quarta-feira, março 28, 2007

sondagem_ Perante a Vida Humana e perante o aborto, que defendes em concreto?

Passados que vão mais de 57 dias da última sondagem e 184 votos, chegou a hora de avaliar a sondagem que estava no lado direito, no sidebar. A questão era:

Perante a Vida Humana e perante o aborto, que defendes em concreto?

E os resultados são:
1.
A Vida humana,
incondicionalmente e como Direito Fundamental _56%
2. A Vida, mas não quero a penalização da mulher _35%
3. A lei vigente actualmente em Portugal _15%
4. A Total liberalização do Aborto _3%
5. Não tenho opinião formada e convicta _1%
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algumas considerações:
1. Depois do referendo do dia 11 de Fevereiro, dos resultados, de todas as considerações pós-referendo e das mudanças legais, estruturais e de vida que possam ter surgido nesse dia, parece que esta sondagem não tinha mais sentido. A comprovar o que afirmo, está o número de votos e votantes, número que está longe dos habituais nestas sondagens. Quase me apetece dizer que se perdeu a vontade de discutir ou opinar sobre o assunto. Também a mim me ocorre a vontade de não abordar muito mais que os próprios dados obtidos. Aliás, esta sondagem nunca pretendeu ser um referendo nem a obrigação de uma tomada de posição neste espaço que considero de evangelização. Ela nasceu antes do referendo e foi mantida até hoje. O objectivo deste espaço de tempo também não passa pelo desleixo ou por uma manifestação de reprovação pelo resultado do referendo. Fi-lo para auscultar a tipologia geral nesta área das pessoas que frequentemente visitam este espaço. Fi-lo para perceber como cada um dos meus “penitentes” valoriza a vida, mesmo sabendo que nesta sondagem não está contido o absoluto de respostas nem representa, de todo, o conjunto das questões que se poderiam elaborar sobre a vida. Fi-lo também para que não se esquecesse que a Vida é importante e que não podemos reduzir a reflexão sobre a mesma a um período de referendo. Ela nem se devia referendar propriamente. Mas reflectir, sim.
2. Sobre os resultados, não há muito para comentar. Mais de 50% dos meus visitantes fez ou faz uma clara opção pela Vida, em todas as suas componentes e contextualizações. Imagino que o tenham feito para salvaguardar a nossa vida, a Vida Humana como direito fundamental e o dom da Vida que nos é concedido por Deus.
3. Quase um terço dos votantes escolheu a opção que não penaliza a mulher, embora defendendo a vida. Eu também não gosto muito de condenar, nem me acho nesse direito. Mas se me fosse pedido que fizesse alguma defesa, sairia sempre a favor da vida em toda a sua amplitude. Não quero tecer quaisquer comentários em relação à lei que está para ser aprovada na Assembleia da República. Mas espero que ela não banalize a vida e a defenda deveras.
4. As restantes opções tiveram poucos votos. A lei actual, ou que era actual na data do lançamento desta sondagem, apenas teve 10 votantes. Estavam nela contidos os casos excepcionais. Será que as pessoas hoje já não querem ter, viver ou ser excepção?!
5. Fico contente sobretudo porque a opção da total liberalização não obteve mais que 3%. Questiono-me um pouco sobre o como seria este espaço se a maioria dos votos recaísse nesta opção!
6. Por último resta-me fazer o apelo para que o valor da Vida esteja sempre contemplado nos nossos horizontes!

Hoje surge nova sondagem. Numa época em que, a propósito do novo texto de Bento XVI, “Sacramentum Caritatis”, tanto se especula sobre a Eucaristia, surge esta sondagem que não pretende ser fechada. A Eucaristia tem outros momentos ou acções impor-tantes. Não se trata de escolher o que é mais importante, mas o que se valoriza mais. Sempre podem deixar escritas as razões da escolha e, porventura, as opções que faltam na sondagem. A pergunta é:

Qual o momento da Eucaristia que te prende mais a atenção ou que valorizas mais?

