NOTA: não aconselhável a leitores com problemas cardíacos!
A Eucaristia de Domingo de Ramos tem um Evangelho que não passa despercebido. Além de se ler a paixão e morte de Jesus, o tamanho do texto é bem acima da média. São umas boas oito ou dez páginas, aliviadas pela forma dialogada de três leitores. Por melhores que estes sejam e por mais bem preparados que se encontrem, é comum haver gafes pelo meio. Umas melhores que outras. Umas que não trocam o sentido das palavras ou das frases, e outras que as alteram completamente. Umas inusitadas e outras altamente hilariantes. E foi assim numa das minhas paróquias. A leitora até leu bastante bem. Mas para o fim já se mostrava cansada. Assim na cena final da paixão do Senhor, numa versão altamente inédita, temos o Centurião e os que com ele guardavam Jesus, isto é, os soldados, em vez de ficarem “aterrados”, ficarem enterrados. Tal seria o pavor. Mas nisto, vem o final apoteótico. E vemos Jesus na cruz que, clamando outra vez com voz forte, espirrou. Nesta versão Jesus não “expirou”. Espirrou. Não é uma versão má de todo. Espirrar é melhor que expirar. Devia estar constipado o nosso Jesus. Da próxima vez, antes de ir lá para a cruz, que tome os remédios.