decisão, que alguns deverão ter ajuizado como tola, de sugerir que não tivéssemos receio ou pejo em dizer uns aos outros que nos amamos. Fi-lo porque acho que ainda temos muito medo desta palavra. E também para ser exemplo, algo que me saiu de uma vontade estranha, assim como um apetite que surge e não se explica, disse em cada paróquia como gostava deles. Na paróquia maior fui mais longe e acrescentei-lhe uma introdução. Apesar de, às vezes, não gostar de algumas coisitas, gosto muito de vós. Nem sei bem porque fiz tal acrescento, mas ele estava-me no inconsciente. Vieram depois à sacristia algumas pessoas dizer-me que também gostavam muito de mim. Foi muito bom, e espero que a comunidade seja cada vez mais autêntica no legado que recebemos de Jesus. Mas uma Lúcia mais atrevida perguntou porque é que eu tinha dito que não gostava de algumas coisas, mas gostava deles, como se isso não fizesse sentido. Eu respondi, de forma consciente, com a medida do amor de Jesus, pois que Ele também amava as pessoas não porque fossem boas, mas porque Ele tinha vontade de as amar.
E assim me despeço deste ano 2013, na expectativa de que o novo ano traga novidades neste nosso espaço: O Confessionário dum Padre