segunda-feira, abril 27, 2015
A Olímpia e o milagre da vida
sábado, janeiro 31, 2015
Mais uma vez o Carlos
sábado, junho 28, 2014
a solidariedade não se faz de cima para baixo
terça-feira, março 18, 2014
A solidariedade cristã
quinta-feira, fevereiro 06, 2014
Há-de ser o que Deus quiser
segunda-feira, fevereiro 03, 2014
O Papa N
No passado Domingo, após uma leitura tal e qual como descrevi onde aparecera o N para o Papa, os meus leitores, todos eles, fosse de que paróquia fossem, não estiveram com meias medidas ou engasgos ou dúvidas e acrescentaram ou substituíram o N pelo Francisco, o Nosso Papa Francisco. Alguém desse lado me dirá que isso não é nada de nada, nada de mais, nada de estranhar, nada do outro mundo. Porém, nos últimos tempos este facto tem-se repetido praticamente sempre que aparece o Papa N. Direis que isso continua a não ser nada de nada. Porém, há um ano e tal e na generalidade, quando o leitor chegava a esse N costumava engasgar, enganar-se no nome, tentar vários nomes, ou mesmo passar à frente como se lá não estivesse nada escrito. Informo que nutri e nutro simpatia e empatia pelo Bento XVI e mais ainda pelo João Paulo II. Mas um facto é um facto.
quarta-feira, janeiro 29, 2014
As batatas do Carlos que é meu sacristão
É assim o Carlos que é meu sacristão.
segunda-feira, outubro 28, 2013
A irmã Graça
sábado, julho 27, 2013
O Papa nas Jornadas Mundiais da Juventude
quinta-feira, maio 09, 2013
A lenha do Carlos, que é meu sacristão
quinta-feira, janeiro 17, 2013
Um medo meu
sexta-feira, janeiro 04, 2013
A dona Olímpia e o menino Jesus da cabeleira
sexta-feira, outubro 26, 2012
A senhora, de nome que não interessa
Em cada terra, em cada paróquia, há sempre senhoras, de nome que não interessa, que vivem a sua vida a reparar na vida dos outros. Nas mais pequenas, sentam-se ao cimo do balcão e fazem uso da sua língua, geralmente má, para desfazer novelos e criar novelas da vizinha, da amiga da vizinha, e das amigas das amigas da vizinha. As que moram em terras ou paróquias maiores sentam-se à mesa do café para que o chá seja bem regadinho com a história que ouviram falar.
A senhora, de nome que não interessa, gosta de andar atrás do padre e assim como fala das vizinhas, aproveita e fala do padre, que esse dá uma novela de maior audiência. Por azar da vida, veio contar-me duas ou três coisas a respeito de duas ou três senhoras que colaboram na Igreja. Não gosto de dar importância a conversas destas, mas, como é hábito, escutei-a porque o meu dever é escutar. A meio da conversa pedi-lhe para falar coisas boas dessas senhoras e ela não conseguia. Foi quando se calou. Aproveitei para ensinar que dos outros só devemos falar bem, e que devemos ter atenção se não recalcamos nos outros aquilo que está dentro de nós. Terminámos assim a conversa e quero pensar que ela vai melhorar. Mas depois de ela sair porta fora, lembrei um dito senhor da televisão, de nome que não interessa, que há dias se saiu com esta à frente do écran. Aqueles que passam o dia a falar da vida dos outros que arranjem uma vida. De facto, quem está de bem com a sua vida, não gasta tempo a falar, geralmente mal, da vida dos outros.