10 comentários:

Hepta disse...

Por ordem decrescente, para mim, são estes os momentos mais importantes, que mais valorizo:

1º - o momento da Consagração do Corpo e Sangue de Jesus, na elevação da Hóstia e do Cálice.
É o momento mais alto e sublime da Missa, quando o Céu se abre e podemos ver a presença real de Jesus, que nos acolhe em toda a Sua Magnânima Glória. Porisso, o devemos fazer prostrados de joelhos (salvo os casos de impedimento).
Nestes breves segundos, devemos adorá-Lo, dar-Lhe Graças e depositar em Seu Coração todas as nossas ângústias, misérias, desejos e solicitar perdão e graças.

2º - a Comunhão.
Alimento espiritual onde somos admitidos ao Sagrado Banquete das Bodas do Cordeiro e confirmados nas promessas da Salvação.

3º - a leitura do Evangelho do dia, para reflexão e meditação, em ordem a pô-lo em prática no dia a dia.

Um aparte, a propósito da Missa e não só: é normal a preocupação que demonstramos em nos vestirmos adequadamente, para qualquer parte do dia ou evento.
A indumentária é diferente se vamos para o emprego, para as aulas, ou vamos de viagem, para a praia, à discoteca, se vamos a um concerto ou a um evento solene. Mas para ir à Igreja, vale tudo, sem preocupações de maior e, por vezes até, com pouco decoro e algum desrespeito.
Não será que, para nos apresentarmos na Casa de Deus, deviamos usar de preocupação redobrada, com trajes bonitos, sim, simples, elegantes e de bom gosto, mas sem fujir ao decoro?
Qual o evento mais solene e de maior categoria, do que aquele em que vamos à presença do nosso Rei e Senhor?

Anónimo disse...

Eu acho que depende do estado de espírito. (Se calhar por ignorância)

Mas poderei dizer que gosto da homília. Gosto de ouvir. Também, já assiti a algumas divertidas. (Desculpem, eu sei que não existem para ter piada.)

O coro também é muito importante, mas acompanhado de orgão.

Dependendo da capacidade do interveniente gosto dos solos. (Na igreja onde vou à missa há uma senhora que, coitada faz certamete o seu melhor, mas dá cabo dos meus ouvidos, cansa-me. É numa parte da missa imediatamente antes do padre ler o texto dele) Não entendo porque não canta o padre, ele canta muitíssimo melhor do que ela.

E gosto muito quando utilizam incenso. Acho fantástico!

Definitivamente não aprecio, danças gímnicas realizadas por jovens acompanhados de fitinhas. Eu se quiser ver gente a esbracejar vou à discoteca e também danço ou esbracejo.

Não quero ofender ninguém, eu sei que a igreja tem de ter estratégias para todo o tipo de pessoas, eu é que não gosto.

Já agora alguém sabe onde há missa em latim?

Teodora

Anónimo disse...

Bem...para quem descobriu a Eucaristia à um ano, digo que valorizo tudo sem excepção.
Mas o que me prende mais a atenção, é sem dúvida a homilia, porque me ajuda a entender as leituras e me ajudam a conseguir "tirar" alguma mensagem para levar.
Depois, e digo depois. apenas pela ordem da Eucaristia e não porque me prenda menos a atenção, votei na comunhão. Quando pela primeira vez li um livro sobre a Eucaristia, o autor do livro chamava-lhe o beijo de Deus. Para mim ficou sempre esta definição na minha cabeça, por isso é um momento que me prende sempre a atenção.
Bjs
MAria João

Mafalda Freire disse...

Ora bem, votei pelas leituras.. gosto de ler e reflectir e pô-las em práctica!

confissoesdeumasurda.blogs.sapo.pt

Babi e Zé Luiz disse...

Bom...

O ato de comunhão, o contato com o Corpo e Sangue de Cristo, aos quais meu corpo e sangue devem se conformar, se eu realizar uma comunhão consciente!

