O passado
Arde nos olhos e nas entranhas
Remove as águas e seca as fontes
O passado
É a sombra que nos religa
Ao que não quisemos mas foi
Ao que o futuro nos repugna
E repõe.
Desejo a todos os amigos e visitantes um ano cheio da Esperança que brota de Deus!
Mostrar mensagens com a etiqueta Poesia. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Poesia. Mostrar todas as mensagens
domingo, dezembro 31, 2017
sexta-feira, dezembro 29, 2017
flores que são pétalas [poema 165]
Contar pétalas, uma a uma, pelo sim pelo não
Escolher as pontas soltas, sem caule
Entre o agora e o agora não
Juntá-las, de novo, para serem flor
Quando já não são mais que pétalas
A secar, pelo sim pelo não
Vou voltar a contar
Escolher as pontas soltas, sem caule
Entre o agora e o agora não
Juntá-las, de novo, para serem flor
Quando já não são mais que pétalas
A secar, pelo sim pelo não
Vou voltar a contar
sexta-feira, dezembro 22, 2017
Essa noite [poema 164]
Veio na calada e no mais escuro da noite,
Sem notícias ou publicidades, do nada
Veio na pobreza de uma barraca, sem cidade,
Sem adornos, sem luzes, somente com estrelas
Veio e poucos sabem que veio.
Entrou por uma porta sem entrada, na noite
que eu sou.
Sem notícias ou publicidades, do nada
Veio na pobreza de uma barraca, sem cidade,
Sem adornos, sem luzes, somente com estrelas
Veio e poucos sabem que veio.
Entrou por uma porta sem entrada, na noite
que eu sou.
Desejo a todos os meus amigos e leitores um Natal repleto, cheio, pleno do Menino Deus!
domingo, dezembro 17, 2017
amanhã [poema 163]
Quando não houver papel para escrever
Tecerei poemas com as nuvens, para ser.
Farei esboços de histórias na memória
Dos que fizeram a sua na minha história.
Do céu farei ouvir as minhas canções
Como beijos que cheguem aos corações.
As estrelas serão o meu mundo e o tempo
Onde adormecerei sem nenhum tormento.
Nunca deixarei de amar por um momento
Serei tudo o que te trouxer o vento...
Tecerei poemas com as nuvens, para ser.
Farei esboços de histórias na memória
Dos que fizeram a sua na minha história.
Do céu farei ouvir as minhas canções
Como beijos que cheguem aos corações.
As estrelas serão o meu mundo e o tempo
Onde adormecerei sem nenhum tormento.
Nunca deixarei de amar por um momento
Serei tudo o que te trouxer o vento...
sexta-feira, novembro 24, 2017
coração de Deus [poema 162]
Aperta-se o coração, por não respirar
Cada vez que o nó mais se aperta em si
Míngua e desaparece, por falta de ar
Quando não se encontra dentro de ti
Ó Senhor deste coração, que aparentas fugir
Quando parece que não há mais para onde ir
Não venhas a mim, mas ao que é meu
Coração encarnado de tanto sangrar
Quando a noite cai sobre o céu
E deixa de ser para te poder amar
Todo teu, no teu que ser mais especial,
O Coração
Cada vez que o nó mais se aperta em si
Míngua e desaparece, por falta de ar
Quando não se encontra dentro de ti
Ó Senhor deste coração, que aparentas fugir
Quando parece que não há mais para onde ir
Não venhas a mim, mas ao que é meu
Coração encarnado de tanto sangrar
Quando a noite cai sobre o céu
E deixa de ser para te poder amar
Todo teu, no teu que ser mais especial,
O Coração
quarta-feira, outubro 25, 2017
Lar [poema 161]
Não conheço mais que esta vida
Moro numa casa que não foi construída
No meio do nada para que seja assim
Um passado a que não encontro o fim
Em tudo busco o teu regaço em mim
Moro numa casa que não foi construída
No meio do nada para que seja assim
Um passado a que não encontro o fim
Em tudo busco o teu regaço em mim
sábado, outubro 14, 2017
encontro [poema 160]
Fechámos a porta atrás de nós
No quarto redondo sem saída
Para além do abraço e da voz.
No escuro teus olhos me consumiam
Como lampiões que não se sabe donde
Não encontrei mais a porta para sair
Ou a esquina que o quarto não tinha
Eram grades de ouro, feitas sem nós
E ali ficámos sem nada mais que um e o outro
Preparados para sermos nós
No quarto redondo sem saída
Para além do abraço e da voz.
