Contaram-me que há uns anos, numa determinada região do nosso país e da nossa Igreja, um determinado bispo foi encontrar na diocese, em que tomou posse, uma série de padres que, segundo o mesmo, prevaricavam. Numa linguagem mais inteligível, eram padres que tinham uma senhora e seus filhos com eles. Pelo que me contaram, havia, inclusive, alguns testemunhos bonitos de padres que moravam com esta sua família, em condições muito humildes, tais como a sacristia. Então o determinado bispo achou por bem acabar com esta forma de vida sacerdotal, embora a maioria destes padres fossem estimados pelas suas gentes. Se assim o desejou, assim o fez. Restaram dezoito padres. E não se sabe ao certo se eram impecáveis ou mais empenhados que os outros. O que se sabe é que hoje é uma diocese abandonada pela fé.
Não posso garantir que tenha ocorrido tal e qual como me contaram. O que se conta nem sempre é verdade. Ou tal e qual. Mas o sínodo da Amazónia, que vai ocorrer em Outubro próximo e que tem sido badalado na comunicação social, sobretudo religiosa, por causa da abertura que o documento preparatório deste sínodo tem feito em relação à hipotética ordenação de homens casados, nomeadamente indígenas, fez-me pensar que há muitos caminhos no caminho da fé ou do sacerdócio. Aliás, todos somos sacerdotes pelo nosso baptismo. Ou não?