terça-feira, junho 21, 2011
Quem tem pouco acaba por reconhecer que cada pouco é muito
domingo, dezembro 12, 2010
Os padres também erram
quinta-feira, dezembro 02, 2010
A lição da São
quinta-feira, maio 20, 2010
O senhor que agradece tudo
Há dias cruzámo-nos à entrada da Igreja. Eu apressado. Ele com a calma das muletas. Perguntei-lhe como estava. Abriu a boca sem dentes e sorriu. Muito bem, senhor padre. Eu tenho sempre muito que agradecer. Digamos que passo a vida a agradecer. Acredite, padre, agradeço-lhe tudo. E eu, pela idade avançada e pelas limitações, pensei que se referia á vida que tivera. Por isso perguntei-lhe se agradecia a vida que tivera. Ó, padre, agradeço a vida que tenho. Agradeço tudo, tudo. E não se cansava de repetir. Tudo. Tudo
quinta-feira, março 18, 2010
Os bens que se têm ou não
Há dias ralhei na homilia com as pessoas que têm muito. Barafustei umas verdades que Jesus um dia barafustou. Referia-me àqueles que vivem para ter e para ter mais. Expliquei que me referia a esses. Mas a senhora simpática ficou com uma nódoa no seu entendimento, e decidiu que só eu a poderia limpar. Padre, aquilo que falou hoje inquietou-me. E fiquei a pensar que toda a gente estava a olhar para mim. Eu, pelo menos, olhei. O senhor conhece-me. Acha que eu sou dessas pessoas que precisa rever o que tem? A conversa realizou-se na sacristia, mas separada do sacristão e dos habituais amigos das risadas após a missa. Mesmo assim decidi escrever, porque aquilo que se escreve fica guardado na mão e esta pode abrir-se as vezes que quisermos, ao passo que aquilo que se diz nem sempre tem onde ficar guardado. Peguei numa caneta. Rasguei uma folha do meu bloco de apontamentos e escrevi. Não interessa os bens que tens, mas o que fazes com eles. A pessoa de fé vive com o que tem, valoriza o que tem. A pessoa que não tem fé vive com o que lhe falta, valoriza o que os outros têm.
quinta-feira, janeiro 04, 2007
Se foi a direita ou a menos direita
É saboroso acordarmos e avistarmos algo estranho do lado de lá da porta da entrada, abrirmos a porta, abrirmos o saco e darmos de caras com uma prendinha de alguém anónimo, alguém que sabemos ser da paróquia, que sabemos amar-nos, mas que cumpre aquilo do dar sem que saiba a esquerda. Foi assim no dia de Natal. Mais tarde, tal como um ou dois dias antes, outros embrulhos com nome. A Maria, O António, A Dolores, o António outra vez, entre outros. Claro que são nomes fictícios, porque é mais importante o dar com a direita sem que saiba a esquerda. Para mim contam, mas para o caso não contam os nomes. O gesto diz deles o que o amor diz de Deus. E o que me traz aqui estas palavras nem é esta questão. São as questões das prendas. Imaginem que oitenta por cento das prendinhas amigas que recebi dos meus paroquianos foram garrafas e garrafas, bebidas finas, coisa e tal, vinhos do Porto, Whisky, Licores, Vinho de mesa, champanhe. Tenho uma série delas por arrumar em cima da mesa da cozinha. E não percebi o que me quiseram dizer. Precisas de outra cor? Precisas tornar-te um homem? Não sei que hei-de dar, por isso dou algo que os padres devem gostar? Ele junta-se muito com os amigos? Queremos vê-lo alegre? A vida do padre não tem sabor? É uma boa companhia? Não vai precisar de sair de casa para a apanhar? Queremos que ele nos faça as vontades e é meio caminho andado? Ou Somos tão amigos seus que lhe damos o que para nós seria a melhor prenda? Ou ainda, é apenas um gesto, se fosse roupa não tínhamos medidas e certeza de gostos, se fosse biblot não fazia falta, se fosse comida, não é tempo disso, se fosse um livro, deve ter muitos e não sei escolher, se fosse… o que é certo é que tenho gente que me ama, sem que para mim interesse se foi a direita, se há-de ser menos direita a que me mostra o seu amor!
Mesmo assim gostava de saber...
sábado, dezembro 09, 2006
É que me lembrei da esperança
E hoje, ao rezar este advento, lembrei-me deste casal, e da casa que lhes ardeu, com os animais, com as mobílias, com a mãe da senhora. Foi o caos por lá. Por cá. Não se falou noutra coisa durante tempos. A minha oração partiu deles. É que me lembrei da esperança, e da forma como esta mulher a perdeu. O marido nem sei. Contaram que moravam longe. As amigas tinham-na abandonado. Os amigos influentes, os colegas, a casa, os bens, o dinheiro. Tudo ficara para trás nas suas vidas. Não sei deles. A última notícia que tive não dizia mais do que: andavam meios perdidos. A minha oração de hoje pergunta onde habitualmente depositamos a nossa esperança? No dinheiro, nos nossos bens, nas nossas capacidades, nos nossos amigos, mais ou menos influentes. Tudo coisas que podem deixar de ser. Efémeras. Finitas. Por isso o nosso mundo perdeu a esperança, escondida por detrás de nuvens que criamos e que escondem o sol. Porquê?! Porque não havemos de descobrir a esperança no presépio, com a Vida Daquele que mudou a vida e a morte, Aquele que faz sentir que a vida tem sentido, mesmo quando tudo parece perdido, porque o que nunca perdemos é o Seu Amor e a certeza de quem um dia, quando tudo acabar, começará de novo?