terça-feira, maio 09, 2006

O Mês de Maio

Hora da Eucaristia primeiro. Dia de semana. Portanto, Euca-ristia da semana. Cânticos, nada. Não é habitual, por mais que insista. Há, quando inicio eu o canto. À medida que a Eucaristia vai avançando chega mais gente. Ita missa est. Que também sei latim. Pouco, mas sei. Vai chegando mais gente ainda. Inicia de seguida o “Mês de Maio”. É assim que chamam. Terço ou rosário. Para os modernos rosário. Para a minha gente, terço. Eu fico a rezar com eles. Cânticos em cada mistério. Ita oração est. Final apoteótico com cântico. E com o meu sorriso amarelecido, ou colorido.
Já cá fora, perguntei à cantora mor: Porquê tanto cântico agora e antes não? Ela sorriu. O padre tá é com fome. A minha resposta pronta com nova pergunta. Também reparou que estavam mais pessoas agora? Olhou-me de espanto. Por acaso, sim. Pois, disse. Sabe, a Eucaristia é um sacramento, o sacramento cume dos cristãos, o alimento da fé. O terço é bonito, bom, importante, imprescindível. Mas não é um sacramento. Eu sei que há apenas trinta “Mês de Maio” por ano. Sei que é tradição. Estas coisas das tradições! Mas boa, pelo menos isso. Sei que é melhor rezar terço do que nada rezar. Sei que é bom pensar Cristo desta forma do que de forma nenhuma.
A questão não está nos Cânticos durante o terço ou no maior número de pessoas no terço. Mas na falta de cânticos e no menor número na Eucaristia.
Este padre, disse ela, está sempre a surpreender-nos. Bateu-me amigavelmente nas costas. Surpreendeu-se, e aprendeu uma lição. Espero. Estou para ver.

29 comentários:

Paulo de Tarso disse...

Ó caro amigo Confessionário, é este um dos maiores desafios pastorais do século!!! Garanto-te que sofro este drama de há uns anos esta parte. Mais ainda aqui no norte ou nos Santuários por esse país fora... as tradições distorcem radicalmente o cristianismo que nós conhecemos! Enfim, consola-me saber que mais do que nós estará Cristo empenhado em fazer brotar uma fé verdadeira e lá vai despertando alguns corações. Também despertou o meu... e isso valeu-me algumas reprimendas da própria Igreja :-)

Abbiamo fiducia, fratello!

Diogo Taveira+ disse...

Caro Reverendo,
por mesmo acaso, reparei nisso hoje. fui assistir à Santa Missa da tarde, e estavam umas 10 a 20 pessoas (daquelas velhotas tão chatas que o padre até pede que nós o ajudemos a fugir, fingindo ter de ir tratar com ele qualquer coisa à Sacristia)e nem cânticos, nem Fé, nem nada. fiquei um pouco desolado, pois estou habituado às lindas missas de Sábado e Domingo (em que tenho o prazer de ler). mas à noite, 21:30, começou o terço e não havia um lugar para sentar. pergunto-me, qual a diferença? e encontro facilmente a resposta: porque Maria desperta um compromisso muito grande nas pessoas, pela Virgem, pela Mãe de Deus (e como nós lhe chamamos também) Rainha de Portugal.
Caro Reverendo, queria pedir-lhe um espaço nas suas orações pela minha vocação.
um abraço em Cristo, semper

Nova Evangelização disse...

Abordei ao de leve aquilo que penso ser a raiz psicologica deste fenomeno no blog aonde escrevo. Para não me repetir deixo aqui o endereço (sem intenções publicitárias):

http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13989961&postID=114644503034365256

Resumindo, Edipo Rei.

Embora não saiba se não há também alguma questão com os horários.

António Maria

Carla Isabel disse...

Olá amigo!

Sei do que falas...é a tradição...no Natal estar a igreja cheia nem que seja para mostrar o belo do fato novo, ou na Páscoa, ou no Sr. dos Passos, porque a seguir a procissão é bonita...nem sei se 50% dos que lá estão sabem o significado...mas isso tb não os deve preocupar...
Ou aquela velhas a cheirar a mofo de lenço e xaile pela cabeça que ficam na igreja a controlar tudo e todos, e assim que saem têm logo comentários fantásticos a fazer...