No escuro teus olhos me consumiam
Como lampiões que não se sabe donde
Não encontrei mais a porta para sair
Ou a esquina que o quarto não tinha
Eram grades de ouro, feitas sem nós
E ali ficámos sem nada mais que um e o outro
Preparados para sermos nós
terça-feira, outubro 10, 2017
morrer a meio tempo [poema 159]
Não tenho medo de morrer...
Mas tenho medo de morrer a meio tempo
Prédio erguido com tijolos sem massa
Floresta de árvores sem fruto
Flor sem perfume ou cor de traça
Laranja cortada em pedaços sem sumo
Fogo de fumo, sem brasas
Fonte de águas impróprias para viver
E ser apenas um ser para morrer...
Mas tenho medo de morrer a meio tempo
Prédio erguido com tijolos sem massa
Floresta de árvores sem fruto
Flor sem perfume ou cor de traça
Laranja cortada em pedaços sem sumo
Fogo de fumo, sem brasas
Fonte de águas impróprias para viver
E ser apenas um ser para morrer...
sexta-feira, outubro 06, 2017
Bilhete para o céu [poema 158]
No céu não se entra sozinho
Connosco vão malas e malas de gente
Que sabe a nossa história no coração
Malas de roupas que eram nossas e não vestimos
Seguras em mãos que apertámos como se fossem nossas
Malas pesadas que transportámos como prédios habitados
por rosas
E malas como baús vestidos de livros antigos,
Na infância dos contos de fadas e de heróis que venceram
pelo bem, sem espada
Malas, e mais malas, malas que não cabem
Senão noutras malas de gentes
que sabem de cor a nossa história,
e vão connosco até ao céu,
Essa casa comum, de tanta gente,
Para que não entremos sozinhos.
Connosco vão malas e malas de gente
Que sabe a nossa história no coração
Malas de roupas que eram nossas e não vestimos
Seguras em mãos que apertámos como se fossem nossas
Malas pesadas que transportámos como prédios habitados
por rosas
E malas como baús vestidos de livros antigos,
Na infância dos contos de fadas e de heróis que venceram
pelo bem, sem espada
Malas, e mais malas, malas que não cabem
Senão noutras malas de gentes
que sabem de cor a nossa história,
e vão connosco até ao céu,
Essa casa comum, de tanta gente,
Para que não entremos sozinhos.
sábado, setembro 30, 2017
Chorar [poema 157]
Chorar à chuva é mais fácil.
Não se sabe onde começamos
e onde começa o tempo,
Que cor têm as lágrimas
ou o frio da chuva que cai.
Não se sabe se vamos ser rio ou mar,
se vamos para terra,
para não mais voltar.
Chorar à chuva é Deus connosco a chorar
Não se sabe onde começamos
e onde começa o tempo,
Que cor têm as lágrimas
ou o frio da chuva que cai.
Não se sabe se vamos ser rio ou mar,
se vamos para terra,
para não mais voltar.
Chorar à chuva é Deus connosco a chorar
domingo, setembro 10, 2017
vens [poema 156]
Peço respostas, vens em perguntas
Volto-te as costas, e voltas a vir
Como perguntas que eu sei
No coração
Poderei responder
por ti
em ti
Volto-te as costas, e voltas a vir
Como perguntas que eu sei
No coração
Poderei responder
por ti
em ti
quarta-feira, agosto 30, 2017
esse silêncio [poema 155]
Inauguramos o silêncio entre portadas
De casa em casa que são pedras lavradas
Esse silêncio que não conhecemos senão
No espaço entre umas pessoas e as outras
Ou entre si mesmas na quietude de não ser
Há ali a comunicação dos gestos que são.
Corro de porta em porta, com o coração
Nas fechaduras, entro e saio e a quietude entra
Em mim, nesse silêncio que também se abre
E me diz: Não estou só, apesar do meu nada
Há alguém que se faz tudo para eu falar!
De casa em casa que são pedras lavradas
Esse silêncio que não conhecemos senão
No espaço entre umas pessoas e as outras
Ou entre si mesmas na quietude de não ser
Há ali a comunicação dos gestos que são.
