quarta-feira, fevereiro 26, 2020

amazónias [poema 243]

As florestas sobre a terra
Quando se eliminam não voltam,
por dentro da terra onde não existiram, morreram

As aves não nascem nos céus, mas lhe pertencem
Quando partem, porque não querem
Perdem dos vôos o bilhete
De ida e volta

Os rios são as faces dos caminhos que percorrem
Levam água, trazem vida
Quando param, não são mais rios
São a morte parada, sem volta
Ao interior da terra

7 comentários:

Anónimo disse...

adorei adorei, padre
falas da Amazónia e das amazónias do mundo!!!

Anónimo disse...

Simplesmente divino, amei e muito.

JS disse...

Eu aproveito para partilhar aqui o meu contentamento com a escolha do maravilhoso título para a recente Exortação pós-sinodal.

Confessionário disse...

Também gostei, JS.

Já li a exortação e gostei.
Entendi o sentido do 4º capítulo, não esperava muito mais, mas gostava que tivesse sido um pouco (só um pouco) mais arrojado. Entretanto, creio que a força/autoridade que Francisco deu ao documento do sínodo diz muito!

Ailime disse...

Bom dia Sr. Padre,
Como sempre um poema belo e profundo.
Ailime

Confessionário disse...

Ailime, este deve ter-te tocado em especial, não?

Ailime disse...

Tocou e muito, Sr. Padre.
Florestas, aves, rios, essências das minhas raízes.
Como adivinhou? rssss
Ailime