Enfim, cabe-nos a nós tentar alterar alguma coisa, dar testemunho de u Deus de amor um Deus vivo e misericordioso!

Bjs
Carla

A Capela disse...

Estava aqui lendo e notei uma vez mais como o Confessionário é pertinente nas questões que nos coloca, como esta no final.
Dei com o teu comentário António Maria, segui o linque e então também achei importante o teu comentário ali. Ao reparar (pq já n me lembrava mais) num meu, gostava então de juntar aqui umas palavras mais, de Nossa Senhora nas mensagens de Medjugorje e referindo-se à importância da Eucaristia " Vocês não celebram a Eucaristia como devia. Se soubessem quantas graças e dons vocês recebem, vocês se preparariam para ela cada dia durante uma hora no mínimo”. (1985). (...) Ela pediu também que a oração ao Espírito Santo fosse sempre feita antes da Missa. Nossa Senhora quer ver a Santa Missa como “a mais elevada forma de oração” e “o centro de nossas vidas”(de acordo com Marija). Nossa Senhora sempre nos aponta o caminho para Jesus nas Suas mensagens “A Missa é a maior oração de Deus. Vocês nunca serão capazes de compreender a sua grandeza: Por isso vocês devem estar plenamente humildes na Missa, e devem preparar-se para ela.”(1983- Medjugorje).
Se o número de pessoas é menor na Eucaristia, entendo bem a preocupação do Confessionário e agradeço-lhe a chamada de atenção.

MC disse...

Ó meu querido amigo de que te surpreendes? É o bom povo e as suas devoções. Isso é igualzinho por todo o lado.

Penso que uma das raízes do problema foi andar-se a dar uma imagem de Deus, do mais berinha que há - Juiz, Todo-Poderoso... - aí o pessoal teve que arranjar uns intermediários para lidar com tão fera criatura e vai daí, muitos santinhos, muitas nossas senhoras, com nomes para todas as encomendas...
A um Pai Todo-Poderoso é preciso contrapor uma Mãe, dócil, obediente, sempre à mão para o que for preciso.
Não era assim nas famílias também? Portanto, razões sociológicas também, para difundir com tanto ênfase as devoções marianas.
E então se chegamos ao cúmulo de ter uma nossa senhorazinha aqui mesmo à mão, nossazinha, do nosso Portugalzinho, que é que queremos mais?
Quem tem culpa? Só o povo? Tenhamos paciência. Tenho lido notícias que dizem isto:"Nossa Senhora de Fátima pela terceira vez no Vaticano" Ah! Nossa senhora anda assim a saltar como as pombinhas da catrina.
È preciso dizer mais ou fico por aqui?

E tu tem lá paciência com as velhotas, não lhes tires a fé, coitadinhas. Mas se puderes, aos novos que apanhares a jeito, testemunhares-lhe Cristo, eu ficarei muito feliz. E eles também de certeza.

Um beijo grande para ti.
Depois não te lamuries que eu não venho cá comentar ;)

Pitux disse...

O que eu reparo na Basílica em que acolito é que há muita mais gente nos Cenáculos em que rezamos um terço meditado a Nossa Senhora do que na Adoração do Santíssimo das Primeiras Sextas-feiras de cada mês.

Confessionário disse...

Mc, não precisas dizer mais: Mas se quiseres... Sabes, eu tb penso um pouco assim. É isso e as tradições: arranjaram-se para justificar muita coisa, e agora quem se vê a braços com elas e quer levar as pessoas à fé, vê-se e deseja-se!

JOINCANTO disse...

Ita seca est (em gregoriano)...
eheheh

(desculpa mas custa-me a engolir algumas coisas dos Católicos e muitas dos Protestantes...)

Abraço amigo

Lugo disse...

Caro amigo.

Não te esqueças que muita gente na nossa Igreja gosta de Jesus Cristo por este ser filho de Maria. Por mais que se leia o Evangelho de João «Fazei o que Ele vos disser!» (Jo 2,5), e o que ele disse foi «que vos ameis uns aos outros como Eu vos amei.» (Jo 15,12).