Isso é o que me chama mais atenção! É incrível que a carta do papa se preocupe mais com a posição da cadeira do celebrante do que com os frutos da Eucaristia! É a partir dela que nos tornamos cristãos autênticos! De nada vale a cadeirinha do padre sem uma Fé que realmente mude nossas realidades!

Não é???

Sobre isso, escrevemos alguma coisa em nosso blog!

Paz & Bem!!!

Anónimo disse...

Quando sinto que tenho o mundo sobre os ombros, quando os melhores amigos nos magoam, quando uma enorme tristeza nos invade o coração, quando tudo parece ruir, e nos interrogamos se Jesus quererá partilhar deste nosso estado de espírito só vos posso dizer que é tão actuante a presença de Jesus em nós após a comunhão que tudo passa e temos a certeza que Ele nos ama com um amor infinito. É esta a minha experiência e tlvez por isso o momento mais alto da Eucaristia.

Kephas disse...

"Qual o momento da Eucaristia que te prende mais a atenção ou que valorizas mais?"

A pergunta tem uma dualidade que me divide...

A parte que valorizo mais é a Comunhão, pois não há nada mais importante do que receber Deus no nosso humilde corpo... sem Deus não somos nada...

A parte que me capta mais a atenção é a homilia. É necessária atenção para apreender a mensagem e interpretar correctamente o significado das Escrituras... e, desta forma, aplicar a mensagem de Deus aos nossos actos quotidianos.

Sem Deus no nosso seio não conseguiremos escutar a Voz que nos guia e não seguiremos o Caminho.
Todavia, Deus não basta porque Ele deu-nos livre arbítrio e, logo, nós podemos ignorar a Sua Voz... e para evitar isso, precisamos de instruções.
Ou, pelo menos, de ser sensibilizados pelas palavras do celebrante... se bem que a Comunhão também sensibiliza (mais pelo coração e menos pela razão)

Pensando bem, talvez toda esta discussão não faça sentido e a Missa apenas possa ser vista como um Todo, um único Organismo que, tendo orgãos mais ou menos nobres, não pode prescindir de nenhum.

E não adianta nada ser muito católico na Missa e esquecer tudo na Vida. A nossa Vida também fará parte da Missa? Inclino-me para a resposta afirmativa... e, nesse aspecto, também será uma parte importantíssima.

Mas eu confesso a minha ignorância nestas matérias... por isso tento frequentar estes meios em que sei que as pessoas sabem mais do que eu... se tiver dito algum disparate perdoem-me...

Cumprimentos a todos

deprofundis disse...

Como deve calcular, só vou à missa com uma pistola carregada atrás de mim... ou melhor, em casamentos e funerais. E o momento que mais gosto é aquele em que antigamente o celebrante proferia as palavras finais: "Ite missa est" (será assim que se escreve?)

Confessionário disse...

"Ita Missa est"

Goldmundo disse...

A Consagração para mim. E o momento (tem nome?) em que o Padre diz "este é o cordeiro de Deus".

A homilia é, quase sempre, um momento de angústia. Tudo pode acontecer, o melhor e o pior (aconteceu-me, no dia seguinte ao tsunami da tailândia, ouvir "os pecadores foram castigados"; mas aconteceu-me ouvir outras coisas também).

A propósito da carta do Papa Bento (e do patusco comentário que aqui deixaram Babi e Zé Luiz), eu diria que faz imensa falta que de vez em quando o Padre falasse do SIGNIFICADO de cada um dos actos "rituais" da Missa. Os pequeninos, não os "grandes"; quantos de nós reconhecem em cada uma das frases ditas um passo da Bíblia - o passo "certo" da Bíblia para aquele momento?

E chamo a atenção para o que disse "Hepta": "o momento em que o Céu se abre". Temos todos essa noção? Isto é, que não se trata de um "sentido figurado"?

Abraço