Quando entrei na igreja matriz também quis entrar. É uma criatura de Deus este cão, pensei. E embora pudesse ter melhores ouvidos à Palavra de Deus que muitos dos nossos cristãos, não fazia propriamente parte da comunidade. Esbocei um gesto para o afastar. Ou com medo ou com respeito, afastou-se. Dois acólitos que entravam comigo falaram-me da sua amizade. Que eram muito amigos. Aproveitei a ocasião para lhes falar das criaturas de Deus que merecem o nosso carinho. E assim demos início à Eucaristia.
Lá estavam os acólitos nas suas alvas brancas, de velas na mão, em frente ao ambão e eu a proclamar o Evangelho quando, por entre a multidão surge o nosso amigo cão. Algumas pessoas tentaram afastá-lo da ideia de se passear pela coxia. Em vão. Por entre calcanhares e pernas, foge e intenta chegar junto dos seus carinhosos amigos, os acólitos. Eu vou assistindo do canto do olho. Um no livro e outro no desenrolar da situação. Uma jovem mais decidida encaminha-se na sua direcção. Ele foge insistentemente e ela insistentemente corre atrás dele. Desiste depois. Era impossível. Para mim começava a tornar-se impossível também a compostura. Em pequenos trejeitos o meu sorriso ia crescendo. Tentava controlar-me. Por fim o cão chegou junto dos meus acólitos, mesmo à minha frente. Estancou e toca de abanar o rabo. De um lado para o outro. À espera. Parecia querer ouvir melhor a Palavra de Deus. Não teve medo, como muitos cristãos, de ir para a frente da Igreja. Impossível alhear-me da situação. Ainda por cima tinha presente o “de rabo para o ar”.
Um dos acólitos é obrigado a largar a vela e sair da Igreja para que o seu cão amigo o seguisse. Eu assisto. Resisto. Acabo a leitura e não resisto. Lá vai uma Palavra da Salvação que mais saiu como de exaltação. Paaa-lahaha-vrrraa da Salvahahaçã…
Lá estavam os acólitos nas suas alvas brancas, de velas na mão, em frente ao ambão e eu a proclamar o Evangelho quando, por entre a multidão surge o nosso amigo cão. Algumas pessoas tentaram afastá-lo da ideia de se passear pela coxia. Em vão. Por entre calcanhares e pernas, foge e intenta chegar junto dos seus carinhosos amigos, os acólitos. Eu vou assistindo do canto do olho. Um no livro e outro no desenrolar da situação. Uma jovem mais decidida encaminha-se na sua direcção. Ele foge insistentemente e ela insistentemente corre atrás dele. Desiste depois. Era impossível. Para mim começava a tornar-se impossível também a compostura. Em pequenos trejeitos o meu sorriso ia crescendo. Tentava controlar-me. Por fim o cão chegou junto dos meus acólitos, mesmo à minha frente. Estancou e toca de abanar o rabo. De um lado para o outro. À espera. Parecia querer ouvir melhor a Palavra de Deus. Não teve medo, como muitos cristãos, de ir para a frente da Igreja. Impossível alhear-me da situação. Ainda por cima tinha presente o “de rabo para o ar”.
Um dos acólitos é obrigado a largar a vela e sair da Igreja para que o seu cão amigo o seguisse. Eu assisto. Resisto. Acabo a leitura e não resisto. Lá vai uma Palavra da Salvação que mais saiu como de exaltação. Paaa-lahaha-vrrraa da Salvahahaçã…