Disse também que « todo aquele que fizer a vontade de meu Pai que está no Céu, esse é que é meu irmão, minha irmã e minha mãe.» (Mt 12,50), mas quando dizemos isto em Igreja, há sempre meia dúzia que nos acusam de protestantes, de hereges e de blasfemarmos contra a "terceira pessoa" da Santíssima Tindade: Maria.

Digam o que disserem, a culpa é nossa - da Igreja - e pouco ou nada temos feito para corrigir isso. A começar por João Paulo II. Quem se lembra de dedicar um ano ao Terço (no Ano do Terço) antes de fazer um ano pela Eucaristia? Foi o próprio João Paulo II que deu prioridade ao Terço em detrimento da Eucaristia. Como é que nos surpreendemos de o povo agir como age?

Noutro dia ainda tentei meter a cunha num bispo para se realizar um Ano da Bíblia. Não mostrou grande interesse... talvez fosse do adiantado da hora.

Por isso, comecemos a dar catequese e formação bíblica a sério a este Povo de Deus, para que possamos conhecer e amar Deus sobre todas as coisas.

Ah, já agora, experimentem perguntar as pessoas «o que é o Espírito Santo?» para compreenderem melhor porque digo que a catequese e formação são tão necessárias como pão para a boca (neste caso, pão para a alma).

Luís Gonzaga
www.paroquias.org

Confessionário disse...

Caro Lugo, essa da terceira pessoa da Santíssima Trindade, Maria!!! ahahah. De resto, não acho culpado João Paulo II de nada. Cada coisa no seu lugar. O Rosário tem um lugar e uma força especial em Maria. E a Eucaristia tem outro, a do cume sacramental. Não devemos nem misturar, nem colocar no mesmo lado. Ambas coisas me parecem necessárias na Igreja. Mas uma tem um valor e outra outro. E o valor da eucaristia é maior, sem dúvida.
Não tem comparação possível.

Pdivulg disse...

Como dizes e bem é melhor ter este tipo de Fé "tradicionalista" do que nenhuma. È melhor ouvir mal a palavra do que não ouvir nada, mas como diz a MC se "arranjares jovens a geito" por favor não os espantes...

JOINCANTO disse...

Já tinha ouvido muitas heresias, mas esta de Maria ser a terceira pessoa da Trindade?!??
Deve inserir-se na nova teologia da seita dos Códigos Davincianos...

A minha alma está parva!

Elfo disse...

Ó senhor vigário, desculpe tratá-lo assim, mas nas aldeias ainda é assim que tratam o prior da paróquia e não por padre, pois em muitas aldeias raianas padre é pai e, que eu saiba o padre não é pai de ninguém.
Deculpe vir incomodá-lo nas suas meditações despertinas onde deve andar a ler o livro das horas, ou o S. João da Cruz - juanito de la cruz -, para os amigotes.
É que não fiquei convencido pelos seus argumentos que ontem pôs no poste do Seawalker, acerca da homossexualidade dos vigários de Chrysto. Não me consta que tenha havido nenhum apóstolo pederasta e muito menos pedófilo como tem vindo a público nos escaparates da América do Norte e, não só.
Admira-me que o senhor cura saiba exactamente o que Deus pensa acerca da tendência do homossexuais no seio das várias comunidades católicas apostólicas e romanas.
É que é muito perigoso botarmos a nossa opinião e afirmar a pés juntos que essa é a intençao de Deus, Uno e Verdadeiro.- Inácio de Loyola e Torquemada também pensavam assim -.
Um dos nomes de Deus é exactamente o Incognoscível e outro é o Insondável. Mas também é Omnisciente e, isso devia-lhe impôr um respeito e um temor a Deus que não me parece que seja seu apanágio.
Fiquei abismado quando o senhor prior não distingue um rosário de um terço. Pois é assim, e desculpe estar a ensinar o padre nosso ao cura, um terço é exactamente a terça parte de um rosário. É uma questão de fazer as contas, e olhe que o povo tem razão, é que já se adorava "Maria", por outro nome, é óbvio, mesmo antes de as legiões romanas por cá terem passado.
Aconselho o senhor "confessor" a Ler um livro que se chama: "Portugal Terra de Mistérios".
Tenha um bom dia e que Deus na Sua infinita Misericórdia o aconselhe e, que você deixe entrar a Luz no seu dolorido coração.

Paulo de Tarso disse...