Corro de porta em porta, com o coração
Nas fechaduras, entro e saio e a quietude entra
Em mim, nesse silêncio que também se abre
E me diz: Não estou só, apesar do meu nada
Há alguém que se faz tudo para eu falar!
quinta-feira, agosto 24, 2017
meu deus [poema 154]
Lá no alto havia um céu
Que um dia caiu e fez-se véu
No meu rosto de cera pálida
Me abria e me assombrava
Calava-me mas não me calava
Olhem, ali vai um Deus
Por entre terras e céus
Anda de mão dada e ferida
Fez-se carne, faz-se vida
O céu deixou de ser céu,
Passou a ser o que eu sou
e de mão dada me levou
Que um dia caiu e fez-se véu
No meu rosto de cera pálida
Me abria e me assombrava
Calava-me mas não me calava
Olhem, ali vai um Deus
Por entre terras e céus
Anda de mão dada e ferida
Fez-se carne, faz-se vida
O céu deixou de ser céu,
Passou a ser o que eu sou
e de mão dada me levou
quarta-feira, julho 26, 2017
és a verdade [poema 153]
Entre o que é e o que não é
Vão as palavras que cada um diz
Na verdade do que é ou do que se quer que seja
Entre o que é hoje e é amanhã
Vão as mágoas do que não é
Na verdade que se constrói de boca em boca
Só uma verdade é sempre a verdade
Aquela que és.
Vão as palavras que cada um diz
Na verdade do que é ou do que se quer que seja
Entre o que é hoje e é amanhã
Vão as mágoas do que não é
Na verdade que se constrói de boca em boca
Só uma verdade é sempre a verdade
Aquela que és.
quarta-feira, julho 19, 2017
sou uma pedra [poesia 152]
Sou a pedra que lançaste ao mar
Para entre pedras me rebuscar
Pedra que te adentra sem saber nadar
Para em madre pérola se transformar
E se por algum acaso regressar,
Irei quantas vezes for preciso
por entre estradas até ao mar
Para entre pedras me rebuscar
Pedra que te adentra sem saber nadar
Para em madre pérola se transformar
E se por algum acaso regressar,
Irei quantas vezes for preciso
por entre estradas até ao mar
quarta-feira, junho 28, 2017
És aquele que és [poesia 151]
És o que não sei ter no meu quarto vazío
És quem o preenche para o soltar
Como vento, a soprar dentro das janelas
Como se fossem elas cada braço para te agarrar
À força de te ter as encerro
Depois de as quebrar para tu entrares
És a chuva que cai sobre as minhas lágrimas
encostadas ao teu rosto para as respirar
És cada minuto que tenho e não tenho
nas mãos cruzadas a agarrar, o quarto
As mesmas mãos que levam o quarto esquecido
pronto para voar
És quem o preenche para o soltar
Como vento, a soprar dentro das janelas
Como se fossem elas cada braço para te agarrar
À força de te ter as encerro
Depois de as quebrar para tu entrares
És a chuva que cai sobre as minhas lágrimas
encostadas ao teu rosto para as respirar
És cada minuto que tenho e não tenho
nas mãos cruzadas a agarrar, o quarto
As mesmas mãos que levam o quarto esquecido
pronto para voar
sexta-feira, junho 23, 2017
uma flor [poesia 150]
A flor que ontem, nos lábios, me trouxeste
Secou na madrugada de um dia que chegou
No coração se quedou, dentro de mim,
como o que é oferta e o que é uma flor
O que ontem foi amanhã não será
Ainda que teimes em querer voltar lá,
com outra flor
Secou na madrugada de um dia que chegou
No coração se quedou, dentro de mim,
como o que é oferta e o que é uma flor
O que ontem foi amanhã não será
Ainda que teimes em querer voltar lá,
com outra flor
segunda-feira, junho 05, 2017
simplesmente fé [poema 149]
Este pequeno nada
Que em mim é tanto
Cresce em pouco
E nada
Cresce enquanto
Tu queres e eu quero
Tanto
Que em mim é tanto
Cresce em pouco
E nada
Cresce enquanto
Tu queres e eu quero
Tanto
quinta-feira, junho 01, 2017
cabelo ao vento [poema 148]
Quem melhor me penteia é o vento.
Esse que serpenteia como o tempo
na hora interior de um momento,
É ele quem sabe cada cabelo que tenho.
E é por ele que eu venho
Até ao cimo da estrada
Venho e volto de mão dada
com o meu cabelo ao vento
Esse que serpenteia como o tempo
na hora interior de um momento,
É ele quem sabe cada cabelo que tenho.
E é por ele que eu venho
Até ao cimo da estrada
Venho e volto de mão dada
com o meu cabelo ao vento
sexta-feira, maio 26, 2017
Subscrever:
Mensagens (Atom)