Olá Lugo,
subscrevo-te completamente, também nessa acusação do protestantismo. Só quem passa por elas sabe como é.

Abraço amigo

Missé disse...

Noutro dia estive a comentar com a minha irmã precisamente a mesma coisa. A conclusão que tirei foi a seguinte, para alem da tradiçãozinha há também outra coisa. A eucaristia pela sua dimensão leva a um maior comprometimento pessoal pelo confronto directo com a palavra de Deus que derrota as nossas defesas e incomoda as nossas mesquinhices. Ora no terço é mais facil passar ao lado do compromisso vital de um cristão se dissermos apenas umas palavritas e está feito. Mas há que ter esperança que estas "esquizofrenias" da realidade de qualquer cristao vao acabar, pq afinal "se Deus está por nós, quem..." Sabem o resto da frase não sabem? :)

Paulo disse...

Palavras que senti dentro de mim...a escrita flui em ti.

Confessionário disse...

Obrigado, Paulo.

Ver para crer disse...

Sim, também tenho encontrado o mesmo gosto pelo terço. Diria: ainda bem.
Acontece porém que valorizar o terço em detrimento da Eucaristia, é algo de errado. Mas que fazer?!
Só uma catequese apropriada poderá resolver o problema.
Um abraço

BLUESMILE disse...

M.C - disseste tudo em poucas palavras...

O que fazer se as pessoas precisam sempre de uma mãezinha em horas de aflição? E, já que a nossa religião não nos deu deusas, há que inventá-las - ele são as santas, as santinhas, e sobretudo ( oque é mais divertido e popular ) as diversas "nossas- senhoras" , que, de tão nossas, até têm bairrismos e rivaliddaes entre elas, como se fossem várias entidades!!!

A coisa parece-me tão grave como a a profusão de professores Karambas, "exorcistas" e madames tarólogas, a quem as mesmas católicas almas aflitas recorrem com a mesma devoção com que rastejam até fátima ou fazem novenas.

Que fazer????

É que por trás desta balbúrdia toda está uma imensa sede de Deus e o mesmo sentimento de orfandade espiritual...e sofrimentos muito humanos..

disse...

Realmente... Parece-me que a piedade popular move mais gente que o centro da nossa Fé! A Eucaristia!

Na verdade... seja procissões, terços e promessas... isso é o que o povo quer...

e por mais evangelização que se faça não conseguimos mudar consciências...

Eu tenho Nossa Senhora por a Virgem mãe de Jesus.

Mas por vezes vejo pessoas que têm Nossa Senhora como uma deusa!!!

Isto não pode acontecer!

A oração mariana é muito importante mas o mistério da Eucaristia ultrapassa-a...

vou tomar a liberdade de linkar o seu blog... afinal estamos unidos pelo anuncio do Evangelho!

Abraço

Confessionário disse...

Obrigado pelo link, Né.

padrecarlos disse...

Caro confessionário sinto o mesmo aqui na cidade onde vivo. Não é apenas coisa de gente simples. Somos de facto um povo mariano.É a oração do povo, que brota lá de dentro, e depois a mãe é aquela que compreende tudo, tudo desculpa, tudo crê. Um abraço Obrigado pelas tuas reflexões que apesar de comentar pela primeira vez, passo aqui todos os dias

Elfo disse...

A censura também é louvável, principalmente quando se tem um INDEX onde pôr a consciência.

Sonhadora disse...

A devoção Mariana em Portugal é enorme, basta ver a quantidade de peregrinos a caminho de Fátima.
E toda a gente faz promessas a Nossa Senhora e, pelo menos que eu saiba, pouca ou nenhuma gente faz promessas a Jesus.
Mas em relação ao terço tenho uma opinião muito própria (até um pouco herege)...
Acho que a oração deve ser um momento muito particular, muito íntimo com Deus. E não me parece que ao repetir n vezes uma Avé-Maria e um Pai-Nosso se esteja realmente a sentir o que se está a dizer. Eu pelo menos, no segundo rosário já tenho que agarrar bem o pensamento para não me fugir... É por repetirmos muitas vezes a mesma coisa que estamos a orar melhor?... Prefiro um único Pai-Nosso, mas sentido, na Eucaristia.

Confessionário disse...

Elfo, peço desculpa por qualquer mal entendido. Mas terás de reconhecer que julgaste mal.
1- Não fiz censura ao teu comentário, embora roçasse um pouco a ofensa pessoal; apenas o guardei para uma resposta com tempo, que nem sempre existe, e este teu comentário merecia uma resposta bem pensada.
2 - O comentário que fiz no blogue do nosso amigo seawalker, fi-lo porque ele deixou um pedido no meu blogue para o fazer; aliás, no momento em que acedi ao seu pedido mostrei a enorme dificuldade em o fazer. Mas como quis aceder ao seu pedido, respondi. O assunto não é de todo de abordagem fácil e simples; requer muito cuidado e ao mesmo tempo compreensão. Uma coisa é a fragilidade humana e outra a dignidade das mesmas pessoas. Uma coisa é a fragilidade e outra a pessoa que é frágil. Deus nunca condenou as pessoas por causa das suas fragilidades; quando muito, condenaria os actos de fragilidade. Será difícil prescrutar os sentimentos de uma pessoas, seja ela qual for, bem como os seus motivos, as suas causas. Mas isso não impede que uma pessoa que ama outra, mesmo que seja do mesmo sexo, não se sinta amada por Deus e devotada ao seu amor. Só não sei se a sua fidelidade pode ter o mesmo grau de qualidade. Só isso.
- Eu não sei propriamente o que Deus pensa acerca da homossexualidade; mas sei, sinto, estou convencido, tenho fé, que Ele quer toda a gente feliz, que quer salvar toda a gente e que sempre teve um olhar especial para com os marginalizados
- Respeito muito esse Deus exactamente pela forma como eu sinto que Ele ama cada um
- quanto às palavras “terço” e “rosário”, clarifico que a, como o magistério da Igreja propôs novos mistérios, os mistérios da luz, deixou de chamar-se terço a um terço do Rosário (porque já não é um terço, mas um quarto) e passou a chamar-se de rosário a aos cinco mistérios do que antigamente se chamava terço.
- obrigado pelo conselho da referida leitura
- continuamos amigos… sem ofensas. Espero não ter roçado a ofensa pessoal.

Elfo disse...

Se por qualquer motivo rocei a grosseria a seu respeito, reeitero aqui a minha convicção de que nunca o fiz com essa intenção.

Caríssimo, está escrito nas Sagradas Escrituras, que eu rsepeito tanto como o meu amigo, que nenhum homem se sentirá atraído por outro homem e que nenhum homem vestirá vestimentas de mulher.

Agora a permissividade dos novos tempos já permite que inclusivé se casem entre eles e entre elas.

Nem no Evangelho canónico nem nos apócrifos se fala na atrcção de um homem por outo homem, se bem que se insinua que Jesus tinha o Discipulo que mais amava, que tinha um ar efemeninado, mas que hoje se sabe que se tratava de Maria (de Magdala) o Maria Magdalena.
O Evanvangelho segundo Judas Iscariótes vem dar alguma luz sobre o assunto.

Não é por acaso que amulher era considerada um ser sem alma e que por isso não podia entrar no Templo com a cabeça descoberta, ainda hoje se passa o mesmo em relação às muçumanas, mas só no início do século XX a mulher teve o estuto de ter alma como qualquer ser vivente.

Até à libertação dos escravos a mulher estava ao mesmo nível de qualquer escravo, e verdade é que aliança que ainda se usa significa que se posse de alguém.

Confessionário disse...

amigo Elfo, pensamos com embrulho diferente, mas provavelmente com ideias semelhantes. Não vale a pena estarmos a discutir este assunto. Não me leu concerteza a dizer que concordava com esse tipo de relacionamentos. Disse tão só e com caridade e compreensão, aquilo que acho melhor numa situação assim. Mas uma coisa é certa, e nisso continuo a batalhar: Deus ama-nos muito. Muito mais que os homens, e ama-nos como somos. Se não fosse assim, nao seria Deus.

Elfo disse...

Dito pelo CONFESSIONÁRIO:
"Se não fosse assim, nao seria Deus."
Caríssimo confessionáriovou continuar este comentário no Elfo Verde, pois não quero, nem devo importunar o seu precioso espaço.
Um abraço!
O seu comentário será sempre bem vindo como o foi no passado.


Elfo